28/09/2019

Maioria dos israelenses quer partidos ultraortodoxos fora do governo, diz pesquisa

Maioria dos israelenses quer partidos ultraortodoxos fora do governo, diz pesquisa      Dez dias depois de uma eleição que mostrou uma população dividida nas urnas, pesquisa do Hiddush, uma organização israelense que apoia o pluralismo religioso, mostrou que 57% do eleitorado israelense judeu não deseja que a nova coalizão de governo inclua, ou dependa de, partidos ultraortodoxos. Essa maioria de 57% também quer que a coalizão apoie a liberdade religiosa e a separação entre religião e estado em Israel.
A maioria dos eleitores judeus foi clara em uma coisa: ela quer que seu próximo governo seja menos religioso do que é agora.
Trinta e quatro por cento dos judeus israelenses discordam: eles querem os partidos ultraortodoxos em uma coalizão governamental e estão satisfeitos com a política atual do governo, que dá aos legisladores ultraortodoxos influência significativa sobre a lei israelense. Os partidos religiosos fazem parte da coalizão do governo desde 2015 e participaram de uma série de governos ao longo da história de Israel.
O resultado da pesquisa é significativo porque a questão da participação dos ultraortodoxos no governo foi tema central das eleições. Os partidos seculares acusaram os partidos ultraortodoxos de querer estabelecer uma teocracia em Israel. Já os partidos religiosos alegaram que grupos seculares queriam privar Israel de seu caráter religioso.
O principal motivo da eleição na semana passada - a segunda em menos de seis meses em Israel - foi exatamente o conflito entre partidos ultraortodoxos e o secular Israel Nossa Casa (Yisrael Beytenu), de Avigdor Liberman, após a eleição anterior em abril.
Quase todos os que votaram no Azul e Branco, o partido centrista liderado por Benny Gantz, que se opõe ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, querem uma coalizão secular de governo. A maioria dos eleitores do Likud de Netanyahu (56%) apoia uma coalizão com partidos ultraortodoxos, enquanto 44% quer uma coalizão secular.
Sessenta e nove por cento dos entrevistados também disseram que o apoio à liberdade religiosa era um fator significativo em seu voto.
A pesquisa foi realizada em 22 de setembro entre 600 judeus israelenses. A margem de erro é de 4%.



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