27/05/2020

Turquia ameaça Israel e adota defesa dos palestinos

Turquia ameaça Israel e adota defesa dos palestinos     Após as declarações do premiê israelense Benjamin Netanyahu, que reiterou mais uma vez sua intenção de "aplicar a soberania de forma sábia na Judéia e Samaria", referindo-se às regiões por seus nomes bíblicos, o presidente da Turquia Recep Tayyip Erdorgan afirmou num discurso à nação turca que não permitirá que Israel planeje reivindicar territórios da Cisjordânia.

O chefe de Estado turco em seu pronunciamento disse que seu país "não permitirá a transferência de terras palestinas para ninguém", denunciando à atual "ordem mundial". "Estamos testemunhando um novo plano de ocupação e anexação por Israel que ameaça a soberania palestina e é contrário ao direito internacional. A Turquia é a única voz que defende os palestinos hoje. A ordem mundial decepcionou os palestinos, e não trouxe paz, justiça, segurança e ordem a esta parte do mundo", acrescentou Erdo%u011Fan. Além disso, o líder turco ainda se referiu a Jerusalém e ao Monte do Templo como local "sagrado para três religiões", apelidando-a de "linha vermelha" para os muçulmanos do mundo inteiro.

Os palestinos também consideram a resolução de Israel uma anexação ilegal de terra ocupada que eles querem para um futuro Estado e anunciaram, em protesto contra o plano territorial, o fim da cooperação em segurança com Israel e os Estados Unidos. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, comunicou que rompeu todos os laços de segurança com Israel devido às intenções declaradas por Netanyahu.

No entanto, Netanyahu garantiu que não irá perder a "oportunidade histórica" de expandir sua soberania para partes da Cisjordânia e classificou a medida como uma das principais tarefas de seu novo governo. Segundo publicação do jornal Times of Israel, o premiê israelense prometeu implantar assentamentos judeus no Vale do Jordão na Cisjordânia sob soberania de Israel e estabeleceu o dia 1 de julho como à data inicial para discussões no gabinete, o que repercutiu como um alerta na União Europeia. 

Já os planos do primeiro-ministro estão em consonância com o planejamento do Oriente Médio revelado pelo governo dos Estados Unidos em janeiro, que permite estender a soberania israelense sobre cerca de 30% da Cisjordânia. Para o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a questão é complexa e informou que ela requer coordenação com Washington. 

O acordo, firmado no mês passado com o presidente do parlamento israelense, Benny Gantz, determina que o premiê possa apresentar sua proposta formal para os assentamentos no dia 1 de julho, sendo, no entanto, necessária a aprovação do Parlamento.

No poder desde 2010, o direitista Benjamin Netanyahu tomou posse recentemente em seu  quinto mandato consecutivo, em um governo de coalizão com o ex-rival centrista Gantz. Atualmente está sendo julgado sob acusação de corrupção, fraude e violação de confiança. Netanyahu nega as acusações.



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