01/03/2020

Em Israel, últimos comícios de Netanyahu e Gantz antes de eleições

Benny Gantz em campanha - AFP     O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção, e seu rival Benny Gantz encerraram neste sábado (29) sua terceira campanha eleitoral em menos de um ano, cujo resultado depende da disposição dos eleitores de ir às urnas.
Após duas votações, em abril e setembro, as últimas pesquisas apontam os dois rivais empatados nesta nova disputa política.
Segundo projeções, o Likud (direita) de Benjamin Netanyahu e a formação centrista Kahol Lavan (Azul Branco, cor da bandeira de Israel) obteriam 33 assentos cada, das 120 do Knesset, o Parlamento de Israel, um resultado quase idêntico às últimas eleições.
E contando seus respectivos aliados – a direita e os partidos religiosos de Netanyahu, a centro-esquerda para Gantz – nenhum dos dois grandes blocos obteria apoio suficiente para formar um governo, de acordo com essas pesquisas.
Hoje, dia de descanso em Israel, os dois líderes se preparam para seus últimos comícios planejados para a noite, após o Shabat, em Tel Aviv para Gantz e seus arredores para Netanyahu. E o objetivo é claro: mobilizar os eleitores.
Para esta terceira eleição, a grande incógnita continua sendo a participação dos eleitores. De abril a setembro, a participação aumentou um pouco (+1,5 pontos), devido em particular ao voto maior do que o esperado dos eleitores árabes, que foi quase 70%.
Os partidos árabes israelenses, reunidos sob a bandeira da “Lista Unida”, subiram o terceiro degrau do pódio e esperam desta vez aumentar seu número de cadeiras, apostando na oposição ao “plano Trump” para o Oriente Médio defendido por Netanyahu e Gantz.
“Queremos a queda de Netanyahu porque é o maior provocador dos cidadãos árabes e é o padrinho do ‘acordo do século'”, apelido do projeto americano que prevê fazer de Jerusalém a capital “indivisível” de Israel, declarou à AFP Ayman Odeh, que lidera a lista dos partidos árabes.
Mas para esta terceira rodada, um personagem se convida à arena: o coronavírus. Nos últimos dez dias, a campanha eleitoral foi parcialmente ofuscada na mídia pela epidemia global de coronavírus que também afeta Israel, que registrou pelo menos seis casos.
As autoridades adotaram uma série de medidas de emergência, como a criação de um call center para rastrear possíveis casos e tranquilizar o público e bloquear o acesso ao país para viajantes de diferentes países, incluindo a Itália.
Para as eleições, o ministro da Segurança Interna também alertou contra a disseminação de “notícias falsas” sobre o coronavírus, que, segundo ele, poderia interromper a participação popular nas eleições de segunda-feira, se os eleitores deixarem de sair de casa por medo de contaminação.
Nas avenidas de Jerusalém e Tel Aviv, a propaganda de Netanyahu exorta diretamente os “Likudniks” – termo que designa os partidários do partido Likud – a apoiar seu líder que está na mira da justiça.
Benjamin Netanyahu, de 70 anos, incluindo 14 no poder, se tornou em novembro o único chefe de governo da história de Israel a ser acusado durante seu mandato por corrupção, peculato e quebra de confiança.
Seu julgamento está programado para começar em 17 de março em Jerusalém, daí a importância crucial desta eleição. Se conseguir, com seus aliados, obter a maioria dos assentos no Parlamento, poderá comparecer perante os tribunais em uma posição de força e manter seu emprego como primeiro-ministro.
Mas se ele não conseguir obter a maioria com seus aliados, terá que se impor à frente de uma coalizão no exato momento em que começa seu julgamento por corrupção.



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