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1 de dez. de 2020

Ilusões românticas

Ilusões românticas

Ilusões românticas
Por Sarah Chana Radcliffe

Romance é maravilhoso, não é?

Pena que termina pouco tempo após o casamento!

Obviamente, e Torá adverte contra essa prática; o namoro deveria durar 120 anos. Infelizmente, a Torá enfrenta uma difícil competição com os jornais de hoje, revistas filmes e mídias sociais. A mensagem da sociedade moderna é: “Você merece um par perfeito e se o seu não se encaixa nessa descrição, então dispense-o e tente novamente.”

A taxa de divórcio em cidades grandes está em torno de 60% e nas menores, mais “orientadas pela família”, por volta de 50%. Um número substancial de pessoas avalia seus cônjuges insatisfatoriamente. Seria possível que as suas expectativas estão desalinhadas com a realidade?

Bases Para Divórcio

O Judaísmo permite o divórcio. Está ali como uma ferramenta para cura de toxicidade conjugal. Presume-se que todos ou quase todos os casamentos serão desafiantes, de alguma forma dolorosos, bastante dolorosos às vezes, desapontando, aborrecendo, ferindo e tornando-se difíceis.

O divórcio judaico não foi criado para abordar o sofrimento no casamento mais do que o suicídio é tolerado para abordar o sofrimento em viver. O divórcio judaico é para aquele pequeno número de casamentos que sofrem de falhas fatais como violência conjugal intratável ou repulsão sexual ou emocional (nenhuma dessas é uma “falha fatal” quando reage ao tratamento). Na verdade, a maioria dos comportamentos irritantes de seu cônjuge não se qualifica como “falhas fatais”.

Imperfeição Humana Personificada

Seu cônjuge é uma “imperfeição humana personificada.” Você também é, mas aquilo provavelmente não incomoda tanto a você. Em qualquer evento, se seu cônjuge se engaja em qualquer um dos comportamentos seguintes, ele ou ela está dentro das possibilidades normais, desagradáveis de personalidade:

  • Fala desrespeitosa ou ofensivamente
  • Comportamentos negligentes, desatentos ou irresponsáveis
  • Falta de atenção
  • Falta de auto-cuidado
  • Desrespeito pelos seus sentimentos
  • Formas fracas de comunicação
  • Formas fracas de atenção
  • Formas fracas de audição
  • Formas fracas de paternidade
  • Alocação inadequada de recursos como tempo ou dinheiro
  • Questões de humor
  • Inseguranças, ansiedades, temores e fobias
  • Questões de fúria
  • Negatividade, excessivamente crítico, exigente
  • Imaturo, impulsivo
  • Controlador, egoísta, sem consideração
  • Não agradável em qualquer outra maneira

Pessoas imperfeitas se casam e têm filhos. Talvez não deveriam, mas o fazem. Na verdade, como não há pessoas perfeitas, provavelmente é melhor para a raça humana que eles o façam. Em qualquer evento, você casou com um e você é um, portanto não fique surpreso quando seu cônjuge desaponta você num milhão de maneiras diferentes. Ajude seu cônjuge a melhorar mas, acima de tudo, ajude a SI MESMO a lidar com isso.

Leia livros e matérias sobre o assunto, assista aulas, busque conselhos e reze; faça tudo o que estiver ao seu alcance para levar a você mesmo, seu cônjuge e seu casamento a um nível mais alto. A menos que você esteja lidando com uma “Falha Fatal” Certificada na Torá, então o divórcio não pode ser considerado parte da sua solução. O divórcio restringe o processo de crescimento, (por outro lado, se seu cônjuge se divorcia de você, por outro lado, então isso é parte do plano Divino de D'us para sua vida e uma grande parte do seu processo de crescimento.)

Vivendo Com Seu Bashert

D'us conhece intimamente você e a pessoa a qual você escolheu para se casar. Seu cônjuge é, na verdade, seu “bashert” – a alma escolhida para acompanhar sua alma na jornada da vida: seu parceiro espiritual, sua outra metade – está ali para ajudar você a desenvolver SEU potencial.

O basher da pessoa não é necessariamente alguém com quem você se sente bem, é muito mais que isso. Ele ou ela pode irritar você aos poucos até você tornar-se mais tolerante, paciente ou compreensivo. Ele ou ela pode ferir seus sentimentos constantemente até você aprender a se amar mais. Ele ou ela pode criticar até você aprender a ser assertivo. Ele ou ela pode ignorar você até que aprenda a se erguer e lutar por aquilo que deseja. Em outras palavras – se você não aprovou minha pressão – seu cônjuge, mesmo através de seu mau comportamento, pode ajudar você a aperfeiçoar seu caráter, corrigir erros e atingir aquilo que de outra forma você jamais teria atingido. Esse, na verdade, é um dos propósitos do casamento – nos ajudar a crescer.

Quando Vem a Parte Boa?

À medida que você se desenvolve em tudo aquilo que pode ser, adivinhe o que acontece? Seu cônjuge melhora! Seu casamento melhora. Sua vida melhora. O amor romântico é dado como um presente de D'us no início do casamento para nos mostrar aquilo que seremos capazes de atingir mais tarde como um resultado dos nossos próprios esforços individuais.

Coloque seu compasso na direção certa mantenha o curso. Trabalho duro no casamento é a norma. Mas a recompensa é comensurada com o esforço.


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30 de out. de 2020

25 de out. de 2020

Coisas e fatos judaicos para você saber

Coisas e fatos judaicos para você saber

Coisas e fatos judaicos para você saber

O judaísmo revela que a Presença de D’us se revelava no Templo Sagrado de Jerusalém. Mesmo após a destruição do Segundo Templo, a plataforma onde se erguia o Templo continua sendo sagrada, pois o espírito de D’us nunca partiu de lá.


Em 1945, a Alemanha Oriental negou qualquer tipo de responsabilidade nacional pelo Holocausto e se recusou a oferecer reparações para sobreviventes judeus. Foi apenas em 1990 que a Alemanha Oriental admitiu culpa pelo Holocausto. Já a Alemanha Ocidental, a partir de 1951, concordou em compensar judeus pela perda de posses que eles sofreram durante a Segunda Guerra Mundial.


Dia 3 do mês hebraico de Cheshvan, é a data de falecimento do mestre chassídico, Rabi Israel de Ruzhin (1797-1850). O Rebe de Ruzhin foi o bisneto do Rabi Dov Ber de Mezeritch, o Grande Maguid, que sucedeu o Baal Shem Tov na liderança do Movimento Chassídico.


No judaísmo, é possível pedir perdão para aqueles que já faleceram. Deve-se ir ao cemitério, na presença de dez homens judeus, e pedir perdão no túmulo do falecido.


Pouco antes de sua morte, o ditador Joseph Stalin planejava exilar todos os judeus da União Soviética. Nos notórios “Julgamentos dos Médicos”, médicos judeus foram acusados de conspirarem contra Stalin. Essas acusações falsas tinham o propósito de fomentar a ira da população contra os judeus, facilitando a expulsão de todos eles do país.


Os tzares tratavam os judeus de forma tão abominável, que muitos destes foram líderes da Revolução Bolshevique de 1917. Os judeus da Rússia fundaram e participaram de muitas organizações socialistas. Um dos mais importantes conselheiros de Lênin era judeu. Porém, com o passar do tempo, os comunistas russos se voltaram contra os judeus, proibindo a prática do judaísmo e promovendo o antissemitismo.


Devido ao antissemitismo prevalente nas melhores universidades dos Estados Unidos, Abram Sachar, em 1948, fundou a Brandeis University. Brandeis foi fundada com o propósito de ser uma faculdade laica para alunos judeus. A universidade foi nomeada em homenagem a Louis Brandeis, o primeiro judeu a se tornar um juiz na Suprema Corte norte-americana.


Em Tel Aviv, é proibido dirigir um carro na data de Yom Kipur – o dia mais sagrado do calendário judaico. Esta proibição não é apenas religiosa, mas civil também.


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21 de out. de 2020

Vida judaica e pureza familiar

Vida judaica e pureza familiar

Vida judaica e pureza familiar


I. Fontes da Vida – O que é uma Mikvê? Mikvê significa literalmente “junção”. Na Bíblia, quer dizer “junção de águas de fonte natural”. À primeira vista, a Mikveh parece uma piscina normal com águas preservadas a uma temperatura agradável. Sua concepção, porém, obedece a detalhes minuciosos e rigorosos da Halachá (Lei Judaica), para que receba o status de casher (apropriada) e, assim, possa ter uso ritual pela comunidade judaica.

Esta piscina de águas mornas e cristalinas chega à altura do peito e tem acesso por meio de degraus. As modernas instalações recebem um rigoroso controle de higiene e são atraentes e completamente íntimas. Suas dependências adjacentes sao agradáveis e convenientes e contêm todas as facilidades necessárias para a preparação à imersão.

Quando é usada a Mikvê? O uso mais importante de uma mikvê é feito pelas mulheres judias, que imergem mensalmente após o ciclo menstrual e antes de renovar as relações conjugais. É também usada por noivas antes de seu casamento e por convertidos como a última etapa no processo de conversão. Existem mikvaót utilizadas por homens antes do shabat ou das grandes festas. A mikvê também é usada para imergir novas louças e utensílios de cozinha. Em todos esses casos, a imersão na mikvê é um preparo para eventos mais elevados, de significância sublime e espiritual.

A importância da Mikvê – A mikvê é uma instituição comunitária indispensável para o modo de vida, casamento, continuidade e sobrevivência judaicos. A importância das leis de mikvê na vida matrimonial é dada pela Torá, que as vê com profunda seriedade. As leis de mikvê são ensinadas com os mesmos termos solenes empregados na circuncisão e no Yom Kipur. Elas são igualmente decisivas na proclamação do judaísmo de uma pessoa.

É por isso que a halachá ordena a venda de um Sêfer Torá, para que se arrecadem fundos necessários para a construção de uma mikvê, iniciativa que tem até mesmo precedência sobre a construção de uma sinagoga. Mikvê é uma ponte poderosa que nos liga com gerações de mulheres judias que, através dos séculos e em todo o mundo, corajosamente, desafiaram distâncias, climas, perigos e aguentaram zombarias, mas não abandonaram a tradição.

Prova disso são a mikveh encontrada em Massada, datada de dois milênios, e as mikvaót secretas construídas no século XX pelos judeus na ex-União Soviética, apesar do grando perigo que enfrentaram.

A Mikvê de Porto Alegre – A mikvê em Porto Alegre existe há muitos anos, sempre com águas cristalinas.
A fim de atender à demanda crescente de mulheres, os espaços ganharam um estilo renovado e materiais nobres, oferecendo um ambiente aconchegante e acolhedor. Equipada com uma banheira de hidromassagem e acessórios de higiene, a mikvê gaúcha lembra um spa, para o corpo e para a alma. Inspirada nas cores do deserto do Neguev e das águas do Mar Morto, nos tons pastéis de Massada e de Jerusalém, no espírito da nossa história e da nossa ancestralidade, a arquiteta Suzanne Reboh buscou, na ambientação destes novos tons, materiais e texturas, estimular a mente a reconciliar-se e o corpo a relaxar, a fim de propiciar um momento único de espiritualidade e de reencontro com as memórias remotas do nosso povo.

Para mais informações sobre a mikveh e para agendar visitas ou aulas, entre em contato com a Mimi Liberow (3335-1264) ou Reisel Binjamini (3022-6241). [1]

II. Pureza Familiar, por Esther Goldberger

Acho que todo mundo que estuda ou já estudou Judaísmo se deparou com este tópico em algum momento. Em primeiro lugar, deixo claro que sou uma pessoa pratica e nada romântica huahua. Assim sendo, não vou colocar fotos de florzinhas e não vou falar dessa mitzvah como se voce fosse uma criança pequena. Escrevo como eu falo: de uma forma respeitosa e direta.

A Torah não nos fala se uma miztva é mais importante que a outra e nem nos dá uma lista do nível de importância de cada uma. No entanto, devido ao numero de acoes, cuidados e providencias que se referem a mitzvah de taharat hamishpacha (pureza familiar), somos tentados a achar que essa mitzvah eh uma das mais importantes que existem. Mas mesmo assim, ainda não podemos julgar que uma mitzvah eh mais ou menos importante que a outra. Siiiim… temos que reconhecer que nem isso sabemos… e desenvolver a humildade 🙂

Ir a mikvah é um dos fatores mais importantes da VIDA JUDAICA (sem mikvah = sem gerações futuras), mas isso não quer dizer que esta seja a mitzvah mais importante.

Hashem jamais nos disse qual mitzvah Ele considera a mais importante …

IMPORTANCIA DA MIKVA NA VIDA JUDAICA – A halacha (lei judaica) nos diz que a mikva precede a construção de uma sinagoga: para termos uma comunidade judaica, primeiro devemos construir uma mikva e só depois, a sinagoga. Alem disso, a halacha também nos diz que para construir uma mikva, podemos vender qualquer item valioso que a comunidade possua, até mesmo um Sefer Torah!

O QUE É PUREZA FAMILIAR? É a mitzvah que nos ensina que casais possuem um tempo certo para se unirem e um tempo certo para ficarem separados e terem tempo para “recalibrar” sua própria identidade. De uma forma GERAL, casais param de se tocar no inicio do ciclo menstrual da mulher e só voltam a se tocar 7 dias (calendario lunar e não solar) apos o término da menstruação, quando então a esposa pode fazer uma imersão (tevilah) na mikvah e emergir em estado de pureza (tahara).

No Judaismo, uma mulher em ciclo menstrual está em estado de niddah.

Mulheres entram em estado de niddah (traduzido como “impureza”, mas por favor meninas, há mais explicações sobre isso… vou postar as explicações outra hora) quando sangue sai do útero.

Este período de ausência de contato físico varia para cada mulher, mas no GERAL, casais se tocam por 2 semanas e se abstém um do outro por 2 semanas. (REPITO: falo de uma maneira geral, pois o corpo de cada mulher funciona de uma maneira unica).

Se você fala inglês, ha um vídeo muito legal da Jew in the City (Judeu Na Cidade) que explica tudo isso. Se você  está em território americano, canadense ou qualquer outro território onde passe o programa da Oprah, você pode assistir a explicação dela sobre a mikva que eh bem completa … onde ela visita a uma das mikvaot mais bonitas de Nova York.

Após mergulhar na mikvah, a mulher está espiritualmente pura (tahara), ficando assim permitida a seu marido e o casal pode finalmente se tocar. [1]

O QUE É A MIKVAH? Na tradução literal seria mais ou menos “ajuntamento de águas”.

As águas mencionadas em Bereishit 1:10 (Gênesis 1:10) recebem este nome = ‘ajuntamento de águas’ (mikva) que foram chamados de ‘mares’. Por isso, os mares são grandes mikvas!

PERIGO-PERIGO-PERIGO-PERIGO = ALERTA-ALERTA-ALERTA-ALERTA
EVITE USAR O MAR, RIOS E LAGOS COMO MIKVAS!!!

É muito, mas muito perigoso, mesmo que você esteja acompanhada! Há casos onde pessoas se afogaram ao tentar usar o mar como uma mikva… sua vida é mais importante do que tudo!

Para salvar uma vida, podemos até quebrar Shabbat, então isso prova que você não deve arriscar sua vida! Sua vida é mais importante! Por favor consulte sua professora treinada em todas as leis da pureza familiar ou seu rabino e fale a respeito deste assunto.

A situação fica mais perigosa para mulheres que querem respeitar taharat hamishpacha porque elas devem usar a mikva a noite… olha… converse com sua professora ou rabino primeiro, por favor.

Alguns rios e lagos também são considerados mikvaot. ALGUNS, não todos.

E isso serve como um alerta a pessoas que estejam tentadas a usar rios e lagos como mikvaot… sem instruções da professora de taharat hamishpacha ou do rabino, você jamais saberá se o rio ou lago que você pensa em usar entra na categoria de mikva ou não.

Alem de todo esse perigo, usar o mar, rios e lagos como uma mikva não é nada poético… a mulher tem que achar um local onde não será vista, alguém (uma amiga ou marido) tem que ficar de olho pra ver se os cabelos dela ‘mergulharam’ completamente (um fio de cabelo fora d’agua e a tevila não é considerada casher), a água do mar está sempre em movimento, o que torna a experiência um pouco mais arriscada, e nem com vou começar a falar de hatzitza… como você já viu: é possível usar o mar como uma mikva, mas não é recomendável.

MIKVAS CONSTRUIDAS POR MÃOS HUMANAS – As leis de construçãoo de uma mikva são tao complicadas, que ocupam um tratado inteiro da Mishna. Em resumo, uma porcentagem das águas da mikva construída por mãos humanas vem de água da chuva (mas pode vir de neve tbm, ou uma fonte subterrânea de águas naturais, etc, etc. Rabinos que recebem especialização neste assunto são aptos a decidir qual tipo de água de adequado ou inadequado para a construção da mikvah)

DE ONDE VEM O CONCEITO DE PUREZA ESPIRITUAL? O ciclo menstrual da mulher está ligado ao seu sistema reprodutor. Isso quer dizer que todos os meses a mulher tem o potencial de gerar vida, que é um dos nossos propósitos aqui na terra: ‘pru urvu’, ‘crescei e multiplicai-vos’. Quando a mulher engravida, seu nível espiritual aumenta, pois ela está criando uma vida dentro de si.

Quando esta vida não eh gerada… well… seu corpo expele o potencial de criação e ela se encontra em um nível espiritual inferior. Por causa disso, depois do termino do período menstrual, a mulher necessita de mais 7 dias (no calendário lunar) para se recuperar espiritualmente e fisicamente da experiencia, e só então ela pode visitar a mikvah. Quando a mulher emerge das águas da mikva, seu estado espiritual está amplificado e ela se sente totalmente espiritualizada e renovada! É realmente uma experiência incrível!

TAHARAT HAMISHPACHA E MULHERES – Taharat hamishpacha é uma das 3 mitzvot femininas (acender velas de Shabbat, fazer challah e cumprir taharat hamispacha), e assim sendo, mulheres são as responsáveis por seu cumprimento e controle. Os maridos participam, mas é a mulher que toma iniciativa no cumprimento desta miztvah.

QUAL A VANTAGEM? Além das vantagens espirituais, a prática desta mitzvah aproxima os casais que se amam, independente de quantos anos de casamento tenham, já que eles sempre estão em expectativa pelo período em que poderão se tocar.

ESSA MITZVAH TEM PODERES MÁGICOS DE UNIR CASAIS E TORNAR OS FILHOS MAIS SANTOS, INTELIGENTES E BONITOS? Não há mágica no Judaismo.

Se um casal se encontra em crise e deseja salvar seu casamento, alem de taharat hamishpacha, eles devem dialogar bastante e se for necessário, procurar ajuda profissional. Mitzvot não são fórmulas mágicas, são atos que nos conectam a Hashem. Hashem criou seres humanos que Ele ama, e não fantoches manipulados em um circo de mágicas. “Filhos de mikva” ou não, somos humanos = responsáveis por nossas escolhas e por nossas ações. Hashem coloca a nossa frente o caminho da vida e da morte e nos diz para ESCOLHER A VIDA! Devarim (Deuteronomio) 30:19. A escolha eh nossa.

QUEM PRATICA TAHARAT HAMISHPACHA? Ao contrario do que todos pensam, 100% das mulheres religiosas e muitas seculares (não-religiosas) praticam esta mitzvah. Em Israel, onde 100% dos casamentos entre judeus devem ser registrados na rabbanut, tanto judias ultra-ortodoxas quanto ateias recebem aprendem esta mitzvah em um curso de como se cumprir esta mitzvah. O resultado é que depois do curso, MUITAS das judias seculares reconhecem a importância desta mitzvah e a cumprem de livre e espontânea vontade.

Fora de Israel, onde o curso é opcional (ninguém vai obrigar uma judia não religiosa a estudar esta mitzvah), algumas mulheres não-religiosas também decidem aprender cumprir a mitzvah de pura e espontânea vontade, assim como as israelenses. Kol hakavod (parabéns!) pra elas, pois realmente estão cumprindo a mitzvah de coração e com muita sinceridade!

Para casais ortodoxos, taharat hamishpacha eh uma regra indiscutível. Não há discussão ou dúvidas de “será que cumpro ou não?”. Eh a lei e ponto final.

MULHERES SOLTEIRAS QUE TENHAM UMA VIDA SEXUAL ATIVA PODEM IR A MIKVAH? Sim e não. Ou seria não e sim? Tudo depende do grupo judaico ou da comunidade (bairro, sinagoga) onde a mikva for construída.

Em Israel e em países onde a população judaica é grande e desta maneira, ha muitas mikvaot disponíveis, é impossível saber quem é casada ou não. Em certas comunidades israelenses, grande parte das atendentes, também conhecidas como “mikva ladies” (mulheres que assistem a imersão para certificar sua validade) são funcionarias do governo… então elas não podem nem sequer perguntar o estado civil das mulheres que usam a mikva.

No entanto… ha “mikva ladies” (mulheres)que mesmo trabalhando para o governo, se opoem quando percebem que a mulher é solteira (elas percebem pela falta de aliança na mão esquerda ou falta de familiaridade da mulher com a imersão) e não lhes permite usar a mikvah.

Agora em países com comunidades judaicas pequenas, onde as mikvas geralmente ficam dentro do terreno da sinagoga e assim sendo, pertencem a sinagoga, tipo… em um bairro onde todo mundo conhece todo mundo… eu acredito que não permitam que mulheres solteiras ou divorciadas usem a mikvah…

QUEM PODE ENSINAR ESSA MITZVAH? Antigamente, as mães ensinavam suas filhas. Atualmente, as mães não fazem mais isso (falando de uma maneira geral) e passaram a responsabilidade para professoras especializadas em todos os detalhes desta mitzvah. Tais professoras ensinam pacientemente para a kallah (noiva) esta mitzvah em aulas particulares.

Grande parte destas professoras trabalha em caráter voluntario, no entanto, é uma boa ideia lhes entregar um presente no final do curso.

COMO SÃO AS AULAS? A maneira ideal é que esta mitzvah seja ensinada em aulas particulares: professora-aluna. Assim, elas terão tempo de conversar, a kallah (noiva) ou aluna que seja casada, pode abrir o coração e tirar TODAS as dúvidas que jamais teria coragem de perguntar se houvesse uma terceira pessoa na aula… A professora pode repetir infinitas vezes as regras e dicas para o cumprimento da mitzvah. As professoras são suuuuuuuuuuuuuper pacientes. Não há pressa nenhuma nas aulas. A responsabilidade da professora é tremenda, pois se ela ensina qualquer detalhe errado… uau… a vida da kallah (ou da mulher casada) e de sua família estarão comprometidas. Por isso as professoras tem que passar por um curso especializado.

COMO É UMA MIKVA? Assim (clique aqui para ver um post com fotos de mikvas de conversão). E todos os preparativos para retirada de hatzitza encontrados neste tópico devem ser cumpridos por mulheres que praticam taharat hamishpacha.

MIKVA E TIKVA – Todas nos aprendemos de nossas professoras que a palavra ‘mikva’ está ligada a palavra hebraica ‘tikva’, que significa ‘esperança’. Bonito, não? Ajuntamento de águas, águas que purificam, importância de relacionamentos, renovação espiritual e esperança! Sim, ha inúmeros insights sobre essas duas palavras.

MIKVA E GRAVIDEZ – A mulher que tem uma gravidez saudável não precisa ir a mikva até após o nascimento de seu bebê.

MIKVA E AMAMENTAÇÃO – Uma mulher saudável tem o seu ciclo menstrual interrompido durante o período de amamentação, assim sendo, ela é tahara (estado espiritual de pureza) do momento que visitou a mikva (depois do nascimento da criança) até o momento onde seu corpo naturalmente volte ao estado de niddah. Algumas mulheres amamentam por 2 anos, e ficam em estado de tahara (sem precisar ir a mikva) neste período.

MIKVA E ABORTO – Seja o aborto involuntário (espontâneo) ou voluntário, a mulher se encontra em estado de niddah.

MIKVA E MENOPAUSA – Quando o ciclo menstrual se encerra, a mulher que visitou a mikva depois de seu último estado de niddah entra em um estado de pureza continua. Se uma judia nunca foi a mikva na vida e entrou em menopausa, ela ainda pode ir a mikva uma única e ultima vez para se purificar do estado de niddah. Depois que ela emergir das águas, ela entrará no mesmo estado de tahara (pura, pureza), como qualquer outra mulher judia que tenha sempre ido a mikva.

“Perai, Esther. Como assim? Ela só foi na mikva uma vez na vida e é tao pura quanto a mulher que foi a vida inteira?” Pois é, a mikva é um dos mandamentos mais misteriosos que há e a ligação da palavra ‘mikva’ e ‘tikva’ é real. Há esperanca para todos. Uma mulher que visitou a mikva uma única vez na vida (apos entrar em menopausa), se torna tao pura quanto uma que foi a mikva a vida inteira.

RELEMBRANDO A MITZVAH – Devido ao passar do tempo, gravidez, amamentação ou até mesmo falhas na memória, é TOTALMENTE NECESSÁRIO que uma mulher casada reveja os princípios desta mitzvah, seja com ajuda de uma professora ou sozinha com seu marido.

TECNOLOGIAS – Hoje em dia há apps e vários websites que ajudam as mulheres que cumprem esta mitzvah a manter o “calendário” de uma maneira correta. No entanto, não use tais calendáarios online sem ajuda de uma professora, pois sem a devida instrução, eles confundem mais do que ajudam.

Um pouco de minha vida pessoal…Eu me tornei uma professora da mitzvah de taharat hamishpacha há alguns meses atras, na verdade.

Recebi meu treinamento na organização liderada pela nossa amada Rebbetzin Tehilla Abramov. Hoje ensino (ou simplesmente ajudo) mulheres casadas que desejam conhecer (ou rever) esta mitzvah tão essencial na vida judaica.

TUDO A SEU TEMPO CERTO!!!!
Você, mulher judia ou estudante em um curso de conversão ao Judaismo AINDA É SOLTEIRA e quer aprender as halachot de taharat hamishpacha? Não, amiga… por favor entenda que tudo tem o seu tempo certo, ok? Estudar algo premeditadamente pode causar efeitos NEGATIVOS, pois tal material não será passado para você por uma professora, correto? O que mulheres solteiras devem saber é que essa mitzvah existe. Os detalhes de como a mitzvah será cumprida serão ensinados na HORA CERTA, ou seja, APÓS O SEU NOIVADO.

MULHERES NÃO-JUDIAS OU JUDIAS QUE NÃO SE INTERESSAM EM CUMPRIR A MITZVAH = O corpo feminino está sempre evolução. Médicos sabem disso e as vezes, eles precisam de informações detalhadas sobre o funcionamento do corpo de suas pacientes. Se você se encontra em uma das descrições acima, é aconselhável que você simplesmente anote as datas em que seu ciclo menstrual se inicia e termina, a fim de ajudar futuros tratamentos médicos. Auto-conhecimento físico e emocional é uma ferramenta muito importante quando tratamos de nossa saúde. Hoje em dia há apps ou calendários que você pode acessar em seu comportador ou smartphone que irão lhe ajudar a manter estas informações sempre atualizadas. Kol tuv, Esther [2]

Fontes: [1] http://www.chabadpoa.org/templates/articlecco_cdo/aid/1847828/jewish/Fontes-da-Vida.htm
[2] A Vida Pratica Judaica, 08.06.2015: https://www.vidapraticajudaica.com/single-post/2015/06/08/Pureza-Familiar
Coordenador: Saul S. Gefter, Diretor Executivo 18 de Sivan de 5778 – 01 de junho de 2018

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A  vida judaica na Europa antes do holocausto

A vida judaica na Europa antes do holocausto


A vida judaica na Europa antes do Holocausto
Em 1933, quando os nazistas assumiram o poder na Alemanha, havia judeus vivendo em todos os países da Europa. Cerca de nove milhões de israelitas viviam nos países que viriam a ser ocupados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. No final da Guerra, dois terços dos judeus europeus haviam sido assassinados e a vida judaica na Europa alterada para sempre.

Em 1933, as maiores comunidades judaicas estavam concentradas no leste europeu, principalmente na Polônia, na União Soviética, na Hungria e na Romênia. A maioria deles vivia em áreas urbanas ou em aldeias-- chamadas de shtetls-- de maioria populacional judaica. Sendo uma minoria discriminada dentro das culturas nacionais majoritárias onde viviam, os judeus do leste europeu eram obrigados a levar uma vida isolada. Assim, entre si eles falavam seu próprio idioma, o iídiche [que combina elementos do alemão antigo e do hebraico], e através daquela língua tinham uma rica literatura, teatro e cinema. os Naquela época, os israelitas mais velhos ainda se vestiam de modo tradicional, os homens usando solidéus [pequeno círculo de pano que cobre a cabeça masculina como forma de respeito à presença Divina] ou chapéus e, pelo mesmo motivo religioso, as mulheres cobriam seus cabelos com perucas ou lenços. No entanto, muitos jovens israelitas nas cidades maiores já haviam passado a usar roupas e costumes modernos.

O número de judeus que vivia na parte oeste da Europa – Alemanha, França, Itália, Holanda e Bélgica – era muito menor que no leste europeu e, assim sendo, tendiam a adotar a cultura majoritária de seus compatriotas não-judeus. Eles tinham também acesso a uma educação mais formal e moderna do que seus correligionários do leste europeu, fazendo parte de uma população urbana. Vestiam-se e falavam os mesmos idiomas que a maioria da população local empregava e, pouco a pouco, as práticas religiosas tradicionais e a cultura iídiche passaram a desempenhar um papel menos importante em suas vidas.

Os judeus podiam ser encontrados em todas as áreas profissionais: eram fazendeiros, alfaiates, costureiras, operários de fábricas, contadores, médicos, professores e proprietários de pequenos negócios entre outras atividades. Algumas famílias eram ricas, mas a grande maioria era pobre. A maior parte das crianças interrompia seus estudos cedo para trabalhar e ajudar a família a sobreviver, enquanto poucos outros conseguiam continuar sua educação até o nível universitário. Com todas as diferenças sociais e econômicas entre si, ainda assim todos os judeus tinham algo em comum: por volta de 1930, com a chegada dos nazistas ao poder na Alemanha, todos eles se tornaram vítimas em potencial e tiveram sua vida mudada para sempre.

DATAS IMPORTANTES

SETEMBRO DE 1791
OS JUDEUS SÃO EMANCIPADOS NA FRANÇA

O termo "emancipação dos judeus" significa a remoção de toda discriminação legal contra os judeus e a concessão de direitos iguais aos dos demais cidadãos de um país. A França estava na vanguarda do movimento de emancipação. Em setembro de 1791, a Assembléia Nacional francesa concedeu direitos de cidadania àqueles judeus que fizessem um juramento de fidelidade ao estado, mas em outros países-- como a Grécia em 1830, Grã-Bretanha em 1858, Itália em 1870, Alemanha em 1871 e Noruega em 1891-- isto só aconteceu muito mais tarde. Embora a igualdade civil fosse assegurada por lei, os judeus europeus continuaram a sofrer com o antissemitismo e a discriminação social.

24 DE JUNHO DE 1922
POLÍTICO JUDEU ASSASSINADO NA ALEMANHA

Walter Rathenau, judeu, uma das figuras políticas mais importantes da República de Weimar, foi assassinado por radicais de direita. Rathenau, presidente da AEG (General Electric Corporation da Alemanha) desde 1915, tornou-se ministro das relações exteriores da República de Weimar em 1922. Por ser judeu, ele era odiado por grupos de direita, principalmente por sua política de fazer cumprir os termos do Tratado de Versalhes e sua tentativa de normalização das relações com a União Soviética. Seu assassinato foi um sinal da campanha antissemita de direita, que culpava os judeus pela derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.

9 DE MARÇO DE 1936
POGROM EM PRZYTYK, NA POLÔNIA

Naquele dia, uma onda de violência irrompeu na Polônia. Três judeus foram mortos e mais de sessenta ficaram feridos na cidade de Przytyk. Nos dias seguintes ao ataque, o pogrom se espalhou pelas cidades vizinhas e, mesmo antes de acabar, os atacantes já haviam linchado mais de 80 judeus e ferido mais de 200 outros. Entre 1935 e 1937, a violência contra os judeus espalhou-se pela região central da Polônia. Pogroms contra os israelitas também tiveram lugar nas cidades polonesas de Czestochowa, Lublin, Bialystok e Grodno.

Fonte: Encicopledia do Holocausto

Original:https://encyclopedia.ushmm.org/content/pt-br/article/jewish-life-in-europe-before-the-holocaust


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