Coisas Judaicas: Torá

Atualizando
Abrindo...
Menu
Mostrando postagens com marcador Torá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Torá. Mostrar todas as postagens

24 de nov. de 2020

29 de out. de 2020

20 de out. de 2020

Como podemos ser exigidos a amar a D'us?

Como podemos ser exigidos a amar a D'us?

Como podemos ser exigidos a amar a D'us?
Mishnê Torá em profundidade

Por Mordejai Rubin

Uma das seis mitsvot que são constantemente aplicáveis, em todos os tempos e todos os lugares, é amar a D'us.1 Mas como alguém “ama”? Como um sentimento como o amor pode ser obrigatório?

Em sua introdução a Shaarei Hayichud Ve’haemunah, a segunda seção do Tanya, Rabi Schneur Zalman de Liadi aborda diretamente essa última pergunta. Citando o versículo “Pois se mantiveres todos esses mandamentos que Eu ordeno você a cumpri-los, amar ao Eterno, teu D'us,”2 ele pergunta, “Como é que a Torá usa a linguagem de ‘fazer’ sobre amor do coração?” Amor não é uma ação, mas sim um sentimento espontâneo, que não pode simplesmente ser realizado à vontade!

Essa questão o leva a diferenciar entre duas classificações de amor por D'us. A primeira, que ele destina exclusivamente ao tsadik (o indivíduo totalmente justo) é um amor resultante de um total domínio da alma animal pela alma Divina. Isso com sucesso revela o âmago Divino como é na sua essência – alinhado com uma ardente paixão por D'us. Quando a alma animalesca da pessoa é completamente eliminada, esta paixão é automaticamente revelada.

O segundo tipo de amor descrito por Rabi Schneur Zalman é mais tangível e portanto é aplicável a todos os indivíduos.

Quando alguém contempla ideias que despertam um amor por D'us, numa maneira geral, como é nossa própria força de vida… Ou numa forma mais específica ao contemplar a grandeza de D'us… e o grande amor que Ele tem por nós… isso vai despertar um amor recíproco por D'us.

Como esse amor é um resultado direto de contemplação, somos ordenados a focar nossos pensamentos sobre ideias que irão levar ao despertar desse amor.

Assim, temos uma resolução para a pergunta acima. Sim, a pessoa não pode ser ordenada a “fazer” um sentimento, mas pode certamente ser ordenada a engajar-se no tipo de contemplação que irá levar ao resultado desejado.

Interessantemente, encontramos uma descrição fortemente similar do processo pelo qual a pessoa pode atingir amor a D'us, escrita há cerca de meio milênio antes do Rabi Schneur Zalman viver. No segundo capítulo de Hilchot Yesodel HaTorah, Maimônides escreve o seguinte:

Qual é o caminho [para atingir] amor e temor a Ele? Quando uma pessoa contempla Suas maravilhosas ações e criações e aprecia Sua infinita sabedoria que supera toda comparação, ela vai imediatamente amar, louvar e glorificar [a Ele], ansiando com tremendo desejo conhecer o grande nome [de D'us}, como David declarou: “Minha alma anseia pelo Senhor, pelo D'us vivo” (Tehilim 42:3).3

Ambas as fontes descrevem uma contemplação intelectual que resulta num sentimento de amor pelo Criador.4 Na verdade, o Maguid de Mezeritch é citado como dizendo5 que a verdadeira mitsvá de amar a D'us não está se referindo a um sentimento de amor, mas sim refere-se especificamente à contemplação que iria levar a esses sentimentos.6

Se olharmos para fontes anteriores, realmente encontramos descrições variadas do que a mitsvá de amar a D'us abrange. Rashi no versículo “E amarás ao Eterno, teu D'us, com todo teu coração,”7 comenta: “Cumpre Seus mandamentos por amor.” Isso pode ser levado a significar que segundo Rashi, a mitsvá é servir a D'us por causa do amor a Ele, não por qualquer outro motivo.

Há também uma terceira maneira pela qual essa mitsvá é interpretada. O Talmud no Tratado Berachot 8 registra a famosa declaração de Rabi Akiva, que interpretava as palavras no versículo “com toda tua alma” como significando “mesmo se D'us levar a tua alma”. Baseada nisso, a lei é derivada de que alguém deve desistir da própria vida em vez de transgredir a proibição de idolatria. Porém, no Tratado Avodá Zará,9 o Talmud registra um desacordo entre Rabi Yishmael e Rabi Eliezer sobre esta lei. Rabi Yishmael acredita que mesmo num caso de idolatria, a pessoa não precisa sacrificar a própria vida. Segundo Rabi Yishmael, explica o Talmud, o versículo “com todo teu coração, alma e força” refere-se somente a amar a D'us, não a auto-sacrifício. Porém, segundo Rabi Eliezer (que baseia sua opinião na declaração de Rabi Akiva), derivamos desse versículo a obrigação de abrir mão da própria vida para não servir a outro deus. Segundo essa explicação, este versículo não nos ordena a amar a D'us no sentido diário, mas sim ficar comprometido com D'us até o ponto do auto sacrifício.

A verdade é que todas as três interpretações acima estão incluídas na classificação dessa mitsvá por Maimônides. A primeira compreensão clássica – que isso se refere à constante mitsvá de amar a D'us – é encontrada na seção de Mishnê Torá citada acima. A segunda descrição é encontrada em Hilchot Teshuvá:

Aquele que serve a D'us por amor se ocupa na Torá e nas mitsvot e anda nos caminhos da sabedoria sem nenhum motivo exterior: não por causa de temor que o mal vai ocorrer, nem para adquirir benefício. Mas sim, ele faz o que é verdadeiro porque é verdadeiro, e por fim, o bem virá por causa disso.

Este é um nível muito alto que não é alcançado por todo homem sábio. É o nível do nosso patriarca Avraham, que D'us descreve como “aquele que Me amou”, pois seu serviço era motivado somente pelo amor.

D'us nos ordenou [a buscar] este tipo [de serviço] como transmitido por Moshê como declara [Devarim 6:5}: “Ama a D'us, o teu Senhor.” Quando um homem amar a D'us na maneira adequada, ele vai realizar imediatamente todas as mitsvot motivadas pelo amor.10

Vemos nessa citação que não apenas há uma mitsvá de amar a D'us, há também uma obrigação ao longo das linhas da interpretação acima de Rashi – cumprir a mitsvá por amor. A terceira classificação é encontrada no quinto capítulo de Hilchot Yesodei HaTorá:

Qual é a fonte [que ensina] que mesmo quando há um perigo de vida, esses três pecados não deveriam ser violados? [Devarim 6:5] declara: “E amarás a D'us, teu Senhor, com todo teu coração, com toda tua alma, e com toda tua força.” {As palavras “com toda tua alma:” implicam:} mesmo se alguém levar toda a alma.11

A partir do fato de que Mishnê Torá contem todos os três aspectos dessa mitsvá, podemos presumir que todas as três são parte e parcela dessa obrigação.

Na verdade, voltando ao comentário de Rashi citado acima, onde ela classificou essa mitsvá como cumprindo os mandamentos por amor, o Lubavitcher Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson, de abençoada memória, – numa longa palestra discutindo a descrição de Maimônides e de Rashi dessa mitsvá – entende a posição de Rashi como não somente se referindo ao amor verdadeiro do coração da pessoa, mas também a servir a D'us por amor. Não é preciso dizer que este versículo está se referindo ao amor de todo dia – Rashi está destacando que há uma dimensão adicional aqui.

Do comentário de Rashi sobre o segundo versículo da prece Shemá, o Rebe deduz que segundo Rashi, cumprir as mitsvot com amor é um real componente desse mandamento. Rashi comenta:

O que é este “amor” [mencionado no versículo anterior?] É que essas palavras [as mitsvot] devem ser colocadas sobre seu coração, e através disso, você vai reconhecer o Eterno, bendito seja Ele, e irá {consequentemente] apegar-se às Suas maneiras.12

O idioma “e irá [consequentemente] se apegar às Suas maneiras,” em referência à obrigação de amar a D'us, implica fortemente que apegar-se às Suas maneiras, i.e., cumprir mitsvot, é um componente dessa mitsvá.13

Também temos prova evidente de uma seção do Talmud Yerushalmi de que segundo Rabi Akiva, e mesmo assim o Talmud citado antes – que parecia declarar que segundo Rabi Eliezer este versículo está se referindo somente à obrigação para o auto-sacrifício – esta mitsvá iria de fato referir-se também ao amor de todo dia.

Descrever este episódio levando Rabi Akiva a abrir mão de sua vida para santificar o nome de D'us, o Talmud Yerushalmi registra:

Rabi Akiva exclamou: “Toda minha vida eu li este versículo e fui penalizado sobre como eu poderia cumprir todas as três expressões contidas no versículo, “Amarás ao Eterno teu D'us, com todo teu coração, tua alma e força.’ Eu amei com todo o meu coração, amei com minhas posses físicas (força) porém com toda minha alma eu não fui testado.”

Foi durante este episódio que Rabi Akiva declarou que as palavras no versículo “com toda tua alma” referem-se ao supremo amor por D'us: auto-sacrifício. Mas vemos claramente nos detalhes registrados no Talmud Yerushalmi que Rabi Akiva não quis dizer que essa explicação exclui todos os outros significados. Ele declara claramente que cumpriu todos os outros aspectos dessa mitsvá antes de ter a oportunidade de sacrificar sua vida por seu Criador.

Em contraste com a declaração de Rabi Akiva, que o pináculo do serviço Divino é amar com toda a alma – até ao ponto do auto-sacrifício – no pensamento chassídico a ênfase está em servir a D'us com toda sua força. Isso é baseado no Talmud em Tratado Berachot onde Rabi Shimon bar Yochai declara que quando a nação judaica cumprir a vontade de D'us, não serão incomodados com o trabalho mundano. Eles poderão se devotar inteiramente ao estudo da Torá. Porém, quando não cumprimos a vontade de D'us, então seremos encarregados com todos os tipos de trabalho mundano.

Como prova, ele cita um versículo do segundo parágrafo do Shemá: “Darei a chuva da sua terra em seu tempo… e você colherá seu grão, seu vinho e seu óleo.”14 Desse versículo é evidente que os judeus serão incomodados com a colheita do grão por eles mesmos.

Porém, a pergunta óbvia – feita por Rabi Schneur Zalman de Liadi – é que este versículo é precedido pelo versículo “E será, se vocês ouvirem Meus mandamentos que Eu ordeno neste dia de amar ao Senhor, teu D'us, e servir a Ele com todo teu coração e toda tua alma.”

Como pode então o próprio versículo seguinte estar se referindo a uma situação onde os judeus não estão cumprindo a vontade de D'us?

Para responder isso, Rabi Schneur Zalman explica que este versículo está na verdade se referindo à nação judaica cumprindo os mandamentos de D'us.

Mesmo assim, como eles não atingiram o supremo nível de serviço Divino, eles são considerados de alguma forma como “não cumprindo a vontade de D'us.”15 Quando alguém serve a D'us com toda sua força, é capaz de exceder todos “limites e restrições”.16

Mesmo se um indivíduo está querendo fazer o supremo sacrifício doando a própria vida para santificar o nome de D'us e assim servir a D'us com toda sua alma, isso não é necessariamente o que é exigido. O ponto de estar aqui neste mundo é ser constantemente dedicado a D'us. É sobre ser conhecedor de nosso propósito mais elevado. Isso é o que nos permite cumprir nossa missão neste mundo: transformar o físico numa morada adequada para D'us.17

NOTAS
1.

As outras cinco, como enumeradas na introdução de Sefer Hachinuch são acreditar em D'us, respeitar Sua unicidade, renunciar à idolatria, temer a Ele e evitar tentação ao pecado.

2.

Devarim 11:22.

3.

Mishnê Torá, Hilchot Yesodei HaTorah 2:1-2.

4.

Para uma análise detalhada de algumas semelhanças entre a descrição de Rabi Schneur Zalman do amor a D'us e aquela de Maimônides, veja Tradições de Maimônides, por Naftali Loewenthal, A Imagem de Maimônides no Chassidismo Chabad, pág. 286.

5.

Veja Rabi Yosef Yitschak Schneersohn, Sefer Hamaamarim 5701, pág. 116.

6.

Isso pode ser deduzido das palavras de Rabi Schneur Zalman aqui, quando ele escreve: “Uma expressão de ordem pode assim ser aplicada a esse segundo tipo de amor intelectualmente gerado, ou seja, concentrar o coração e a mente em questões que despertem amor.”

7.

Devarim 6:5.

8.

61 b

9.

54 a

10.

Mishnê Torá, Hilchot Teshuvá 10:2.

11.

Mishnê Torá, Hilchot Yesodei HaTorá 5:7.

12.

Devarim 6:6.

13.

Likutei Sichot vol. 34, pág. 32, cf. fn, 13.

14.

Devarim 11:14.

15.

Cf. Tosafot, Brachot 35b, d.h.kan.

16.

Rabi Menachem Mendel Schneerson, Torat Menachem 5744 vol. 2, pág. 1135.

17.

Rabi Schneur Zalman de Liadi, Likutê Tora 99:3. Rabi Dovber Schneuri,, Imrei Biná, Shar HaKriat Shemá, cap. 86.


Comece o dia com as notícias selecionadas  Clique e assine.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Coisas Judaicas se financia por meio da sua própria comunidade de leitores e amigos. Você pode apoiar o Coisas Judaicas via PayPal ou na Vaquinha virtual . 
Veja como: 

Vaquinha Virtual: Vaquinha Virtual

18 de out. de 2020

12 de out. de 2020

13 de set. de 2020

Estudo Semanal da Torá: Não está no céu ... nem além do mar

Estudo Semanal da Torá: Não está no céu ... nem além do mar

     As últimas lições essenciais de Moshe Rabbeinu para seu povo.


Enquanto Moshe se prepara para deixar esta vida e entregar o bastão de liderança a Josué, ele também prepara Israel para o futuro, ensinando-lhes duas lições essenciais,
Um, que a Torá "não está no céu ... nem está além do mar", mas está ao nosso alcance para mantê-la, e -
Dois, que "Eu coloquei diante de você a vida e a morte, a bênção e a maldição. Você deve escolher a vida." É nossa escolha e nossa responsabilidade, ao longo de todas as gerações, guardar a Torá de D'us e, assim, merecer a vida!



Blog Judaico 
Receba nossa newsletter
Comece o dia com as notícias selecionadas  Clique e assine.


1 de set. de 2020

Bênçãos e Maldições

Bênçãos e Maldições

Bênçãos e Maldições     A Parashá dessa semana nos ordena a ficarmos felizes. Por outro lado, logo depois são listadas 98 maldições terríveis para cada judeu que transgredir a Torá.

Geralmente costumo evitar histórias do Holocausto porque nenhuma mente humana pode compreender, e muito menos explicar o que aconteceu. Um pai simplesmente não permite que essas coisas aconteçam com seus filhos, especialmente quando o pai é o Rei do Universo. Na verdade, é aceito que uma das primeiras coisas que Mashiach fará será esclarecer qual o sentido do oceano de tragédias que se abateu sobre os judeus desde o início de sua trajetória.
Segue uma história relatada a mim por alguém que a ouviu de um Chassid Vishnitz, sobrevivente da guerra.
"Os malditos nazistas precisavam muito de mão de obra e procuravam judeus de todas as idades em porões, sótãos, florestas e em todos os lugares possíveis. A maioria dos que foram pegos foram enviados para campos de concentração, onde os nazistas poderiam concentrar-se em torturar e exterminá-los nas formas mais progressistas, culturais e intelectuais.
No campo onde estávamos, havia um monte de judeus religiosos e outros Chassidim que tinham sido capturados perto do fim da guerra. Eu tinha ouvido falar que os alemães eram extraordinariamente cruéis em torno dos feriados judaicos e logo comprovei o fato.
Em Rosh Hashaná fizeram-nos trabalhar o dia todo sem parar, em seguida, no Yom Kipur nos obrigaram a comer e, finalmente em Sucot diminuíram nossas micro rações pela metade. Mas quando Simchat Torá chegou (o último dia de Sucot) eles realmente enlouqueceram.
Éramos em torno de cinquenta, todos jovens Chassidim Vishnetzer, e anunciaram que seriamos levados para as câmaras de gás em questão de minutos. Todo mundo começou a chorar incontrolavelmente, enquanto éramos levados para a morte. Fuga ou resistência era impossível. Estávamos tão fracos e eles estavam armados até os dentes e, além disso, não havia para onde correr com arame farpado em toda parte e os guardas acompanhados por cães ferozes.
Então, um do nosso grupo disse: ‘Escutem amigos, esta noite é Simchat Torá ... nós somos judeus, certo?! Estes animais pervertidos não podem tirar isso de nós. Temos que ficar felizes!‘
Ele começou a cantar uma música e na primeira nota todos cantamos juntos, mais alto e mais alto batendo os pés com a melodia.
De repente, por um segundo ou dois estávamos no controle! Estávamos livres! Os nazistas podiam governar nossos corpos, mas nossas almas estavam livres! Cantamos e dançamos tanto quanto foi possível.
De repente, o comandante alemão gritou "Halt"! E os soldados pararam nossa comemoração.
Ficamos em silêncio enquanto ele nos examinava caminhando em suas botas altas pretas e lustradas que se encaixam perfeitamente no uniforme preto e, em seguida, disse com um sorriso de escárnio em seus lábios: ‘Então vocês querem se alegrar no seu feriado estúpido? Bem, nós também queremos nos alegrar. Por que vocês são tão egoístas?’
Ele sorriu, olhou em volta satisfeito e continuou: ‘Em vez de matá-los agora eu vou levar vocês de volta. Amanhã de manhã às cinco da manhã vou acordar todo o campo e todo mundo vai ser forçado a assistir como vocês ficam felizes sendo lentamente torturados até a morte, um de cada vez! Vamos ver como vocês se alegram judeus.’
Ele gritou uma ordem e fomos levados de volta a uma espécie de prisão com uma porta de ferro espessa que bateu ameaçadoramente atrás de nós.
Mas D'us tinha outros planos.
Parece que algumas horas mais tarde, no meio da noite, veio uma ordem urgente do alto comando que o nosso acampamento tinha que fornecer mil trabalhadores para outro local. Uma unidade especial foi enviada para escolher e reunir os trabalhadores. Mas depois de algumas horas de busca só conseguiram novecentos e cinquenta homens fisicamente capazes. Então, alguém comentou que se lembrava de ver cinquenta jovens animados sendo levados para a 'prisão'. Então, às 2 da manhã, a porta de metal se abriu e fomos arrastados de nossa prisão, arrebanhados em caminhões e enviados para longe, para o trabalho.
Enquanto isso, no início da madrugada o comandante do campo acordou, aprontou seus algozes, despertou todos os judeus e todos eles se reuniram do lado de fora na manhã fria congelada para o 'show', mas quando chegou na nossa prisão ele viu que estava... vazia! Não havia ninguém para matar.
Nem todos sobreviveram ao campo de trabalho, mas uma coisa é certa, se não fosse por nossa alegria naquela noite eu certamente não estaria aqui para contar essa história, todos nós teríamos sido assassinados."

Isto responde às nossas perguntas. O estado natural do ser humano, especialmente o judeu a alegria. E a sentimos em seu clímax ao perceber a verdade: a de que D'us está nos criando a cada instante. Mas quando temos dúvidas sobre nossos objetivos não podemos ficar felizes. É isso que a Torá está nos falando ao descrever as maldições. Quando esquecemos a alegria, D'us pode nos mandar dificuldades de modo a nos forçar a acordar e a revelar nossa verdadeira identidade.



Blog Judaico 
Receba nossa newsletter
Comece o dia com as notícias selecionadas  Clique e assine.