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Shemini

     

Nossa Parashá nos conta sobre animais puros e animais impuros. O versículo usa a expressão : e esta é a "hayá" que vocês vão comer dentre todos os animais na face da terra 


Sendo que imediatamente após isso a Torá nos traz os sinais de todos os animais puros que existem sobre a face da terra e "hayá" que significa animal selvagem é somente uma subdivisão dentro dessa categoria, porque então a Torá não usou desde o começo o termo "behemá" que é o termo genérico para animais, mas começou com a subdivisão "hayá" que nesse caso é aparentemente totalmente desnecessária? 


Rashi nos conta que a Torá fez questão de usar esse termo por ele significar também palavra "viva", nos indicando que Hashem te proibiu de comer certas coisas para que você viva! 


O Midrash nos traz sobre isso o exemplo de um médico que visitou dois pacientes. 


Depois de verificar o primeiro paciente o médico disse à sua família que eles podem dar para ele comer tudo o que quiser


Depois de verificar o segundo paciente o médico fez uma lista do que é permitido para ele comer e o que é proibido 


Aparentemente poderíamos pensar que o primeiro paciente estava em uma situação muito melhor do que o segundo, mas quando perguntaram isso para o médico todos ficaram espantados em saber que era exatamente o contrário 


O primeiro paciente, disse o médico, já estava para morrer e não havia como curá-lo, então porque privá-lo de comer algo? Mas o segundo tem a possibilidade de se curar, por isso indiquei para ele o que ele deve comer e do que deve se abster para ficar totalmente saudável 


E esse é o motivo, diz o Midrash, que o versículo usa a palavra "hayá" (animal selvagem, mas que também significa viva ) no lugar da palavra mais correta para esse caso que seria "behemá" (animal), nos indicando que os mandamentos Divinos foram feitos para nos dar vida! Então, vamos cuidar bem de nós próprios e comer só o que a Torá nos permitiu! 


😊😊😊😊


Nossa Parashá nos conta sobre os sinais dos animais puros que são o fato de serem ruminantes e terem a pata fendida por cima e por baixo (não é o suficiente ter a pata fendida só por cima) . 


O que determina pela Torá uma espécie é o fato de todas as raças dessa espécie se cruzarem entre si e terem filhos férteis. Ou seja, o que é muitas vezes classificado pela zoologia como duas espécies diferentes dependendo do caso pode ser classificado pela Torá como duas raças de uma mesma espécie 


O Motivo para isso é que quando os animais saíram da arca de Noé eles receberam a bênção Divina de se multiplicar, e portanto uma nova espécie, ou seja, uma espécie que não estava na arca de Noé e não recebeu a bênção Divina na saída da arca, simplesmente não se multiplica como é o caso da mula. 


Ou seja, quando duas espécies se cruzam entre si, ou elas não tem filhos ou o filho não é fértil 


Imediatamente após nos trazer os dois sinais de pureza que são a condição para que possamos comer aquele animal ou usar o seu leite, a Torá nos conta sobre quatro espécies de animais que tem somente um desses sinais e por isso eles são animais impuros e não podemos comê-los, que são :


O "shafan" que é ruminante mas não tem pata fendida 


A "arnevet" que é ruminante mas não tem pata fendida


O camelo que é ruminante mas não tem pata fendida (a pata dele é fendida só por cima mas não é fendida por baixo 


E o porco que tem a pata fendida mas não é ruminante 


De acordo com o Shul'han Aru'h que é o código da legislação judaica, o motivo que a Torá nos conta sobre essas quatro espécies de animais que tem um só sinal de pureza é para caso encontrarmos no meio do deserto um animal ruminante com as patas cortadas saberemos se ele é um animal puro ou impuro


Ou seja, sendo que só as espécies chamadas de Gamal, Shafan e Arnevet ruminam mas não tem pata fendida, conhecendo essas três espécies e sabendo que o animal que você encontrou não pertence à uma dessas três espécies, você sabe que ele é um animal puro


Sendo que a Torá determina que somente essas três espécies ruminam mas não tem pata fendida, a Torá está te dizendo que todos os ruminantes que não pertencem à essas três espécies tem pata fendida 


O mesmo acontece com o porco. Todo animal que tem pata fendida também ruminam fora a espécie chamada de porco. Ou seja, tanto o porco quanto todo o animal que se cruzar com ele e tiver com ele um filho fértil, o que para nós vai determinar que ele é uma raça da espécie "porco" 


Portanto se você encontrar um animal com a pata fendida e tiver dificuldade em identificar se é ruminante, se você conhece o porco em todas as suas versões e sabe que esse animal de pata fendida não é o porco, você sabe que ele é um animal ruminante 


Sendo que o camelo pode se cruzar com o dromedário, lhama, alpaca, vicunha e guanaco gerando filhos férteis como foi constatado em uma experiência feita por uma veterinária inglesa nos Emirados Árabes, quando a Torá fala sobre o fato de a espécie "camelo" ser ruminante mas não ter a pata fendida (não é fendida por baixo) e portanto ser um animal impuro, a Torá inclui todas "raças" dessa espécie, ou seja, todos os animais que se cruzam com o camelo e tem filho fértil 


Eliezer ben Yehuda foi o autor do hebraico moderno. Ele definiu o shafan e a arnevet no seu dicionário da língua hebraica como coelho e lebre que sempre foi o clássico erro da tradução cristã da Bíblia para as línguas europeias 


Sendo que o coelho e a lebre pelo fato de não serem ruminantes mas sim roedores ou logomorfos, e também pelo fato de se cruzarem entre si e terem filho fértil o que determina que eles são duas raças de uma mesma espécie, absolutamente eles não são o shafan e a arnevet que são duas espécies distintas e são ruminantes e não roedores ou logomorfos 


O fato de as vezes os coelhos comerem a própria excreção não os torna ruminantes sendo que o porco também faz isso e a Torá determina que ele não é ruminante. 


As características dos roedores e logomorfos existem em centenas de espécies e não em apenas na do Coelho e lebre, e o Shafan e a arnevet da Torá são expecies únicas, determinando explicitamente que coelho e lebre não são o Shafan e a arnevet 


A Guemará nos conta que o fato de a Torá nos revelar que dentre todos os animais do mundo existem somente quatro espécies com somente um sinal de pureza deve ser usado como resposta para aqueles que não acreditam que D'us nos deu a Torá mas que foi o próprio Moisés que a escreveu, 


Porque sendo que Moshe não tinha como verificar todos os animais que existem no mundo, ele não teria como saber que existem somente quatro espécies com um único sinal de pureza, e essa é a prova de que a Torá é Divina 


E aí vem o ben Yehuda e coloca no dicionário do hebraico moderno que shafan e arnevet são coelho e lebre porque a igreja traduziu assim… e para onde vai a nossa moral? Vamos rezar para que Mashiach chegue rápido!!! 


Algumas traduções da Torá já tentaram corrigir esse erro mas o certo é transliterar as palavras shafan e arnevet e colocar no rodapé da página as expeculações de que talvez o shafan seja isso e a arnevet seja aquilo (mas absolutamente não coelho e lebre) , mas não determinar nada, sendo que mantivemos o acompanhamento do camelo e do porco mas perdemos o acompanhamento desses dois animais que nem temos como saber se eles já se extinguiram ou não 


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Aves puras e aves impuras


Todo lugar onde aparecem duas categorias de espécies com leis diferentes relativas à elas, a Torá sempre te faz a lista do número pequeno. 


No caso dos animais a Torá te faz a lista dos animais puros que são a minoria, mas no caso das aves a Torá nos traz a lista das 24 espécies de aves impuras, e qualquer ave que não faz parte dessas 24 espécies é uma ave pura.Mas sendo que perdemos o acompanhamento das aves impuras ficamos com uma pequena variedade de aves que podemos comer 


Aula prática de kashrut com Moshe Rabeinu 


A linguagem que a Torá usa sempre que Moshe fala sobre um animal puro ou impuro é "e este". Daqui aprendemos que quando Moshe falava o nome do animal, da ave ou do peixe, aquela criatura aparecia milagrosamente na frente dele e ele mostrava ela para o povo e dizia : "esses vocês vão comer" ou "esses vocês não vão comer" 

Curiosidades 


Sabemos que para fazer a Shehitá (abate kasher) de um animal o Shohet que é a pessoa que faz o abate kasher tem que receber do seu professor a tradição de quais animais o professor aprendeu a fazer a Shehitá 


Se o Shohet encontra um animal novo e não sabe se é simplesmente uma raça de alguma espécie que ele aprendeu a fazer a Shehitá ou é uma espécie que ele não aprendeu, ele coloca esse animal para viver com uma fêmea semelhante já reconhecida como animal kasher pelo seu professor de shehitá


Se eles tiverem um filho fértil essa é a prova de que esse novo animal é simplesmente uma raça daquela mesma espécie, como no caso do beefalo que é a prole fértil bem sucedida do búfalo americano e do gado doméstico.


Conclusão, pela Torá não existe híbrido fértil, se ele é fértil essa é a prova de que ele não é um híbrido mas sim uma raça dentro daquela mesma espécie 



Blog Judaico 
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