Mostrando postagens com marcador Amia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amia. Mostrar todas as postagens

2 de ago. de 2019

Brasil não considera o Hezbollah grupo terrorista

Brasil não considera o Hezbollah grupo terrorista

Brasil não considera o Hezbollah grupo terroristaEm 18 de julho de 1994, a Argentina sofreu o maior atentado terrorista de sua história: a explosão do prédio da AMIA - uma entidade assistencial judaica de Buenos Aires -, que matou 85 pessoas e deixou 300 feridos. 

Na semana passada, dois dias antes do aniversário de 25 anos do ataque, o presidente argentino Mauricio Macri assinou um decreto classificando o grupo Hezbollah, apontado como autor do atentado, como terrorista.

Até hoje, o Brasil jamais incluiu o Hezbollah em uma lista de organizações terroristas, apesar de tê-lo feito com movimentos como Al-Qaeda e Talibã. Depois da decisão de Macri, há alguma chance de que o governo brasileiro siga o mesmo caminho das autoridades vizinhas?"

Brasil não considera o Hezbollah grupo terrorista
Atentado na Amia Argentina
Segundo o Itamaraty, o país "segue as determinações dos comitês de sanções do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e, portanto, não considera o Hezbollah como grupo terrorista". O órgão diz que, "no momento, não está em discussão mudança do posicionamento do governo brasileiro sobre o tema".

A despeito da posição da ONU, que não classifica o Hezbollah como terrorista, países como Arábia Saudita, Canadá, Egito, Emirados Árabes, Estados Unidos, Israel e Japão já designam assim o grupo libanês. Por que o Brasil não faz o mesmo? Considerando as posições ideológicas do governo Bolsonaro e do atual ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, seria natural pensar que uma mudança de posicionamento estivesse em pauta. Mas, de um ponto de vista pragmático, a questão é mais complexa.

O próprio caso da Argentina, que demorou 25 anos para classificar o grupo como terrorista - mesmo diante das fortes evidências apontando o Hezbollah como autor do atentado -, mostra a dificuldade diplomática de se tomar uma decisão como essa. O Hezbollah é uma força política no Líbano, com vários assentos no parlamento libanês e com grande apoio popular.

Brasil não considera o Hezbollah grupo terroristaComo afirma o jornal argentino Clarín, diplomatas do país vizinho se mostravam preocupados com a possibilidade de prejudicar as boas relações argentinas com o Líbano, já que há ministros libaneses ligados ao braço político do Hezbollah. Além disso, até a decisão da semana passada, a Argentina preferia não contrariar as classificações da ONU sobre grupos terroristas. Pressões de Estados Unidos - país com que Macri tem mantido boas relações diplomáticas - e Israel podem ter sido determinantes para a mudança de posição.

No caso do Brasil, as relações políticas com o Líbano pesariam ainda mais numa decisão como essa. Desde 2011, quando a fragata União (F-45) desembarcou em Beirute, a Marinha do Brasil comanda a força-tarefa marítima da Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), uma missão da ONU criada em 1978 para preservar a paz na região, onde já houve conflito com Israel.
Como explica o site do Ministério da Defesa, "a Marinha do Brasil mantém um navio e uma aeronave orgânica na costa libanesa com o objetivo de impedir a entrada de armas ilegais e contrabandos naquele país, além de contribuir para o treinamento da Marinha libanesa, de modo que a mesma possa conduzir suas atribuições de forma autônoma". Hoje, há mais de 200 militares brasileiros no Líbano.
Se o governo brasileiro classificasse o Hezbollah como terrorista, colocaria em grave risco a participação do Brasil na Unifil e poderia abrir uma crise diplomática séria. Em primeiro lugar, porque estaria agindo a despeito das próprias determinações da ONU, que colocou o Brasil no comando da missão. Além disso, considerando a força política do Hezbollah na região, a presença de militares brasileiros no Líbano dificilmente poderia se sustentar.

A possibilidade de o Brasil classificar como terrorista o Hezbollah já tinha sido levantada no final do ano passado, após a eleição de Jair Bolsonaro. Em novembro de 2018, ao ser questionado sobre a chance de o Brasil seguir os passos dos EUA nas classificações sobre terrorismo, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, disse que, com a eleição de Bolsonaro, uma das prioridades do presidente Trump seria "estender a cooperação contra o terrorismo, seja quanto a Hezbollah, Hamas ou outros".

Blog Judaico - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Gostou? Compartilhe com os botões abaixo

22 de jul. de 2019

Sob o lema "85 vidas arrancadas; 25 anos de impunidade", argentinos homenageiam as vítimas do atentado

Sob o lema "85 vidas arrancadas; 25 anos de impunidade", argentinos homenageiam as vítimas do atentado

Sob o lema "85 vidas arrancadas; 25 anos de impunidade", argentinos homenageiam as vítimas do atentadoOs jornais argentinos Clarín e La Nación transmitiram ao vivo as imagens da cerimônia em homenagem às vítimas do atentado à AMIA. Sob o lema "85 vidas arrancadas; 25 anos de impunidade", a cerimônia em homenagem aos 85 mortos e aos mais de 300 feridos começou na manhã de hoje pontualmente às 9:53, hora exata da explosão que destruiu a sede da AMIA em Buenos Aires.
A cerimônia, que teve início com o tradicional toque de sirene e a leitura dos nomes dos 85 mortos, contou com a participação de autoridades, líderes políticos e da comunidade judaica e familiares das vítimas.
O presidente em exercício da AMIA, Ariel Eichbaum, lembrou o ataque como "um dos episódios mais traumáticos da história de nosso país", destacando que "a cada ano (de impunidade) o coração e alma sentem a mesma dor que a bomba nos causou em 1994".
Artistas homenageiam as vítimas e pedem justiça

Artistas homenageiam as vítimas e pedem justiça

Artistas homenageiam as vítimas e pedem justiça "El Marian", Martín Ron e Mariela Ajras são os criadores de três grandes painéis inaugurados ontem em Buenos Aires nas paredes externas do Hospital de Clínicas "José de San Martín" para homenagear as vítimas do atentado à AMIA. Os painéis abordam os temas: destruição, causada pelo atentado, a mobilização dos médicos e funcionários do hospital para atender as vítimas, e um pedido de justiça.
O projeto é uma iniciativa da AMIA para lembrar o atentado e a impunidade dos autores e em agradecimento aos médicos e funcionários do hospital que se empenharam numa grande mobilização para atender as vítimas naquela manhã de horror de 18 de julho de 1994. O projeto foi desenvolvido pelos artistas com o apoio da AMIA, da Universidade de Buenos Aires (UBA), Hospital de Clínicas "José de San Martín", da Faculdade de Medicina da UBA e dos Ministérios da Cultura e de Desenvolvimento Urbano e Transporte. No ato de inauguração estiveram presentes o presidente em exercício da AMIA, Ariel Eichbaum e o reitor da UBA, Alberto Edgardo Barbieri.

21 de jul. de 2019

Comunidade judaica paulista realiza ato pelos 25 anos do atentado à AMIA

Comunidade judaica paulista realiza ato pelos 25 anos do atentado à AMIA

O maior ataque terrorista da Argentina completou 25 anos sem que os culpados tenham sido julgados ou punidos. O ataque ao prédio da AMIA - Associação Mutual Israelita de Buenos Aires, ocorreu em Buenos Aires em 18 de julho de 1994, matando 85 pessoas e ferindo centenas. Foi o pior ataque terrorista na Argentina, que possui a maior comunidade judaica da América Latina e é a sexta depois de Israel.  Para lembrar esse trágico episódio, a Confederação Israelita do Brasil (Conib), a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a Congregação Israelita Paulista (CIP), realizaram nesta quinta-feira (18), na CIP, um ato para homenagear as vítimas e pedir justiça. O Ato contou com as presenças de Marcelo di Pace, vice-cônsul da Argentina, Dori Goren, cônsul de Israel em São Paulo, Luiz Kignel e Ricardo Berkiensztat, que representaram Conib e Fisesp, Ariel Krok, do Congresso Judaico Mundial (CJM), além dos rabinos da CIP, Ruben Sternschein e Rogério Cukierman e dos chazanim Avi Bursztein e Alexandre Edelstein. Durante o evento, foram renovados os pedidos por justiça. "Esse tipo de maldade não poupa, não discrimina e nem escolhe vítimas. A AMIA funcionava em um prédio assistencial da comunidade judaica, que atendia judeus e não judeus. Temos de lembrar e denunciar", disse o rabino Ruben Sternschein.  A decisão do presidente argentino Maurício Macri de declarar o Hezbollah uma organização terrorista, anunciada em 16 de julho, também foi elogiada. O cônsul Dori Goren deu seu relato pessoal de como escapou do ataque à embaixada da Argentina, ocorrido em 1992,  e de como o atentado à AMIA permeou seu trabalho durante anos : "Minha filha tinha completado um ano e eu ia levá-la para conhecer o embaixador, mas no último momento ele cancelou nosso encontro na embaixada. Ele se salvou, assim como minha filha e eu. Dois anos depois a AMIA foi vitimada por esse horrível atentado. Perdi muitos amigos e esses atos horríveis de terror acompanharam meu trabalho naquele país durante cinco anos". "Argentinos e brasileiros são povos irmãos, por isso estamos realizando este Ato. Somos brasileiros e precisamos ser solidários com nossos vizinhos. Nossa expectativa é de que se revelem os culpados e que sejam indiciados. Temos que viver o dia a dia, e estarmos sempre alertas.  Essa é a nossa obrigação como judeus e acima de tudo como brasileiros", frisou o presidente da Fisesp, Luiz Kignel. "25 anos se passaram e a impunidade continua. É muito importante realizarmos atos como o de hoje, até que a justiça seja feita", finalizou Ariel Krok, dos Jovens Diplomatas do CJM. Uma vela foi acesa pelo cônsul Dori Goren (foto) e pelo vice-cônsul da Argentina, Marcelo di Pace em memória das vítimas. Os chazanim Avi Bursztein e Alexandre Edelstein e o rabino Rogerio Cukierman emocionaram os presentes ao cantarem canções e ao entoarem o El Male Rahamin e o Kadish. A homenagem na CIP contou ainda com a exibição de um breve filme com depoimentos de jovens argentinos que nasceram no ano do atentado e que em 2019 completam 25 anos e também do documentário "Os Abandonados", de Mathew Taylor, que retrata o ataque, o assassinato do promotor Alberto Nisman, que investigava o caso, e a impunidade.  O Ato foi realizado pela Conib, Fisesp e CIP, com apoio do American Jewish Comittee (AJC), Congresso Judaico Latino-Americano (CJLA) e dos Jovens Diplomatas do Congresso Judaico Mundial (CJM).

3 de jul. de 2019

Cerimônia na Embaixada da Argentina lembra os 25 anos do atentado à AMIA

Cerimônia na Embaixada da Argentina lembra os 25 anos do atentado à AMIA



16 de nov. de 2018

Após denúncia de organização judaica, argentinos são presos por ligações com o Hezbollah

Após denúncia de organização judaica, argentinos são presos por ligações com o Hezbollah


Após denúncia da organização judaica DAIA, dois argentinos - os irmãos Kevin y Axel Abraham Salomon, de 23 e 25 anos – foram presos nesta quinta-feira (15) em Buenos Aires sob suspeita de pertencerem ao grupo libanês Hezbollah, organização responsável por dois grandes atentados contra a comunidade judaica na Argentina – em 1992, contra a embaixada de Israel, e em 1994, contra a AMIA, que deixou 85 mortos e mais de 300 feridos. Os suspeitos foram detidos na residência de um deles, em Buenos Aires. 

Lá, a polícia encontrou um arsenal, com rifle, espingarda e várias pistolas, entre outros armamentos. Segundo as autoridades, no imóvel onde a operação foi realizada, também foram encontradas evidências de viagens para o exterior junto com credenciais em árabe e uma bandeira do Hezbollah. As prisões aconteceram a poucos dias da próxima cúpula do G20, que acontece no final do mês na capital argentina. Hoje, a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, afirmou que as forças locais estão em alerta máximo para qualquer atividade suspeita antes da cúpula, de acordo com a agência Reuters.

A DAIA fez a denúncia após ter recebido e-mail alertando que pessoas ligadas ao Hezbollah estariam no país, após terem recebido treinamento militar no Oriente Médio. As autoridades argentinas explicaram que, depois de analisar redes sociais, em especial o Facebook, conseguiram identificar os suspeitos. As informações foram corroboradas com a denúncia. As prisões ocorrem em momentos em que duas bombas explodiram na capital argentina, uma no cemitério da Ricoleta e outra na entrada da casa do juiz Claudio Bonadio. 

As autoridades afirmam que os dois atentados têm ligação e são de autoria do mesmo grupo de anarquistas preso horas depois dos ataques. O presidente Mauricio Macri elogiou a rápida ação da polícia, ao localizar e prender os envolvidos, enquanto a ministra da Segurança da República, Patricia Bullrich, prometia reforçar o esquema de segurança no país por ocasião da cúpula do G20. 

7 de nov. de 2017

Contrariando Interpol, Líbano recebe iraniano acusado pelo atentado à AMIA

Contrariando Interpol, Líbano recebe iraniano acusado pelo atentado à AMIA

Contrariando Interpol, Líbano recebe iraniano acusado pelo atentado à AMIAO governo argentino registrou queixa contra o Líbano, porque o ex-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Ali Akbar Velayati - que tem um mandado de prisão internacional pelo ataque contra a AMIA - viajou no último fim de semana para aquele país, sem ser preso. 

O embaixador argentino no Líbano lembrou a seu interlocutor do Ministério das Relações Exteriores do Líbano que há "um mandado de prisão internacional contra Velayati, por ser um dos autores intelectuais do ataque à AMIA". Além disso, solicitou "colaboração máxima para evitar que Velayati saísse do Líbano, enquanto se recebia o pedido de detenção do juiz argentino". 

O pedido de prisão de Velayati com vista a sua extradição para a Argentina foi recebido, mas o iraniano já havia deixado o Líbano. O pedido foi enviado ao Ministério das Relações Exteriores do Líbano antes da partida do acusado. Velayati já havia entrado e saiu de Singapura e Malásia em julho de 2016, sem problemas. 

Para o governo argentino, as viagens de Velayati seriam um exemplo de como as ordens de detenção dos oito iranianos acusados ​​de serem os autores intelectuais do ataque à AMIA foram relaxadas. 

Leia mais em:


 (Conib)