Coisas Judaicas: relacionamento

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8 de mar. de 2019

Por que não estou me apaixonando?

Por que não estou me apaixonando?

Por que não estou me apaixonando?Aron Moss




Pergunta:

Preciso de algum conselho urgente sobre amor. Tornei-me bastante próximo de uma moça que realmente parece ter tudo que estou procurando numa esposa. Nós nos damos bem, parece que desejamos as mesmas coisas da vida, e tudo está combinando. Esta é a primeira moça que conheci com quem posso realmente imaginar me casando. O problema são meus sentimentos. Parecem estar bloqueados. Certamente gosto muito dela, mas aquele sentimento avassalador, profundo e intenso de amor ainda não chegou. Sei o que é isso porque já tive antes. Não quero abrir mão desse relacionamento, portanto o que posso fazer para dar uma ligada no meu coração?

Resposta:

O amor somente pode brotar num coração aberto. Quando nosso coração está fechado não podemos sentir afeição, mesmo quando aquela afeição está realmente ali. E o que torna um coração fechado é o medo.
Você está assustado. Tem medo do seu sonho se tornar realidade. Você finalmente conheceu uma moça que poderia realmente ser sua esposa. É isso pelo qual você tem rezado, esperado, durante tanto tempo. E agora que está à sua frente, você está dominado pelo medo.
É assustador dizer adeus à vida de solteiro. É assustador aceitar que você irá se casar com uma pessoal real com falhas e defeitos, não uma pessoa perfeita imaginária. É assustador entender que você está crescendo e a ponto de começar o próximo estágio da vida, com todas as alegrias e desafios que ele irá trazer.
Medo e amor não podem ser sentidos ao mesmo tempo. São opostos. Medo é o anseio por ficar firme, enquanto amor é o anseio para ficar mais próximo.1 Portanto ironicamente, quando você conhece uma séria candidata para casamento, seu coração é paralisado pelo medo de que isso poderia realmente dar certo. Seus sentimentos bloqueados poderiam ser um bom sinal; o medo poderia indicar que este é um relacionamento que vale a pena buscar.
Se você deseja dar uma chance, primeiro precisa acalmar seus temores. Faça uma longa caminhada, sozinho, e observe o que está ocorrendo dentro de você. Admita que está com medo. Reconheça que isso nada tem a ver com ela, e tudo a ver com você. Fique à vontade com a ideia de que você pode ter encontrado sua parceira. Agradeça a D'us que enviou a você uma moça tão maravilhosa. Acredite em si mesmo, que está preparado para se ligar e tornar-se um homem casado. Deixe que essas ideias entrem lentamente, encare a realidade, e fique em paz com ela.
Depois que você aquietar seus temores, seu coração vai se abrir. Então, se ela de fato for a pessoa certa, não vai demorar muito para que os sentimentos calorosos transbordem.

NOTAS
1.
Sifri 6:5: “Você não pode ter o amor no mesmo lugar que o medo, ou o medo no mesmo lugar que o amor, exceto em emoções Divinas.” Podemos amar e temer a D'us ao mesmo tempo, porque essas emoções vêm dos poderes Divinos da nossa alma. Assim como D'us pode lidar com paradoxo, nossa alma Divina também pode. Mas nossas emoções humanas normais, quando aplicadas a relacionamentos humanos, não podem lidar com opostos. Ao mesmo tempo podemos somente sentir ou amor ou medo, não ambos.

7 de nov. de 2017

Dez conselhos para maridos

Dez conselhos para maridos


Dez conselhos para maridosApós dar este conselho a um jovem que iria se casar, compartilhei-o com algumas amigas da minha esposa. A reação delas foi unânime: “Você poderia dizer isto ao meu marido?”

Estou partilhando na esperança de que possa ser útil a alguém.
1 – Quando sua esposa faz ou diz algo danoso – e isso irá acontecer – apenas siga em frente. Sim, sua esposa fica emotiva e irracional. Apenas esqueça. Mas não espere que isso funcione de maneira diferente. Jamais presuma que ela vai esquecer algo errado que você fez.
2 – Antes de criticá-la, pergunte a si mesmo se é realmente importante a longo prazo. Não é melhor deixar as coisas passarem?
3 – Esteja preparado, e feliz, em buscar conselho. Isso é especialmente verdadeiro no primeiro ano. Você ficará grato por fazê-lo. Melhor lidar com uma pequena questão agora do que com um problema enorme, sem solução, mais tarde. Simplificando: Aquilo que faz sentido a você parece tolice para ela, e vice versa, porque mulheres pensam de maneira totalmente diferente da sua. Aconselhamento ajudará vocês a se entenderem melhor.
4 – Encontre maneiras de fazê-la rir todo dia. Não importa o que você faz, até mesmo coisinhas engraçadas. Ela irá apreciar.
5 – Jamais levante a voz. Isso desencadeia um instinto de fuga e proteção para ela. Você terá dificuldades em voltar à normalidade depois de gritar. Você pode não entender que os homens tendem bastante a erguer a voz. Gritamos para firmar um argumento. As mulheres somente gritam quando estão furiosas. Portanto, quando sua voz é erguida, elas registram “ele está furioso comigo”.
6 – Cumprimente-a todo dia. Encontre coisas para elogiar. Poderia ser algo que ela fez ou algo que está vestindo. Demonstre que você a nota e a valoriza.
7 – Compre flores para ela. Flores são importantes. Elas dizem “Gosto de você”. Elas dizem “Eu valorizo você.” Elas dizem “Você é linda para mim.” Elas dizem “Embora eu seja um homem e flores que morrerão daqui a uma semana sejam um enorme desperdício de dinheiro e não façam qualquer sentido, você ainda vale muito para mim.” Se você está com pouco dinheiro, compre uma flor.
8 – Ignore declarações como “Você não precisa comprar-me um presente de aniversário.” Compre um presente para ela.
9 – Trate-a com respeito. Seja cavalheiro. Abra a porta para ela. Ajude-a com o casaco. Ajude-a a sentar. Traga chá para ela numa xícara bonita e sente-se com ela e a escute. Faça-se sentir-se como uma princesa. Claro que você não conseguirá fazer isso o tempo todo, mas faça com frequência suficiente para que ela saiba como você se sente a respeito dela.
10 – Quando ela se vestir bem, separe um momento para apreciar e diga-lhe como ela parece bonita. Ela gastou muito tempo e energia se vestindo. Demonstre que você a valoriza. Aprenda essas palavras:
- Bonita
- Elegante
- Querida
- Impressionante
- Linda
- Maravilhosa
- De tirar o fôlego

Tente usar a palavra certa.

POR YITZI HURWITZ

3 de jul. de 2017

Cansou de procurar sua alma gêmea?

Cansou de procurar sua alma gêmea?

Coisas Judaicas
 Conhecer alguém pode ser doloroso. Você coloca seu coração ali, aumenta suas esperanças, e não funciona. Ou você faz tudo certo, concorda num encontro para um café, e a pessoa que você conhece não é aquela que você estava esperando. Ou seu colega de trabalho apresenta você ao seu amigo, que é “simpático”, mas sente que algo sobre ele ou ela não funciona.
Aonde quer que você vá, casais felizes estão de mãos dadas, olhando-se nos olhos, agindo como tolos, mas o último relacionamento que você teve terminou quando seu/sua pretendente “amava” você mas “não estava apaixonado/a” por você. Ou quando a maioria com quem você sai parece ter múltiplas perspectivas, como se fosse comprar produtos. Muitas vezes parece que o clima dos nossos tempos é que as pessoas simplesmente resistem ao compromisso necessário para construir e manter um relacionamento saudável.
Seja devido a “questões de compromisso” (real ou imaginário), não importa. O principal é – estamos cansados de sair, de procurar. “Eu ficaria melhor sozinho”, você diz a si mesmo, a seus amigos, ao seu terapeuta, e à sua mãe que quer desesperadamente ter netos. Pare!Temos uma alternativa:

Entenda quem você é

Você poderia dizer: “Não há ninguém para mim nessa cidade inteira.” Tudo bem mas quem é você? Tem certeza de que sabe quem é e o que deseja? Talvez sua visão de si mesmo esteja nublada; talvez você não consiga encontrar seu/sua parceiro/a porque não está certo/a de – e não expressa – sua identidade interior, quem é você na parte mais profunda da sua psique. Pergunte a si mesmo: está sendo sincero com você mesmo/a, ou está sendo aquele/a que você acha que as pessoas querem conhecer? Descubra sua voz. Quando você está vivendo seu propósito de vida, sendo aquilo que pode ser, tem 100% mais chance de atrair a pessoa certa para a sua vida. Afinal, será que podemos encontrar nossa alma gêmea se ainda não encontramos a nossa própria alma?

Conduza o encontro numa boa

Coisas JudaicasQuando você encontra alguém de quem gosta, por que não tentar primeiro conhecer a pessoa antes de se tornar romântico? Você não precisa se proteger por ter parado completamente de sair; você pode apenas mudar a forma como está saindo. Não permita a si mesmo a sentir-se pressionado de andar mais rápido que o necessário. Construa expeirências positivas juntos; fale sobre seus valores; perceba como a pessoa se comporta. Levar o encontro vagarosamente lhe protege de se queimar. Se vocês pretendem ser um casal, devem conhecer bem um ao outro antes de mostrar a força poderosa do romance; isso poderá fortalecer seu relacionamento. Se você não sente a possibilidade de formarem um casal, você não colocou seu coração e talvez tenha feito mais um/a amigo/a.

Respeite a si mesmo

Seu coração e sua alma – bem como o coração e a alma da pessoa com quem você está saindo – são sagrados. Um relacionamento não é uma interação frívola; é a maneira pela qual duas pessoas se conectam, e constroem algo juntas. Um relacionamento deveria ser preenchido com divertimento e espírito; mas não é um jogo. Respeite sua própria dignidade e a dignidade da pessoa com quem você está se encontrando – respeite a dignidade de seu relacionamento; eleve o padrão das suas expectativas – e o relacionamento tomará uma nova dimensão, provendo você com a clareza de concretizá-lo ou não.

Estabeleça suas intenções e as comunique

Se você está procurando se casar um dia e a pessoa que você está saindo está “jogando no campo”, não se engane em pensar que você é tão maravilhoso que vai ganhar o coração dela ou dele e convertê-lo a uma vida inteira de monogamia com você. Se você pensa em compromisso, somente encontre outras pessoas que pensem da mesma forma. Estabeleça suas intenções: você quer encontrar sua alma gêmea. Comunique-as: se você assustar a pessoa sendo claro ao dizer que deseja manter um relacionamento sério e não está interessado ganhar o afeto de alguém, pelo menos você não será machucado.

Defina quem você está buscando

Relacione as três qualidades mais importantes que você procura para sua alma gêmea.
Quando você está concentrado e persistente possui a habilidade de assegurar que a sensação de ser descartado irá passar. A melhor coisa que você pode fazer é usar isso como uma ferramenta para o crescimento. Além de perceber que a última pessoa com quem você saiu nao era o que você está buscando, o que você aprendeu sobre si mesmo com o relacionamento? O que isso ensinou a você sobre quem você realmente está procurando? A pessoa tinha qualidades que você quer encontrar na sua alma gêmea?
Se você enxergar os encontros que não dão certo como uma experiência que conduzirá você na direção de sua alma gêmea, cada encontro que não der certo pode ajudar a esclarecer quem você é, e quem você está buscando.



21 de mai. de 2017

Sobrevivência Judaica

Sobrevivência Judaica

Sobrevivência Judaica



Não sou judia, mas tenho um relacionamento com um judeu e gostaria de entender porque não sou bem aceita no meio judaico, que ele frequenta. Por que os judeus excluem outras pessoas? Eu poderia perguntar a ele, mas creio que um rabino poderá dar-me respostas mais completas que meu namorado.

Resposta:

Estou contente por você nos enviado sua pergunta, e por ter nos dado uma chance de responder.

Certamente você entende que toda criatura que D'us criou neste planeta deseja sobreviver. Não apenas cada indivíduo quer continuar vivendo, como as mães desejam ver seus filhos sobreviver, e estas crianças querem ver seus próprios filhos sobreviver e assim por diante. Em outras palavras, cada espécie deseja continuar e lutar pela vida, por tudo que a mantenha viva.

Nós, o povo judeu, também desejamos sobreviver. Somos uma ínfima porção dos seis bilhões que você mencionou. Temos estado por aqui durante quase quatro mil anos. Em certas ocasiões, já chegamos a perfazer 10% do total do mundo. Em outras vezes, muito menos. Neste exato momento, somos menos da quarta parte de um por cento.

Cada povo faz sua contribuição para a humanidade - invenções, ideias, música, arte, cultura. Como povo, temos feito importantes contribuições ao restante do mundo. Entre essas estão o monoteísmo, o valor da vida humana, igualdade perante a lei, o conceito da paz mundial. Todas estas e muitas outras idéias que são importantes em nossa sociedade encontram sua fonte na Torá e em outras tradições do povo judeu. Desde os tempos bíblicos, temos feito muitas contribuições adicionais às sociedades nas quais vivemos, seja em ética, filosofia, medicina, nas ciências... e muitas mais. Portanto, faria sentido que as outras nações do mundo, também, desejassem a nossa sobrevivência.

Nós alegamos superioridade? Não creio. Os cristãos e muçulmanos atestam a verdade do registro bíblico, onde fomos escolhidos por D'us para desempenhar uma missão - ser uma luz para as nações. Afirmamos que D'us nunca mudou de idéia. E, como todos podem ver, desempenhamos grande parte dessa missão. A maior parte da ética que fomos encarregados de ensinar foi aceita pelo restante do mundo. Talvez não a tenham colocado totalmente em prática - mas o farão, e acreditamos que esse tempo chegará em breve.

Excluímos os outros? Absolutamente não. Qualquer pessoa que deseje se juntar ao povo judeu e sua sagrada missão é bem vinda, independentemente de raça, cor, sexo ou antecedentes familiares. Perguntamos somente se desejam cumprir as ordens que D'us nos deu, assim como o povo judeu aceitou aquelas leis quando recebeu a Torá no Sinai há 3.300 anos. E se optarem por não se juntar, acreditamos que as pessoas justas entre as nações compartilharão as recompensas nos tempos vindouros. Não conheço nenhuma outra religião tão liberal a ponto de dizer algo assim: "Você não precisa se juntar a nós, não precisa fazer as coisas que fazemos, apenas acredite no único D'us e cumpra os requisitos básicos de todo ser humano para com a sociedade, e você fará parte."

Portanto, o que há de tão terrível em desejarmos sobreviver? Obviamente, não sobreviveremos se casarmos com outras pessoas e se criarmos nossos filhos com outros conceitos e valores alheios ao judaísmo. Nosso único caminho para a sobrevivência é que judeus se casem com judeus, e criem os filhos para tornarem-se bons judeus.

Evidentemente, se uma moça de família não-judia decide que quer fazer parte do povo judeu, bem, o que a impede? Não incentivamos este tipo de coisas, porque, acima de tudo, não é do nosso feitio forçar nossa religião aos outros.

Você pode ser um não-judeu íntegro e ser amado por D'us, portanto, por que forçaríamos algo dentro do qual você não nasceu? Você poderia ressentir-se disso mais tarde - como acontece freqüentemente - e isso não faz um bom casamento.

Em segundo lugar, alguns indivíduos se tornam judeus somente por causa do casamento, e uma vez que estejam casados, não se importam mais. Isso significa que precisamos ser rigorosos sobre aceitar convertidos, para ter certeza de que estão fazendo aquilo que realmente desejam.

29 de jan. de 2017

 O valor de uma dona de casa

O valor de uma dona de casa

Um homem chegou em casa, após o trabalho, e encontrou os seus três filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo os pijamas. Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa. A porta do carro da sua esposa estava aberta. A porta da frente da casa também. O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede. Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas. Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão. Sem contar que tinha um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
Será que a minha mulher passou mal?’ Pensou. Será que alguma coisa grave aconteceu?’
Daí viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, sabonete líquido espalhado por toda parte e muito papel higiênico na pia. A pasta dos dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordando água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou a mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou:
Que diabos aconteceu aqui em casa? Por que toda esta bagunça?
Ela sorriu e disse:
- Todos os dias, quando você chega do trabalho, me pergunta: ‘- Afinal de contas, o que você fez o dia inteiro dentro de casa?’
-‘Bem… Hoje eu não fiz nada, FOFO!!!! 

4 de dez. de 2016

    Solteiros em busca de uma nova definição de completude

Solteiros em busca de uma nova definição de completude

    Solteiros em busca de uma nova definição de completudeTodos nós crescemos como filhas e filhos em famílias judaicas na expectativa de que algum dia teríamos nossos próprios filhos e filhas em nossas próprias famílias. 

Aprendemos que o judaísmo era uma tradição centrada na família que havia sido perpetuada através do modelo da família nuclear. Entramos para a universidade sabendo que ao longo do caminho ou depois dela, o próximo passo deveria ser, naturalmente, o de nos casarmos e começarmos nossas próprias famílias. Porém, aqueles que não deram este próximo passo, ou que escolheram deferi-lo por algum tempo, encontraram-se momentaneamente no limbo. 

Na medida em que o judaísmo é uma tradição centrada na família, as pessoas que não se vêem como parte de um família não encontram modelos para expressar seu judaísmo. Uma vez que os solteiros não são definidos primordialmente nem como filhos de seus pais, nem como parte de um casal ou de uma nova família, eles não se encaixam na comunidade judaica. Com cada vez mais pessoas escolhendo casar mais tarde ou permanecerem solteiras e , conforme cada vez mais pessoas se tornam solteiras novamente após um período de casamento ) seja através de divórcio ou por morte do cônjuge), a questão dos solteiros na comunidade judaica deve se tornar cada vez mais proeminente daqui para a frente.

Existirá um lugar para os solteiros na vida judaica? Para examinar essa questão devemos olhar para a imagem judaica do casamento. A tradição afirma claramente que o casamento é necessário para se levar uma "vida boa": ele é visto pelo judaísmo como o paradigma da completude.

Uma exceção famosa ao modelo de casamento como o único modo de vida aceitável é o do sábio talmúdico Bem Azai. Quando foi confrontado pelos seus colegas sobre seu status de não casado, Bem Azai se desculpou dizendo: "O que posso fazer? Estou apaixonado pelo estudo da Torá! O mundo será perpetuado por outros."(Ievamot 63b). Embora o peso da tradição argumente que o exemplo de Bem Azai não é para ser emulado, ele oferece o insight de que nem todas as pessoas podem se realizar no casamento. Seu exemplo nos encoraja a redefinir o conceito tradicional de completude: ao isolar os objetivos do casamento, podemos descobrir modelos alternativos de completude.

Quais são os elementos de uma vida judaica completa? 

Tradicionalmente, o casamento era visto como o caminho para se assegurar os elementos essenciais de 1) procriação, 2) companheirismo e 3) de se evitar sexo ilícito. Mas esses três componentes da completude podem ser redefinidos como 1) compromisso com a sobrevivência judaica, 2) relações humanas satisfatórias e 3) atividade sexual moral ( ou evitar atividade sexual imoral). Estes três valores inerentes ao casamento judaico tradicional podem ser mantidos numa variedade de padrões e escolhas de vida, como veremos a seguir.

COMPROMISSO COM A SOBREVIVÊNCIA JUDAICA

Certamente a centralidade da procriação como objetivo do casamento reflete a preocupação da tradição com o futuro do povo judeu. Considerando a baixa taxa de natalidade judaica e a alta taxa de assimilação e casamentos mistos, há uma preocupação justa sobre as garantias do futuro judaico. Entretanto, é um grave erro concentrarmos nossa preocupação somente nas taxas de natalidade, como os líderes judeus tendem a fazer, pois certamente precisamos enriquecer a qualidade da vida judaica hoje para que possa haver uma vida judaica significativa nos próximos anos. As pessoas que escolhem não ter filhos, mas contribuem para a vida judaica de alguma outra forma, como educação judaica, estudo, serviço à comunidade e tantas outras, estão desempenhando tarefas vitais para a construção de um futuro judaico, as quais não poderiam conseguir desempenhar se estivessem criando suas próprias crianças. Espera-se que uma vida judaica completa inclua algum compromisso ativo para com a sobrevivência da tradição judaica, mas deve-se afirmar e valorizar toda a miríade de formas de se expressar este compromisso.
Além disso, existe a pressão moral que pode ser muito dolorosa. Há uma desaprovação especial dirigida a todas as mulheres judias que não tiveram filhos e, pior ainda, uma mentalidade do tipo "a culpa é da vítima" por detrás de todas as críticas a mulheres judias que nunca se casaram, mesmo as que estão procurando ativamente pelo que uma mulher descreveu com "um mentsh para casar". As mulheres solteiras são acusadas de "escolherem demais" ou de estarem "envolvidas demais com uma carreira". O Talmud diz, "Um homem deve construir uma casa, plantar um vinhedo, e depois disso casar". As mulheres judias não podem arrumar suas vidas nesta ordem. Os interesses numa carreira por parte da mulher ainda parece, para muitos, mais uma ameaça à sua condição de casadoira do que uma parte essencial do padrão de vida de um adulto maduro de qualquer sexo.

    Solteiros em busca de uma nova definição de completudeCOMPANHEIRISMO

O segundo elemento do ideal tradicional de casamento é o companheirismo ou relacionamento. Embora no passado o estado de casamento possa Ter sido o caminho mais efetivo para se obter relações compromissadas, isto certamente não é mais verdade para um grande número de pessoas. As opções na área são tão variadas e mudam com tanta freqüência que um exame mais completo se torna impossível aqui. Dentre os modelos utilizados hoje em dia, estão: 1) uma relação próxima de compromisso com uma pessoa central, do sexo oposto ou do mesmo sexo. Esta relação pode envolver ou não intimidade sexual, uma conta conjunta ou viver juntos; 2) a relação d um indivíduo com um grupo de pessoas, sejam família, uma comunidade, um grupo de amigos, uma chavura ou algum grupo judaico comunitário; 3) uma variedade de relações significativas com uma variedade de pessoas, experimentadas em série ou simultaneamente, possivelmente envolvendo relações sexuais também.

Relacionar-se num nível significativo é essencial para uma vida judaica completa. Porém, o estilo do relacionamento deve ser determinado pelo indivíduo, tentando sinceramente incorporar valores e a ética judaica em sua vida. As perguntas importantes a serem feitas sobre relacionamentos não são se eles são maritais ou não, mas sim se são morais; se preenchem as necessidades e aspirações da pessoas envolvidas e se são válidos judaicamente.

O que é uma relação moral válida judaicamente? Esta questão é central para nossas vidas e merece ser explorada com cuidado.
Pode-se delinear somente alguns elementos aqui: respeito pela outra pessoa e por si como figuras à imagem de Deus, atenção, responsabilidade, sensibilidade, amar ao outro como a si mesmo, cuidar da vida de todas as pessoas envolvidas. Estes elementos são essenciais em todos os relacionamentos judaicos e toda e qualquer relação que apresenta estas características deve ser vista como sagrada. Usando este critério, muitas relações não-maritais são judaicamente completas, enquanto que muitas maritais não o são, apesar das sanções do Estado e do rabinado.

EVITANDO COMPORTAMENTO SEXUAL ILÍCITO

Considerando nosso critério de relações morais discutido acima, devemos separar as relações sexuais em morais ou imorais ao invés de lícitas ou ilícitas. O campo da ética sexual judaica é complexo e não se presta a respostas fáceis. Porém neste campo, talvez mais que em qualquer outro, precisamos dar atenção às necessidades e sensibilidades individuais. As leis sexuais judaicas estão sendo questionadas hoje em dia, em parte porque muitas delas se baseiam em crenças sobre a natureza da mulher que são inaceitáveis. Nossas vidas e valores são tão diferentes das dos nossos antepassados que esta área deve ser submetida a um exame completo pelas nossas melhores mentes e almas até que possamos chegar a um entendimento aceitável de como nossa sexualidade deve refletir nosso judaísmo. É possível começar, no entanto, pela premissa de que uma relação na qual cada um considerasse a si e aos outros como a imagem de Deus e agisse baseado nesta premissa, possa ser a base para uma investigação.

    Solteiros em busca de uma nova definição de completudeUma questão que deve ser levantada é a de se uma relação heterossexual - ou mesmo uma relação sexual é uma condição sine qua non para a completude judaica. Um dos elementos da visão tradicional do casamento era o de que homens e mulheres são diferentes e incompletos um sem o outro , só encontrando completude ao se unir às suas contrapartes.. Esta questão é profunda e complexa e não pode ser esgotada aqui. No entanto, sabemos que, nos últimos anos, homens e mulheres vêm descobrindo e explorando partes de si que eram consideradas inapropriadas no passado. As mulheres estão aprendendo a lidar com seus atributos "masculinos" e os homens estão começando a desenvolver e valorizar os aspectos "femininos" de sua personalidade. Pode ser que, com o tempo, possamos encontrar masculinidade e feminilidade complementares dentro de nós, dentro de um grupo e dentro de uma série de relações cujas combinações e possibilidades ainda nos são desconhecidas. Se isto acontecer, então, não será mais verdade que cada um d nós só pode se completar através de uma união com o sexo oposto, mas sim que pode encontrar suas contrapartes e obter completude de uma infinidade de modos.

O processo de reestruturação das instituições judaicas precisa caminhar de mãos dadas com uma abertura de pensamento acerca todas as opções válidas judaicamente.

Obviamente, as pessoas que escolhem se casar devem ser encorajadas a fazê-lo, pois o casamento é certamente um modo ( e o mais aceito ) de se viver uma vida completa.

Entretanto, aquelas que escolhem não se casar, que adiam o casamento, que estão solteiras contra a sua vontade ou que não estão definidas precisam ser integradas, sentir-se parte integrante da comunidade. Este processo é um processo de reeducação e reavaliação para todos, casados ou solteiros.

Compilado e adaptado a partir de dois artigos: "Single and Jewish: Toward a New Definition of Completeness" de Laura Geller e Elizabeth Koltun, In the Jewsh Woman - New Perspectives, editado por Elizabeth Koltun, Schocken Books, 1976, e "To Be Single, Jewish and Female"' In Jewish and Female, de Susan Weidman Schneider, Simon and Schuster, 1984.
C. S.

3 de dez. de 2016

Preparativos para o Casamento

Preparativos para o Casamento


Resultado de imagem para noiva judiaHá costumes conflitantes sobre a escolha do rabino oficiante – em algumas comunidades o costume é que a família da noiva faça a escolha, em outras é o lado do noivo que escolhe o rabino. Apenas mais uma questão que os lados têm de resolver… Se o casamento é feito numa cidade ou bairro onde haja um rabino reconhecido, todos os casamentos devem ser oficiados pelo rabino estabelecido, a menos que ele concorde em permitir que outro rabino tenha as honras. É importante tomar as decisões sobre o rabino oficiante com antecedência, pois o mesmo pode precisar de documentação para verificar a identidade judaica bem como o status conjugal da noiva e/ou do noivo.

Calendário Judaico é o seu colorido. A vida diária nunca é monótona quando a pessoa está sintonizada com as energias únicas que caracterizam os diferentes períodos que formam o Calendário Judaico. O calendário se move rapidamente de dias de júbilo a dias de luto; de dias solenes a dias festivos. E embora esteja repleto de festas e dias e semanas auspiciosos, não há dois que compartilhem a mesma energia e o mesmo tema; cada um é completamente singular.

Muitas datas no calendário judaico não são oportunas para casamentos. Algumas são descartadas por diferentes razões. Obviamente, os dias mais tristes são ocasiões inoportunas para celebrar a grande alegria de um casamento. Não são celebrados no Shabat ou nas Grandes Festas porque são dias de descanso, quando transações são proibidas – incluindo a entrega da aliança sob a chupá, pela qual homem e mulher se tornam marido e mulher. Em alguns dias festivos no calendário somos exigidos a nos concentrar completamente nas festividades do dia, e um casamento iria constituir uma distração.

Sob a chupá, o novo casal atrai sobre si as bênçãos mais elevadas; bênçãos que perduram pela duração de seu casamento e continuam a beneficiar todas as futuras gerações que resultem dessa união abençoada. Escolher a data adequada é essencial para assegurar que o casal seja o beneficiário dessas bênçãos importantes.

Outro fator importante para determinar a data do casamento é o ciclo menstrual da noiva. O ideal é que o casamento seja marcado para uma data em que possa ser consumado. Os estudos sobre a mitsvá de Taharat Hamishpachá, Pureza familiar, orientará a noiva sobre a opção de controlar medicalmente seu ciclo junto ao seu médico.

Deixando de lado todas as considerações espirituais, o principal fator a se levar em conta quando marcar a data do casamento é a rapidez. Os casamentos devem ser marcados para a data mais cedo possível permitida e recomendada pela Lei Judaica. Os noivos compartilham uma alma raiz, e desde o momento em que suas almas foram “separadas” uma da outra antes do nascimento, suas respectivas “almas metades” têm esperado ansiosas pelo momento em que voltarão a se unir pelo casamento. Agora que a tarefa de encontrar a alma gêmea felizmente ficou para trás, é injusto adiar desnecessariamente a alegre reunião.
Praticamente, também, não é inteligente adiar o casamento mais que o necessário. O período de noivado é caracterizado por emoções acerbadas por parte do casal. Um noivado prolongado serve como uma tentação desnecessária para um casal comprometido a postergar toda a intimidade até depois do casamento.

Preparando-se Para a Cerimônia


Preparativos para o CasamentoUm casamento é uma celebração da reunificação de duas almas gêmeas. A cerimônia e a recepção espiritualmente elevadas são a maneira adequada de celebrar esse evento comovente. Uma festa relativamente modesta enriquecida por cantos e danças alegres, e talvez algumas palavras de inspiração, é realmente um presente para a alma. A tradição judaica não aprova casamentos projetados com ostentação e exibições de opulência.
Nos tempos antigos, muitas comunidades judaicas emitiam várias ordens internas que incluíam limitações nos orçamentos de casamentos e listas de convidados. Atualmente poucas comunidades têm tais ordens, o que coloca o ônus de organizar um evento modesto mas de bom gosto sobre os ombros daqueles que planejam o casamento.
Festas muito extravagantes também têm um efeito negativo sobre a comunidade como um todo. Colocam uma pressão injusta sobre outros, de seguirem o mesmo padrão ou semelhante a ele apesar e mesmo quando suas posses não o permitem.

Participantes Homenageados


No decorrer do casamento, há muitas oportunidades de homenagear os membros da família e/ou amigos queridos com participação na cerimônia, Essas kibudim (homenagens) incluem a recitação das bênçãos sob a chupá e na conclusão da refeição do casamento, lendo o contrato de casamento entre outros mais. Normalmente, os noivos dividem igualmente os kibudim; dando a cada lado oportunidades de homenagear família e amigos. A lista de homenageados deve ser finalizada antes do casamento, e conter possíveis alternativas no caso de algum dos homenageados não aparecer (ou se atrasar).
Um mestre de cerimônias deve ser escolhido com antecedência. O MC fica embaixo da chupá e chama os homenageados para que se aproximem e cumpram a tarefa designada. O MC deve ser alguém familiarizado com os procedimentos de uma chupá, e estar equipado com a lista de homenageados (e possíveis alternativas).
Preparativos para o Casamento
Os indivíduos que desempenham o papel mais importante no aspecto legal da cerimônia são as testemunhas. Segundo a Lei Judaica, eles na verdade efetuam o casamento. Há algumas orientações que ditam quem pode ser escolhido como testemunha.
Os noivos são escoltados até a chupá por dois casais casados. Geralmente são os pais. Se os pais da noiva ou do noivo não podem desempenhar essa tarefa, qualquer outro casal judeu casado pode ser homenageado.

Durante a semana após o casamento, é costume organizar uma série de reuniões festivas, celebrações “Sheva Brachot”, em homenagem ao casal.

4 de set. de 2016

É ser racista querer um cônjuge judeu?

É ser racista querer um cônjuge judeu?


Coisas Judaicas

Pergunta:
Eu estava explicando a um colega de trabalho não-judeu que eu só namoro homens judeus, porque não casaria com um não-judeu. Ele me acusou de ser racista. Fui pega de surpresa e não sabia o que lhe dizer. Como você responderia a uma acusação dessas?

Resposta:
Ao afirmar que você somente namora judeus faz de você uma racista, também dizer que você somente namora com homens a faria uma sexista…? Você está certamente discriminando, mas quem disse que isto é algo negativo? Toda escolha implica em uma renúncia, mas certamente há motivos para isto.

Você não está se referindo sobre o tipo de pessoa com quem deseja trabalhar, ou quem você prefere que se sente ao seu lado no metrô. Você está falando sobre com quem deseja se casar! Ninguém espera que os mesmos critérios que você usa para escolher com quem deseja se casar sirvam, da mesma forma, para escolher para qual emprego deseja se habilitar.

Há muitas mulheres maravilhosas lá fora, mas não podem tornar-se pais de seus filhos. E há muitos homens não-judeus no mundo que são ótimos, mas não podem lhe dar uma família judaica. Você deseja uma família, então busque um homem; você desseja uma família judia, então procura um homem judeu. Não há nada ofensivo nisso.

E não há nenhum tema racial aqui. Judaísmo não é raça nem religião. É uma identidade de almas. O homem com quem se casar pode ser um judeu europeu, ou oriental, um judeu negro ou branco. Pode ser um judeu de nascimento ou judeu por escolha [convertido conforme a Halachá]. Mas se deseja construir uma família judia, ele deverá ser ‘ele’ e deverá ser judeu.
Por Aron Moss
Rabi Aron Moss ensina Cabalá, Talmud e Judaísmo prático em Sydney, Austrália, e contribui frequentemente com Chabad.org.
O casamento é  construído com bondade

O casamento é construído com bondade

O casamento é  construído com bondade
Por Avrohom Kass

Seja bom para o seu cônjuge. Nem uma só pessoa no mundo inteiro se casaria se pensasse que seu parceiro não o trataria com bondade. A bondade é o solo fértil no qual cresce a afeição. 

Bondade é o alicerce sobre o qual uma família forte e saudável é construída. 

A Torá ensina que o mundo foi construído com bondade, e que a bondade é recompensada neste mundo e no próximo.

Bondade é bondade, seja doando um milhão de dólares a um escola ou abrindo sua porta a um estranho em necessidade. As oportunidades para bondade estão disponíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, e a recompensa é imediata!
O casamento é uma instituição voluntária; um indivíduo casado deve continuamente escolher ficar com o parceiro. Esta é a realidade dos relacionamentos, concordemos ou não. Quando a bondade é abundante dentro do relacionamento, a opção de ficar junto é fácil. A bondade assegura a paz no lar. Mostrar bondade ao seu cônjuge é fundamental para o casamento. Sem bondade, seu relacionamento vai azedar, D'us não o permita. Felizmente, é fácil ser bom e estão nas coisas mais simples como algumas como essas oportunidades diárias:

Diga “bom dia”.
Pergunte como ele ou ela dormiu.
Prepare algo para ele ou ela comer.
Ajude a encontrar algo que seu cônjuge não sabe onde colocou.
Confira com seu cônjuge para assegurar que ele ou ela tem tudo que precisa para o dia (dinheiro, comida, informação, etc.)
Ligue durante o dia para dar um alô.
Transmita um recado que estava guardado.
Escute e conforte seu cônjuge se ele ou ela está preocupado.
Ajude nas tarefas do lar.
Fale de maneira gentil e respeitosa.
Faça favores.
Passem algum tempo juntos antes de irem dormir.

Há muitas outras maneiras - planejadas ou não planejadas - de comportar-se bondosamente com seu cônjuge e dele ou dela para com você. Quanto mais você fizer, mais próxima e saudável será sua família.

Por outro lado, uma deficiência de bondade é a fonte de conflitos conjugais e a causa da maioria dos divórcios. Comportamento irado, egoísta ou irresponsável, além de crítica, deixam de lado a bondade e levam ao fim do relacionamento. O fato de que o autor dessa hostilidade se sente justificado não faz diferença. Pouco a pouco, a falta de bondade corrói a própria fundação do relacionamento e todos na família sofrem.

Volte no tempo em que vocês estavam apenas namorando, quando seu cônjuge era apenas seu namorado ou namorada, como ele ou ela tratava você? Certamente com bondade. eu sei disso porque se não fosse assim você teria saído do relacionamento, teria terminado imediatamente seu contato, não querendo vê-lo mais.

Você apenas se casou porque acreditava que a bondade demonstrada no período de namoro iria durar para sempre. E para uns poucos afortunados, isso realmente se provou verdadeiro. Infelizmente, para muitas pessoas, a bondade desaparece e o relacionamento se transforma num doloroso conflito. Mas não precisa ser assim. Você pode facilmente ser mais bondoso com seu parceiro ou parceira. Tome a decisão de ser melhor e comece a comportar-se dessa maneira. Ser bom na verdade é bastante simples. O difícil é começar e não parar. Mas se você o fizer, terá um casamento maravilhoso com os benefícios muito maiores que o esforço. Quando você é bom com o seu cônjuge, e ele ou ela com você, os dois terão muitas recompensas. A bondade vai atrair a felicidade.

A bondade é lembrada. Cada ato de bondade para com o seu cônjuge cria um crédito no relacionamento. Esses créditos são economizados como moedas numa conta bancária. Quando você fere os sentimentos do seu parceiro - com ou sem intenção - esses créditos de relacionamento podem ser usados para restabelecer a harmonia. São como advogados mitigando os sentimentos feridos do seu parceiro, os julgamentos negativos, ou pensamentos para retaliar. Quantos mais créditos você tiver, mais fácil é resolver os erros no relacionamento.

Pesquisas mostram que é preciso, em média, cinco interações positivas para eliminar uma negativa. Assim, quanto mais créditos você tiver, mais erros no relacionamento você pode consertar. Por exemplo se você diz “bom dia” diariamente, mas se esquece um dia, ou seu cônjuge não vai notar ou mencionará isso casualmente. Porém, se você nunca diz “bom dia”, seu cônjuge provavelmente vai concluir que você não se importa com ele ou ela.
Jerry e Susan eram meus clientes (detalhes trocados para proteger a privacidade). Depois que Jerry e Susan tinham eliminado sua ira, estavam prontos para trabalhar de maneira positiva no relacionamento. Eu os instruí: “Façam uma lista de comportamentos bondosos que seu parceiro fez no passado, está fazendo atualmente e poderia fazer no futuro, que fariam você se sentir amado e cuidado.”
Quando eles terminaram de fazer a lista, cada um por sua vez discutiu aquilo que tinha escrito. Então eu disse a eles para trocarem as listas. Jerry ficou com a lista de Susan e ela com a de Jerry. Sugeri que separassem dois atos de bondade da lista do parceiro a cada dia e os fizessem. Expliquei que eram presentes, dados sem quaisquer condições. Eles foram para casa. Da próxima vez que vi Jerry e Susan em meu escritório eles estavam brilhando de tão contentes. Não pareciam ser o Jerry e a Susan que eu tinha conhecido seis semanas antes.

“O que aconteceu?” perguntei.

“Simples”, respondeu Susan. “Fiz aquilo que estava na lista do Jerry, e ele fez o que estava na minha.”

A bondade é contagiosa. Ser bom para com o seu cônjuge cria boa vontade e cooperação. Quando você é bondoso, seu parceiro tem muito maior probabilidade de agir com bondade com você. Proximidade emocional, apreciação e amor ficarão mais fortes com cada ato de bondade que você e seu parceiro demonstrarem um ao outro. Você não precisa fazer terapia para aumentar seus atos conjugais de bondade. Você mesmo sabe o que pode fazer para deixar seu cônjuge feliz.

A bondade é essencial para um casamento feliz. Se você não está preparado para ser bondoso com seu cônjuge, está escrevendo para si mesmo uma receita para um relacionamento falido. Não se pode substituir bondade com dinheiro, boa aparência, uma bela casa, ou viagens exóticas. Bondade é uma atitude que se manifesta em todas as situações. Ser “casado” significa comportar-se com bondade - simples assim. Não há substitutos para a bondade.
Há um ditado: “Tudo que vai, volta.” Quando você dá bondade, recebe bondade. A bondade é algo que você não pode desperdiçar - sempre retorna. Aja com bondade e seu casamento tem grande chance de dar certo.
Por Avrohom Kass
Fonte:  Chabad.org

8 de ago. de 2016

Felicidade no casamento

Felicidade no casamento

Felicidade no casamento



Tenha muito cuidado ao fazer uma mulher chorar, porque D’us conta suas lágrimas. — Talmud, tratado de Bava Metzia 59a.

O Tanakh (Bíblia Sagrada/Hebraica) e o Talmud, nos ensinam a como podemos ser felizes em nosso casamento. Aprendamos com os sábios, de abençoada memória, a como tratar outros; e a como aplicar tais conselhos na romântica vida de casado. Leia a Bíblia, aprenda, e coloque em prática! 

Dedico este texto a minha esposa, רבקה הדסה, que amo muito, a quem procuro diariamente agradar, o que ocorre naturalmente quando se ama alguém verdadeiramente. Mas creio que o conteúdo seja do interesse de todos, judeus ou não, que são casados, ou que tenham o sonho de se casarem.

Trate bem sua esposa, valorize-a! Este texto é sobre Yanah/Ona’at debhari:m (Opressão pelas palavras/Ofensa por palavras) — Causar sofrimento ou tristeza aos sentimentos de outras pessoas por meio de palavras. Lembrando que Rabbi Rashi também comentou sobre isso.
Rabi YoHanan disse em nome de Rabi Shimon bar YoHai “É melhor para o homem atirar-se em uma fornalha ardente, a não constranger sua companhia em público. ”
Uma pessoa deve sempre ter cuidado sobre [a proibição] causando ‘constrangimento/sofrimento’ à sua mulher, porque as lágrimas – sendo frequentes – [significa que a punição para], ao fazer com que ela sofra, está próxima. ”

E mesmo que os portões de oração estejam fechados, os portões de lágrimas não estão. O Eterno ouve o clamor do (a) justo (a), e não fica em silêncio perante as lágrimas. (Salmos 39:13) O rabino Helbo disse: “Um homem deve estar sempre vigilante (extremamente cuidadoso) com a honra de sua esposa, a bênção só é encontrada na casa de um homem por causa de sua esposa (o mérito da prosperidade que é concedida a sua casa é da esposa), como é dito: ‘E a Abhrām, ele era bom por causa dela. ’ — Gênesis 12 [Bere’chith] XII:15”

“E este é [semelhante ao] que Rava disse ao povo de MeHoza:”. Dê a honra á sua esposa, de modo que você pode ser ‘abençoado’. Tendo por base Levítico 25:17, somos advertidos contra as ofensas por palavras, onde pode ser aplicado para que o homem não ofenda sua companhia, nem enganá-la com conselhos, dos quais ela não possa se defender; avaliar a intenção por de trás das palavras em se causar o mal, também é importante. ‘Por que se pode dizer que ona’ah é uma ofensa mais grave, até mesmo do que uma fraude nos negócios? Pois esta é dirigida contra a própria pessoa, mais do que contra sua propriedade.
Felicidade no casamento
 ’ (Pensamento entre aspas simples, baseado no de Steinsaltz) Fraude é uma das traduções para (אונאה) ona’ah, envolvendo (ינה) Yanah, ou seja, desonestidade, enganar, oprimir, tiranizar, maltratar, referindo-se a um (a) injustiçado (a). Basicamente: “causar sofrimento”. Desde frustrar alguém, ofender, insultar diretamente, até mesmo a decepção. Uma ofensa passível de punição nas mãos dos céus.

30 de jan. de 2016

Recarregue as baterias do seu casamento

Recarregue as baterias do seu casamento

Recarregue as baterias do seu casamentoNa semana passada, meu marido surpreendeu-me com uma novidade empolgante.
“Que tal nos livrarmos das nossas obrigações apenas por dois dias e dar uma escapada? Só nós dois! Vamos tirar uma folga das crianças, do trabalho e do ritmo frenético da vida, e apreciar a companhia um do outro.”
As palavras foram música para os meus ouvidos. Todo especialista em casamento sugere isto – e por bons motivos – para reacender o casamento e recarregar as baterias. Mas até estarmos realmente no carro acenando adeus para nossos filhos naquela tarde de domingo, eu quase não podia acreditar que iria acontecer.
Nosso destino – uma surpresa para mim, e escolhido pelo meu marido – foi o lindo cenário das Cataratas do Niágara, a apenas uma hora e meia de nossa casa. Foi uma escolha perfeita – longe o suficiente para sentirmos que viajamos mas não longe demais para sentirmos que não poderíamos manter contato com as crianças, ou voltar caso fosse inesperadamente preciso. O plano era ficarmos fora da tarde de domingo até a noite de segunda-feira, tempo suficiente para dar uma arejada na vida, mas suficientemente breve para fazermos arranjos adequados em nossos horários de trabalho, portanto não sentiriam muita falta de nós.
Meu marido planejou todo o itinerário, preenchendo nosso tempo com atividades e passeios que foram uma mistura de diversão e relaxamento em locais pitorescos. Eu não pude acreditar nos pequenos detalhes em que ele pensara com antecedência, e toda sua pesquisa e coordenação para tornar nossa viagem tão espetacular como foi. À sua maneira característica, ele pensou em tudo, e os dois dias foram de uma felicidade absoluta, recarregando e revigorando nós dois.
No caminho de volta eu, mais uma vez, expressei minha gratidão a ele por tornar essa viagem tão memorável, e ambos resolvemos fazer isso com mais frequência.
“Mas você sabe do que eu gostei mais?” perguntei a ele. Sua curiosidade aumentou à medida que eu continuava. “Foi o fato de ser você a tomar a iniciativa! Mesmo se a viagem não fosse tão perfeita ou bem planejada como foi, mesmo que a acomodação não tivesse sido tão maravilhosa, ou se houvesse falhas em nosso itinerário, para mim, ainda teria sido perfeito, porque você usou tempo e esforço para mostrar que nosso relacionamento era importante para você. Isso significa tudo para mim – mesmo se tudo tivesse saído errado – que você planejou isso para mim!”
Então, qual é a minha mensagem aqui?
Primeiro, para todos os maridos que estiverem lendo isto – tomem a iniciativa para mostrar à sua mulher que seu relacionamento é uma prioridade para você. Alguns dias fora de casa seriam uma boa maneira de começar. Mas se isso não for possível, desde que você decida mostrar que se importa, não se sinta desencorajado pela expectativa de que precisa ser algo extraordinário. Apenas o fato de você dar o primeiro passo e usar sua engenhosidade a farão sentir que é querida e especial. Pense que nossa conexão com D'us é “um relacionamento” também. D'us nos diz; “Abra para Mim apenas a ponta da uma agulha e Eu abrirei para você uma comporta.”
Obviamente, D'us pode fazer qualquer “arranjo” necessário em nossas vidas melhor e mais perfeitamente que nós podemos. Mas talvez, estamos sendo solicitados a “separar algum tempo das obrigações” para demonstrar que nosso relacionamento com nosso Criador é uma parte real e importante da nossa vida.
Talvez aqui, também, nossos esforços não precisem ser perfeitos. Nossas ações não precisam ter o cenário perfeito e pitoresco. Os arranjos nem sequer precisam ser livres de falhas. Nós simplesmente temos de tomar a iniciativa.
Chana Weisberg - Coisas Judaicas


Chana Weisberg é a Diretora de Gerenciamento Editorial de Chabad,org. Escreveu vários livros, incluindo o mais recente, Cuidando do Jardim: Os Dons Únicos da Mulher Judia. Ela atuou como reitora de diversos institutos educacionais para mulheres, e faz palestras internacionais sobre temas relacionados a mulheres, fé, relacionamentos e a alma judaica.

12 de jan. de 2016

Tirando a monotonia da monogamia

Tirando a monotonia da monogamia

Tirando a monotonia da monogamiaOs Sábios do Talmud declaram:
Por que a Torá desejou que uma esposa ficasse separada do marido por sete dias? 
Para torná-la tão desejável a ele como no dia de seu casamento. 
(Talmud Niddah, 31b)

O que é tão sagrado quanto Yom Kipur, mais espiritual que a meditação e a melhor coisa que você pode fazer pela sua vida amorosa?
Você não vai acreditar, mas a resposta é o micvê – o preceito judaico que orienta o relacionamento íntimo entre marido e mulher. A construção de um micvê precede a construção de uma sinagoga.
Existe amor depois do casamento? É possível conservar a paixão e o entusiasmo num relacionamento com um parceiro por mais que alguns poucos anos? Como os judeus adquiriram uma reputação para famílias seguras e calorosas e que durante gerações desfrutam uma harmonia desejável?
Um dos maiores desafios do casamento moderno é o tédio da rotina. Não importa o quanto a lua-de-mel foi fantástica e inesquecível, cedo ou tarde o tédio tende a se instalar. Por fim, inevitavelmente, começamos a não dar valor ao outro. Então sentimos a insatisfação tomar conta e não demora muito estamos a caminho do divórcio. Para aqueles que resolvem permanecer juntos, suportando-se mutuamente, transformam suas vidas em “desespero silencioso".
Os judeus promoviam um plano Divino de controle de qualidade no casamento, que toma medidas ativas que impedem o tédio de destruir um bom casamento.
Em poucas palavras, o método do micvê, ou Pureza Familiar, funciona assim: na época do mês em que a mulher tem seu período menstrual, ela não tem qualquer forma de intimidade física com o marido. Na conclusão do seu período, de no mínimo cinco dias, podendo se estender até não ter mais vestígio de sangue , ela conta sete dias ‘limpos’ ou ‘brancos’ nos quais faz um exame interno e então se prepara para ir ao micvê para realizar a imersão, a santificação espiritual. O micvê a primeira vista é uma piscina limpa, com água aquecida, num ambiente agradável e privado, mas é construído segundo rigorosos padrões haláchicos, Lei Judaica. Após esta imersão, ela e o marido retomam seu relacionamento íntimo.
Os Sábios do Talmud declaram a esse respeito: Por que a Torá desejou que uma esposa ficasse separada do marido por sete dias? Para torná-la tão desejável a ele como no dia de seu casamento. (Talmud Niddah, 31b)
Os terapeutas muitas vezes aconselham casais a "estabelecerem um tempo para o romance". Porém a nossa geração vive uma vida frenética. Com frequência os dois parceiros têm carreiras exigentes, profissões e diversos compromissos.
A pesquisa científica confirma que o amor é um ingrediente vital no desejo. Para os seres humanos, a intimidade deve ter qualidade. Se a intimidade não é o clímax de um vínculo emocional poderoso, acaba por gerar insatisfação, sentimento de vazio, carência e frustração em não ver atendidas as expectativas.
O micvê dá um tempo necessário ao casal. Durante no mínimo doze dias eles nnao tem qualquer relação mais íntima, e para se expressarem e se sentirem próximos usam a linguagem verbal temporariamente no lugar da corporal. Há uma semana inteira de aviso antecipado sobre quando a intimidade será retomada. A noite do micvê, assim, torna-se aquela hora pré-estabelecida para o romance, quando todos os outros compromissos são adiados ou remarcados. Marido e mulher estão contando os dias, esperando o momento de seu reencontro quando as libidos estão sintonizadas e as paixões renovadas.
Há vários depoimentos de mulheres que mergulharam no micvê pela primeira vez antes de seu casamento, ou após anos quando retornaram à imersão mensal para conceberem filhos saudáveis. As mulheres, de diferentes maneiras, expressam o que sentem ao realizar esse preceito Divino:
"Não sou religiosa, mas espero ansiosa minha ida mensal ao micvê para ter uma experiência tocante. Restauro minha espiritualidade e o desejo mais genuíno de estar com meu marido. Sara, Rivca, Rachel, Leah,– todas essas mulheres no decorrer da nossa história fizeram exatamente o que eu acabara de fazer… Eu criara uma conexão com todas elas atravessando milhares de anos. De repente percebi que recitamos a mesma bênção no micvê e criamos uma ponte permitindo. que D’us seja nosso sócio e transborde nossas vidas com Sua fonte especial de bênçãos, fortalecendo nosso amor e nos concedendo filhos saudáveis. Para mim e meu marido o micvê fortalece nossa relação e nosso intenso desejo um pelo outro.”