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8 de out. de 2018

Partido sueco de extrema-direita apresenta projeto para proibir a circuncisão

Partido sueco de extrema-direita apresenta projeto para proibir a circuncisão

Partido sueco de extrema-direita apresenta projeto para proibir a circuncisãoUm líder do populista Partido Democrata Sueco, de direita, apresentou um projeto pedindo a proibição da circuncisão, não-médica, de meninos que o texto definiu como “abuso infantil atrasado".

O secretário dos Democratas da Suécia, Richard Jomshof, apresentou o rascunho de uma moção, não vinculante, sobre a circuncisão ao Riksdag, o parlamento sueco, onde seu partido é o terceiro maior com 18% dos assentos.

Intitulado “Proibição da circuncisão não-médica”, o texto proposto sobre o qual ainda não foi agendada uma votação, afirma que “o Riksdag está por trás do que é declarado na moção para introduzir a proibição da circuncisão não-médica de crianças e anunciará isso ao governo”.

No raciocínio de Jomhof para o projeto de moção, ele destaca que as práticas, que os judeus realizam em bebês de 8 dias e muitos muçulmanos também fazem “é um abuso contra a criança, bem como uma violação da integridade e autodeterminação desta criança.”.

O raciocínio também explora como várias associações médicas e agências na Suécia se opõem à circuncisão, não-médica, de meninos por esses motivos, embora isso não seja proibido por lei. As agências mencionadas incluem o Conselho de Enfermagem da Suécia e a Associação das Crianças Suecas.

"Seria triste se a Suécia aparecesse internacionalmente como uma nação atrasada, ao invés de procurar ativamente em proteger os direitos das crianças", acrescentou Jomhof.

Em toda a Escandinávia, a circuncisão não-médica de meninos é objeto de um debate sobre os direitos das crianças e as liberdades religiosas. Os ombudsmen das crianças de todos os países nórdicos como a Finlândia, Islândia, Dinamarca, Suécia e Noruega, divulgaram uma declaração conjunta, em 2013, propondo uma proibição, embora nenhum desses países tenha promulgado.

No debate, a circuncisão é atacada por políticos de direita que a consideram uma importação estrangeira, cuja proliferação é frequentemente associada à imigração muçulmana e também é contra a oposição de esquerdistas e ateus que a denunciam como uma forma primitiva de abuso infantil.

O partido anti-islâmico Suécia Democratas aumentou drasticamente sua participação nas eleições gerais do mês passado, chegando a 18%, contra 12,9% nas eleições anteriores. Embora tenha mantido uma atitude favorável em relação ao Estado judaico, no mês passado, um membro do partido apresentou um projeto de moção pedindo que a embaixada da Suécia em Israel fosse transferida para Jerusalém, pois o partido tem um longo e problemático registro em relação às atitudes dos seus membros contra o povo judeu. Antes das eleições, políticos regionais da Suécia democratas foram  pegos  fazendo declarações antissemitas, incluindo o uso de uma foto de Anne Frank para zombar de vítimas do Holocausto.

9 de abr. de 2018

Brit Milá: Circuncisão

Brit Milá: Circuncisão

Brit Milá: Circuncisão

Dia 22 de Nissan, Yitschac foi circuncidado, tornando-se a primeira criança a entrar no pacto com D'us no oitavo dia após seu nascimento.

O que é
O Brit Milá é um preceito positivo da Torá na qual D'us ordena realizar a circuncisão de todo menino judeu. É um dos rituais mais sagrados e como é efetuado sem a consciência da criança, significa um ato de fé acima da lógica, mantido através das gerações; é sinônimo de uma aliança viva e eterna entre o homem e D'us.

O primeiro
Brit Milá é o sinal especial que tem distinguido o judeu dentre as nações, desde quando o patriarca Avraham circuncidou a si mesmo e a todos os de sua casa, por ordem Divina, na idade de 99 anos.

Quando Yishmael, o primeiro filho de Avraham, fez o Brit milá, já possuía 13 anos, estava completamente capacitado a compreender este mandamento. Estava orgulhoso de sua decisão em submeter-se racionalmente a um preceito de D'us. Sua aceitação do Brit Milá estava limitada à razão.

Yitschac, por outro lado, nasceu um ano após ter sido ordenado a Avraham fazer o Brit e foi circuncidado com apenas oito dias, um bebê sem o desenvolvimento intelectual.

Lei Judaica
Pela Halachá, Lei Judaica, um judeu deve circuncidar seu filho no oitavo dia após o nascimento, quando sua faculdade da razão ainda não está desenvolvida. Isto significa que um judeu está ligado e comprometido com D'us o mais cedo possível, de um modo absoluto e abrangente, que transcende sua razão e percepção.

Shalom Zachor
Na primeira sexta-feira após o nascimento de um filho, é feita uma cerimônia conhecida pelo nome de Shalom Zachor, traduzido como boas vindas e agradecimento a D'us pelo nascimento do bebê. Recebe na verdade esta designação por ser no Shabat, (também conhecido como Shalom, paz), quando nos reunimos para saudar o recém-nascido (Zachor).

Costuma-se convidar amigos para celebrar a chegada do novo membro logo após a refeição de Shabat à noite, quando então servem-se alimentos e bebidas além do prato essencial desta noite: grão-de-bico, conhecido como arbis ou nahit, que simboliza luto. Por que luto em uma ocasião tão festiva?

Para lamentar o fato de que ao nascer, a criança esqueceu a Torá que estava aprendendo no útero materno. Este aprendizado inicial da Torá lhe dá, mais tarde, a capacidade de adquirir o conhecimento e a sabedoria de D'us, por si mesma.

O dia do Brit Milá
O Brit é executado no oitavo dia subsequente ao nascimento da criança. Por exemplo, se a criança nasceu no domingo (do pôr-do-sol de sábado até o pôr-do-sol de domingo) o Brit é realizado no domingo seguinte. Isto se aplica mesmo quando o oitavo dia cai num Shabat ou em algum Yom Tov (desde que o nascimento tenha sido de parto normal —caso tenha sido de cesariana, o Brit é adiado para o dia seguinte).

A circuncisão é realizada através de um "Mohel", homem temente a D'us, cumpridor dos preceitos judaicos e versado na prática da circuncisão, conforme as leis da Torá.

É o Mohel que decide se a criança está apta ou não a ser circuncidada. Se decidir que ela não está fisicamente capacitada a se submeter à circuncisão no tempo prescrito, por estar com icterícia, se encontrar abaixo do peso mínimo exigido (kg) ou algum outro problema, o Brit é adiado. Uma vez atrasada a cerimônia, ela não poderá ter lugar num Shabat ou em um Yom Tov, mas deverá ser realizada na primeira oportunidade.

Sempre que praticável, o Brit deve ser realizado pela manhã como sinal de nossa urgência em cumprir uma mitsvá, a vontade de D'us. Nunca deve ser realizado à noite.

Não se costuma convidar as pessoas para o Brit, mas simplesmente informá-las sobre a hora e o local, pois não seria apropriado que elas declinassem de um convite para um evento, no qual Eliyáhu, o profeta, estará presente.

O Profeta Eliyáhu
Na cerimônia de cada Brit Milá o Profeta Eliyáhu é uma visita ilustre que traz muita honra.

Há muito tempo, um dos reis de Israel, influenciado por maus conselheiros, aboliu a cerimônia da circuncisão. Eliyáhu, que vivia naquela época, clamou então a D'us relatando que o povo de Israel havia abandonado Sua valiosa aliança. A partir de então, D'us o instruiu a estar presente e a testemunhar todas as circuncisões. Por esta razão uma cadeira especial é designada em honra ao Profeta Eliyáhu, em cada Brit Milá.

O Mohel
Embora a Torá aponte o pai para circuncidar seu filho, o Brit é geralmente feito por um Mohel, pois a maioria dos pais não está qualificada para executar tal ato. O homem escolhido para fazer o Brit deve ser observante e temente a D'us, e estar adequadamente habilitado e treinado. A circuncisão realizada através de um cirurgião judeu, mas que não seja um Mohel, adulterará inteiramente o significado do Brit Milá, pois este ato é o elo espiritual que liga a criança a D'us.

Sandec, Kvater e outras honras
Juntamente com o Mohel, o Sandec, a pessoa que segura a criança durante a circuncisão, deve ser alguém de grande estima da família e da comunidade.

O dia do Brit Milá é visto como uma festa para o Sandec, tal como para o pai e o Mohel. Geralmente, um casal (de noivos ou casados) é escolhido para servir de Kvater (aqueles que trazem a criança para o aposento onde o Brit terá lugar).

A mulher toma a criança dos braços da mãe e por sua vez a entrega ao homem que a levará para o aposento. Ele ou ainda outro homem coloca então a criança sobre a cadeira reservada ao Profeta Eliyáhu. A tradição nos diz que ao dar a honra de ser Kvater a um casal ainda sem filhos, confere-se a este uma bênção especial para que se torne fértil e tenha seus próprios filhos.

Em seguida, o pai coloca o bebê no colo do Sandec. Depois que o Mohel executa a circuncisão, mais dois homens podem receber honras especiais: um, a de segurar a criança, enquanto o outro recita a bênção e a prece especial onde em seguida é anunciado a todos o nome judaico da criança. Na refeição que se segue é costume acender velas em honra da Simchá, porém, nenhuma bênção especial é recitada.

No Bircat Hamazon, Bênção de Graças recitada após uma seudat mitsvá, refeição festiva, vários pedidos são acrescentados para o bem-estar do nenê recém circuncidado, por seus pais, o Sandec e o Mohel.

Através do Brit Milá um menino se identifica como judeu logo no início de sua vida e permanece, por toda ela, ligado à sua Fonte.

3 de mar. de 2018

Islândia propõe banir a circuncisão em grupos religiosos

Islândia propõe banir a circuncisão em grupos religiosos

Coisas Judaicas- CircuncisãoIslândia propõe banir a circuncisão em grupos religiosos.

Islândia é o lar de muito poucos judeus e muçulmanos, tornando a proibição proposta de circuncisão em grande parte simbólica.


Uma proibição proposta na Islândia sobre a circuncisão masculina, em defesa dos direitos dos bebês e dos meninos, provocou raiva entre os líderes das três principais religiões do mundo. Se a proibição for passada, seria uma primeira na Europa, onde a circuncisão masculina é rara fora das comunidades judaica e muçulmana. A proposta foi apresentada pela deputada do Partido Progressista, Silja Dogg Gunnarsdottir, que comparou a circuncisão de meninos com a prática internacionalmente condenada de mutilação genital feminina (MGF). 

E exige uma pena de prisão de seis anos para qualquer pessoa que provoque “danos ao corpo ou à saúde de uma criança, removendo todo ou parte de seus órgãos sexuais”. A FGM, que afeta mais de 200 milhões de meninas e mulheres vivas hoje em todo o mundo, foi proibida na Islândia desde 2005. Mas não há legislação equivalente para a remoção ritual do prepúcio de um menino, que é praticado por uma maioria de judeus e muçulmanos, e que é generalizada na América do Norte para fins higiênicos. “Devemos ter a mesma lei para todas as crianças”, disse Gunnarsdottir, que apresentou um rascunho inicial da lei ao parlamento da Islândia, o Althing, em 30 de janeiro. 

A menos que seja justificada por razões de saúde, a lei proposta diz que a circuncisão é “uma violação dos direitos” dos meninos, citando a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. O artigo 24 do tratado exorta os Estados a “tomar todas as medidas efetivas e apropriadas com o objetivo de abolir práticas tradicionais prejudiciais à saúde das crianças”. A lei de Gunnarsdottir procuraria alterar a legislação atual sobre a MGF, substituindo a palavra “garota” por “criança”. 

– “Ataque à liberdade religiosa” – A proposta é em grande parte simbólica: o país de 348.580 pessoas é o lar de muito poucos judeus e muçulmanos. As duas associações muçulmanas da Islândia contam menos de 1.000 membros, de acordo com o instituto nacional de estatísticas, enquanto existem apenas cerca de 250 judeus no país. 

E há apenas cerca de 20 circuncisões realizadas na ilha sub-ártica desde 2006, de acordo com as autoridades de saúde islandesas. Como a circuncisão não é uma prática comum na cultura islandesa, e como pais que desejam ter seus filhos circuncidados são confrontados com médicos reticentes, acredita-se que muitos pais levem seus filhos para o exterior para que tenham o procedimento realizado. 

Ainda assim, líderes religiosos criticaram a proposta por ser inaceitável. “O projeto de lei é um ataque perigoso contra a liberdade de religião” e corre o risco de “estigmatizar certas comunidades religiosas”, disse o cardeal Reinhard Marx, chefe da igreja católica na União Européia. “A criminalização da circuncisão é uma medida muito grave que suscita profunda preocupação”, afirmou.



25 de ago. de 2016

 Sair da Superficialidade

Sair da Superficialidade


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No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.No capítulo 10, versículo 16, nos deparamos com um mandamento especial: “Você deve circuncidar o prepúcio de vosso coração.”

Já conhecemos o mandamento da circuncisão, que o Criador ordenou a nosso patriarca Abraão, no capítulo 17 do livro de Bereshit (Gênesis). O comando é repetido no capítulo 12 do livro de Vaicrá (Levítico), após a entrega da Torá ao povo de Israel, fortalecendo e dando um novo valor ao comando.

26 de jul. de 2015

 O que é o brit milá e porque é sempre alegre

O que é o brit milá e porque é sempre alegre

 O que é o brit milá e porque é sempre alegre
Remover o prepúcio é um procedimento religioso e não médico. Precisa ser feito por um mohel (um especialista treinado e atestado profissionalmente) competente e temente a D’us.

Muitas pessoas ficam frequentemente surpresas (ou chocadas) quando veem ou ouvem falar de famílias grandes. Pergunte a alguém: “Qual o seu maior prazer?” Se for um pai ou uma mãe, responderá: “Meus filhos!” Então pergunte: “Se seus filhos são o seu maior prazer, gostaria de ter uma família maior?” A resposta mais ouvida é “Ah, não … É muito difícil, muito caro”.
Na vida, tudo o que vale a pena tem um preço a ser pago: seja com esforço, dor, tempo e/ou dinheiro. Se achar que vale a pena, você paga o preço … e não há nada que valha mais a pena que uma criança. Você se torna sócio de D’us na criação e, se D’us quiser, seus filhos se tornarão parte do Tikún Olám, tornando este um mundo melhor.
Nesta porção semanal, nosso Patriarca Avraham (Abraão) está se recuperando do Brit Milá. Mais tarde, seu filho Isaac nasce e tem o seu Brit Milá. Então pensei e compartilhar com vocês, meus queridos leitores, alguns pontos sobre o Brit Milá!
O Todo-Poderoso ordenou a Avraham: “Meu pacto, vocês devem mantê-lo, vocês e seus descendentes, por todas as gerações. Este é o pacto que devem manter Comigo, vocês e seus descendentes: circuncidar todos os homens. Vocês devem circuncidar o prepúcio e este será o sinal do pacto entre vocês e Eu. Aos 8 dias de idade, todo menino deverá ser circuncidado por todas as gerações … Meu pacto deverá permanecer em sua carne como um pacto eterno (Bereshit 17:9-13)”.
As palavras “Brit Milá” significam “O Pacto da Circuncisão”. O pacto é bidirecional: o Povo Judeu incumbe-se de cumprir as Leis Divinas e D’us toma conta dele e o protege. A circuncisão é o sinal do Pacto Divino com Avraham para tornar seus descendentes uma grande nação e lhes dar a Terra de Israel.
Remover o prepúcio é um procedimento religioso e não médico. Precisa ser feito por um mohel (um especialista treinado e atestado profissionalmente) competente e temente a D’us. Faz sentido que se alguém está introduzindo seu filho no Pacto Divino, escolha a pessoa mais competente para realizar a circuncisão. Um mohel bem conceituado não só é um grande especialista no ato em si, como também entende completamente as implicações espirituais e os requisitos necessários para cumprir esta mitsvá adequadamente. Se alguém quiser usar um médico, só deverá contratá-lo se ele também for um mohel de confiança.
A obrigação desta mitsvá, de introduzir a criança no Pacto de Avraham, recai sobre o pai. Se o pai não o fizer, a obrigação recai sobre o próprio filho quando ele completar bar-mitsvá (13 anos de idade).
Em hebraico, a palavra prepúcio é orlá. Orlá significa uma ‘barreira’. O prepúcio é um obstáculo à santidade. No nível místico é um bloqueio ao crescimento e entendimento espiritual. No nível físico, a remoção da orlá é um lembrete para resguardarmos nossas energias e paixões para um propósito muito mais nobre e elevado (garantindo a nossa própria continuidade) ao invés de sermos arrastados por desejos apaixonados que podem degradar e causar a ruína do homem. A meta é sermos como D’us, usando o físico para objetivos mais elevados. Não é possível participar de ‘festinhas’ noturnas e querer ser um tsadik (uma pessoa justa e correta) de dia.
O livro Sefer HaChinuch, escrito na Espanha no século XIII, elucida mais um aspecto do Brit Milá: da mesma forma que D’us nos deu a habilidade de aperfeiçoarmos nosso lado físico, nossos corpos, removendo o prepúcio, Ele também nos deu a habilidade de aperfeiçoarmos o nosso lado espiritual, a nossa personalidade e o nosso comportamento.
Por que esta mitsvá continua a ser cumprida com tanto fervor por todos os Judeus, enquanto tantas outras mitsvót foram deixadas de lado pelos Judeus ‘não religiosos’? Talvez a resposta esteja nas palavras de 2.000 anos de idade proferidas pelo Rabino Shimon ben Gamliel no Talmud (Shabat 130a): “Todas as mitsvót que eles (o Povo Judeu) aceitaram com alegria … ainda as fazem com alegria”.
No fundo de nossas mentes sabemos que o Povo Judeu é eterno, tem a missão de ser uma “Luz entre as Nações” e aperfeiçoar o mundo, o Todo-Poderoso nos ama e cuida de nós e é uma grande alegria e privilégio podermos participar deste Pacto!

Pensamento: “Não importa o que você pode fazer, mas sim o que irá fazer!”

RABINO KALMAN PACKOUZ – Do Aish Hatorá, é o criador do Meór Hashabat, boletim semanal com prédicas.

21 de out. de 2014

Brit Milá: Trauma ou alegria?

Brit Milá: Trauma ou alegria?

Brit Milá: Trauma ou alegria?
(In)Decisão

Nenhum outro costume, hábito ou ritual tem atravessado tantas eras e vencido tantas perseguições. A circuncisão seja na paz ou na guerra, tem sobrevivido, de Avraham Avinu até os dias de hoje.

Atualmente, no entanto, muitos judeus têm deixado de realizar a mistvá de Brit Milá em seus bebês, um dos mais antigos preceitos ordenados por D'us na Torá. Alegam as mais diversas razões para isto, indo desde trauma psicológico, diminuição da tolerância à dor até a diminuição do desejo sexual.

Sem base científica, ou fatos que apontem para qualquer uma destas conclusões, o resultado tem sido desastroso. Estes mitos e medos transformam-se em desafios onde a única lógica na decisão a tomar é a proteção natural que pais desejam garantir ao futuro e ao bem estar de seus filhos.

"Porque eu deveria fazer o brit milá em meu filho? É cruel. Não posso fazer algo tão bárbaro que o marcaria psicologicamente para o resto da vida!"

"Por que o faria sem dar-lhe o direito de escolha?"

"Este procedimento é arcaico, fora de moda e arriscado."

"Não sou religioso e nem acredito nisto. Estaria sendo hipócrita!"

Mas porque, antes de tomar qualquer iniciativa ou decisão, não escutam o outro lado da questão? Afinal, deve haver prós, senão, nenhum judeu, e felizmente ainda há muitos, arriscariam a vida emocional de seus filhos submetendo-os ao Brit Milá.

Então, que tal dar uma chance?

Do ponto de vista médico

Um estudo no New England Journal of Medicine (1990) registrou uma taxa de complicação por volta de 0,19% quando a circuncisão é realizada por um médico. Quando é feita por um mohel, a taxa cai para 0,13%, aproximadamente 1 em 1.000. Quando ocorre uma complicação, geralmente trata-se de sangramento excessivo, que é facilmente contornável. Nenhum outro procedimento cirúrgico chega a tais índices de operações livres de complicações. Um estudo mostrou que em torno do oitavo dia, os níveis de protombina atingem 110 por cento do normal.

Uma razão pela qual há tão poucas complicações envolvendo o sangramento deve-se aos agentes coaguladores mais importantes, a protombina e a vitamina K, quando não atingem os níveis máximos no sangue até o oitavo dia de vida. Os níveis de protombina são normais ao nascer, caem a níveis muito baixos nos dias seguintes, e voltam ao normal no fim da primeira semana. Um estudo demonstrou que por volta do oitavo dia, os níveis de protombina atingem 110% do normal. Nas palavras do Dr. J. Quick, autor de diversas obras sobre controle de hemorragia, "Não parece acidental que o ritual da circuncisão fosse adiado até o oitavo dia pela Lei Judaica." Além disso, a circuncisão é conhecida por oferecer proteção praticamente completa contra o câncer peniano.

Segundo um recente artigo no New England Journal of Medicine, nenhum dos mais de 1.600 homens com este tipo de câncer no estudo tinham sido circuncidados na infância. Nas palavras dos pesquisadores Cochen e McCurdy, a incidência de câncer peniano nos Estados Unidos é "praticamente zero" entre homens circuncidados.

Diversos estudos relataram que meninos circuncidados tinham de 10 a 39 vezes menos probabilidade de desenvolver infecções do trato urinário durante a infância que meninos não circuncidados. Além disso, a circuncisão protege contra bactérias, fungos e infecções parasitárias, além de uma série de outros problemas relacionados com a higiene. A taxa extremamente baixa de câncer cervical em mulheres judias (de 9 a 22 vezes menor que entre mulheres não-judias) é atribuída à prática da circuncisão.

Como resultado de estudos como esses, diversas organizações médicas de prestígio reconheceram os benefícios da circuncisão, e a Associação Médica da Califórnia tem endossado a circuncisão como uma "efetiva medida de saúde pública."

No entanto, não é por nenhuma destas razões que realizamos a mitsvá de Brit Milá.

Uma conexão espiritual

A circuncisão tem sido praticada em judeus do sexo masculino há quase 4.000 anos, desde que Avraham assim foi ordenado por D'us. A verdade é que não há argumento "lógico" para cortar um pedaço de carne de um bebê indefeso.

Em lugar algum a pessoa tem mais potencial para expressar comportamento "bárbaro" que no desejo sexual. É por isso que o Brit é feito neste órgão específico. Se trouxermos santidade em nossa vida ali, tornaremos fácil a tarefa de trazer santidade em todas as outras partes de nosso ser. O judaísmo nos direciona a sermos os verdadeiros donos de nossos impulsos e emoções e a controlar nossos desejos mais primitivos direcionando-os a buscas espirituais.

Em termos cabalísticos, o prepúcio simboliza uma barreira que impede o crescimento. Quando a Torá fala sobre aproximarmo-nos de D'us, nos conclama a "remover a Orlah, (o invólucro) de seu coração" (Devarim 10:16).

Quando Avraham fez sua própria circuncisão aos 99 anos, D'us adicionou a letra "heh" ao seu nome. "Heh" é parte do próprio nome de D'us, significando que por meio do Brit Milá, o ser humano acrescenta uma dimensão de espiritualidade ao corpo físico.

Médico ou mohel?

A escolha não é tão difícil se você conhecer os argumentos. Os métodos são diferentes, as circunstâncias são diferentes, e os resultados são diferentes.

A circuncisão feita no hospital, longe da mãe da criança, é realizada com tenazes dolorosas e pode demorar até 15 minutos. Em contraste, o trabalho de um mohel é completado em segundos.

No hospital, é uma prática cirúrgica: luzes, ambiente frio, uma equipe de estranhos "homens de branco" debruçados, mãos e pezinhos do bebê amarrados numa mesa impessoal cirúrgica, ao passo que num Brit ele repousa no colo tranquilo de um vovô carinhoso, em um ambiente aquecido e familiar.

Estas e outras diferenças foram registradas em 1997 pela Associated Press, que relatou serem as "circuncisões judaicas mais suaves" que aquelas realizadas em ambientes seculares, e que os "mohels, hábeis praticantes do antigo ritual judaico da circuncisão, parecem infligir menos dor nos recém-nascidos que a maioria dos médicos."

Cicatrizes psicológicas, anestesia, barbarismo e crueldade - tudo isso fala da circuncisão ao estilo do hospital. Nas palavras de um mohel da Califórnia, "Se eu tivesse de fazer um brit usando a técnica hospitalar, não desejaria ser um mohel."

Uma livre escolha?

"E quanto à livre escolha de nossos filhos, podemos nos impor sobre este direito?"

Como pais, é nossa obrigação nos impor a nossos filhos. E na verdade, é isso que fazemos. Escolhemos seu quarto (antes mesmo de nascerem!) suas roupas, babás e escolas. Os vacinamos pontualmente para que não estejam expostos a riscos e contraiam doenças. O que estamos fazendo? Impomos nossos padrões de comportamento! Como pais responsáveis nos sentimos no dever de incutir em nossos filhos valores, na esperança de que quando eles crescerem, também os adotarem. Não deveríamos fazer o mesmo com a identidade e valores judaicos? Se o brit é o símbolo do Judaísmo da pessoa, por que não podemos "impô-lo," com tudo aquilo que representa, ao nosso filho recém-nascido?

Alguém poderia argumentar: "Mas a circuncisão é diferente, porque possui caráter permanente."

Certo, mas as impressões feitas na mente e no coração de uma criança também são permanentes. Tudo na verdade que os pais fazem afeta profundamente os filhos. Se para os pais o Judaísmo ocupa um significativo espaço em suas vidas, então a responsabilidade de introduzi-lo e torná-lo desde cedo familiar a seus filhos passa a ser fundamental. O Brit é apenas o primeiro passo na direção destes valores. Do contrário, jamais poderão reivindicar uma posição judaica no futuro.

Fomos o povo instruído a utilizar nosso corpo e toda a matéria existente a fim de elevá-los a níveis espirituais. Não sabemos até aonde estes níveis são capazes de nos conduzir, mas com certeza, ao conduzir nosso filho em nossos braços e entregá-lo por segundos nas mãos hábeis de um mohel pode ser justamente este o único gesto que garantirá nossa identidade mais íntima como judeus e nossa mais profunda e eterna relação com D'us.

   

30 de jul. de 2014

Circuncisão é estratégia bem sucedida contra Aids na África do Sul

Circuncisão é estratégia bem sucedida contra Aids na África do Sul

Decisão masculina pode salvar vidas


Ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Mtsoaledi (de branco) durante circuncisão em voluntário: estratégia contra a Aids.

A província sul-africana da Zululândia, com seu tratamento intensivo e 22% dos homens circuncidados, está se convertendo em um laboratório para o desenvolvimento de uma estratégia mundial contra o vírus da AIDS. Mais de três milhões de homens africanos compareceram voluntariamente para realizar a circuncisão, a fim de evitar infecções pelo vírus HIV.

Ver dois estudantes universitários, cujos prepúcios acabam de ser extraídos, posando como rappers sorridentes em um cartaz que promove a circuncisão masculina pode parecer chocante, mas é uma imagem lógica na Zululândia, província sul-africana com um dos mais altos níveis de infecção pelo vírusda Aids no mundo todo. Ali, uma em cada quatro pessoas vive com o HIV. No caso das mulheres na casa dos 30 anos, a porcentagem alcança a estarrecedora cifra de 56%.

Os jovens são Mxolisi Mazibuko e Sithabiso Zwane, estudantes de comércio na universidade local. Muitos de seus colegas não se submetem à circuncisão por medo de que os prepúcios extraídos venham a ser usados em rituais de bruxaria, de acordo com a instituição. Porém tal medo é cada vez mais excepcional. Mais de 175 mil homens já passaram por salas de cirurgia na província.

A Zululândia, como outras regiões da África, está sendo submetida a uma campanha de circuncisão massiva dos homens. Em dezembro de 2011, cerca de 1,5 milhão de africanos havia voluntariamente se apresentado para a circuncisão em centros especializados, segundo os últimos números do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids. Em dezembro de 2012, o número já havia mais do que dobrado: 3,2 milhões de homens.

Além de garantir o tratamento contra o HIV para os habitantes da Zululândia, as autoridades e a ONG Médicos Sem Fronteiras realizam circuncisões em homens que a solicitam voluntariamente. Esta simples operação reduz em 60% o risco de transmissão do HIV, ao retirar uma mucosa por meio da qual o vírus penetra com facilidade. “Para promover a circuncisão, criam-se locais onde qualquer homem pode vir para fazer uma circuncisão médica”, explica a médica espanhola Helena Huerga, membro do Epicentre, o centro de pesquisa do Médicos Sem Fronteiras

Resultados

Huerga, nascida em Madrid em 1971, coordenou na Zululândia um estudo sobre os efeitos do tratamento em grande escala de pessoas com HIV. Os resultados, recentemente apresentados em um congresso especializado em Boston (EUA), são muito animadores. Cerca de 90% das pessoas tratadas há mais de seis meses conseguiu a supressão viral, estado em que a presença do vírus baixa até níveis indetectáveis no sangue, minimizando o risco de transmissão. Levando-se em conta a presença generalizada do vírus na região, a taxa local de novas infecções chega a ser de apenas 1,2% ao ano.

O estudo, do qual participaram 5.650 pessoas adultas, constatou o êxito das campanhas de circuncisão. “Uma porcentagem de 22% dos homens estavam circuncidados no momento em que fizemos o estudo, a maioria deles era jovem. Não há muçulmanos na região, a principal religião é o cristianismo, de modo que o número deve-se, definitivamente, ao fato de que aceitaram fazer a ciruncisão”, detalha Huerga.

O centro de operações da ONG foi Eshowe, um povoado assim chamado pelo som do vento ao acariciar as folhas das árvores próximas. Huerga ouviu esses cantos de sereia vindos dos bosques (“eshowe, eshowe, eshowe”) muitas vezes nos últimos dois anos. Eshowe e suas zonas rurais vizinhas, tomadas por plantações de cana-de-açúcar, são um laboratório para o desenvolvimento de uma estratégia mundial para a derrota do vírus da Aids, que desde o início da epidemia acabou com a vida de cerca de 36 milhões de pessoas, mais do que o dobro do número de baixas na Primeira Guerra Mundial.
O Ministério da Saúde sul-africano e a  Médicos Sem Fronteiras uniram forças para levar os remédios contra o HIV até as regiões mais remotas, facilitando os exames diagnósticos gratuitos com a finalidade de localizar o maior número possível de pessoas infectadas. Três de cada quatro pessoas que precisam de tratamento o recebem.
MMC

Mazibuko e Zwane, estudantes da Universidade de Zululândia 

Medicamentos  
“Uma pessoa que recebe tratamento e tem o vírus suprimido no sangue apresenta muito pouca chance de transmitissão”, celebra Huerga, que já passou por países como Somália, Libéria, Quênia e República Centro-Africana. Neste último, viu “um hospital onde a metade das pessoas morreriam de Aids” e pouco ou nada se podia fazer por elas. “Há lugares nos quais os tratamentos ainda não chegam e as pessoas morrem sem que sequer tenham recebido um diagnóstico”, denuncia. O estudo da Zululândia é um dos poucos que analisou os efeitos do tratamento contra o vírus da Aids, a chamada terapia antirretroviral, em comunidades africanas reais assoladas pelo patógeno.

“Aqui eu vi muita gente sendo tratada e com boa saúde. Isto demonstra que é possível tratar corretamente muita gente e nos dá um pouco de otimismo, porque se pode ir até mesmo mais longe”, defende a médica.

Em 2012, quase 10 milhões de pessoas com HIV em países em desenvolvimento tiveram acesso à terapia contra o vírus, um comprimido ao dia, que normalmente custa 100 euros ao ano. Ainda assim, quando o tratamento de primeira linha não funciona, é preciso recorrer a novos fármacos e os preços são bem maiores. Um destes medicamentos, o raltegravir, da empresa farmacêutica Merck, chega a custar 10.140 euros por pessoa ao ano na Armênia, por exemplo, um país em que o salário mínimo é pouco maior do que 80 euros por mês.

Farmacêuticas
“Não recebemos muita colaboração das grandes empresas farmacêuticas. Os fármacos genéricos produzidos na Índia têm preços mais acessíveis e, por isso, trabalhamos com eles”, observa Huerga. A médica lembra que outros 16 milhões de pessoas precisam de tratamento e não o recebem, segundo a Organização Mundial de Saúde. “Ainda há muito a ser feito, porém esse é o objetivo que temos que alcançar”.

O sucesso na Zululândia pode aproximar este objetivo. Segundo o estudo de Huerga, a Médicos Sem Fronteiras irá ajudar as autoridades a iniciar um movimento mais ambicioso. No caso do HIV, paradoxalmente, espera-se que a infecção se amplie para que o tratamento seja iniciado. O vírus ataca um tipo dos glóbulos brancos que nos defendem das infecções, os CD4. Se uma pessoa com boa saúde apresenta 1000 CD4 por milímetro cúbico de sangue, o que se esperava, até agora, era que esse número caísse até 350, para se iniciar o tratamento. A Médicos Sem Fronteiras administrará o tratamento a partir dos 500, de acordo com as últimas diretrizes da OMS.

“É muito difícil pensar em erradicar a doença, porém podemos controlá-la. Podemos conseguir que haja cada vez um número menor de novas infecções e que as pessoas que já estão infectadas vivam uma vida longa e boa, assim como as pessoas que não estão infectadas”, diz Huerga.
Tradução Henrique Mendes


Artigo publicado originalmente em Materia, site espanhol de informações científicas, com sede em Madri

27 de jun. de 2014

Estudo canadense mostra os efeitos da circuncisão

Estudo canadense mostra os efeitos da circuncisão

Estudo canadesne mostra os efeitos da circuncisãoUm novo estudo feito no Canadá sugere que homens circuncidados podem ter um grau de proteção contra o desenvolvimento de câncer de próstata em suas vidas.

Os investigadores suspeitam que a conexão pode ser a taxa mais baixa entre os homens circuncidados de doenças sexualmente transmissíveis (DST), que levantam o risco de câncer de próstata, mas eles alertam que mais estudos são necessários para confirmar essa teoria.

“Ainda é prematuro dizer que com a circuncisão podemos prevenir o câncer de próstata”, disse a autora Marie Elise Parent. “Mas, pensamos que poderia ser útil.”

Baseado em entrevistas com mais de 3.000 homens, sua equipe descobriu que os circuncidados, quando bebês, eram 14% menos prováveis ??do que homens não circuncidados de desenvolver câncer de próstata. Os homens que tinham sido circuncidados como adultos eram 45% menos propensos a desenvolver o câncer do que os homens não circuncidados.

Circuncisão I

Os pesquisadores sabem, há muito tempo, que os homens muçulmanos e judeus têm menores taxas de câncer de próstata do que os homens no Ocidente, o que sugere que a circuncisão pode ter um papel no risco de câncer, segundo a equipe do estudo escreveu na revista britânica de urologia BJU International.

Para investigar a conexão, Parent, epidemiologista de câncer da Universidade de Québec da INRS-Institut Armand-Frappier, em Montreal, e seus colegas, recrutaram 3.208 homens na região de Montreal.
Estudo canadesne mostra os efeitos da circuncisão


Os participantes tinham todos entre 40 e 75 anos quando foram recrutados e, 1.590 deles, tinham sido diagnosticados com câncer de próstata. Os outros 1.618 homens não tinham câncer de próstata.

Entre 2006 e 2011, todos os homens foram entrevistados em casa, com perguntas detalhadas sobre sua saúde e estilo de vida, história médica, história familiar de câncer e história do trabalho.

No geral, 40% dos homens brancos, e 30% dos homens negros entrevistados foram circuncidados.

JUDEUS NEGROS

Para todo o grupo, os pesquisadores encontraram um risco 11% menor de ter câncer de próstata entre os homens circuncidados, mas observou que não foi estatisticamente significativo, o que significa que poderia ter sido devido ao acaso.

A equipe encontrou uma diferença significativa entre os homens negros, onde os que eram circuncidados eram 60% menos prováveis ??do que homens não circuncidados de ter câncer de próstata.

“Os homens negros têm a maior taxa (de câncer de próstata) no planeta e nós não sabemos por que,” Parent disse a Reuters Health. “É realmente intrigante. Tentamos descobrir por que esse tipo de câncer é tão comum em homens que vivem em países industrializados, quando entendemos muito pouco sobre o que está acontecendo com ele e não há maneira de evitá-lo.”

O Instituto Nacional do Câncer estima que nos EUA, cerca de três milhões de homens estão vivendo com câncer de próstata. É a segunda principal causa de mortes por câncer entre os homens.

Cerca de 79% dos homens americanos, nascidos nos anos 1970 e 1980, foram circuncidados quando bebês, de acordo com o Dr. Aaron Tobian da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland. Mas a taxa de circuncisão tem diminuído, disse ele à Reuters Health.

Entre os homens nascidos nos EUA em 1999, 62,5% eram circuncidados, e até 2010, a taxa entre os recém-nascidos foi abaixo de 55%, disse Tobian.

O plano de saúde Medicaid não costuma cobrir o procedimento, o que poderia levar às diferenças sócio-econômicas exageradas em saúde relacionadas com DST, Tobian acrescentou. “As seguradoras também estão tendendo diminuir a cobertura para a circuncisão”, disse ele.

O Dr. Christopher Cooper, professor e urologista da Universidade de Iowa, disse à Reuters Health que o estudo canadense não justifica promover a circuncisão como prevenção do câncer de próstata.

O número de homens negros estudados foi pequeno demais para qualquer conclusão a retirar, observa. Apenas 103 dos participantes com câncer de próstata eram homens negros, e apenas 75 dos homens saudáveis, ??no grupo em comparação, eram negros.

Parent disse à Reuters Health que, embora o estudo fosse pequeno, e ela e seus colegas viram apenas um risco ligeiramente reduzido mais tarde na vida entre os homens que foram circuncidados quando bebês, o trabalho é mais um ponto a considerar quando se estuda o câncer de próstata.

“Estamos muito no início do jogo para torná-lo uma recomendação pública. Pode ser que, no futuro, será confirmado que é uma coisa boa e pode ter uma maior proteção contra outras doenças”, acrescentou.

FONTE VIA EMAIL RUA JUDAICA 

15 de fev. de 2014

Brit milá

Brit milá

Brit milá (em hebraico: ברית מילה, literalmente "aliança da circuncisão"), também chamado de bris milá (na pronúncia asquenazi) é o nome dado à cerimônia religiosa dentro do judaísmo na qual o prepúcio dos recém-nascidos é cortado ao oitavo dia como símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel.Também é nesta cerimônia que o menino recebe seu nome. Costuma-se realizar o brit em um café da manhã festivo.

A origem deste ritual é encontrado em Gênesis 17:1-14 ,onde Deus ordena a Abraão que ele e todos os seus descendentes se circuncidem como sinal do pacto entre Deus e Abraão.
O judaísmo defende que este é um sinal de pacto pérpetuo que não pode ser nunca abolido. Deste modo, quando diversas situações e povos buscaram obrigar o povo judeu à não seguir a prática da brit (como por exemplo, debaixo do domínio grego), sempre desencadeou-se uma resistência à abolir á prática, o que elevou a brit milá à um evento de grande importância e significado no sentido de "ser judeu".

Mohel - Aquele que é responsável por efetuar a remoção do prepúcio é chamado de mohel, em hebraico. Qualquer judeu que saiba fazer a cirurgia (se o pai da criança souber realizar a brit, não é permitido que delegue a função a outra pessoa) e saiba as bençãos específicas pode realizar a brit, mas o mohel é um especialista capaz de efetuar a circuncisão. 

O mohel não é necessariamente um médico, mas tem uma grande experiência na execução da brit. Classicamente a brit é feita sem anestesia, apesar de atualmente em algumas brit milá a criança receber uma pequena anestesia. Geralmente não há traumas [carece de fontes] e a criança se recupera rapidamente.

A tradição rabínica só permite que uma mulher execute a circuncisão se não houver um homem competente presente. No entanto atualmente o rabinato conservador e reformista tem permitido que mulheres exerçam a função de mohel.

Atualmente, a validade das cerimônias é discutida, ou pelo menos analisada, em função de que corrente autorizou o celebrante, no caso o mohel. Porém, isso acontece de forma "hierárquica" em função do tradicionalismo da corrente. Assim, um reformista sempre considerará válido um brit-milá feito por um mohel ortodoxo, mas isso não é necessariamente verdade para um ortodoxo se o mohel for reformista (principalmente se for mulher).

Sandak- Título derivado do grego, significa "padrinho". É a pessoa que recebe a honra de segurar a criança que receberá a circuncisão.


Kvater- casal escolhido para trazer a criança até o lugar em que receberá a circuncisão.
A mulher do casal (Kvater) toma a criança dos braços da mãe e a entrega ao homem que levará a criança e a colocará sobre a cadeira reservada ao profeta Elias. O pai então coloca o menino sobre o colo do sandec, onde o mohel executa a circuncisão. O nome hebraico do menino então é anunciado à todos. Depois segue-se a refeição festiva.

A brit milá é permitida no Shabat e no Yom Kippur, já que o Talmud estabelece que a circuncisão supera os outros mandamentos da Torá

Os homens que desejam se converter ao judaísmo devem executar a circuncisão quando da aceitação na comunidade judaica.

A circuncisão em adultos é um processo mais complexo que a em recém-nascidos. Nesse caso, o Mohel deve ser um cirurgião autorizado, ou na falta desse, um cirurgião deve ser acompanhado pelo Mohel.

Como alguns homens, principalmente nos EUA, já são circuncisados, existe uma versão simbólica onde apenas se tira uma gota de sangue da pele do [[pênis] , chamada Hatafat Dam Brit.

Geralmente, durante a cerimônia de brit milá, uma cadeira é colocada ao lado do sandak, que permanece vaga, e é reservada ao profeta Elyahu (Elias), que de acordo com a tradição presencia cada brit milá.

Mulheres não recebem brit milá. Seu nome é geralmente dado no serviço de Shabat após seu nascimento, ou em ocasiões em que a Torá é lida na sinagoga e haja um miniam.

https://www.facebook.com/judaicas

28 de dez. de 2013

Pediatras americanos defendem circuncisão para recém-nascidos

Pediatras americanos defendem circuncisão para recém-nascidos

Hoje, 56% dos recém-nascidos nos EUA são circuncidados.


 Uma nova orientação da Academia Americana de Pediatria defende a circuncisão de recém-nascidos, sob o argumento de que seus benefícios ultrapassam os riscos.
Entre as vantagens, segundo a academia, está a prevenção de infecções urinárias, de doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV e o HIV, e do câncer de pênis.
Hoje, 56% dos recém-nascidos nos EUA são circuncidados-cerca de 1 milhão a cada ano. As taxas mais elevadas estão em áreas onde há uma tradição cultural ou religiosa (como entre os judeus e os muçulmanos). No Brasil, não há estimativas.
Segundo a academia americana, a decisão ocorreu após estudos feitos nos últimos sete anos atestarem os benefícios do procedimento. Um deles diz que há uma redução de 90% no risco de infecções urinárias no primeiro ano de vida.
"É impossível continuar neutro após evidências tão robustas", diz o pediatra Paulo Cesar Nogueira, membro do departamento de nefrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
Mas, segundo ele, não deve haver nem nos EUA nem no Brasil uma recomendação expressa para que todos os meninos sejam circuncidados. "Continuará sendo uma decisão exclusiva dos pais."
POLÊMICA
"Do ponto de vista médico, os benefícios da circuncisão na redução de riscos de doenças ultrapassam os pequenos riscos envolvidos no procedimento", disse o pediatra Andrew Freedman, coautor da revisão publicada na "Pediatrics" que embasou a nova orientação.
Ainda assim, a postura da academia é polêmica. Médicos dizem que as evidências científicas sobre os benefícios são questionáveis e que o procedimento expõe crianças a riscos desnecessários.
Para o professor Antonio Macedo Júnior, chefe do grupo de uropediatria da Unifesp, só crianças com indicações clínicas (como as que têm malformações congênitas do trato urinário) devem se submeter à circuncisão.
"Há riscos de infecção ou mesmo anestésicos no procedimento que precisam ser levados em conta."
Fora essas situações, segundo ele, a circuncisão seria justificada em regiões onde há muito câncer de pênis associado à falta de higiene ou em locais com alta incidência de HIV.
DECISÃO
A decisão americana ocorre num momento em que há declínio na cobertura das circuncisões por parte das seguradoras de saúde em ao menos 18 Estados americanos.
Um recente estudo mostrou que essa tendência poderá contribuir para o aumento dos custos de cuidados de saúde para tratar infecções urinárias e aquelas causadas pelas DSTs.
"A principal razão dessa nova orientação é econômica e não por haver benefícios claros", diz Macedo Júnior.

6 de out. de 2013

Jews will continue to circumcise

Jews will continue to circumcise

Dr. Eli Schussheim

The resolution issued last week by the Parliamentary Assembly of the Council of Europe, suggesting that circumcision is an immoral act, was most likely viewed by the council as the height of enlightenment and progress. That is probably also what Greek King Antiochus IV Epiphanes believed when he classified the Jewish faith as a primitive hindrance to the progress of Hellenistic culture and outlawed circumcision. 

The same is probably true of the Roman Emperor Hadrian who, alongside banning circumcision, also took additional steps to eradicate the Jewish identity. For example, he did away with the name Judea and named the region Syria Palaestina. 

 The communists of the former Soviet Union most likely also believed that the eradication of religion was a most progressive and indispensable step toward the completion of the revolution, having also banned circumcision. It is no coincidence that today we are seeing these three cultures -- the Seleucids, the Romans and the Soviets -- represent not the forefront of progress but rather the essence of primitiveness. If Europe continues to move toward the same kind of circumcision ban, in the future, our Jewish offspring will probably look at the European continent as primitive and dark as well. 

 Another culture that boasts the questionable honor of banning circumcision is, of course, Nazi Germany. The circumcision ban took the form of a military order that was imposed on the Jewish ghettos during the Holocaust. Needless to say, the Jews risked their lives to fulfill this mitzvah in defiance of the order. 

The survivors of the ghettos who live among us can recount how the Nazis went as far as prohibiting births on certain dates, and a woman with a forbidden due date would be compelled to abort. But Jewish women courageously gave birth in the ghetto as well, even on the forbidden dates. 

Though it is possible for a woman to give birth in silence to avoid being detected, you cannot expect a newborn baby to muffle his own cries while being circumcised. Regardless, the Jews of the ghetto did not stop circumcising their sons, while endangering the lives of the baby, his mother and the mohel performing the procedure. Circumcision is simply that important to the Jews. 

History has proven that whatever the European nations decide to do with the European council's resolution, there is no law in the world that can stop the Jews from circumcising their sons. Such a law would simply land all of Europe's Jews in prison. After all, circumcision is a rather intricate mitzvah that 98 percent of Israeli Jews observe. The Council of Europe maintains that circumcision causes bodily harm to a child without his consent, but in fact, it is a precious gift that we give to our children. 

Children do not hold grudges against parents who circumcised them. The proof is the fact that when the time comes, circumcised men circumcise their own sons. There are documented cases, however, of uncircumcised men who have not forgiven their parents for withholding circumcision from them. 

 Next Shabbat we will be reading the Torah portion Lech Lecha (Genesis 12:1-17:27), in which God commands Abraham to circumcise himself. This 4,000-year-old circumcision is seen as the birth of the Jewish people. 

The effort to end this tradition, or to discredit it as immoral, is an effort to bring an end to the Jewish people.

4 de out. de 2013

Israel considera racista resolução da UE sobre circuncisão

Israel considera racista resolução da UE sobre circuncisão

Coisas JudaicasIsrael pediu nesta sexta-feira ao Conselho da Europa que revogue imediatamente uma resolução sobre a circuncisão por motivos religiosos, por acreditar que isso "alimenta as tendências racistas e o ódio".
"Israel pede ao Conselho que revogue imediatamente a resolução", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores em um comunicado, destacando os benefícios médicos cientificamente reconhecidos da circuncisão.
O comunicado recorda que a circuncisão é uma tradição antiga do Judaísmo, do Islã e de parte da cristandade.
"Qualquer comparação dessa tradição com a prática bárbara e condenável da mutilação genital feminina é uma ignorância profunda e, no pior dos casos, uma difamação e ódio antirreligioso", acrescentou.
A Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa adotou esta semana uma resolução que aconselha os Estados membros a tomarem medidas contra as "violações da integridade física das crianças".
Pede também que sejam proibidas práticas prejudiciais como as mutilações genitais femininas e que sejam definidas as condições para outras práticas religiosas, como a circuncisão do meninos, que não esteja justificada do ponto de vista médico.
A resolução recomenda "adotar disposições jurídicas específicas" para que algumas práticas não possam ser realizada até que o menor tenha idade para ser consultado.
"Evocamos, efetivamente, diferentes 'categorias' de violações da integridade física dos meninos, que distinguimos claramente, sem fazer qualquer amálgama", esclareceu a deputada socialdemocrata Marlene Rupprecht, que propôs o texto.
"A missão do Conselho da Europa é promover o respeito dos direitos humanos, incluindo os direitos das crianças, em pé de igualdade com a luta contra o racismo, o anti-semitismo e a xenofobia", acrescentou, em uma nota.


Judeus e muçulmanos costumam praticar a circuncisão na primeira semana de vida da criança.