23/09/2019

Cientistas israelenses desenvolvem corais impressos em 3D para combater a degradação de habitats marinhos

     
Cientistas israelenses desenvolvem corais impressos em 3D para combater a degradação de habitats marinhos
Pesquisadores israelenses da Universidade Ben-Gurion (BGU) e do Instituto de Tecnologia Technion em Haifa desenvolveram corais impressos em 3D que podem ajudar a salvar os habitats das criaturas marinhas em todo o mundo. O projeto pode ser crucial para combater o abuso e a degradação dos recifes de coral do mundo.

Os recifes de coral em todo o mundo estão passando por um processo contínuo de deterioração como resultado das mudanças climáticas, causas naturais e atividade humana, particularmente a colheita de corais para aquários.

Os novos corais impressos em 3D poderão substituir habitats degradados, onde tais medidas sejam necessárias. Os pesquisadores descobriram que, em alguns casos, o peixe preferiu os corais fabricados artificialmente aos naturais.

A pesquisa se concentrou em encontrar maneiras de criar corais artificiais feitos de bioplásticos. A iniciativa de corais impressos em 3D é a primeira do gênero a se concentrar na reprodução precisa de corais que simulam a estrutura e a funcionalidade dos corais naturais vivos. Esses atributos incluem o fluxo de água em torno das estruturas dos corais, tamanhos específicos que se ajustam à diversidade de espécies de peixes e a proximidade dos alimentos.

O estudo é parte de uma parceria entre a equipe da BGU, liderada pelo professor Nadav Shashar do Programa de Biologia Marinha e Biotecnologia da BGU, e o Design-Tech Lab, liderado pelo professor Ezri Tarazi do Technion.

“Ficamos surpresos ao descobrir que a cor é importante. Os seres humanos não levam em conta as cores externas de uma casa quando decidem comprar uma, talvez porque possam repintá-la”, disse Shashar. “Os peixes, por outro lado, indicaram que a cor da sua nova casa em potencial era um fator decisivo para “pegar ou largar”. As espécies de peixes que conseguem ver cores mostraram uma clara preferência por abrigos coloridos em vez de apagados”, acrescentou.

Em sua próxima etapa do estudo, os pesquisadores planejam projetar grandes unidades de recife em vez de corais individuais.

“Queremos entender o que faz com que algumas estruturas funcionem melhor que outras. Nossa abordagem destaca o potencial de enfrentar os desafios ambientais por meio do design. Usando ferramentas e métodos de design digital, podemos ajudar no esforço global para encontrar melhores práticas futuras para proteger e restaurar os recifes de corais que estão sendo rapidamente destruídos”, afirmou Shahar.

Tarazi disse que o "design centrado na natureza" resume sua abordagem ao desafio colossal de degradação de habitat.

Shahar destacou a cooperação interdisciplinar que ocorreu na pesquisa.

“Nenhuma disciplina sozinha pode enfrentar esses desafios. Existe uma clara necessidade de colaboração interdisciplinar. Provamos que a incorporação de designers, em se tratando de questões biológicas urgentes, é benéfica e pode servir de modelo para incorporar o design thinking para abordar questões biológicas e sustentar a natureza”, afirmou.

Texto: Arye Green/TPS
Imagem: Jenny Tynyakov
Tradução: Hannah Loriato



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