21/09/2019

Grupo israelense Koolulam fará, no Brasil, sua primeira apresentação na América Latina

   
Grupo israelense Koolulam fará, no Brasil, sua primeira apresentação na América Latina
 Em meados de 2016, o diretor e empreendedor social israelense Or Taicher, teve uma epifania: ele assistiu a um vídeo que havia viralizado na internet, mostrando milhares de fiéis entoando orações em uníssono em frente ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, e imaginou como seria incrível unir milhares de pessoas para cantar músicas populares, vivenciando uma sensação de harmonia musical e espiritual.
A ideia se transformou no grupo Koolulam, que Or e outros dois cofundadores definem como “uma iniciativa social-musical para fortalecer o tecido da sociedade”. Cerca de dois anos depois, os eventos do grupo, sempre lotados, se tornaram tão famosos que os três criadores se dedicam só a isso, sendo inundados diariamente por pedidos de pessoas, empresas, ONGs e até mesmo de governos para recriar as cantorias em grupo.
O coletivo agora se prepara para se apresentar ao público brasileiro naquele que será o seu primeiro espetáculo na América Latina. Será no dia 01 de dezembro, em São Paulo. Cada apresentação gira em torno de apenas uma canção, escolhida a dedo para representar algum tipo de causa social. Pode ser apenas o bom e velho “paz e amor” ou algo mais específico, como a inclusão de deficientes ou apoio a sobreviventes do Holocausto.
O Koolulam já realizou cantoria em massa para 3 mil judeus e muçulmanos em Haifa, no norte de Israel, com a música “One Day”, em nome da coexistência na cidade. Também reuniu cristãos, judeus e muçulmanos para entoar “One Love”, de Bob Marley, em frente às muralhas da Cidade Velha de Jerusalém. Já fez uma cantoria com 2 mil mulheres com a música “Titanium” e reuniu 600 sobreviventes do Holocausto apresentando, com seus filhos, netos e bisnetos, “Vivo”, de Ofra Haza.
A música escolhida, que recebe arranjo renovado, é revelada pouco antes de cada apresentação. Nos eventos no exterior, a canção é em inglês (ou quem sabe português, no caso do Brasil). Em Israel, é em hebraico. O público que chega recebe a letra, mas em papéis com cores diversas e diferentes partes sublinhadas.
Durante a apresentação, a música é ensaiada por 45 minutos, com todas as nuances do novo arranjo. No final da cantoria, um vídeo é produzido. Muitos presentes descrevem uma espécie de elevação espiritual ao participar do evento.



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