Startup aposta na proximidade com paciente para tratar tuberculose

Startup aposta na proximidade com paciente para tratar tuberculose     Fernanda Umlauf
           A tuberculose é uma das dez principais causas de morte no mundo, matando cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano. O estigma e a adesão a um regime de tratamento ainda tornam essa doença extremamente infecciosa em um grande risco. Para tratar a tuberculose o paciente deve tomar quatro antimicrobianos por pelo menos seis meses. Mas sem supervisão e apoio, muitos pacientes com tuberculose não terminam seus medicamentos.
Pensando nisso uma startup israelense chamada Keheala desenvolveu uma solução de "baixa tecnologia" para ajudar a motivar a adesão ao tratamento e levar os pacientes a tomar seus medicamentos. Com recursos básicos de celulares - como SMS ou texto - e estratégias de ciência comportamental para uma plataforma baseada no USSD (dados de serviços suplementares não estruturados).
Fonte: Divulgação/Pixabay
Fundada em 2014, a startup tem como missão melhorar o acesso à saúde e os resultados do tratamento para os pacientes. Para isso a plataforma entrega com segurança lembretes, informações sobre doenças e permite a auto-verificação do tratamento, simplificando e informando o processo de atendimento.
Funciona assim: o programa envia mensagens de texto aos pacientes para que tomem seus remédios a tempo. Se o paciente toma seus remédios, ele envia uma mensagem de confirmação e recebe outra de agradecimento. Se ele não responder, mais mensagens de texto são enviadas, seguidas por telefonemas dos colaboradores da Keheala para verificar a aderência.

Resultados

Fonte: Divulgação/Pixabay
Na última semana a Keheala revelou os resultados de um novo estudo realizado em colaboração com pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) nos Estados Unidos, sobre o sistema de abordagem da startup. A pesquisa feita em 2016 com 1.200 pacientes em 17 locais clínicos no Quênia, revela que 96% dos pacientes alcançaram resultados bem-sucedidos. Os resultados foram publicados no New England Journal of Medicine. "Os pacientes que apoiamos com nossa plataforma móvel têm dois terços menos chances de não conseguir concluir o tratamento", ressaltou Erez Yoeli, cientista social do MIT que ajudou a projetar as intervenções da startup.
Atualmente, a startup atende cerca de 16 mil pessoas afetadas com a doença no Quênia e outras 4 mil no Zimbábue. "Nós nos concentramos no mundo em desenvolvimento e nos mercados emergentes, por isso não é um aplicativo, porque para isso você precisa de um smartphone e nem todos têm um. Oito em cada dez pessoas na África têm um celular, mas não é necessariamente um smartphone ", explica Rathauser.



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