21/05/2020

Vestígios de texto hebraico encontrados em pergaminhos de Qumran

Grutas de Qumran, nas proximidades do Mar Morto     É uma grande emoção ter uma experiência direta com esses textos. Você tem a sensação de fechar um intervalo de tempo e aproximar-se da experiência de quem escreveu e depois leu esses textos, afirmou Marcello Fidanzio, diretor do Instituto de Cultura e Arqueologia das Terras Bíblicas da faculdade teológica de Lugano.
Acreditava-se não existir nenhuma informação escrita sobre os pequenos fragmentos dos pergaminhos de Qumran, provenientes da coleção Reed e conservados na Biblioteca John Rylands, em Manchester. O desmentido veio após uma análise realizada com o uso da técnica de fotografia multiespectral pela rede Dispersed Qumran Caves Artefacts Archival Sources (DQCAAS) (Fontes de Arquivo dos Artefatos de Cavernas perdidas de Qumran, em tradução livre), composta por Joan Taylor, professora no King's College de Londres, Marcello Fidanzio, da Faculdade de Teologia de Lugano e Dennis Mizzi, da Universidade de Malta.
Imagens coloridas altamente detalhadas foram capturadas via infravermelho a partir de 24 ângulos diferentes. Abaixo da superfície dos minúsculos fragmentos de pergaminho, enegrecidos pela umidade por mais de dois milênios, apareceram caracteres do alfabeto hebraico e uma referência ao Shabat, o dia de descanso do judaísmo. A incrível descoberta foi anunciada nestes dias.
O projeto concentrou-se no estudo dos pergaminhos já examinados do ponto de vista físico-químico por cientistas britânicos na década de 1950. O DQCAAS encontrou a presença de um texto hebraico halakhic, ou seja,  de natureza jurídica, do qual existem outras cópias em Qumran. Trata-se do Documento de Damasco que regulava a observância do sábado por uma corrente do judaísmo, durante o final do chamado Período do segundo templo, correspondente à época de Jesus.
Os fragmentos de pele de animais vêm das grutas do deserto de Judá, na Cisjordânia, um local caracterizado por um clima muito seco e onde a chuva é um fenômeno esporádico.
"É uma grande emoção ter uma experiência direta com esses textos", afirma ao Vatican News Marcello Fidanzio, diretor do Instituto de Cultura e Arqueologia das Terras Bíblicas da faculdade teológica de Lugano. "Você tem a sensação de fechar um intervalo de tempo e aproximar-se da experiência de quem escreveu e depois leu esses textos". 
Os estudiosos continuarão seu trabalho de compreensão dos textos e análise de materiais. (PO)



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