2 de set. de 2020

Israel negocia em segredo laços comerciais com vários países árabes

     Israel negocia em segredo laços comerciais com vários países árabes
Netanyahu está confiante na ampliação de laços comercias com mundo árabe
 
(foto: en.krelmlyn.ru)



Desde a normalização das relações entre Israel e os Emirados, telefonemas entre ministros aumentaram, e foram fechados os primeiros contratos comerciais


Israel mantém negociações secretas com líderes árabes e muçulmanos a respeito da normalização de suas relações, revelou nesse domingo (30) o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, na véspera da inauguração do primeiro voo comercial direto entre o Estado judaico e os Emirados Árabes Unidos.
Desde o anúncio do dia 13, feito por Washington, da normalização das relações entre Israel e os Emirados, que mantêm laços informais há anos, os telefonemas entre os ministros aumentaram, e foram fechados os primeiros contratos comerciais. No sábado, Abu Dhabi revogou uma lei de 1972 que instituía um boicote a Israel.

Em viagem pelo Oriente Médio na semana passada, com passagem por Sudão, Bahrein e Omã, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, tentou convencer outros países da região a seguirem o exemplo dos Emirados Árabes. Nos últimos meses, Netanyahu já havia falado com líderes do Sudão, do Chade e de Omã.

"Estas são as reuniões conhecidas. Mas há muito mais reuniões não informadas pela mídia com líderes árabes e muçulmanos para normalizar as relações com o Estado de Israel", disse o premiê, sem revelar os países envolvidos nas conversações. Analistas acreditam que Sudão e Bahrein poderão em breve seguir os passos dos Emirados.
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"Os avanços de hoje serão o padrão de amanhã. Eles abrirão o caminho para outros países normalizarem suas relações com Israel", declarou Netanyahu, juntamente com o conselheiro sênior da Casa Branca Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, e com o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien.

Até agora, a paz com os palestinos era considerada uma precondição para qualquer normalização das relações entre Israel e o mundo árabe e muçulmano.

Mas, nos últimos anos, Israel tentou inverter essa equação para convencer os países árabes a normalizar suas relações, sem esperar a assinatura de paz com os palestinos. A Autoridade Palestina criticou o acordo entre Israel e os Emirados Árabes, que descreveu como uma "traição" de Abu Dhabi, apesar de o governo árabe destacar que seguirá sendo um forte apoiador dos palestinos e o acordo mantém aberta a possibilidade de uma solução para o conflito com Israel que defenda a criação de dois Estados.

No acordo de normalização de relações diplomáticas com os Emirados, Israel apenas se comprometeu a suspender, por tempo indeterminado, os planos de Netanyahu de anexar uma parte ocupada da Cisjordânia.

"Se fôssemos esperar pelos palestinos, esperaríamos para sempre", disse Netanyahu.
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Ao seu lado, Kushner descreveu o acordo com os Emirados como "um passo gigante" e disse que "nunca foi tão otimista em relação à paz" no Oriente Médio quanto agora, apesar da recusa dos líderes palestinos a retomarem as negociações com Israel com base no plano de Trump.

Anunciado em janeiro, este projeto, descrito ontem como "uma oferta amigável e realista" por Kushner, prevê a criação de um Estado palestino, mas em um território reduzido e descontínuo na Cisjordânia ocupada, parte da qual (cerca de 30%) seria anexada por Israel.

Como prova da vontade de avançar rapidamente para a normalização com Abu Dhabi, uma delegação americano-israelense embarca hoje de manhã no primeiro voo comercial direto entre Israel e os Emirados.

O voo LY971, da empresa israelense El-Al, cujo avião está inscrito com as palavras "Peace, salam, shalom", decolou do aeroporto Ben-Gurion de Tel-Aviv com destino a Abu Dhabi, levando funcionários de alto escalão do governo de Israel e dos EUA, entre eles Kushner.

O acordo mediado pelos EUA representou uma vitória diplomática de Trump que pode ajudar o candidato republicano nas eleições de 3 de novembro. (Com agências internacionais).



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