Os principais desafios que os candidatos ao 22º Knesset enfrentarão nas eleições de amanhã

Os principais desafios que os candidatos ao 22º Knesset enfrentarão nas eleições de amanhã      Na véspera da eleição israelense, os principais partidos se dividem entre desafios que vão desde conquistar os votos de adversários a fazer com que os eleitores compareçam às urnas.
O principal desafio do Likud, do premier Benjamin Netanyahu, é aumentar a porcentagem geral de votos. A apatia pública e o desinteresse nas eleições podem levar a uma baixa participação de eleitores, fortalecer os partidos menores e enfraquecer o Likud. Tal situação criaria uma série de problemas para Netanyahu.
O Likud teme um cenário em que Azul e Branco se torne o maior partido no 22º Knesset e receba um mandato para formar um governo, ou mantenha duras negociações de coalizão nas quais se espera que Netanyahu apresente exigências impossíveis de serem aceitas.
Outro desafio que o Likud enfrenta é fazer com que diminua a participação dos eleitores no setor árabe. Como em todo ciclo eleitoral, Netanyahu cria uma situação para afetar as taxas de votação no setor e impedir uma condição em que os partidos árabes possam ajudar o bloco adversário ou ingressar em uma aliança que venha a crescer.
O Azul e Branco, de Benny Gantz, também tem como objetivo aumentar a participação dos eleitores, especialmente no centro de Israel e nas cidades com maioria de afiliados ao partido. Líderes da aliança dizem que, hoje, ativistas do Azul e Branco farão apelos para que eleitores e apoiadores do partido compareçam às urnas.
Outro desafio que o Azul e o Branco enfrenta é o distanciamento da centro-esquerda. É por isso que os membros do partido reiteram a mensagem de que Azul e Branco é a única alternativa à reeleição de Netanyahu e enfatizam que o baixo comparecimento às urnas seria o mesmo que votar no Likud. Cartazes com a frase "Somente um grande Azul e Branco estabelecerá um governo de unidade secular" começaram a aparecer em todo o país.
O maior desafio da aliança Yamina é manter seus índices nas últimas pesquisas e tentar superá-los. Há duas ameaças principais pairando sobre Yamina: a primeira é a grande influência do Likud, que 'absorve' os eleitores de todo o bloco de direita. A segunda é o partido de extrema-direita Otzma Yehudit (Poder Judaico), que se recusa a se retirar da disputa pelo Knesset e ameaça roubar muitos votos de Yamina.
A melhor opção para Yamina seria fazer uma campanha conjunta com o Likud, caso contrário, a direita pode desperdiçar grande número de votos no bloco, o que é uma má notícia para a líder do partido, Ayelet Shaked, e sua aliança. Se o bloco de direita não conseguir pelo menos 61 cadeiras, Netanyahu pode recorrer a outros partidos em um esforço para formar um governo e Yamina acabará ficando fora da coalizão.
O maior desafio enfrentado pela aliança de partidos árabes - a Lista Conjunta - é fazer com que um maior número possível de eleitores árabes saia de casa para votar, supondo que uma alta participação de eleitores no setor árabe favoreça a lista.
Assim como nas últimas eleições, esse ciclo também é estimulado contra a população de língua árabe e seus representantes vindos da direita, alcançando novos patamares com a recente tentativa do Likud de aprovar um projeto de lei para colocar câmeras de vigilância em mesas de voto nas comunidades árabes. A campanha do partido em hebraico tem como alvo os eleitores de esquerda com uma mensagem clara, a de ser a única opção  para acabar com a ocupação israelense na Cisjordânia.
O Yisrael Beytenu, de Avigdor Liberman, busca preservar seu eleitorado fiel: a comunidade russa. Também busca captar os votos dos que apoiam o fim da isenção do serviço militar para os ultraortodoxos.
Já a União Democrática tentará se diferenciar de outros partidos de centro-esquerda, principalmente do Azul e Branco. A aliança tentará destruir a "estratégia do grande partido" Azul e Branco, dizendo que foi o bloco que se posicionou contra Netanyahu e o impediu de formar um governo.
O partido ultraortodoxo Judaísmo Unido da Torá tenta minar a campanha 'anti-religiosa' do Yisrael Beytenu e incentivar o comparecimento de eleitores às urnas através de forte campanha nas mídias sociais. A campanha pode se tornar uma faca de dois gumes, já que pode despertar a indiferença de seu público alvo: os eleitores seculares.
Os líderes do ultraortodoxo seferadita Shas estão preocupados principalmente com o Likud, de Netanyahu, 'roubando' os eleitores de outros partidos. As últimas eleições provaram que a lealdade cega do partido ao primeiro-ministro não ajudou quando o grupo precisou.
A aliança Trabalho-Gesher busca se diferenciar do resto dos partidos no bloco de centro-esquerda e atrair eleitores da direita. O partido tentará aumentar a participação dos eleitores nas comunidades árabes e drusas. Fontes do partido afirmam que o o líder Amir Peretz está planejando "tirar um coelho da cartola" antes das eleições.
O partido de extrema direita Otzma Yehudit tentará convencer seus eleitores em potencial que pode superar suas limitações eleitorais. O partido usa várias pesquisas recentes que preveem seu sucesso nas próximas eleições como parte de sua campanha eleitoral. Fontes em Otzma Yehudit afirmam ter uma base eleitoral de 70.000 pessoas, para a qual o partido está tentando atrair eleitores mais moderados que temem um desperdício de votos no bloco de direita.



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