Ataque atribuídos a Israel tem nove  milicianos mortos na Síria     Síria: Nove milicianos mortos em ataques atribuídos a Israel

Pelo menos nove efetivos não-sírios, de milícias apoiadas pelo Irã, morreram hoje num ataque aéreo, o segundo no espaço de 24 horas a nordeste da Síria, atribuídos a Israel, avançou o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

Segundo o OSDH, Israel "será provavelmente responsável" por esses novos ataques que atingiram os subúrbios de Boukamal, cidade que faz fronteira com o Iraque.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, sediado no Reino Unido mas com uma rede de colaboradores no terreno, referiu ainda que a maioria das vítimas é iraquiana.

Estas novas informações elevam para 15 o número de combatentes pró-iranianos que morreram em ataques aéreos desde a noite de sábado, de acordo com o Observatório.

No sábado, ataques semelhantes atingiram a vila de al-Abbas, também localizada no extremo leste da Síria, matando seis combatentes, incluindo quatro sírios, segundo o OSDH, e cuja autoria foi igualmente atribuída a Israel.

O Estado de Israel não comentou esses ataques.

Desde o início do conflito na Síria em 2011, Israel realizou centenas de ataques contra as forças em Damasco, mas também contra o Irã, o movimento libanês Hezbollah e outros grupos pró-Teerão.
Na terça-feira à noite, sete combatentes leais, incluindo dois soldados sírios, foram mortos em ataques, cuja autoria é atribuída a Israel, no sul e leste da Síria, segundo o OSDH.
Israel raramente admite a realização de ataques na Síria, mas muitas vezes insiste em não querer deixar o país cair nas mãos do Irã.
O Estado hebreu acusa o Irã de tentar aumentar sua presença e influência militar na fronteira, criando raízes na Síria.
Desencadeado pela repressão às manifestações pró-democracia, o conflito na Síria tornou-se mais complexo com a intervenção de vários atores estrangeiros.
Em 04 de junho houve outro ataque em Hama, o primeiro após um mês de operações sucessivas contra o país atribuídas a Israel, em que morreram nove pessoas, quatro das quais sírias, embora se desconheça se faziam parte das forças armadas de Damasco.
As milícias pró-iranianas estão estacionadas em Deir al Zur e são alvo frequente de ataques por parte de Israel, que considera que a presença do Irã na Síria em apoio do Presidente Bashar al-Assad representa uma ameaça para a sua segurança.

Desencadeado em março de 2011 pela violenta repressão do regime de Bashar al-Assad de manifestações pacíficas, o conflito na Síria ganhou ao longo dos anos uma enorme complexidade, com o envolvimento de países estrangeiros e de grupos 'jihadistas', e várias frentes de combate.
Num território fragmentado, o conflito civil na Síria provocou, em quase uma década, mais de 380 mil mortos, incluindo mais de 100 mil civis, e milhões de deslocados e refugiados.

Desde o início do conflito, o regime de Assad é acusado de violar os direitos humanos e de vários casos de tortura, violações e de execuções sumárias.



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