12/09/2019

ONG acusa Facebook de compactuar com terror

     
ONG acusa Facebook de compactuar com terror
A Palestinian Media Watch (PMW) - uma organização não-governamental baseada em Israel e que tem como missão monitorar a mídia palestina - divulgou relatório, acusando o Fatah, que controla a Autoridade Palestina, de usar sua página no Facebook para promover a violência, glorificar assassinos de israelenses e incentivar o terrorismo. "E o Facebook ainda escolhe não fazer nada para impedir isso", alertou o CEO da PMW, Itamar Marcus.
O relatório de 42 páginas é o segundo divulgado pela organização neste ano. O relatório anterior, publicado em fevereiro de 2019, acompanhou a atividade do Fatah no Facebook em 2018. Ambos os relatórios foram enviados ao Facebook.
Marcus disse que teve uma conversa de 45 minutos com o diretor da equipe global de políticas de contraterrorismo do Facebook, Brian Fishman, sobre as denúncias.
"Durante nossa conversa, enfatizei que toda vez que o Fatah publica uma nova mensagem de terror no Facebook incentivando a violência ou apresentando assassinos como modelos, como heróis, centenas de milhares de palestinos recebem mais motivação para matar israelenses", disse Marcus ao Jerusalem Post.
"A posição deles (do Facebook) ao ignorarem o papel que estão desempenhando na promoção do terror do Fatah é incompreensível", disse ele. "Enquanto em 2018 o Facebook foi cúmplice involuntário na promoção do terror do Fatah, em 2019 o Facebook passou a ser o parceiro do Fatah por opção".
Marcus disse que a PMW notificou o Facebook em tempo real sobre muitas dessas postagens de promoção do terrorismo durante o primeiro semestre de 2019, mas o Facebook optou por ignorar suas denúncias.
"O Facebook fechou contas de muitos grupos extremistas e outros promotores de terrorismo, mas mesmo que a promoção de terror do Fatah viole claramente os padrões da plataforma, o Facebook optou por olhar para o outro lado", disse ele. "Dada a importância das mídias sociais na disseminação do ódio e na promoção do terror no mundo de hoje, o Facebook agora é um dos principais promotores de terror do Fatah", acrescentou.
Em 2005, o Conselho de Segurança da ONU alertou sobre a ligação entre glorificar o terrorismo e ataques terroristas quando aprovou por unanimidade a Resolução 1624, que incluía o seguinte: "A ONU condena nos termos mais fortes o incitamento a atos terroristas e a glorificação (apologia) de atos terroristas que possam incitar outros atos (terroristas)".
Apesar disso, pelo menos três ataques foram praticados no ano passado - incluindo assassinatos em mesquitas em Christchurch, Nova Zelândia, e em sinagogas em Poway, Califórnia, e outros em El Paso, Texas, Walmart. Esses ataques foram previamente anunciados nas mídias sociais, acompanhados de mensagens racistas que parecem ter sido preparadas para se tornarem virais na Internet.
"As empresas de mídia social não perceberam o papel que suas plataformas podem ter na promoção do terrorismo", reconheceu Fishman em uma palestra dada na segunda-feira (9) no Instituto Internacional para Contra-Terrorismo em Herzliya. "As empresas de mídia social agora estão focadas nesse problema", disse ele, mas "nem sempre sabemos o que fazer". "A abordagem básica no Facebook é a de que terroristas não são permitidos. Por política, não é permitido haver elogios, apoio ou representação de uma organização terrorista, de um ator terrorista, de um evento terrorista etc".
No entanto, ele admitiu que, apesar do trabalho de sua equipe de sete profissionais e outras 350 pessoas "cuja função principal é monitorar postagens de organizações terroristas e grupos de ódio essa tarefa tem sido um desafio".
Fishman disse que a expectativa da empresa é de que ela possa responder às mensagens relacionadas ao terrorismo em tempo real, "mas ainda não chegamos lá".
"Todo conteúdo que nos é relatado é analisado e se houver indicação de apoio ou apologia ao terrorismo, a página será removida", disse ele na conferência. "Isso pode ser difícil e desafiador, mas o monitoramento é cada vez mais importante".
Ele explicou que o Facebook precisa identificar o idioma - a plataforma reúne mais de 90 idiomas - e decifrar mensagens, algumas escritas em dialetos. "Sob esse aspecto, há uma quantidade enorme de complexidade", disse ele. "Não existe uma forma-padrão para localizar todo o material terrorista".
Mas Marcus disse que o relatório demonstra claramente a natureza das postagens na página oficial da Fatah, para a qual o Facebook "fechou os olhos".
O relatório mostra imagens e traduções em inglês de posts na página, incluindo um postado em 1º de janeiro, no qual o Fatah publicou uma foto de meninas armadas com rifles liderando um desfile militar do Fatah. O texto da postagem: "Flores do Fatah".
A página mostra várias mensagens elogiando Omar Abu Laila, o terrorista que este ano matou dois israelenses. Laila foi morto pelas IDFs quando resistiu à ordem de prisão. No dia em que ele foi morto, a foto de Abu Laila foi carregada na página do Fatah no Facebook, elogiando-o como "heróico mártir Omar Abu Laila". Nos primeiros seis meses do ano, ele foi chamado de "o exemplo ideal", "a pessoa perfeita" e elogiado pelo vice-presidente do Fatah, Mahmoud Al-Aloul, com a frase: "Estamos extremamente orgulhosos; este é Omar Abu Laila; ele representa todos vocês; representa todos os jovens palestinos".
Até esta edição, muitas das postagens apontadas no relatório ainda podiam ser vistas na página do Fatah, enquanto outras pareciam ter sido removidas. Um documento on-line pede aos usuários: "Por favor, junte-se a nós em nossa campanha para fazer o Facebook remover a página do Fatah de sua plataforma. Envie uma carta agora a Brian Fishman, diretor de política de terrorismo do Facebook, para impedir a proliferação do terrorismo na plataforma".



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