03/10/2019

Justiça de Israel inicia audiências que podem levar a abertura de processo contra Netanyahu

   
Justiça de Israel inicia audiências que podem levar a abertura de processo contra Netanyahu
 Duas semanas depois de uma eleição ainda sem resultado definido para o país, a justiça israelense deu início ontem a uma série de audiências sobre acusações de corrupção e quebra de confiança contra o primeiro-ministro Benjamim Netanyahu. 

Diante do procurador-geral Avichai Mandelblit, os advogados de defesa de Netanyahu serão questionados sobre as acusações de suborno, fraude e abuso de confiança, ligadas às relações do premier com empresários. 

A intenção do procurador é pedir que Netanyahu vire réu, algo que teria o potencial de encerrar sua carreira política e, eventualmente, mandá-lo para a prisão.
Segundo o jornal Jerusalem Post, a estratégia dos advogados do premier será convencer o procurador não a abandonar as acusações, mas fazer com que elas sejam "amenizadas". Oficialmente, porém, dizem que o objetivo é provar a inocência de seu cliente.

"Vamos apresentar hoje (ontem) todas as provas que todos conhecem e algumas novas. Acreditamos na audiência e também que, depois dela, todas as acusações serão retiradas", disse Ram Caspi , seu principal advogado, antes da chegada ao Tribunal.

Segundo Mandelblit, as audiências, inicialmente previstas para durar dois dias, podem se estender até a próxima segunda-feira, mas uma decisão sobre o pedido de abertura de um processo deve ser divulgada apenas em dezembro .
A possibilidade de Netanyahu virar réu é, hoje, um dos maiores obstáculos à formação de um governo de união nacional, após as eleições do dia 17, que terminaram sem que um bloco político obtivesse maioria suficiente para formar um novo governo. O principal rival do premier, Benny Gantz, do Azul e Branco, se mostrou favorável à tal união, porém deixa claro que não vai participar de um governo ao lado de alguém que está prestes a ser alvo de um processo judicial.

O procurador-geral anunciou, em fevereiro, que deseja abrir um processo contra Netanyahu com base nas investigações relacionadas a três casos de corrupção e abuso de poder. O premier pode ser processado por fraude e abuso de confiança nos três casos, e recebimento de propina em um deles. Ele afirma ser vítima de uma "caça às bruxas" orquestrada pela imprensa e pela esquerda, com o objetivo de afastá-lo do poder.

Em um dos casos - o de número 4000 -, Netanyahu é acusado de garantir favores à principal empresa de telecomunicações de Israel, a Bezeq Telecom Israel, em troca de cobertura positiva sobre ele e sua mulher, Sara, em um site de notícias controlado pelo ex-presidente da empresa.
No caso 1000, Netanyahu e Sara são acusados de receber presentes de Arnon Milchan, um produtor de Hollywood e cidadão israelense, além do bilionário australiano James Packer. Os presentes incluíam garrafas de champagne e charutos.
No caso 2000, o premier é suspeito de negociar um acordo com o jornal mais vendido de Israel, o Yedioth Ahronoth , para receber cobertura positiva em suas páginas, em troca de uma nova lei que impediria o favorecimento de um outro jornal.



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