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22 de set. de 2020

Museu do Holocausto de Curitiba lança material inédito

Museu do Holocausto de Curitiba lança material inédito

      “Nada sobre nós sem nós – a perseguição às pessoas com deficiências durante o Holocausto” é digital, gratuito e acessível.

Nesta segunda-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, o Museu do Holocausto de Curitiba lança o material digital “Nada sobre nós sem nós”. Acessível e gratuito, o projeto apresenta o contexto que levou à esterilização e ao extermínio de pessoas com transtornos mentais e deficiências físicas, sensoriais e intelectuais por parte do regime nazista e de seus colaboradores.

A exclusão social de pessoas com deficiências é tão antiga quanto a nossa socialização. Renegadas e escondidas, elas se deparavam com a segregação e a desinformação – fatores que fomentam o preconceito. Entretanto, temos visto avanços em vários campos, e é dever da instituição contribuir por meio da construção dessa memória. “Lembrar tal episódio de nossa História nos ajuda a compreender como o direito à inclusão está ligado aos direitos humanos de forma intrínseca”, afirma Carlos Reiss, coordenador-geral do espaço.

Desenvolvido em parceria com o Projeto Ver Com as Mãos e o curso de Letras Libras da Universidade Federal do Paraná, o material ainda traz histórias de vítimas da perseguição, sugestões de atividades para desenvolver em sala de aula e dicas de obras que abordam a temática. A iniciativa conta com o recurso de audiodescrição, realizado pela locutora e audiodescritora Raquel Carissimi.

Esta é a segunda vez que o Museu se debruça num material de fôlego para narrar histórias de outros grupos vítimas do regime nazista. Em 2017, o “Nossa Luta: a perseguição aos negros durante o Holocausto”, transformado posteriormente em exposição itinerante, foi pioneiro em traçar paralelos entre a opressão nazista, os direitos humanos e a consciência negra no Brasil.

O Museu

Com uma vocação educativa e linha pedagógica bem definida, o Museu do Holocausto de Curitiba narra os acontecimentos deste período por meio de histórias de vítimas que têm ligação com Brasil ou o Paraná.  Trata-se de uma ferramenta contra a desumanização nazista. O espaço também destaca a luta contra a intolerância, o ódio, a discriminação, o racismo e o bullying, tão relevante nos dias de hoje.

Atualmente, é o único espaço do país que conseguiu unir os eixos de educação, memória e pesquisa com uma proposta museológica permanente para o trabalho sobre a Shoá. Regularmente, promove seminários e debates, assim como desenvolve materiais pedagógicos que buscam promover uma discussão abrangente sobre o preconceito e a violência ao longo dos séculos XX e XXI.   

Acesse:

Nada sobre nós sem nós – a perseguição às pessoas com deficiências durante o Holocausto

http://www.museudoholocausto.org.br/nadasobrenos 

Nossa Luta – a perseguição aos negros durante o Holocausto

https://www.museudoholocausto.org.br/downloads/NossaLuta.pdf




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5 de mar. de 2020

       Hebraica Rio terá curso de qualificação em ballet infantil no próximo sábado

Hebraica Rio terá curso de qualificação em ballet infantil no próximo sábado

 Hebraica Rio terá curso de qualificação em ballet infantil no próximo sábado
  
O Ballet é uma das formas mais bonitas de expressão da arte. E para quem quiser se aperfeiçoar como professor para crianças, a Hebraica Rio, por meio do Hebraica Ballet, vai realizar, no dia 7 de março, o Curso de Qualificação de Professores de Ballet Infantil, em que os alunos aprenderão maneiras estratégicas de planejar o conteúdo de aulas infantis de acordo com as necessidades de aprendizado de cada turma e idade. Ministrado pela bailarina Valeria Almeida, criadora da metodologia ‘A Dança e o Desenvolvimento Criativo para Crianças’, o curso é destinado a pessoas formados em Ballet Clássico (independentemente da metodologia de estudo), Ballet Infantil (iniciantes ou atuando) ou professores de dança que tenham conhecimentos gerais sobre a técnica do Ballet Clássico.
 Hebraica Rio terá curso de qualificação em ballet infantil no próximo sábado 
Com no máximo 30 alunos, o intensivo vai abordar as partes teórica e prática do ballet infantil. “Dar aulas para crianças envolve mais que o conhecimento técnico, pois os pequenos não têm a mesma coordenação motora dos adultos. Além disso, a metodologia é totalmente diferente, já que o lado lúdico do ballet tem que ser ainda mais enfatizado”, conclui Luciana Veiga, coordenadora do Hebraica Ballet.

Desenvolvido para quem deseja ensinar crianças entre 3 e 6 anos, o curso vai abordar um conteúdo de aprendizagem dinâmico e progressivo, em que vai ensinar os professores a desenvolver e agregar novas possibilidades ao ensino do ballet infantil. “Desta forma, poderão desenvolver suas aulas de uma forma completa e eficaz; planeja-las dividindo o conteúdo por faixa etária ou tópicos e com sequências de exercícios curtos, objetivos e lúdicos; além de trabalhar a musicalidade, o espaço e as expressões em processos coreográficos de uma maneira prazerosa para a criança”, explica Valeria.

Além do intensivo, os alunos do curso ganharão acesso gratuito e vitalício à plataforma de Ballet Academy, com a versão online do curso publicada. “A plataforma foi desenvolvida in-house com o propósito de oferecer uma melhor experiência durante a jornada de aprendizado. Ela não só oferece a possibilidade de estudar online quando e onde o aluno quiser, mas, principalmente, de interagir com outros alunos, professores e consultores que também participam da plataforma”, complementa Valeria.
 Hebraica Rio terá curso de qualificação em ballet infantil no próximo sábado 
Serviço:
Curso de Qualificação de Professores de Ballet Infantil com Valeria Almeida
Quando: 07/03, das 9h às 18h
Onde: Hebraica Rio – Rua das Laranjeiras, 346 – Laranjeiras
Planos de pagamento: R$690,00 (formas de pagamento, descontos e parcelamento a conferir)
Informações: WhatsApp (21) 98847-2888


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11 de fev. de 2020

 Novas lutas entram na grade da Hebraica Rio em março

Novas lutas entram na grade da Hebraica Rio em março

 Novas lutas entram na grade da Hebraica Rio em março  
No próximo mês de março, a Hebraica Rio vai lançar cinco novas modalidades de lutas em sua grade de esportes: Jiu-jitsu, Submission, Wrestling, Boxe e Muay-Thai. Sob coordenação do campeão brasileiro de Judô e Jiu-Jitsu Emidio Ulisses, as novidades também vão passar a fazer parte, ainda este ano, do projeto solidário do clube, que até 2019 privilegiava apenas o Judô.
 Novas lutas entram na grade da Hebraica Rio em março 
Dentre esses novos esportes, dois são particularmente inéditos em boa parte das escolas de artes marciais: o Submission, que popularmente é chamado de Jiu-Jitsu sem quimono, tem lutas em solo e une técnicas de Luta Livre, American wrestling, Sambo, Judô e o próprio Jiu-Jitsu, além de ser usada como defesa pessoal; e o Wrestling, uma arte marcial que possui movimentos de agarramento, arremessos, derrubadas, chaves, pinos e outros golpes do grappling. 
 Novas lutas entram na grade da Hebraica Rio em março
 Novas lutas entram na grade da Hebraica Rio em março“Apesar de serem lutas que já existem há muito tempo, são pouquíssimas as escolas e academias que têm essas modalidades. Começaremos com aulas para adultos e vamos ampliar a grade no decorrer de 2020, inclusive incluindo-as no projeto solidário que temos e atendemos jovens carentes do entorno do clube”, explica Emidio, lembrando, ainda, que o Wrestling foi a primeira modalidade olímpica do mundo. “O Wrestling era usado como treinamento militar na Grécia Antiga e existem referencias inclusive de antes de Cristo. E quando começaram a realizar os Jogos Olímpicos, ainda no século XIX, foi o primeiro esporte incluso já na primeira edição, em 1896”, complementa.
 
As aulas acontecerão de segunda a sexta, na Hebraica Rio, em Laranjeiras.



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17 de dez. de 2019

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020     A Hebraica Rio, em Laranjeiras, vai receber a Gecrear para a temporada Verão 2020. A colônia de férias vai acontecer entre os dias 06 de janeiro a 01 de fevereiro de 2020, de segunda a segunda, e terá diferentes turnos - manhã, tarde, tarde estendida, integral e integral estendido.

Com infraestrutura que permite à garotada se divertir na piscina, no campo, na quadra, no parquinho e nas áreas abertas do clube, a colônia vai receber desde crianças de 03 anos já desfraldadas até adolescentes de  14 anos. E mais: para quem tiver interesse em participar de dias “soltos”, há a opção de contratação por diárias, com desconto progressivo conforme o número de dias contratados. O transporte e as refeições são opcionais.

“A Gecrear tem muita experiência em colônias de férias. Decidimos unir o nosso espaço, que oferece tudo que a garotada precisa para curtir as férias, à expertise da Gecrear em atrações para férias escolares”, comenta Luiz Mairovitch, presidente do clube. E complementa: “Todo mundo que já participou de colônias durante o recesso escolar sabe como as experiências e amizades que nascem ali vão acompanhar cada um a vida inteira. São realmente momentos muito únicos”.

Entre as atividades, haverá pique-pega, queimado, oficinas, circuitos, jogos de computador transformados para a vida real, hoverboard, hoverkart, arco e flecha, slackline, laser shot, surf na piscina e a queridinha waterball. E para não fugir à tradição da Hebraica, serão realizadas gincanas com campeonatos de futsal e voley, além de outras brincadeiras que geram total integração entre os participantes e a equipe.  
As inscrições estão abertas no site www.gecrear.com.br.br e sócios da Hebraica têm 20% de desconto nas diárias.Serviço:Colônia de Férias Gecrear na Hebraica Rio
Quando: 06 de janeiro a 01 de fevereiro de 2020
Onde: Hebraica Rio
Endereço: Rua das Laranjeiras, 346 - Laranjeiras
Informações e inscrições: 
www.gecrear.com


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Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

Hebraica Rio recebe colônia Gecrear para férias de janeiro de 2020

16 de mai. de 2019

28ª Festa de Israel em Belo Horizonte

28ª Festa de Israel em Belo Horizonte

28ª Festa de Israel em Belo Horizonte
Elias Henrique Rodrigues/ Divulgação
Tradicional na capital mineira, a festa que é conhecida por difundir a cultura judaica aos moradores de Belo Horizonte já tem data marcada! A comunidade judaica se reunirá no dia 26 de maio (domingo) na Praça Estado de Israel, no bairro Mangabeiras, região Centro-Sul, para celebrar a 28ª edição da Festa de Israel. A entrada do evento é GRATUITA.
A festa é marcada por um clima familiar e de confraternização e tem como objetivo difundir a cultura judaica para os moradores da cidade, mostrando seus costumes, culinária, danças folclóricas, músicas, turismo, brinquedos e oficinas.  
Cerca de 20 barracas de entidades que integram a Federação Israelita de Minas Gerais (FISEMG) estarão presentes oferecendo ao público comidas típicas, livros e objetos tradicionais. Um das iguarias da festa é o famoso Falafel, pão árabe com bolinhos de grão de bico, pasta de gergelim e salada.
Entre as atrações, apresentações de alunos da Escola Theodor Herzl, exibições de Krav Magá (sistema de defesa pessoal israelense), show de danças israelenses com o grupo INSTITUTO KINERET DO RIO DE JANEIRO, Coral do Instituto Unimed, além de músicas e danças judaicas/israelenses. E para as crianças haverá uma área reservada com brinquedos e oficinas.

28ª Festa de Israel

Quando? 26 de maio (domingo), das 10:00h às 16:00h
Onde? Praça de Israel (após a praça do Papa, no bairro Mangabeiras, suba à direita em direção à Serra do Curral e vire a primeira direita na Avenida José Patrocínio. Suba cerca de 200 m e chegou. (Esquina com Rua   Professor Salvio Nunes).
Quanto? Entrada gratuita
Mais informações? Acesse aqui

10 de out. de 2017

Hebraica Rio comemora Dia das Crianças

Hebraica Rio comemora Dia das Crianças

Hebraica Rio comemora Dia das Crianças

No próximo dia 15 de outubro, a Hebraica Rio terá um dia inteiro dedicado às crianças. 
O Criançando vai acontecer das 9h às 17h, e terá esportes, circo, contação de histórias, palestra sobre empreendedorismo infanto juvenil, distribuição de pipoca e algodão doce e churrasco. Esse é o primeiro evento que o clube faz em homenagem aos pequenos.
A grade do evento foi totalmente pensada para que as crianças tivessem diferentes atividades ao longo do dia, mas que fosse, além de divertido, também educativo. “A diversidade de atividades é importante para que as crianças se divirtam sem se entediar . 
Hebraica Rio comemora Dia das Crianças Por isso, escolhemos o circo, a contação de histórias e o espetáculo multimídia pelo lado lúdico. A parte de esportes foi pensada para que elas se sintam motivadas a experimentar e, posteriormente, escolher uma modalidade a seguir. 
Sabemos a importância do esporte na formação de uma pessoa, e sempre incentivamos a todos a começar o quanto antes”, comenta Luiz Mairovitch, presidente da Hebraica Rio.
Na parte de esportes, a garotada vai se divertir com aulas de  futsal, judô, natação, tênis de mesa, xadrez e vôlei (com a Escola do Bernardinho). No circo, as crianças vão assistir a shows de malabares, seguido de oficinas de malabarismo e acrobacia. A contação de histórias ficará com Ilana Pogrebinschi. E no final haverá uma edição do Música no Museu especialmente pensada para os pequenos, com o espetáculo multimídia ‘Newton Nazareth & os Filhotes’. “Será um dia como nunca tivemos na Hebraica, com as crianças tomando conta do clube. E, ao longo do dia, teremos um churrasco para todos”, complementa Luiz.
Hebraica Rio comemora Dia das Crianças As atividades infantis são todas gratuitas, assim como a distribuição de pipoca e algodão doce. O churrasco deve ser pago individualmente por pessoa.
Serviço:
Criançando - 15/10, das 9h às 17h
Inscrições para palestras (vagas limitadas) e ingressos para o churrasco na Secretária.
Churrasco: Adultos e crianças acima de 12 anos por R$60,00; crianças entre 6 e 12 anos por R$30,00; e crianças até 6 anos grátis. Bebida não alcoólica e sobremesas inclusas no valor.
Crianças devem estar acompanhadas dos responsáveis.

4 de jul. de 2017

Projeto Judô Solidário da Hebraica Rio

Projeto Judô Solidário da Hebraica Rio

Hebraica - Coisas Judaicas 
Uma das bandeiras abraçadas pela Hebraica Rio é o apoio ao esporte. Entretanto, como sabemos, nem todas as pessoas têm meios financeiros para fazer aulas e cursos. Por isso, a Hebraica Rio lançou o projeto Judô Solidário, que reúne, atualmente, 25 crianças de escolas públicas do entorno do clube, em Laranjeiras.

A organização do projeto partiu de uma ideia de Luiz Mairovicth e Emídio Ulisses, Coordenador de Judô e Jiu-Jitsu do clube. “Sabemos como o esporte, especialmente se começado desde cedo, é fundamental para o bem-estar das pessoas. Temos na Hebraica alunos de todas as idades e percebemos que, quanto mais jovens iniciam nos esportes, mais estimulados ficam em todos os sentidos, não apenas para algo voltado para a atividade física. Nos estudos também são observados melhores resultados”, explica Emídio. E Luiz complementa: “Queremos levar esse projeto para outras modalidades, e inclusive temos um projeto ainda mais antigo com comunidades da região na Escolinha de Vôlei. Nosso Projeto Esporte Solidário só cresce e assim colaboramos para um futuro melhor, mesmo que ainda seja pouco”.

O projeto social de judô permite que as crianças treinem nas dependências do clube sem pagar nenhuma mensalidade pelas aulas. Algumas, inclusive, já estão competindo. “Percebemos o enorme número de crianças que não têm a oportunidade de se tornar grandes atletas apenas pela questão do investimento financeiro no esporte, mas possuem habilidade para tanto. Resolvemos abrir esse programa de incentivo com essas crianças e certamente alguns campeões vão sair desse grupo”, comenta Emídio. A escolha dos participantes do projeto obedeceu alguns critérios, como apresentar histórico escolar com notas dentro da média. Além disso, os alunos são condicionados a participar de todos os eventos para os quais forem convocados para representar o clube.

24 de jun. de 2017

  Judeus chilenos preocupados com o conflito árabe-israelense

Judeus chilenos preocupados com o conflito árabe-israelense

  Judeus chilenos preocupados com o conflito árabe-israelense

Uma série de eventos recentes no Chile causaram tensões  entre as comunidades judaica e  palestina local. 
O líder da comunidade judaica alertou que o conflito no Oriente Médio está sendo “importado para o país”.  A comunidade judaica do Chile apresentou uma denúncia sobre o suposto antissemitismo durante uma partida de futebol, em 8 de junho, entre a equipe Estádio Israelita Maccabi e o Club Palestino, como parte da competição amiga "Superliga".
O conselho diretor da comunidade judaica do Chile, representantes do time Maccabi e parlamentares reuniram-se com o procurador regional Manuel Guerra para apresentar a queixa de incidentes racistas, xenófobos e antissemitas que ocorreram no jogo de futebol.

De acordo com a comunidade judaica, Guerra expressou preocupação com a situação e disse: "Todos buscamos viver em paz e não queremos atos que intimidem  uma comunidade. Nada justifica os atos de violência. Nós não queremos que isso se transforme em um divisor de comunidades que contribuíram para o progresso do Chile, portanto, a Procuradoria Geral da República realizará investigações destinadas a esclarecer os fatos."

A mídia chilena informou que o jogo foi suspenso e vários jogadores do Club Palestino foram expulsos por conduta agressiva e anti-desportiva, bem como por insultos racistas e antissemitas contra jogadores de origem judaica.

De acordo com a queixa, um grupo de cerca de 200 pessoas insultaram jogadores do Maccabi com frases racistas, além de ameaças violentas e pedidos, através das redes sociais, para que os admiradores da equipe palestina fossem ao jogo para perseguir o time adversário.

Os árbitros relataram que eles também foram atacados e que um fã palestino entrou no campo segurando uma bandeira palestina, jogando-a no rosto de um jogador judeu e gritando "esta é uma bandeira, não como a sua, pois eu limpo minha bunda com a sua, Vou matar você, f *** ing Jewish”. Outros insultos antissemitas incluindo referências ao Holocausto também foram registrados.

Os fãs da equipe palestina, segundo notícias, perseguiram os jogadores judeus até os vestiários, depois que o jogo foi paralisado. Alguns jogadores judeus relataram que seus carros foram arranhados e vandalizados com frases nazistas. Já o clube palestino acusou a comunidade judaica de aproveitar a situação por meios políticos e de exagerar o incidente.

Alguns dias após a partida, pichações foram encontradas nos muros do Club Palestino com as palavras "terroristas árabes", "Palestina não existe" e "Am Israel Chai" ao lado de uma Estrela de Davi.  O clube Palestino denunciou o vandalismo chamando de uma "agressão covarde". 

Após o violento ataque, o presidente da comunidade judaica do Chile, Shai Agosin, afirmou que os membros de sua comunidade "estão extremamente preocupados com situações que nunca ocorreram em nosso país, por grupos que querem importar um agressivo e violento conflito de milhares de quilômetros de distância". 
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Shai Agosin

Segundo reportagens locais, a comunidade judaica também condenou a pichação e expressou sua solidariedade com a comunidade palestina.

Nos últimos dias o conflito importado também foi travado nas páginas de um grande jornal chileno, El Mercurio, após a comunidade palestina do Chile publicar um anúncio “ denunciando os 50 anos de ocupação e apartheid na Palestina". A comunidade judaica retaliou com outro anúncio - em colaboração com o Congresso Mundial Judaico, onde dizia que "para a paz é preciso dois lados".
Outro ponto de disputa entre as duas comunidades foi à nova política de Israel de proibir os ativistas do Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) de entrar no país.

Em abril, Israel impediu a entrada do diretor executivo da Federação Palestina do Chile, Anwar Makhlouf, e este mês recusou a entrada de um membro de 24 anos da Federação, chamado Omar Salamé. Makhlouf já viajou para Israel, Cisjordânia e outros países da região, mas retornando a Israel em um voo da El Al, as autoridades o acusaram de mentir sobre a natureza de sua viagem.

O Ministério chileno dos Negócios Estrangeiros condenou Israel por ter deportado Salamé e a Federação Palestina aumentou sua campanha na mídia para que o Chile sancione Israel em resposta. A comunidade chilena em Israel enviou uma carta ao ministro das Relações Exteriores, Heraldo Muñoz.
Apoiando a decisão de Israel e acusando Salamé de "promover um boicote a um personagem racista e incitar o ódio contra Israel e o povo judeu", o próprio Muñoz negou qualquer envolvimento nas atividades de BDS e ressaltou que havia voado em uma companhia aérea israelense.

Citando um relatório divulgado em novembro passado pela EMOL, Agosin ressalta que no ano passado 790 chilenos foram deportados ou negados a entrada em vários países ao redor do mundo, mas que o Ministério das Relações Exteriores apenas protestou quando o país em questão era Israel: "É como se Israel fosse um país diferente e você tem que tomar uma decisão diferente quando você está falando sobre Israel";

Ele ressaltou que os defensores do BDS compõem um grupo muito pequeno, mas ativo no Chile, que "quer importar os problemas do Oriente Médio para o nosso país".

"Estamos muito preocupados com a situação entre as comunidades palestinas e judaicas", disse. No início deste mês, a Universidade de Alberto Hurtado cancelou uma conferência sobre a arqueologia israelense, devido à pressão do movimento BDS. 

13 de jun. de 2017

A cultura judaica  toma conta de Bragança

A cultura judaica toma conta de Bragança

Coisas Judaicas
 Patrícia Carvalho

 Terra(s) de Sefarad arranca esta quinta feira com um congresso internacional, música, cinema, exposições e um mercado kosher numa cidade que tem dois espaços dedicados ao legado dos judeus sefarditas.


A arquiteta Susana Milão, natural de Guimarães, sabia que tinha raízes transmontanas, mas nunca lhe ocorrera que no passado da sua família havia ligações judaicas. Descobriu-o, agora, quando está prestes a ser inaugurado o Memorial e Centro de Documentação Bragança Sefardita, que desenhou em coautoria com Eurico Salgado, no âmbito daquele que é já considerado o maior evento dedicado à cultura judaica em Portugal: Terra(s) de Sefarad, que decorre em Bragança entre quinta-feira e o próximo domingo.

“A propósito de uma das conferências que vai acontecer no congresso do Terra(s) de Sefarad, descobri que há uma investigação bastante grande em torno deste apelido “Milão” e uma família judaica sefardita cristã-nova de Bragança. Foi uma descoberta familiar curiosa”, diz a arquiteta. Joaquim Pinheiro, coordenador do evento que, além do ciclo de conferências internacional, vai ter vários momentos culturais e um mercado kosher, tem outro episódio para contar, relacionado com a cultura escondida dos judeus de Bragança. Há pouco tempo, num restaurante da zona que frequenta há anos, descobriu a filha do proprietário a ler um livro sobre gastronomia judaica na cidade. “Fui comer um pouco mais tarde, já fora de horas, e surpreendia-a a ler aquilo. Ela explicou-me que o livro era do pai, como outros itens, incluindo um ki pá, que o dono do restaurante confirmou ser dele, ao mesmo tempo que admitia as raízes judaicas. “Digo-lhe isto a si, mas se alguém perguntar, eu não digo nada”, recorda Joaquim Pinheiro ter ouvido ao homem. “Há muitos judeus e descendentes de judeus na região, mas não se manifestam”, sintetiza.
 
Nada que seja novo. A presença de judeus em Bragança tem centenas de anos, e cresceu muito no final do século XV, quando da sua expulsão de Espanha, em 1492. Contudo, a vida no nordeste transmontano mudaria, de novo, antes do século terminar, com Portugal a expulsar também os judeus que viviam no seu território, deixando-lhes como alternativa, a conversão. 

Ou, pelo menos, fingir que se convertiam. “A vida judaica estava escondida, como está até aos dias de hoje. Mas toda esta região tem uma forte história judaica, que está agora a retornar à luz”, diz o rabino de Belmonte, Elisha Salas. Os quatro dias inteiramente dedicados à história dos judeus sefarditas (oriundos da Península Ibérica) são, por isto mesmo, encarados pelo rabino como de uma enorme importância. “As pessoas que ali vivem vão vencer o medo cultural que existe na psicologia portuguesa, e que faz com que muitos se reconheçam como judeus, mas não se assumam”, argumenta.

E o que se vai passar em Bragança nasceu da concepção, decidida pela Câmara de Bragança, de dois espaços dedicados à cultura judaica – o Centro de Interpretação da Cultura Sefardita do Nordeste Transmontano, desenhado pelo arquiteto Souto de Moura e que abriu este ano, e o Memorial e Centro de Documentação Bragança Sefardita, de Susana Milão e Eurico Salgado, cuja inauguração está agendada para sexta-feira. A arquiteta explica que o novo edifício é mais centrado na realidade de Bragança e surge como complemento ao Centro de Interpretação, com um conceito alargado a toda a região. Joaquim Pinheiro acrescenta: “Este novo espaço tem uma pequena sinagoga e vai ser, sobretudo um espaço de memória virtual, de recolha de testemunhos e histórias, seja em forma oral, escrita ou visual.”

Dos espaços ao Terra(s) de Sefarad, foi pouco mais que um passo. “Surgiu de forma natural. Pensamos, temos equipamentos, porque não fazer um evento imaterial sobre a cultura sefardita? E avançamos com a ideia de criar um evento que levasse ali pessoas de fora da cidade, do território. Esperamos até que possa trazer descendentes dos antigos judeus da cidade”, diz.

O ponto alto dos quatro dias do programa é o congresso internacional Identidade e Memória Sefardita: História e Atualidade, com a organização científica da Cátedra de Estudos Sefarditas “Alberto Benveniste” da Universidade de Lisboa (cujo programa completo pode ser encontrado em terrasdesefarad.com). Os conferencistas chegam um pouco de todo o lado – Israel, Holanda, Estados Unidos da América, Espanha e, claro, Portugal – e vão abordar os mais diversos temas, desde a perseguição movida pela Inquisição, ao desenvolvimento da comunidade de judeus portugueses em Amsterdã, passando pelo pensamento do influente filósofo nascido em Bragança, Isaac Oróbio de Castro (1617-1687), que foi conselheiro de Luís XIV (1638-1715), o Rei-Sol de França, ou a relação entre os judeus e a indústria de sedas que floresceu em Bragança entre os séculos XVI e XVIII, mas, entretanto, desapareceu.


12 de jun. de 2017

 Hebraica Rio comemora 65 anos

Hebraica Rio comemora 65 anos

Coisas Judaicas


A comunidade judaica carioca pode começar a se preparar para a comemoração pelos 65 anos da Hebraica Rio, que acontecerá no próximo mês de julho, no dia 1º. 

Neste dia, será realizada uma festa onde serão lembradas histórias e realizações marcantes do clube durante todos esses anos. Durante a festa, haverá um jantar, além de show de Bruce Gomlevsky, interpretando Renato Russo; DJ; open bar; entre outras surpresas.

Coisas JudaicasPonto de encontro para lazer, prática de esportes e eventos diversos do Rio, como festivais de anime, moda e foodtruck, a Hebraica tem uma narrativa marcada pelo crescimento. Durante esse tempo, muito foi investido no local, especialmente nos últimos 12 anos, desde que Luiz Mairovitch assumiu a presidência.

De lá para cá, o departamento esportivo passou por transformações, se tornando, inclusive, sede da equipe de vôlei feminino do Fluminense e do vôlei masculino do SESC – esta última treinada por Giovanne Gavio, e o local escolhido para a Escola de Vôlei do Bernardinho. Passou, também, a receber inúmeros eventos de esportes, como grandes campeonatos de MMA, que acontecem no ginásio desde 2014, além dos jogos da Liga Infantil de Futsal. No clube, também é realizado o Maior Festival de Dança Israelita da América Latina anualmente.
Coisas Judaicas 
Recentemente, a Hebraica Rio passou por uma série de reformas grandiosas, como a fachada modificada, a quadra de futsal toda reconstruída, a reforma da sala de judô e a aquisição de dois elevadores novos, que falam até mesmo em hebraico com o usuário.

A festa acontecerá dia 1º de julho, às 21h. Ingressos para adultos pelo valor de R$120,00 e para crianças por R$60,00.

Para mais informações, entre em contato pelo telefone (21) 2557-4455.


29 de mai. de 2017

Wizo-Rio visita escolas judaicas do Estado RJ

Wizo-Rio visita escolas judaicas do Estado RJ

Wizo-Rio visita escolas judaicas do Estado RJ

Aconteceu, e foi em clima de alegria total, a visita anual de membros do Executivo da Wizo-Rio, Segmento Aviv, aos alunos do Colégio A. Liessin-Sholem Aleichem, filial Botafogo, em fase da comemoração de seus bar e bat-mitzvot para divulgação do trabalho da Wizo. 

 A comissão da Wizo-Rio foi formada pelas chaverot Silvia Schaffel, Danielle Balassiano Ptak e Evelyn Steinberg, que estiveram acompanhadas da vice-presidente da entidade, Sarita Schaffel. Elas foram carinhosamente recebidas pelos professores e por cerca de 70 alunos deste educandário, que se mostraram bastante atentos e interessados no assunto tratado: “Wizo: solidariedade, tradição e tzedaká – sua importância na formação do ser humano”. 

A entidade, que graças ao seu “Projeto Educação”, iniciado há mais de 15 anos, contempla estudantes menos favorecidos com apoios para aquisição de uniformes, material escolar, realização de bat e bar mitzvá coletivos, estimula, através dos recursos gerados pelo mesmo programa, a realização de messibot e arkadot promovidas pelos movimentos judaicos juvenis sionistas. 

 Em breve, as chaverot da Wizo-Rio também vão visitar os alunos da filial Barra da Tijuca do Liessin; do Eliezer-Max em Projeto Maavar; do TTH Bar Ilan e provavelmente ORT. Parabéns a todos pela acolhida, que certamente irá contribuir em muito na formação de sua identidade judaica, ajudando os alunos a tornarem-se judeus conscientes e atuantes em sua coletividade.

15 de mai. de 2017

Judeus brasileiros  são destaque em Israel

Judeus brasileiros são destaque em Israel

Judeus brasileiros  são destaque em IsraelReportagem, publicada no jornal Tsomet Hasharon,

aborda o crescimento da comunidade brasileira em Raanana. 

Leia:

Devagar e silenciosamente formou-se em Raanana uma comunidade (Kehila) de olim chadashim brasileiros, onde os mais antigos ajudam os mais novos, festejam chaguim juntos, jogam futebol e se auxiliam reciprocamente. Eles já são 400 pessoas entre homens e mulheres. Cento e oitenta e três famílias de judeus que fizeram aliá do Brasil moram em Raanana e entre eles, a maioria das 63 familias  no ultimo ano.  Devido ao crescente número de brasileiros que buscam a área de Hasharon (Raanana, Kfar Saba, Herzelia e Hod Hasharon) para morar, foi criada há um ano a Kehila Brasileira de Raanana e Arredores.
Essa Kehila foi criada por amigos, olim vatikim e chadashim com o intuito de favorecer a adaptação dos brasileiros a Israel e contribuir para a sua integração na sociedade israelense. Com encontros sociais e o objetivo de oferecer ajuda mútua, criou-se um ambiente de apoio e uma “rede de proteção de amigos em prol de amigos”. Assim, entre outras coisas, eles se ajudam na tradução de cartas e documentos recebidos, ajudam a marcar hora no médico, visitas guiadas ao supermercado e mais. Mas nem tudo são flores, uma das principais dificuldades desse grupo de voluntários e encontrar espaço físico para atividades sociais que acolha o número crescente de brasileiros que chegam a essa e outras cidades vizinhas.
Rita Cohen Wolf, ola vatika do Brasil e que vive em Raanana há mais de 20 anos, juntou-se a outros olim para a criação dessa Kehila. “Eu cheguei do Rio de Janeiro com meu ex-marido e minhas filhas direto ao Merkaz Klita de Raanana onde vivemos por 7 meses. Eu era alfabetizada em hebraico mas não tinha o domínio da língua, o que para uma psicóloga é essencial. Estudei muito e em pouco tempo comecei a trabalhar como psicóloga da Prefeitura da cidade, depois no Centro de Desenvolvimento Infantil da kupat cholim Macabi e nos últimos anos trabalho apenas em consultório particular”.
“Criamos a Kehila brasileira tendo em mente o número crescente de olim que não param de chegar”, conta Rita. “A situação econômica e de segurança no Brasil se deteriora a cada dia e queríamos proporcionar aos olim que chegam aqui na nossa área, um pouso mais leve e seguro. A partir de atividades sociais e comunitárias, visamos dar o apoio tão importante nesse inicio de vida em um outro país. Assim, organizamos visitas guiadas ao supermercado para auxiliar aos olim a conhecerem por exemplo a grande quantidade de queijos que aqui existem, qual a melhor carne pro churrasco etc…”
Todas as atividades dessa Comunidade Brasileira são organizadas por um grupo de voluntários e sem nenhum fim lucrativo. Assim sendo, necessitamos de apoio para podermos continuar apoiando os olim em seus primeiros passos. Tudo o que buscamos nesse momento é um local propício no qual possamos dar prosseguimento as nossas atividades que ate o momento vem sendo realizadas nas casas dos integrantes da Kehila ou em parques.
Rita Cohen Wolf, conta sobre o porquê de muitos dos brasileiros que chegam a Israel terem, nos últimos anos, optado por Raanana. “Em primeiro lugar, o fato da cidade já estar sendo habitada por um considerável número de brasileiros, é sem dúvida um ponto de atração. Os novos Olim querem morar perto de seus conterrâneos com a mesma língua, costumes e cultura. Por outro lado, chegam ao Brasil as notícias de que Raanana é uma cidade com excelente nível de vida e de educação. Morar em Raanana tornou-se “in” e embora o alto custo de vida da cidade seja algo que preocupe os olim, muitos preferem morar em apartamentos menores ou nem tão bem conservados, mas ficar na cidade. Eu também. Não saio de Raanana por nada. Minha vida e aqui.
Sandro Maghidman chegou a Israel com esposa e quato filhos há quase cinco anos. A família mora em Kfar Saba (cidade vizinha a Raanana) e ele trabalha na Amdocs. “Nós somos de São Paulo mas antes de chegarmos a Israel moramos em alguns países por conta do meu trabalho. Mas a cada mudança de país eu sempre pensava em vir pra Israel tanto por sionismo quanto por termos família aqui. Segundo Sandro, “nós percebemos que os olim que chegam precisam de ajuda. No meu caso, eu já cheguei com trabalho, mas o pessoal que sai da situação instável que hoje assola o Brasil necessita de muito apoio ao chegar a Israel”.
Em Raanana já existe uma sinagoga criada e frequentada por brasileiros. O Rabino faz as prédicas em português. Segundo Sandro Maghidman, a grande onda de aliá do Brasil se deve em grande parte à situação financeira no Brasil. “Os judeus brasileiros, em sua maioria, não mandam seus filhos para as escolas públicas e assim, têm que arcar com altíssimos custos de educação. O mesmo acontece com planos de saúde que no Brasil são caríssimos. Assim, quando eles se dão conta de que chegando em Israel os custos que terão com saúde e educação serão irrisórios frente aos gastos que tinham, a ideia se torna muito atrativa.” “ O que eles tem que ter em mente também e que aqui terão que se enfrentar com obstáculos como a língua e a busca de trabalho. Os desafios são muitos, mas por outro lado os benefícios são imensos. Entre eles a segurança com que você pode andar nas ruas e criar seus filhos. “A tranquilidade vale tudo. Bom nível de vida, de escolas e, agora, também uma Kehila brasileira que existe para acolher aos que chegam”.
Sandro Maghidman diz que existem órgãos oficiais destinados a cuidar da aliá de brasileiros e explica a diferença entre estes e a proposta da Kehila Brasileira. “Nós fazemos um trabalho comunitário de cunho social. Festejamos chaguim juntos, passeamos juntos por Eretz Israel e realizamos encontros entre amigos. Por exemplo, às sextas feiras marcamos jogo de futebol, já viu brasileiro não gostar de futebol?
“Há apenas duas semanas mais três novas famílias chegaram a Raanana e rapidamente fizemos um encontro de boas vindas e confraternização com os membros da nossa Kehila. No fundo queremos e estar juntos, seja em festas, eventos, passeios. Procuramos motivos para nos encontrarmos e passarmos horas gostosas juntos”. Por exemplo, na última festividade de Tu Bishvat (Festa das Àrvores) nos reunimos – todos os brasileiros – e fizemos um plantio do “Bosque da Kehila” num terreno que nos foi cedido para o plantio pela Prefeitura de Kfar Saba. Foi muito emocionante pois cada um de nos quer se sentir ligado a Terra de Israel. Aqui plantamos, fincamos nossas raízes e aqui ficaremos.
Para nós, da Kehila Brasileira de Raanana e Arredores, ée muito importante que os Olim sintam que não estão sozinhos. Os primeiros tempos são difíceis ate se conquistar a língua e um trabalho, mas esse e só o começo e depois tudo fica mais fácil. Nossa meta agora, conclui Sandro ´é encontrarmos um lugar que possa colher nossas atividades comunitárias para que possamos continuar abraçando todos os olim brasileiros que chegam aqui em Raanana e Arredores.

Tradução: Alexandre Gomberg.

14 de mai. de 2017

40% dos judeus da Turquia tiram segundo passaporte para eventualidades

40% dos judeus da Turquia tiram segundo passaporte para eventualidades

Coisas Judaicas

Mais de 6.000 dos 15.500 judeus turcos, ou seja, 40% da comunidade, tiraram um segundo passaporte, em preparo para uma possível saída do país, que abriga judeus desde os tempos do Império Otomano.
“Nos últimos 15 meses, depois de um período político que culminou com a expansão dos poderes executivos do presidente Recep Erdoğan, cerca de 4.700 judeus turcos solicitaram ou receberam passaportes de Espanha, Portugal e Israel. Quando os filhos daqueles que pediram passaportes espanhóis são adicionados, o número chega a 6.200 “, afirma o site judaico norte-americano Forward.
Vários motivos fazem com que os judeus turcos pensem em sair do país. “Atualmente, a Turquia é mais autoritária, menos liberal, menos democrática e mais islâmica”, explicou Yoram Zara, advogado que se mudou da Turquia para Israel e se especializou em cidadania sefaradita. Ele aponta também o enfraquecimento da economia como outra razão para a busca de cidadania no exterior, especialmente entre a geração mais jovem.
Mas o motivo mais comum é o medo. Erdoğan tem consolidado sua autoridade com expurgos em massa e uma repressão aos meios de comunicação, depois de uma tentativa fracassada de golpe contra ele por um grupo de oficiais militares em 2016
Esses novos poderes adquiridos levaram à demissão de mais de 130 mil pessoas de seus empregos e à prisão de cerca de 45 mil; à paralisação de veículos de mídia independentes e à detenção de jornalistas, e à inserção da religião em instituições seculares, corroendo a separação entre o Islã e o Estado. A repressão continua com decretos, como o bloqueio recente da Wikipédia e a proibição de programas de TV sobre namoro.
Tudo isso cria uma atmosfera de medo e incerteza, não apenas para os judeus, mas também para os turcos seculares, que compõem quase metade da população.