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13 de abr. de 2018

Palo Alto compra empresa de cibersegurança israelense Secdo por $100m

Palo Alto compra empresa de cibersegurança israelense Secdo por $100m

Palo Alto compra empresa de cibersegurança israelense Secdo por $100mEsta notícia foi retirada do site Globes.
A empresa norte-americana de segurança cibernética, Palo Alto Networks (NYSE: PANW), anunciou na última terça-feira, 10, que concordou em adquirir a Secdo, empresa israelense também voltada à cibersegurança. Fontes próximas ao acordo na Secdo dizem que a Palo Alto Networks pagará US$ 100 milhões, a maioria à vista, mas também em ações.
A aquisição trará recursos sofisticados de detecção e resposta de endpoints (EDR), incluindo a exclusiva coleta e visualização de dados para uma proteção avançada dos endpoints da Palo Alto Networks Traps, visando aprimorar sua capacidade de detectar e conter rapidamente até mesmo ataques furtivos.
Fundada em 2015 pelo CEO Shai Morag e pelo CTO Gil Barak, ambos formados pela unidade de inteligência IDF 8200, a Secdo desenvolveu uma plataforma focada em proporcionar soluções de respostas para incidentes da próxima geração em ataques cibernéticos. Amir Kotler é presidente e diretor de operações.
A empresa está sediada em Ra’anana e arrecadou até agora US$ 11 milhões. Dentre os investidores estão RDC (sob o controle conjunto da Elron Electronic Industries Ltd. e da Rafael Advanced Defense Systems Ltd.), a O.G. Tech Ventures da Eyal Ofer e investidores-anjo, incluindo Marius Nacht, o fundador da Check Point Software Technologies (Nasdaq: CHKP).
A equipe de engenheiros de elite da Secdo complementará o profundo conhecimento em segurança e inovação dentro da organização de P&D da Palo Alto Networks. A abordagem da empresa à coleta e visualização de dados vai muito além dos métodos EDR tradicionais, que coletam apenas dados gerais de eventos e equipes hamstrings de operações de segurança tentando reconstruir cada etapa de um ataque e distinguir atividades maliciosas de atividade regulares. Uma vez integrados à Traps e à plataforma da Palo Alto Networks, esses dados preciosos serão alimentados no Serviço de Logging e proporcionarão aos aplicativos operando no escopo da aplicação da Palo Alto Networks maior precisão para detectar e deter ataques cibernéticos.
Morag disse: “Estamos muito satisfeitos em nos juntar à equipe da Palo Alto Networks. Nós fundamos a Secdo para aumentar drasticamente a visibilidade das equipes de operações de segurança visando reduzir o tempo necessário para detecção e resposta à alertas. A união dos esforços da Secdo e da Palo Alto Networks proporcionarão aos clientes os recursos de que precisam para detectar e responder aos ataques cibernéticos com rapidez e precisão ”.
O presidente e CEO da Palo Alto Networks, Mark McLaughlin declarou: “Acreditamos que as equipes de operações de segurança precisam de uma abordagem mais avançada e consistente com vistas à segurança dos endpoints. Com os recursos de EDR da Secdo como parte de nossa plataforma, aceleraremos nossa capacidade de detectar e impedir o sucesso de ataques cibernéticos em nuvem, endpoint e rede.”
Fonte: Globes

4 de jul. de 2017

 Beersheva uma cidade de Israel virou a capital mundial da cibersegurança

Beersheva uma cidade de Israel virou a capital mundial da cibersegurança

 Beersheva uma cidade de Israel virou a capital mundial da cibersegurança
CyberSparkLeveraging the Israeli Cyber Ecosystem 

Tudo isto antes era areia. Os camelos ainda descansam ao sol nas margens da estrada que conduz a Beersheva, principal núcleo urbano do deserto do Negev. Esta cidade, 110 quilômetros ao sul de Tel Aviv, é considerada o Vale do Silício do Oriente Médio. Representa a prova física e arquitetônica do que conseguiu o setor de cibersegurança em Israel: 10 edificações novas em cinco anos. Em Beersheva foram construídas no deserto, partindo quase do zero, as instalações necessárias para abrigar as milhares de mentes que têm de defender o país. Estas instalações pertencem tanto à Universidade Ben-Gurion do Negev, grandes empresas e startups, como ao Governo e ao Exército. Entre estes quatro atores foi criado um ecossistema de inovação no qual se compartilha informação e objetivo: transformar Israel na grande referência da cibersegurança. Esta missão acelerou o aparecimento do que já se perfila como o debate do futuro: segurança versus privacidade.
 Beersheva uma cidade de Israel virou a capital mundial da cibersegurança
Ben-Gurion University of the Negev lends
a “college town” feel to Beersheva
“Começamos a nos preocupar com a cibersegurança quando ninguém fazia isso. Há 30 anos já a definíamos como a quarta fronteira a defender. Do mesmo modo que você precisa de pessoas para defender terra, mar e ar, também quer gente que defenda das ciberameaças. A única parte boa dos ciberataques vividos agora no mundo é que demonstram que tudo isto não é ficção científica”, conta Roni Zehavi, CEO da CyberSpark, uma das líderes do ecossistema de cibersegurança criado em Beersheva. Faz referência ao WannaCry e ao Petya, os dois últimos ciberataques que afetaram hospitais, Governos e grandes empresas de todo o mundo. malwares infectaram os sistemas de milhares de equipamentos – através de uma vulnerabilidade encontrada no Windows –, criptografaram a informação que havia neles e pediram um resgate para que fosse recuperada. Nos ataques de ransomware a quantidade a pagar costuma ser pedida em bitcoin, a moeda virtual, e normalmente não é muito alta. Mas ainda assim os especialistas afirmam que se trata de ataques muito baratos para preparar e muito caros para responder.
Esses
A única parte boa dos ciberataques é que demonstram que tudo isto não é ficção científica
O mercado da cibersegurança já movimenta mais de 225 bilhões de reais por ano em todo o mundo. Quase 10% do total, 22 bilhões de reais, é faturado por Israel, segundo o professor Isaac Ben-Israel – um dos ideólogos por trás da revolução cibernética que o país está vivendo. Dessa cifra, cerca de 13 bilhões de reais provêm das exportações de produtos e sistemas de segurança, explicou Achiad Alter, chefe de cibersegurança do Instituto de Exportações de Israel. O restante vem de vendas internas.

“A cibersegurança é um mercado interminável”

“Graças a nossos contínuos esforços em cibersegurança conseguimos que 20% de todos os investimentos privados em cibersegurança sejam feitos em Israel. A cibersegurança é um assunto a ser levado a sério: porque tanto é uma grave ameaça como um grande negócio”, sentenciou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na inauguração da Cyberweek 2017 de Tel Aviv, um encontro com 7.000 especialistas em cibersegurança de todo o mundo, e ao qual este jornal compareceu como convidado. Parte da expansão do setor se deve, segundo Netanyahu, ao crescimento dos ciberataques. “É um grande negócio porque nunca tem solução. É um mercado infinito. Espião contra espião. As ameaças não param de crescer, por isso temos de trabalhar juntos com outros governos e com as empresas”, explicou.
 Beersheva uma cidade de Israel virou a capital mundial da cibersegurança
A Universidade Ben-Gurion no deserto do Negev DIVULGAÇÃO
O CERT (Equipe de Resposta ante Emergências Informáticas, na sigla em inglês) de Israel não divulgou ao EL PAÍS cifras sobre os ataques sofridos, mas Netanyahu argumentou que o país se defende de dezenas de ataques todos os dias em nível nacional. Na Espanha, o Incibe (Instituto de Cibersegurança) detectou 479 ações contra infraestruturas críticas (transporte, comunicações, finanças, hospitais...) em 2016. Ataques que se multiplicaram por sete em apenas dois anos.
Para os especialistas israelenses, a receita do sucesso em cibersegurança se baseia em três pilares: manter um sistema de segurança bem robusto; compartilhar informação e tecnologias entre empresas, Governo e Exército; e criar uma autoridade nacional em cibersegurança. “A maior parte dos ciberataques não penetra no sistema se ele for robusto. O WannaCry é o melhor exemplo. Se as organizações tivessem atualizado o patch do Windows não teriam de enfrentar o ataque. Um total de 99% dos ataques que ocorrem já foram feitos antes, mesmo que tenha sido em outra parte do mundo. Mas não estamos compartilhando informação”, destacou Evyatar Matanya, chefe do Cyber Bureau, órgão criado em 2015, vinculado ao primeiro-ministro, que se encarrega de coordenar a estratégia de cibersegurança em Israel.
Israel recebe 20% dos investimentos privados mundiais em cibersegurança
“Não é que compartilhar a informação seja visto como uma condição vantajosa. É uma necessidade. Começamos criando uma autoridade e uma instituição em cibersegurança em Israel, mas é o momento de dar um passo além. Os ciberataques não respeitam fronteiras, por isso seria preciso centralizar esforços entre países. Em cada país a cibersegurança depende de um departamento diferente. Seria mais fácil se estabelecêssemos uma grande organização”, propôs Matanya.
Além desses objetivos básicos, os israelenses afirmam que o ecossistema que eles articularam em nível nacional dificilmente pode ser transferido para outros países, já que tem a ver com a sua geolocalização (“estamos rodeados de países que não são amigos”, observou Ben-Israel), o serviço militar obrigatório para os jovens e a cultura empreendedora de Israel.
Não é que compartilhar informação entre governos e empresas seja uma condição vantajosa; é uma necessidade

Um país de startups

Em Israel, um país de 8,5 milhões de habitantes, existem 400 empresas dedicadas a cibersegurança; 300 delas são startups (a maioria com mais de dois anos de existência). “É verdade que não temos muitas empresas de médio porte: já são empresas muito grandes como a Checkpoint e a CyberArk, que empregam milhares de pessoas, ou são muito novas”, diz o chefe de cibersegurança do ministério das Relações Exteriores. 30% dos investimentos em P&D do Estado vão para a cibersegurança. Na Espanha, o número de empresas que se dedicam à cibersegurança, por exemplo, é de 533 e seu faturamento atingiu 600 milhões de euros, de acordo com os últimos dados disponíveis do relatório da ONTSI e do Incibe publicados em 2016.
A diferença, ainda maior se levarmos em conta o tamanho do país, se deve à cultura empreendedora da qual se gabam os israelenses. A cada ano são criadas 40 novas startups relacionadas apenas com a cibersegurança. Para promover a criação dessas novas empresas, o Governo introduziu incentivos fiscais, econômicos e chegou até mesmo a absorver a dívida, caso uma empresa fracasse.
Em Israel há 400 empresas dedicadas à cibersegurança, das quais 300 são startups

Muitas dessas novas empresas estão escolhendo Beersheva como sede pela facilidade de conexão com outras instituições. IBM, Dell, Cisco, PayPal ou Deutsche Telekom criaram centros de pesquisa e desenvolvimento neste parque de tecnologias avançadas. “Fisicamente tudo está aqui: a Universidade, a indústria e o Governo. Todos estão trabalhando juntos. A indústria sabe melhor do que ninguém do que necessita e ajuda a atualizar o currículo das universidades. O que se sabia há dois anos sobre cibersegurança já envelheceu, é preciso se manter atualizado. Hoje, o tempo que a IBM ou a Cisco precisam para qualificar alguém é muito curto”, explica Zehavi. “O Governo sabe o potencial que tem estabelecer essas relações. Portanto, Beersheva é reconhecida como a capital da cibersegurança”.

16 de mai. de 2017

Ataque global de hackers pode ter vindo da Coreia do Norte

Ataque global de hackers pode ter vindo da Coreia do Norte

Ataque global de hackers pode ter vindo da Coreia do NorteEspecialistas em segurança digital acreditam que a Coreia do Norte possa estar envolvida no ciberataque mundial que atingiu 150 países na última sexta-feira (12). As evidências não são conclusivas, e outros estudos estão sendo conduzidos por agências de inteligência para confirmar a autoria do ataque.
O pesquisador Neel Mehta, que trabalha para o Google, disse ter encontrado indícios de semelhanças entre os códigos do ransomware “WannaCry”, usado no ataque, e outros códigos utilizados por um grupo de hackers financiado pelo regime de Pyongyang, o Lazarus Group. De acordo com a empresa russa Kaspersky, especializada em segurança informática, “a descoberta de Neel Mehta representa o indício mais importante atualmete sobre as origens do WannaCry”. Outro aspecto analisado é o horário do ataque, que corresponde ao fuso da Coreia do Norte.

De acordo com o jornal ‘The New York Times’, especialistas em segurança digital da empresa californiana Symantec, que no passado já identificou ataques digitais patrocinados pelos governos dos Estados Unidos, Israel e Coreia do Norte, também encontraram evidências de que o ataque pode ter sido feito por norte-coreanos. Os técnicos da empresa encontraram versões anteriores do vírus WannaCry que tinham características iguais à de outros ataques cibernéticos, como o sequestro de dados do estúdio de cinema Sony Pictures Entertainment, em 2014, além de ataques contra o banco central de Bangladesh em 2016 e contra bancos poloneses, em fevereiro deste ano. Todos esses ataques foram posteriormente relacionados à Coreia do Norte.
Fontes do governo americano também disseram ao ‘New York Times’ que encontraram características comuns entre o ataque global da última sexta-feira e outras ações relacionadas à Coreia do Norte. Em 2014, o governo norte-coreano foi formalmente acusado de destruir computadores da Sony em retaliação pela comédia “A Entrevista”, cujo roteiro envolvia um plano para assassinar o líder do país asiático, Kim Jong-un.
Dúvidas. A confirmação definitiva da autoria pode levar semanas ou até meses. Isso porque é comum hackers se apropriarem de códigos já usados em outros ataques, ou plantarem pistas falsas para ocultar a origem de vírus digitais.
Na última sexta-feira, servidores de empresas, hospitais e órgãos públicos de ao menos 150 países, incluindo o Brasil, foram invadidos por um ataque hacker. O ransomware infectou cerca de 200 mil computadores, bloqueando os sistemas e exigindo um resgate de US$ 300 para que os equipamentos voltassem a funcionar.

Vários outros especialistas em segurança disseram que o ransomware é a mutação de um software criado pela agência de inteligência NSA, dos Estados Unidos, que foi apropriado pelos hackers.


7 de fev. de 2017

Israel transforma deserto em nova fronteira contra ataques hacker

Israel transforma deserto em nova fronteira contra ataques hacker

Israel transforma deserto em nova fronteira contra ataques hacker
“Com um clique em um botão, você pode colocar nações de joelho. Todo sistema pode ser hackeado”. Esse é um dos alertas sobre cybersegurança que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, fez durante a Cybertech 2017, feira que reuniu especialistas sobre o tema nesta semana em Tel Aviv.
Para Netanyahu, a guerra mudou dramaticamente e, por isso, o governo do país fornece incentivos (como descontos em impostos) para que grandes empresas invistam no segmento e start-ups e jovens talentos se desenvolvam.
As declarações se destacam pouco antes do encontro com o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que discutirão o tema. “É possível parcerias entre governos para a cybersegurança”, afirma o primeiro-ministro.
Atualmente, Israel conta com cerca 500 start-ups de cyber —ao todo são cerca de 6.000, segundo o governo— e centros reconhecidos como o de Beer Sheeva, localizado no deserto de Negev, mais ao sul do país, a cerca de 100 km da capital. “Lá havia apenas camelos e palmeiras”, brinca o presidente-executivo do parque tecnológico, Roni Zehavi.
Jovens talentos ocupam os laboratórios do Cyber Spark, com centros de empresas como IBM, Cisco, ECM e Oracle, para pensar e desenvolver soluções tecnológicas para combater ameaças on-line.
Leia a noticia completa na Folha de São Paulo

Deseja encontrar empresas israelenses de cyber?

Muitas das empresas e muitos dos empreendedores na dianteira da ciberinovação de Israel estarão em destaque na conferência RSA 2017, que será realizada em São Francisco, de 13 a 17  de fevereiro. A conferência atrai visitantes de mais de 50 países, e se tornou um importante ponto de encontro para debate sobre as últimas ameaças e soluções em cibersegurança.
Em respeito ao seu tempo, ficaremos felizes em recomendar empresas relevantes, coordenar reuniões individuais e garantir que você terá toda a atenção. Saiba mais sobre esta iniciativa e as empresas participantes  em nosso site: clique aqui.
As reuniões serão realizadas no Pavilhão Nacional de  Israel na RSA, South Hall A – stand No. 827 & 833.

Empresas brasileiras interessadas em marcar reuniões com as empresas israelenses durante a feira, com o objetivo de explorar possíveis oportunidades de negócios, favor entrar em contato por meio dos telefones e e-mails indicados abaixo:

saopaulo@israeltrade.gov.il | (11) 3095-3111

rio@israeltrade.gov.il | (21) 3259-9148

26 de jan. de 2017

Indústria de cibersegurança de Israel cresce

Indústria de cibersegurança de Israel cresce

(Bloomberg) -- Os investimentos no setor de cibersegurança de Israel deram um salto de 9 por cento em 2016, ano no qual o mundo presenciou um ataque cibernético bem-sucedido a uma rede de energia nacional, um enorme vazamento de e-mails que pode ter alterado as eleições dos EUA e um assalto informático de US$ 81 milhões a um banco central, segundo um novo relatório da Start-Up Nation Central.
Segundo números baseados na plataforma de dados da organização sem fins lucrativos e no PitchBook, um banco de dados da indústria da tecnologia, 365 empresas israelenses de cibersegurança captaram um total de US$ 581 milhões em 2016, cerca de 15 por cento de todo o capital levantado pelo setor globalmente. Cerca de um quarto das 65 startups israelenses do setor fundadas no ano passado já conseguiram captar recursos, informou o relatório. O relatório foi divulgado antes da conferência Cybertech Tel Aviv 2017, na semana que vem.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu muitas vezes aponta a tecnologia cibernética como motor de crescimento para a economia israelense. A nova pesquisa sugere que a indústria cibernética do país está mantendo seu status de líder global, atraindo talentos e experiência adquiridos com as forças de elite da inteligência militar do país.
"I
srael está na vanguarda da inovação em termos de cibersegurança" porque empreendedores que concluíram seu serviço militar obrigatório "trazem, de forma única, seu talento sobre guerra e inteligência cibernéticas para o setor comercial", disse Avivah Litan, vice-presidente e analista da Gartner Research.
Pesquisa conjunta
A Check Point Software Technologies, pioneira em firewalls de rede, é líder nesse campo, assim como a CyberArk Software, que foca na segurança de contas privilegiadas dentro de redes corporativas. Ambas as empresas são israelenses.
No mês passado, os EUA aprovaram uma legislação que expandirá a pesquisa cibernética conjunta com Israel. Há muito em jogo: o mercado global de segurança cibernética crescerá para mais de US$ 200 bilhões em 2021, contra US$ 122 bilhões no ano passado, segundo a empresa de pesquisa MarketsandMarkets.
Multinacionais também estão expandindo sua presença em Israel, como a Huawei Technologies, que adquiriu a HexaTier, e a Volkswagen, que criou a Cymotive, uma solução de segurança para carros conectados, em uma joint venture com um ex-chefe do serviço de segurança geral de Israel.
Mais de um terço do financiamento obtido pelas empresas cibernéticas israelenses veio de corporações no ano passado, contra um quarto em 2015, segundo o relatório. Entre os investidores estão a Deutsche Telecom Capital Partners e a Singtel Innov8, além do braço de investimento de risco da empresa de segurança militar israelense Raphael Advanced Defense Systems.
Ator internacional
Israel precisa capitalizar com essa vantagem para transformar a indústria local em um ator internacional significativo, disse Yoav Tzurya, sócio da Jerusalem Venture Partners.
"Não há dúvida de que a vantagem competitiva de Israel no setor cibernético vem do Exército, mas a pergunta é se essa vantagem está sendo explorada ao máximo", disse Tzurya, em entrevista por telefone. "A resposta é não."

11 de jan. de 2016

 Empresa de cibersegurança israelense recebe o prêmio GE

Empresa de cibersegurança israelense recebe o prêmio GE

Escritório da ThetaRay em Tel Aviv 

Empresa de cibersegurança israelense recebe o prêmio GE de tecnologia para a Internet Cibersegurança 

 A ThetaRay ajudará a proteger os dados processados na plataforma em nuvem Predix, da General Electric. A GE (General Electric) está entrando no mercado de soluções em nuvem – e está levando consigo a empresa israelense de cibersegurança ThetaRay.

Após investir $10 milhões na ThetaRay no ano passado, juntamente com diversos parceiros, a GE concedeu à companhia o Prêmio de Inovação Industrial para a “Tecnologia Industrial Mais Inovadora para a Internet” em sua recente conferência Mentes e Máquinas, realizada em São Francisco.

A tecnologia ThetaRay, afirmou a GE, será utilizada em sua plataforma de big data para desenvolvimento industrial e de negócios em nuvem, chamada Predix.
Segundo Mark Gazit, CEO da ThetaRay, “o nosso relacionamento com a GE tornará possível a muitas outras empresas industriais beneficiarem-se de nossa solução revolucionária. Nos sentimos honrados em receber esse prêmio, e orgulhosos de fazermos parte do ecossistema Predix.”

A plataforma Predix da GE oferece aplicativos a empresas, os quais possibilitam que elas processem dados baseados em nuvem para analisar informações, ajudando-as a utilizar big data para economizar dinheiro e tempo. O site de notícias financeiras The Street citou Bill Ruh, Vice-presidente de software global, o qual mencionou em uma conferência em junho que a GE pretende ser a “empresa industrial da próxima geração, a qual terá como competência central” a habilidade de unir os mundos físico e digital.

Com seus aplicativos de análise de dados, a Predix auxiliará empresas a analisar coortes específicas de dados para fazer coisas como fornecer dados que permitam a operadores de fazendas eólicas ajustar suas turbinas em tempo real, alterando a curvatura de uma pá ou fazendo outros ajustes, possibilitando uma operação mais eficiente e produzindo mais energia, afirmou Ruh segundo o site.
Quando big data e a nuvem se combinam, os hackers geralmente não demoram muito a perceber. É muito mais fácil para eles obter dados transmitidos a uma nuvem pública, do que chegar a esses dados quando armazenados em um servidor local, atrás de uma firewall – mesmo quando importantes defesas estão presentes no servidor em nuvem. Em 2011, por exemplo, hackers supostamente utilizaram uma conta em um servidor na nuvem da Amazon para roubar dados da Sony, e em 2014, fotos de celebridades em vários estágios de nudez foram postadas em um site para hackers após terem sido roubadas de contas online dos servidores iCloud da Apple (a Apple alegou que as contas foram hackeadas, mas não os servidores).

De qualquer forma, a tecnologia da ThetaRay é útil para sites em nuvem que desejam proteger seus clientes. “Os hackers estão sempre procurando por backdoors,” afirmou Gazit. “Eles invadem os sistemas utilizando diversos métodos, como esquemas de spear-phishing,” em que os hackers buscam por pontos fracos, combinando uma mensagem de email com uma vítima em potencial que seja vulnerável a ameaças, recompensas, ou outras táticas psicológicas que a levem a clicar em um link ou abrir um documento, o qual instalará um malware e dará a eles acesso aos dados.

“Após invadirem um sistema, eles podem instalar qualquer tipo de malware desejado, transformando o sistema em seu próprio “playground”, instalando qualquer coisa que queiram. Enquanto isso, a informação continua a fluir através do sistema, completamente exposta aos caprichos dos hackers.”
A melhor maneira de lidar com essa ameaça, afirmou Gazit, era observar o estado geral de um sistema e tentar descobrir algo que “não parece certo.” “O nosso sistema busca por anomalias dentro e fora de uma rede, avaliando o que poderia ser considerado “normal” em uma organização e o que seria anômalo.”
As anomalias podem incluir o aumento de atividade dentro da rede, ou um excesso de solicitações de recursos de comunicação externos à rede. Essas anomalias, por exemplo, apareceram em sistemas infectados pelo vírus Stuxnet, o qual causou a destruição de centrífugas iranianas ao mesmo tempo em que indicava na tela que tudo estava correndo perfeitamente, afirmou Gazit.
Para chegar a essas conclusões a ThetaRay examina muitos dados – “quanto mais melhor.”
“Nós fazemos uma checagem de anomalias na imensa quantidade de dados que nós processamos, buscando por padrões de atividade que não deveriam estar lá,” disse Gazit. Os dados são obtidos de todas as fontes de entrada – email, dados de conexões web, arquivos de log, sensores, câmeras e microfones etc. – comparando a atividade com padrões esperados, com os modelos, explicou Gazit, desenvolvidos durante um período de sete anos pelos mais graduados agentes de tecnologia de segurança do grupo Unit 8200 da IDF e por professores renomados da Universidade de Tel Aviv e Yale.
A ThetaRay foi uma das quatro empresas agraciadas com Prêmios de Inovação Industrial, juntamente com a PepsiCo, Pitney Bowes e Salt River Project. O prêmio “Mais Inovadora Tecnologia Industrial para a Internet” foi concebido para dar destaque a empresas ou soluções que tragam avanços significativos à Internet Industrial, salientou a GE.
“O sucesso da Internet Industrial depende de um ecossistema colaborativo,” afirmou Harel Kodesh, Vice-presidente da Predix e CTO da GE Digital. “Com a Predix, a GE está levando a inovação digital ao mundo industrial, trabalhando com empresas como a ThetaRay para desempenhar essa missão. Nós consideramos essa tecnologia um valioso componente do catálogo de microsserviços da Predix, o qual está ajudando os nossos clientes a alcançar melhores resultados.”


5 de jan. de 2016

Por que Israel é líder mundial na proteção da Internet?

Por que Israel é líder mundial na proteção da Internet?

Coisas JudaicasNação da Cibersegurança: Por que Israel é líder mundial na proteção da Internet

Israel é um país onde cada cidadão enfrenta serviço militar obrigatório. Cybersecurity desempenha um papel cada vez mais importante na guerra moderna de hoje. Mais e mais israelenses homens e mulheres militares estão ganhando experiência com a tecnologia de segurança cibernética. Esta experiência é transportada para suas carreiras pós-militares, e levou a um número desproporcionalmente alto de startups de segurança cibernética em comparação com outros países.
De acordo com o Jerusalem Post, a população de Israel é de 8,4 milhões. Em comparação com os EUA, que tem uma população de mais de 320 milhões de acordo com os últimos números do censo, Israel é uma pequena nação. Mas quando se trata de segurança cibernética, Israel é enorme. Na verdade, Israel é a nação No.2 em segurança cibernética apenas atrás os EUA.

Empresas israelenses exportaram cerca de US $ 6 bilhões em produtos e serviços relacionados com a cibernéticos no ano passado, uma figura de pico que excede a quantidade de contratos de defesa israelenses assinados em 2014, de acordo com a Cybersecurity Review, que é publicada pela Delta Business Media em Londres.

Lockheed Martin até estima que o mercado global cibernético, em breve, estará avaliado em US$ 100 bilhões, razão pela qual o gigante de defesa americano abriu recentemente uma subsidiária israelense na cidade de Beer Sheva, ao sul do país.
Mas os números impressionantes não se acumularam da noite para o dia; a aceleração do setor de cibersegurança de Israel é uma iniciativa conduzida de forma pública e privada, que tem sucesso devido a um conhecimento bem aproveitado em engenharia e ao espírito empreendedor e criativo do país.

Um governo entusiasmado com a exportação dos produtos de cibersegurança de Israel

“Todos entendem que você compra relógios suíços da Suíça e segurança da informação de Israel”, diz Udi Mokady, CEO da CyberArk, a maior empresa de cibersegurança de Israel, que protege a conta de trinta das empresas presentes na Fortune 500 do mundo e 15% das Global 2000.

Outro fator importante na perícia em cibersegurança de Israel é o generoso apoio do governo tanto para esforços públicos como privados. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu expressou sua fé na cooperação bem-sucedida entre os setores privado e público, ou voltado para as forças armadas, de cibersegurança de Israel, pedindo para que compartilhem informações e tecnologia para enfrentar até a mais complexa das ameaças. Recentemente, Netanyahu criou um novo órgão nacional para Ciberdefesa Ativa, sobre a qual ele declarou, “tem uma grande importância para a defesa do Estado de Israel no futuro”. O que outros países esperam é que a iniciativa possa ter uma grande importância para eles também.

Inovar em cibersegurança envolve muita reestruturação burocrática, uma tarefa mais difícil para países maiores, como os EUA, mas mais fácil para aqueles pequenos e relativamente jovens, como Israel. Enquanto que os problemas da cibersegurança são enfrentados por um órgão, a Agência de Segurança Nacional (NSA – National Security Agency) nos EUA, Israel tem tanto os órgãos públicos como as empresas privadas que são incentivadas, e em alguns casos até forçadas, a cooperar. Como Michael McNerney, especialista em cibersegurança e ex-Conselheiro de Política Cibernética para o Secretário de Defesa dos EUA, comentou para a Forbes, “Israel é inteligente em se concentrar em uma abordagem coletiva e participativa quanto à segurança online, pois a interligação dos sistemas online e a proliferação dos dispositivos móveis tornam cada indivíduo um ponto em potencial para uma violação cibernética”.

Outro fator essencial que contribui para o sucesso de Israel é o seu enorme número de engenheiros com treinamento militar. O serviço militar nas Forças de Defesa de Israel é obrigatório a partir dos 18 anos de idade e muitos que entram para as forças armadas percebem o valor agregado de se tornar um engenheiro o mais cedo possível. Por este motivo, o Ministério da Educação de Israel criou programas depois da escola para que os alunos que desejam aprender sobre programação e cibersegurança no ensino fundamental e médio. Por causa da reverência na sociedade israelense pela unidade de inteligência de elite 8200 da IDF, essas aulas têm uma grande demanda. De fato, muitos dos fundadores das startups de cibersegurança começaram na unidade 8200, como Gil Shwed, o fundador e CEO da Checkpoint, uma empresa multinacional de cibersegurança de grande sucesso.
Coisas Judaicas
Remoção e previsão de ameaças
As startups de cibersegurança israelenses são boas em cooperar com agências governamentais, mas ainda melhores em derrotá-las no seu próprio jogo. 

Ensinadas a detectar os erros dos hackers, empresas como CyActive desenvolveram um software preditivo de cibersegurança que localiza com precisão o mesmo código nocivo que os hackers reciclam em 94% de todos os malwares. Outras empresas estão se voltando para a nuvem para fornecer segurança, enquanto que outras ainda estão preocupadas em bloquear a facilidade de acesso que a tecnologia do futuro oferecerá.

Muitas grandes corporações dependem fortemente da Internet para realizar várias operações comerciais externas e internas, o que significa que a detecção rápida de qualquer ciberataque aos seus sistemas é crucial para evitar danos. As empresas israelenses CyberXThetaRayAoratoReversing Labs, e Seculert são todas especializadas em software de detecção de anomalias que utilizam estratégias sofisticadas de ciberdetecção para identificar a violação. Empresas como Votiro e Hexadite oferecem extermínio e proteção automática de atividades suspeitas; a Votiro através de uma inspeção completa dos arquivos digitais e remoção de qualquer coisa nociva, e a Hexadite através da investigação imediata do ciberataque enquanto, simultaneamente, informa a empresa cliente da violação.

Várias firmas de cibersegurança israelenses também oferecem recursos de pesquisa sobre ciberataques, hackers e tendências gerais em cibercrime. A Fortscale e a SenseCy ajudam seus clientes fornecendo a eles análises informativas para melhor entender a natureza dos ciberataques aos quais eles estão vulneráveis. Outros ainda buscam olhar além da proteção tradicional de software. A BioCatch faz uso de tecnologia de biometria comportamental para estudar o comportamento de teclado e mouse em sites em busca de comportamentos fraudulentos. A Argus está ansiosa por um futuro de veículos conectados à Internet, mas está protegendo você, garantindo que nossos carros não sejam sequestrados por sabotadores maléficos.

“Israel tem muito a oferecer em cibersegurança”, comentou Francis Maude, o Ministro do Reino Unido para o Gabinete do Governo, que está encarregado da estratégia de ciberdefesa do seu país, ao The Jewish Chronicle. “Temos muito o que aprender com o país”. Enquanto isso, o Reino Unido e Israel organizaram planos para criar um fundo conjunto de pesquisa acadêmica para pesquisa de cibersegurança nos próximos três anos.

A Nação da Cibersegurança

Com uma história na fabricação de produtos cibernéticos globais, treinamento militar especializado em segurança contra terrorismo online, pesquisa em luta com novos algoritmos e entendendo a natureza dos ciberataques, e o governo apoiando a presença do país na indústria de cibersegurança, Israel está posicionado para se tornar a principal fonte de soluções avançadas contra a ameaça compartilhada da guerra cibernética.

Essa posição, no entanto, também representa alguns problemas, especialmente a questão da confiança. A própria NSA protege as redes de computadores de inteligência militar e o seu governo com cibersegurança israelense, mas isso levanta algumas desconfianças de alguns americanos, que se perguntam se terceirizar a cibersegurança representa uma possível ameaça à segurança nacional.

A vantagem de Israel em cibersegurança é conveniente, mas como diz o ditado: “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. As empresas e os órgãos do governo israelense que oferecem os seus produtos a clientes internacionais podem achar difícil permanecer neutros no processo. No entanto, se há duas coisas nas quais os israelenses são profissionais são tecnologia e segurança, o que pode garantir um novo título – “A Nação da Cibersegurança”.