A vontade de minimizar os perigos da extrema direita


Na Alemanha de hoje a vontade de banalizar e minimizar os perigos da extrema direita infelizmente cresce. Faz pouco tempo, o partido populista de direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD) gerou enorme controvérsia ao comentar sobre o memorial aos judeus mortos no Holocausto em Berlim.
O chefe da AfD no estado de Turínga, Björn Höcke, afirmou que os alemães são "os únicos do mundo a ter plantado um monumento da vergonha no coração de sua capital". E continuou: "Essas políticas estúpidas de enfrentar o passado nos paralisam – tudo de que precisamos é de uma virada de 180 graus na política da memória".

Nas eleições estaduais de 27 de outubro, esse político ultradireita da AfD conseguiu 23,4 por cento dos votos. Foi uma vitória arrasadora, pois quatro anos atrás, o partido AfD tinha conquistado 10,6%.
Durante muitos anos, o crescimento da ultradireita na Alemanha foi banalizado. E com isso, também, a violência e os crimes antissemitas, xenófobos e racistas. Só com o escândalo do grupo terrorista NSU, o erro ficou evidente, e um debate foi iniciado.
O grupo neonazista NSU foi fundado em 1999 com o "objetivo” de assassinar estrangeiros na Alemanha. Os integrantes do grupo mataram dez pessoas entre 2000 e 2007 e tentaram matar outras 43. As investigações, porém, excluíram motivos xenófobos durante muitos anos.
As vitimas da NSU foram assassinadas em plena democracia por motivos políticos. Como Marielle no Brasil. E como muitos outros líderes comunitários, ativistas e militantes políticos em diferentes regiões brasileiras.
No Dia de Finados, eles levantam a voz novamente. Morreram, mas os ideais continuem vivos. Eles precisam de aliados, como a democracia que precisa ser defendida. Os mortos governam juntos. Vamos nos levantar por eles.   




Blog Judaico 
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