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Morre Alfredo Sirkis escritor, jornalista, roteirista de TV e cinema

Morre Alfredo Sirkis escritor, jornalista, roteirista de TV e cinema     Vítima de um acidente automobilístico, morreu no último dia 10 de julho o político, escritor, jornalista, roteirista de TV e cinema, Alfredo Hélio Sirkis. Ele tinha 69 anos e foi um dos fundadores do PV – Partido Verde.

O carro que ele dirigia em direção à Vassouras/RJ, saiu da pista, colidiu contra um poste e capotou no Arco Metropolitano na BR-493, em Nova Iguaçu (RJ).
Alfredo foi Secretário Municipal de urbanismo e presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), entre 2001 e 2006 e Secretário Municipal de Meio Ambiente, entre 1993 e 1996, na cidade do Rio de Janeiro. Exerceu por 4 mandatos o cargo de vereador e foi Deputado Federal (2011 a 2015).
Autor de nove livros, dos quais o mais conhecido é Os Carbonários (1980) – ganhador do Prêmio Jabuti de 1981 -, ele iniciou seu trabalho como jornalista, em Paris, em 1973, no recém fundado jornal Liberation, dirigido por Jean Paul Sartre, e foi seu correspondente freelancer em Santiago (1973, durante o golpe de estado) e em Buenos Aires(1974).
Filho de imigrantes judeus poloneses, seu pai, Herman Eugenio Sirkis, nasceu na cidade industrial de Lodz em 1916, tendo falecido no Rio em 2002. Foi Capitão do Exército Popular Polonês e participou da Batalha de LENINO, tendo sido agraciado com a Cruz de Bravura, Cruz de Mérito de Prata e Medalha Pro-Memoria.
Sua mãe, Liliana Binensztok, 97 (na foto com a família), nasceu em Pinsk, pequena cidade de maioria judaica hoje na Bielorússia, tendo se tornado conhecida dama da alta costura carioca, em uma das primeiras “maisons” da então Capital, a Casa Colette, principal criadora de vestidos de noiva nas décadas de 50 e 60.
Alfredo Sirkis era filho único e seu nome homenageia o avô materno, oficial dentista do exército polonês, que pereceu em 1940 no massacre de Katyn, sob ordens de Stalin, quando foram assassinados cerca de 8 mil oficiais do Exército Polonês, evento inicialmente atribuido aos nazistas.
Em 2009 sua mãe escreveu o livro autobiografico LILA, que mais tarde serviu de base para o filme do mesmo nome, com canção-tema de Gilberto Gil. Em 2013 retornou a sua Pinsk natal com a irmã Janete, o filho Alfredo e a equipe de filmagem, apos 70 anos da sua saida de Pinsk, quando junto com a mãe, foram deportadas pelos ocupantes russos para a Sibéria, como familiares de um oficial do Exercito Polones. Lá permaneceram internadas em condições durissimas por quatro anos, entretanto ao terminar a guerra, haviam escapado do destino de quase todos os 30 mil judeus de Pinsk, que lamentavelmente pereceram no Holocausto. O documentário, de 2018, foi dirigido pelo filho Alfredo, Silvio Darin e produzido por Belisário Franca da Giros.
Alfredo Sirkis foi um dos pioneiros na luta pela preservação do meio ambiente no Brasil. Era o Diretor Executivo do think tank Centro Brasil no Clima (CBC). Entre outubro de 2016 e maio de 2019 foi o Coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), tendo organizado a campanha Ratifica Já! que propiciou a ratificação, pelo Brasil, em tempo recorde, do Acordo de Paris; do processo para a elaboração da Proposta Inicial para Implementação da NDC brasileira e da avaliação Brasil Carbono Neutro 2060.
Quando deputado federal (2011-2015) presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional (CMMC) e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
Colaboração: Israel Blajberg – Rio de Janeiro



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