Vayelech

     
 בס''ד
הפרשה שלנו מוקדשת לעילוי נשמת
חיים בן שפיאה נאצר ז''ל נלב''ע י''ז שבט תשס''ב
מזל בת אסתר נאצר ז''ל נלב''ע ה' סיון תשמ''א
Vayelech

Vayelech
 
Na nossa Parashá Hashem (D'us) revela para Moshe que já chegou o tempo de ele falecer, e depois que ele falecer, nosso povo vai fazer todas as idolatrias que faziam aqueles povos que estavam morando na nossa terra prometida
 
Nossa Parashá termina com Moshe Rabeinu dizendo para o povo de Israel que ele sabe que depois da sua morte nosso povo vai abandonar o pacto com Hashem e fazer idolatria, e adverte nosso povo sobre as consequências trágicas que virão por causa disso
 
Na prática isso só aconteceu vinte anos depois do falecimento de Moshe, isso aconteceu imediatamente após o falecimento do aluno e sucessor de Moshe, Yehoshua ben Nun
 
Rashi explica que aprendemos daqui que nossos alunos são tão queridos para nós como se eles fossem nós próprios. Todo o tempo que Yehoshua ben Nun viveu parecia para Moshe que ele próprio estava vivo
 
E pelo fato de Hashem ter comunicado para Moshe que o povo de Israel iria fazer idolatria depois de ele falecer, e isso só ter acontecido depois de Yehoshua ben Nun falecer, nos mostra que assim também determina a sabedoria Divina, que todo o tempo que nossos alunos estão vivos é considerado que nós próprios estamos vivos
 
O Rebe de Lubavitch disse que a nossa geração é a última geração, a geração da Gueulá. Nós ouvimos isso diretamente dele, e nós ainda estamos vivos! O prazo de validade não só que ainda não expirou mas ao contrário, a Gueulá já está batendo na nossa porta!
 
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Na nossa Parashá Hashem diz para Moshe que o nosso povo vai fazer idolatria e por isso Moshe diz para o nosso povo que eles vão fazer idolatria, e acrescenta as trágicas consequências que essa idolatria vai trazer
 
Hashem revelou isso para Moshe para que ele rezasse pelo nosso povo para que isso não acontecesse, e Moshe disse isso para o nosso povo com a intenção de que, sabendo da existência dessa tendência, eles tomariam mais cuidado para que isso não acontecesse
 
Mas porque nosso povo precisou ser advertido sobre esse assunto específico com vinte anos de antecedência, e ainda de uma maneira tão direta? (e sem nenhuma indireta)
 
Para entendermos isso precisamos voltar às origens do nosso povo
 
Rifka, nossa matriarca, engravidou de gêmeos, Yaakov e Essav. Quando ela passava perto de um templo idólatra, Essav queria nascer. Se ele já tinha essa inclinação desde a barriga da mãe, porque ele é culpado pelo que fez depois de ter nascido? 
 
Dois tipos de Almas, dois trabalhos Divinos totalmente diferentes
 
Como em um casamento são servidos docinhos e salgadinhos, e mesmo tendo gostos opostos eles trazem alegria à todos talvez até pelo fato de terem gostos totalmente diferentes, assim também acontece com o nosso trabalho Divino
 
Existem pessoas que nascem com certas tendências negativas, como era o caso de Essav, e o trabalho dessas Almas é comparado aos salgadinhos.

É um trabalho duro mas com uma recompensa muito grande, e sobre isso dizem nossos Sábios que de acordo com a força do camelo assim é o peso da carga que é colocada sobre ele
 
Ou seja, nenhuma pessoa conseguiria fazer o trabalho de Essav, se controlar dos enormes impulsos que ele tinha desde o ventre materno, mas ele recebeu essa força.

E por isso dizem nossos Sábios, de acordo com o camelo assim é a carga. A força que foi dada ao camelo antecede a carga que foi colocada sobre ele
 
Se uma pessoa sai do psiquiatra com um diagnóstico de cleptomania isso não lhe dá uma permissão para roubar mas sim uma advertência para tomar cuidado e não se colocar em situações que possam facilitar isso. Claro que ele deve se tratar, mas isso não o isenta de cumprir o mandamento Divino de não roubar enquanto o psiquiatra não acerta o remédio para amenizar essa tendência
 
Ou seja, ele não pode dizer que só vai parar de roubar quando terminar o tratamento e ele não sentir mais vontade de roubar, mas ele deve sempre se controlar independente do tratamento, sendo que a força para isso já foi dada à ele antes do impulso e por natureza o cérebro domina o coração 
 
Por isso temos que prestar contas lá encima de tudo o que fazemos nesse mundo, diferente do animal que não tem essa natureza, mas ao contrário, no caso do animal o impulso domina a razão
 
Quando Hashem perguntou para Havá porque ela comeu a fruta proibida, ela disse que foi a cobra que a seduziu. Porque ela recebeu um castigo? Porque antes de Hashem colocar a cobra no paraíso Hashem já tinha dado para Havá a força de não se deixar seduzir, como no exemplo do camelo acima
 
Havá se deixou seduzir pela cobra e Adam por Havá. Era mais fácil não se deixar seduzir pela cobra do que pela esposa, e o trabalho de Adam era mais difícil do que o de Havá, mas foram dadas à ele mais forças do que à ela, de acordo com o camelo assim é a carga
 
Por isso Moshe Rabeinu avisa o nosso povo que eles têm essa tendência para idolatria e os lembra das trágicas consequências que poderão vir caso eles deixem o pacto com Hashem, dando à eles as ferramentas para enfrentar os impulsos
 
Ou seja, as coisas ruins no começo tem um com um gosto melhor do que as coisas boas, mas as tragédias que elas nos trazem invertem o custo benefício delas
 
Então neste Yom Kipur vamos assumir que não fazemos mais coisas ruins e que a partir de agora vamos acrescentar nas coisas boas, só temos a ganhar
 
Para todas as informações sobre Yom Kipur acesse ao nosso site www.RabinoGloiber.com
 
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Rabino Gloiber



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