Netanyahu diz que os judeus permanecerão na cidade para sempre

     
Netanyahu diz que os judeus permanecerão na cidade para sempre
Durante rara visita a Hebron nesta quarta-feira (4) para participar de cerimônia que marcou o 90º aniversário do massacre de judeus na região, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu manter os israelenses na cidade da Cisjordânia, mas não anunciou novas construções na área, conforme exigiam moradores locais e parlamentares de direita.

"Hebron nunca estará livre de judeus. Não somos estrangeiros em Hebron. Nós permaneceremos aqui para sempre", declarou Netanyahu durante cerimônia que marcou o 90º aniversário do massacre de Hebron, em que manifestantes árabes assassinaram 67 de seus vizinhos judeus na cidade antiga.

Netanyahu também evitou declarar sua intenção de estender a soberania israelense a Hebron, como seus partidários do Likud Yuli Edelstein e Miri Regev queriam.
No início desta semana, Netanyahu disse que seu governo promulgaria a "soberania judaica" sobre os assentamentos da Cisjordânia, mas durante a visita desta quarta-feira ele disse apenas: "Nós não viemos aqui para desapropriar ninguém, mas também ninguém nos desapropriará".

Nas semanas que antecederam a visita, colonos de Hebron e parlamentares de direita lançaram uma campanha pressionando Netanyahu a aprovar um plano de construção israelense no disputado mercado da Cidade Velha de Hebron.

Em novembro do ano passado, o então ministro da Defesa Avigdor Liberman anunciou que seu assessor jurídico lhe sugeriu a adoção de medida que permitiria que os colonos de Hebron retornassem ao mercado que os judeus possuíam muito antes do estabelecimento do Estado de Israel mas que haviam abandonado o local depois do massacre de 1929.

Após a Guerra da Independência de 1948, a Jordânia assumiu o controle das barracas do mercado repassando a administração aos palestinos. Esse status especial foi mantido durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando Israel ganhou o controle militar da Cisjordânia, e continuou em 1994, quando os tribunais israelenses rejeitaram as tentativas dos residentes judeus de reocupar as lojas fechadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDFs).

O mercado se tornou o coração da vida comercial dos palestinos na Cidade Velha de Hebron, mas foi fechado após um ataque terrorista de 1994 no Túmulo dos Patriarcas, no qual o extremista israelense Baruch Goldstein matou 29 fiéis palestinos. Na época, as IDFs avaliaram que os palestinos tentariam realizar ataques em represália contra israelenses que moravam no bairro de Avraham Avinu, nas proximidades.

No Protocolo de Hebron de 1997, que assinou com o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat, Netanyahu se comprometeu a reabrir o mercado atacadista para permitir a "normalização da vida" na Cidade Velha. No entanto, esse compromisso nunca foi mantido por razões de segurança.

O assessor jurídico do Ministério da Defesa, Itai Ophir, determinou que, como a situação de "segurança política" torna improvável a reabertura do mercado em futuro próximo, Israel pode demolir as lojas e construir outros locais para os israelenses em seu lugar.

A aprovação de Netanyahu ainda é necessária para avançar com o plano, mas, mesmo assim, o município palestino de Hebron deverá solicitar ao Supremo Tribunal de Justiça essa construção.



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