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10 de mai. de 2020

22 de abr. de 2020

Museu do Holocausto repudia declarações de Cristiane Deyse Oppitz

Museu do Holocausto repudia declarações de Cristiane Deyse Oppitz

Museu do Holocausto repudia declarações de Cristiane Deyse Oppitz     Museu do Holocausto repudia declarações de empresária de Curitiba: 'Analogias implícitas são perigosas'


(Foto: Reprodução)
O Museu do Holocausto de Curitiba se manifestou nas redes sociais  com uma nota de repúdio contra as palavras da empresária curitibana Cristiane Deyse Oppitz em um vídeo, no qual ela sugere identificar com 'fita vermelha' as pessoas que estão em isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus. 

"As pessoas que não querem sair do confinamento, que não querem trabalhar, fazer a economia girar porque, segundo elas, o mais importante é a vida, marquem ou com um laço vermelho na porta ou quando for sair coloque uma fita vermelha. Aí nós vamos identificar você como pessoa que não quer fazer parte deste grupo que quer trabalhar'', diz ela no vídeo postado nas redes sociais em 23 de março. 
Segundo a 'lógica'  dela, a identificação serviria para identificar aqueles que não querem trabalhar e ''não estão contribuindo'' para que, caso precisem, não sejam ''assistidos em momento algum''. O vídeo foi criticado em praticamente todas as redes sociais e os internautas associaram a ideia da empresária à prática nazista de de Adolf Hitler na Alemanha, que identificava os cidadãos judeus com o uso da estrela de Davi.

Veja o vídeo postado pela empresária aqui

"Como instituição preocupada com a construção de uma memória justa e contemporânea do genocídio, tem convicção de que não é necessário que haja uma citação explícita sobre este período nefasto para que nos posicionemos. A ideologia nazista, lamentavelmente, pode sobreviver mesmo sem seus símbolos tradicionais, mas por meio de analogias implícitas. No caso, hoje, a respeito do vídeo postado pela empresária Cristiane Deyse Oppitz, que está circulando na internet. 

Sem nos aprofundarmos na referência deturpada da narrativa bíblica do êxodo do Egito, quais seriam os pontos abomináveis e que remetem ao nazismo dentro dessa, no mínimo infeliz, fala? Em primeiro lugar, a identificação de pessoas que ela enxerga como inimigos sociais – os quais, vale frisar, ao optar pelo isolamento social em razão da pandemia de Covid-19, estão seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O uso de "fitas vermelhas" ou afins para identificar cidadãos contrários ao seu ponto de vista, independente do contexto, guarda similaridade com os decretos que impunham a identificação dos judeus por meio de insígnias. Marcar o outro, quem quer que ele seja, é uma forma de estigmatizar, humilhar e retirar da sociedade (e, consequentemente, de seus direitos associados) estas pessoas. No caso dos decretos nazistas, foi um passo importante que levou ao posterior extermínio da população judaica", diz a nota.

Internautas sugerem boicote a restaurante de empresária

"Em segundo lugar, aprofundando em seu discurso, destacamos a questão do trabalho e da contribuição econômica como fator determinante de quem é o melhor cidadão. A lógica de que os direitos estariam condicionados ao trabalho faz parte de uma concepção segregacionista, que atingiu, nos primórdios nazistas, as pessoas com deficiência. O Aktion T4, programa de eugenia da Alemanha nazista em que médicos assassinaram centenas de pessoas consideradas por eles como "incuravelmente doentes", teve como uma de suas “justificativas” a noção de que a sociedade não deveria gastar recursos com aqueles que não contribuem economicamente para ela. Exemplo disto é um material de propaganda de 1938, em que, ao mostrar a foto de uma pessoa com deficiência, afirma que "60.000 Reichsmark é o que esta pessoa que sofre de um defeito hereditário custa a comunidade do Povo durante a sua vida. Cidadão companheiro, esse é o seu dinheiro também.", afirma nota publicada no perfil do Museu.
Museu do Holocausto repudia declarações de Cristiane Deyse Oppitz


"O nazismo não se iniciou com campos de extermínio, nem mesmo com suásticas espalhadas pelas ruas. Para que isso fosse possível, ideias e concepções deturpadas de humanidade eram divulgadas. Encará-las como normais e aceitáveis é um perigoso flerte com noções que tanto mal causaram à humanidade. Analogias implícitas são perigosas e precisam ser combatidas. Por isso, o Museu do Holocausto de Curitiba, diante de seu papel social, repudia veementemente as declarações de Cristiane Deyse Oppitz".



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23 de ago. de 2017

Todo mundo que eu não gosto é nazista

Todo mundo que eu não gosto é nazista

Todo mundo que eu não gosto é nazista
Ana Paula Henkel: Com mais uma semana de conflitos raciais nos EUA e a narrativa Rússia-Trump perdendo força, pelo menos nesse momento, a máquina de propaganda do Partido Democrata, antigamente chamada de imprensa, agora aposta, lamentavelmente, todas as fichas na carta que se joga na mesa quando todas as outras parecem falhar: a carta do nazismo.
O nazismo é o mal absoluto, sem meios tons, a soma de tudo de mais repugnante e assustador que a história já produziu. O nacional-socialismo é preconceito, racismo, intolerância e brutalidade em seu estado mais bárbaro, selvagem e desumano. As imagens dos campos de concentração, dos corpos de milhões de inocentes empilhados ou jogados em covas coletivas, são lembranças que nunca podem ser apagadas das nossas memórias e de todos os defensores da paz e dos direitos humanos.
Para combater o nazismo com a força e a eficiência necessárias, é fundamental não banalizar o uso do termo, esvaziando seu significado e distorcendo suas características. Se todo mundo que você não gosta é nazista, em pouco tempo ninguém é. Tudo que os neonazistas da vida real mais querem é ser confundidos com participantes de outros movimentos pacíficos e democráticos que pouco ou nada têm a ver com eles, dando a impressão de que são muito mais fortes, numerosos e aceitos do que realmente são.
Depois da Segunda Guerra Mundial, praticamente todos os presidentes Republicanos dos EUA foram chamados de “nazistas”. Até um herói de guerra como John McCain ou um missionário mórmon como Mitt Romney eram constantemente acusados de nazistas pelo crime inafiançável de concorrer democraticamente contra Barack Obama.
Ao sugerir que os eleitores do Partido Republicano ou membros do Tea Party são fascistas ou nazistas, parte da imprensa faz com que os menos de 10 mil membros da Klu Klux Klan e dos grupos neonazistas do país se tornem muito mais difíceis de serem identificados, isolados e responsabilizados por seus atos e crimes. Usar o termo “fascista” ou “nazista” para designar qualquer um que não reze cinco vezes ao dia ajoelhado em direção a uma foto de Barack Obama é criminalizar ao menos metade da população que construiu o país mais livre da história da humanidade.
Os defensores do movimento “antifascista” americano, ou “antifa”, usam a carta do nazismo atualmente como desculpa para tudo: depredação de patrimônio público e privado, destruição de estátuas, queima de bandeiras americanas, lançamento de coquetéis Molotov e garrafas com urina na polícia, cerceamento da liberdade de expressão e violência física contra qualquer um que não seja de esquerda (ou “anarquista”, o eufemismo da moda).
Ao promover confrontos nas ruas contra neonazistas, outra face da mesma moeda autoritária, os “antifas” aproveitam para tentar destruir tudo que seja tipicamente americano, incluindo a democracia, a liberdade, as leis e a ordem pública. Nada de bom sairá disso.
A única saída para combater a intolerância é pela democracia. É cada vez mais difícil distinguir um “antifa” dos fascistas originais, como os camisas negras de Mussolini ou os camisas marrons de Hitler, ao menos para um observador não comprometido com um dos lados. A máquina de propaganda continua a se referir a eles como “justiceiros sociais”, “manifestantes anti-racismo” ou “contra discriminação”, mas em tempos de redes sociais a tarefa de esconder a verdade do público já não é tão simples.
Trump pode ser criticado por suas declarações iniciais de forma racional e construtiva, evidentemente, mas não foi o que se viu. O presidente foi acusado de ser complacente ou até simpatizante de neonazistas por ter, durante os confrontos de Charlottesville, condenado a violência dos “dois lados”. Na TV ouvimos que Trump não apenas apoiava o movimento neonazista, mas que era um deles. É uma acusação grave demais.
A filha do presidente, Ivanka, se converteu ao judaísmo para casar com Jared Kushner, o genro cada vez mais influente e visto como estopim da demissão de Steve Bannon na semana passada. Os netos do presidente, filhos de Jared e Ivanka, são judeus. Trump é apoiado pelo primeiro-ministro israelense e rezou no Muro das Lamentações em Jerusalém em maio deste ano. Se Trump é nazista, já não se fazem nazistas como antigamente.
Nós brasileiros conhecemos bem os grupos que agem como “antifas”, os auto-denominados Black Blocs, desde as manifestações de 2013. O grupo de mascarados arruaceiros vestidos de preto foi recebido nas páginas de jornal com a mesma simpatia na época. O apoio só se encerrou depois da trágica morte do cinegrafista Santiago Andrade, atingido por um rojão na cabeça em 2014. Se são estes os guerreiros “antifascistas”, o mundo precisa urgentemente de alternativas.
A parte mais visível dos movimentos “antifa” hoje é a que tem como agenda a derrubada de estátuas, lembrando os “justiceiros sociais” do ISIS e os talibãs. Alguns políticos do partido Republicano chegaram a dizer “vão acabar querendo derrubar estátuas de George Washington e Thomas Jefferson”, ambos donos de escravos. Como não se pode subestimar a estupidez humana, alguns ativistas começaram a pedir a retirada das estátuas destes que são dois dos mais importantes americanos de todos os tempos. Até uma estátua de Abraham Lincoln foi vandalizada.
A desculpa oferecida pelos justiceiros sociais para derrubar estátuas é proteger os negros das duras lembranças da escravidão. Em resposta, o eterno astro da NBA e membro do Dream Team de 1996, Charles Barkley, declarou sem meias palavras que nunca se preocupou com estátuas e que as prioridades da comunidade negra americana são outras.
Num recado direto aos ativistas de porrete ou teclado na mão, disse: “não vou perder meu tempo pensando se quero derrubar estátuas pelo país ou não, pra mim elas nunca foram importantes, e se você perguntar à maioria das pessoas negras, elas te dirão que nunca pensaram nessas estúpidas estátuas um dia sequer na vida. Vou gastar meu tempo me preocupando em fazer coisas boas para a minha comunidade, para o mundo. O que nós negros precisamos fazer é concentrar em conseguir boa educação e parar de matarmos uns aos outros nas ruas. Precisamos encontrar caminhos para mais oportunidades econômicas para a comunidade negra. Esses são pontos importantes na vida e onde gastarei meu tempo.”
A “violência do bem” é apenas a nova face do mal e, como Barkley deixou claro, não representa a comunidade negra americana. Os justiceiros sociais, das ruas ou das redações, dizem defender os negros, mas deveriam conversar mais com eles para entender melhor suas prioridades.
Publicado no Estadão

19 de out. de 2016

Italiano ofende judeu em aeroporto/RJ e é preso

Italiano ofende judeu em aeroporto/RJ e é preso

Italiano ofende judeu em aeroporto/RJ e é presoEste é o italiano 
Fabrizio Trinchero, pouco antes de ser detido hoje no Aeroporto Tom Jobim após ter proferido ofensas antissemitas a uma família judia carioca. Ao perceber que um rapaz da família usava kipá, Trinchero passou a gritar que não gosta de judeus e que o maior erro de Hitler e Mussolini foi não terem exterminado todos os judeus. 
Em seguida, fez a saudação nazista com a mão erguida. A Polícia Federal foi imediatamente chamada e deteve o italiano, que responderá por injúria racial. O flagrande foi lavrado pelo delegado Marcelo Nogueira e as vítimas assistidas pelos advogados da FIERJ Ricardo Sidi e Ricardo Brajterman. 

Segundo relatos, ao saber que poderá ter seu visto brasileiro cassado, o antissemita desandou a chorar.


O judeu carioca Leo Rabinovich, de 20 anos, está neste momento na Polícia Federal do Aeroporto Antonio Carlos Jobim prestando queixa contra Fabrizio Trinchero, cidadão italiano que passou a ofendê-lo na fila de embarque de um voo da Alitalia ao perceber que Leo usava o kipá (o solidéu judaico). O rapaz estava acompanhado da mãe, que também foi ofendida. Assistido pelos advogados Ricardo Sidi e Ricardo Brajterman, Leo desistiu de embarcar para ir à Polícia Federal.
Segundo seus advogados, Fabrizio (na foto, no momento em que agredia verbalmente o rapaz) fez a saudação nazista com o braço erguido e dizia que o maior erro de Hitler e Mussolini foi não ter exterminado todos os judeus. Chamado à PF pelo delegado Marcelo Nogueira, que fez o flagrante, o italiano responderá por injúria racial e pode ter seu visto brasileiro cassado. 



27 de jan. de 2016

Após condenação Eichmann pediu indulto

Após condenação Eichmann pediu indulto

Após condenação Eichmann pediu indulto
Eichmann durante julgamento - Coisas Judaicas
Jerusalém - Carta inédita do nazista Eichmann para Israel é revelada.

O criminoso de guerra nazista Adolf Eichmann solicitou em um manuscrito o indulto do presidente israelense Yitzhak Ben-Zvi dois dias antes de morrer executado na forca em 1962, revelou um documento inédito apresentado nesta quarta-feira em Israel.

A carta manuscrita original, junto com outros documentos e notas pessoais do segundo chefe do Estado israelense Ben-Zvi, foram apresentados em um evento realizado na sede da presidência de Israel, liderado pelo presidente Reuven Rivlin, no Dia Internacional em Lembrança do Holocausto.

A solicitação de indulto de Eichmann foi feita após ele ter sido condenado de 15 acusações, entre eles crimes contra o povo judeu, contra a humanidade e de guerra.

Adolf Eichmann, político alemão membro do partido nazista austríaco e tenente-coronel das SS, foi sequestrado por agentes do serviço secreto exterior israelense, a Mossad, na Argentina em 1960 e levado a Israel.

Após a realização de um julgamento que terminou com a condenação à pena capital, Eichmann foi enforcado na noite entre 31 de maio e 1 de junho de 1962.
O oficial nazista foi considerado responsável direto pelo plano da "solução final", principalmente na Polônia, e pelo transporte aos campos de concentração alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

Na solicitação de indulto Eichmann afirmou: "os juízes cometeram um erro crítico ao avaliar minha personalidade, porque não podem se colocar no momento e na situação em que eu estive durante os anos da guerra".
Ao apelar ao segundo presidente israelense, ele escreveu que "não é certo que fosse tal figura importante que pudesse supervisionar ou acompanhar de forma independente a perseguição de judeus", e argumentou que o tribunal ignorou suas alegações de que "nunca serviu em uma posição elevada que implicasse em tal autoridade decisiva e independente".

Após condenação Eichmann pediu indulto"Nunca dei ordens em meu nome, mas sempre atuei segundo as ordens. No caso de ter sido, como assumem os juízes, uma força fanática motora da perseguição aos judeus, isto teria se refletido em minha promoção ou outros reconhecimentos, mas nunca me concederam nenhum benefício", se defendeu o criminoso nazista.

O documento ainda disse que "deve traçada uma linha entre os líderes que são os responsáveis por pessoas como eu, que nos vimos obrigadas a ser ferramentas, e a liderança. Não estive a cargo das coisas e por isso não me considero culpado. 

E solicito, honorável presidente, que faça uso de sua autoridade para me indultar e ordene que a sentença de morte não seja levada a cabo".

Entre os documentos expostos hoje também há uma carta da mulher de Eichmann, Vera, que solicitou o perdão presidencial "como esposa e mãe de quatro crianças", e de seu advogado, Robert Servatius, que destacou no processo que seu cliente "não era uma figura relevante da hierarquia nazista, mas se viu empurrado pelos eventos políticos".

Ben-Zvi negou o pedido e, em carta concisa, respondeu que "após estudar a solicitação de indulto sobre o caso de Adolf Eichmann, e após ter analisado todos os materiais à minha disposição, cheguei à conclusão de que não há justificativa para outorgar o perdão a Eichmann ou diminuir a punição" ditada pelos tribunais israelenses.

"Portanto, informo que decidi rejeitar a solicitação e não fazer uso da minha autoridade para perdoar ou reduzir o castigo neste caso", concluiu o então presidente israelense.

Em inglês:

http://www.jpost.com/International/Eichmann-asked-Ben-Zvi-for-clemency-442896

13 de out. de 2014

Hitler era viciado na droga de 'Breaking Bad'

Hitler era viciado na droga de 'Breaking Bad'

Hitler era viciado na droga de 'Breaking Bad'
Hitler era viciado na droga de 'Breaking Bad', diz estudo.

Ditador era um hipocondríaco que tomava regularmente 74 medicamentos diferentes. Entre eles, a "metanfetamina cristal".

O ditador Adolf Hitler era um usuário regular da droga conhecida como "metanfetamina cristal", uma das substâncias ilegais mais viciantes do mundo. A droga e seus efeitos ficaram conhecidos mundialmente pela série de TV Breaking Bad. As informações são do Daily Mail.

Segundo a publicação, um estudo de 47 páginas divulgado pela Inteligência Militar dos EUA revela que Hitler era um hipocondríaco que tomava regularmente 74 medicamentos diferentes. Entre eles, a "metanfetamina cristal". 

Essa droga é conhecida por causar sentimentos de euforia nos viciados. Entre os militares, a substância é usada para combater a fadiga. O estudo revela que Hitler teria usado a droga antes de se reunir com Mussolini, em 1943, quando falou por duas horas, sem parar.

Além de falar sobre as drogas utilizadas pelo ditador, o documento americano também desmascara duas lendas a respeito de Hitler: segundo o estudo, ele não era gay - como é sugerido historicamente - e ele não sofreu um acidente de guerra envolvendo seus testículos - lenda que foi bastante popular na época da Segunda Guerra. 

Documento americano também desmascara duas lendas a respeito de Hitler: ele não era gay e não sofreu um acidente de guerra envolvendo seus testículos

13 de ago. de 2014

O nazista Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista é expulso da UFMG

O nazista Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista é expulso da UFMG

Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista envolvido em trote com saudação nazista é expulso da UFMG

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) expulsou um dos alunos envolvidos em um lamentável trote na Faculdade de Direito em março de 2013. De acordo com a instituição, outros três estudantes foram suspensos por um semestre. 
Fotos do trote repercutiram nas redes sociais na época, mostrando uma caloura com o corpo pintado de preto, algemada e segurando uma placa com a inscrição "Caloura Xica da Silva". Em outras imagens, um aluno com um bigode como o de Adolf Hitler aparece fazendo a mesma saudação nazista do ditador, próximo a um estudante amarrado a uma pilastra com fita adesiva.
Em reunião na tarde desta terça-feira (12), o Conselho Universitário decidiu pela expulsão do aluno Gabriel de Vasconcelos Spínola Batista e pela suspensão por um semestre dos alunos Gabriel Augusto Moreira Martins, Gabriel Mendes Fajardo e Giordano Caetano da Silva pelo envolvimento no trote.

O caso ganhou repercussão após fotos de calouros começarem a circular na Internet. Em uma das imagens postadas, uma jovem aparece pintada de preto e tem uma placa de papel pendurada no pescoço com os dizeres “caloura Chica da Silva”, as mãos dela estão acorrentadas e um rapaz segura essa corrente.

Na outra imagem, três jovens, um deles com um pequeno bigode, fazem um gesto típico dos nazistas – a mão esticada para frente – ao lado de um rapaz amarrado a uma pilastra. De acordo com a universidade, este aluno que tinha um bigode e fazia o gesto nazista foi o expulso. Os quatro envolvidos eram estudantes de Direito na época do trote. 

No parecer final, a comissão considerou que as imagens “são repulsivas e remontam a situações simbólicas de discriminação histórica, além de atentar contra as conquistas da liberdade, igualdade e diversidade garantidas juridicamente, o que não pode ser olvidado, especialmente em uma faculdade de direito”.

31 de jan. de 2014

Tentativa de limitar uso de termo "nazista" gera polêmica em Israel

Tentativa de limitar uso de termo "nazista" gera polêmica em Israel

Jerusalém, 31 jan (EFE).- Israel deu o primeiro passo para penalizar o uso ou abuso de termos relacionados com o Holocausto, como a palavra “nazista”, fora de contexto educativo, o que originou um debate sobre a questão da liberdade de expressão.

Segundo um projeto de lei, todo aquele que utilizar a palavra “nazista”, assim como outros símbolos do Terceiro Reich “de forma equivocada e inadequada” será punido com até seis meses de prisão, além do pagamento de uma multa de 100 mil shekels (cerca de R$ 70 mil).
Aqueles que são a favor argumentam que se trata da resposta ao aumento do anti-semitismo no mundo, somado ao exagerado emprego de expressões relacionadas com o Holocausto no dia a dia em Israel, tanto no âmbito da política, como entre os jovens.

“A liberdade de expressão não é absoluta, mas relativa (…) Aqui ela superou todos os limites, devemos nos proteger desta irresponsável liberdade de expressão que eventualmente prejudica as pessoas”, declarou Shimon Ohayon, autor do projeto e membro do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu.

Na opinião do legislador, o Estado judeu deve pôr fim ao uso de símbolos nazistas, assim como outros países já fizeram: “Enquanto Israel não proibir esse uso, não podemos nos queixar do fenômeno”.
Apesar de ainda não haver uma lei, qualificar algo ou alguém como “nazista” pode levar uma pessoa a julgamento já que a atitude pode ser considerada incitação à violência ou difamação.

Os críticos da nova iniciativa argumentam que ela representa um golpe contra a liberdade de expressão e é realmente difícil de ser cumprida em um país que se estabeleceu à luz do Holocausto e que conseguiu consolidar a democracia em meio a uma região tão instável.
A proposta foi motivada por vários incidentes, os mais recentes, protestos de ultraortodoxos, alguns inclusive vestidos com uniformes listrados de preto e branco como os utilizados nos campos de concentração.

Também não é incomum que os membros das forças de segurança sejam chamados de nazistas por parte de comunidades ortodoxas e colonos radicais. Além disso, uma pichação feita, supostamente, por judeus antisionistas no museu Yad Vashem dizia: “Hitler, obrigado pelo Holocausto”.

Outro acontecimento que faz parte da memória coletiva dos israelenses foram as manifestações, em 1995, durante o processo de paz de Oslo durante as quais foram mostradas fotos do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin vestido com uniforme da SS, organização paramilitar ligada ao partido nazista.

A nova lei aborda igualmente a banalização do Holocausto pelo abuso de termos e sua temática na sociedade israelense, onde fazem parte do debate político com frequência.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, por exemplo, fala sobre o genocídio periodicamente quando trata da ameaça nuclear iraniana.

Em artigo intitulado “Às vezes ‘nazista’ é a palavra correta”, Etgar Keret, filho de sobreviventes do Holocausto, afirma que o governo israelense considera o termo “uma arma de destruição não menos letal que a nuclear do Irã, motivo pelo qual insiste no direito básico de Israel se proteger da ameaça”.

O abuso desta terminologia também afeta os jovens, que costumam utilizar a palavra “Shoah” (Holocausto, em hebraico) para se referir a desastres cotidianos.

“A lei é estúpida, não precisamos dela, somos um país que sabe melhor do que ninguém o que aconteceu com o povo judeu no Holocausto. Lembramos disso todos os dias”, disse a deputada Mijal Rozin, do partido de esquerda Meretz, ao criticar o projeto que ainda deve passar novamente por um longo debate e três leituras no Parlamento antes de se transformar em lei, já que em 2012 ele não foi aprovado.

O presidente do Museu do Holocausto, Avner Shalev, propôs a “educação” como via para resolver o “abuso e o mal uso” de toda esta terminologia.

“A linguagem que usamos tem um impacto, e como sociedade deveríamos ser conscientes do poder das palavras e dos símbolos. Eu preferiria (resolver o problema) com a educação e através do debate público, criando uma atmosfera na qual estes termos não sejam banalizados e mal empregados”, declarou Shalev à Agência Efe.