15 coisas para você saber sobre a tsedacá

     
15 coisas para você saber sobre a tsedacá

1 – Tsedacá significa honestidade

A palavra hebraica para caridade é tsedacá, que na verdade significa “justiça” ou “honestidade”. Há uma importante nuance aqui. Na filosofia judaica, dar para as pessoas necessitadas não é algo extra; é simplesmente o correto, a coisa honesta a fazer. Nosso dinheiro não é nosso. Pertence a D’us, que graciosamente o confiou a nós. É correto para nós distribuí-lo como Ele deseja, partilhando com Seus filhos necessitados.

2 – A pushka (caixa de caridade) é a marca do lar judaico

No Templo Sagrado em Jerusalém, havia uma câmara designada (chamada lishkat chasha-in, “a câmara dos discretos”) onde as pessoas podiam depositar dinheiro para os pobres. Aqueles que estavam passando por tempos difíceis podiam entrar ali e receber sustento numa maneira respeitável.1 Nos séculos recentes, aquela tradição persiste nas caixas de tsedacá (pushkes em iídiche) que estão nos lares judaicos em toda parte.

3 – Tsedacá pode ser bens ou serviços

Está com pouco dinheiro? Prepare uma refeição para um vizinho idoso, visite algum doente, ou se ofereça como voluntário na escola de seu filho. Os sábios nos ensinam que até uma pessoa pobre que subsiste com a caridade dos outros deveria realizar atos de caridade.2 Cada um de nós tem algo para contribuir com os outros: tempo, experiência, atenção, ou até um simples sorriso.

4 – Doar em círculos concêntricos

Doe tsedacá para os necessitados, escolas e instituições judaicas, e causas humanitárias. O Código da Lei Judaica oferece algumas orientações para determinar onde doar primeiro. Um membro da família que está em dificuldades financeiras tem precedência sobre não-familiares. Da mesma forma, pobres e organizações de caridade locais têm precedência sobre outros mais distantes. E causas de caridade em Israel têm precedência sobre caridades não locais na Diáspora.3

5 – Tsedacá para Israel é Especial

Apoiar os pobres da Terra Santa tem uma longa e orgulhosa história. Desde o Século 16, as comunidades judaicas na Terra Santa têm enviado mensageiros para coletar fundos dos seus irmãos na Diáspora. Esses mensageiros com frequência eram rabinos sábios que eram instruídos em Torá, mas também possuíam os recursos necessários para permanecerem a salvo na longa e traiçoeira jornada ao exterior.
Chabad tem angariado fundos para os judeus da Terra Santa desde 1788, fazendo do Colel Chabad a rede mais antiga operando continuamente em Israel. Dinheiro coletado para os pobres de Israel está frequentemente associado com Rabi Meir Baal Haness.L

6 – A Caridade salva da morte

Caridade é tão potente que pode salvar uma pessoa da morte. O Talmud ilustra isso com a história de um cortador de palha que estava destinado a morrer por uma picada de cobra mas sobreviveu pelo mérito do pão que ele partilhava com um colega de trabalho pobre.

7 – Doe tsedacá antes de rezar

É costume fazer caridade antes de rezar. Isso é baseado no ensinamento talmúdico: “Os caminhos de D’us não são como os caminhos dos mortais. Como é entre os seres humanos? Se um homem leva um presente para um rei, pode ser aceito ou não. Mesmo se for aceito, ainda é uma dúvida se ele será ou não admitido à presença do rei. Não é assim com D’us. Se uma pessoa doa até uma pequena moeda a um mendigo, é considerada merecedora de receber a Divina Presença, como está escrito: ‘Contemplarei tua face em tsedek (caridade)’”. Da mesma forma, diz o Talmud, Rabi Eleazar costumava doar uma moeda para um pobre imediatamente antes de rezar.

8 – Doe tsedacá antes de acender as velas

Pouco antes de mulheres e meninas acenderem velas na tarde da sexta-feira para receber o Shabat, é costume doar para caridade. Como nenhuma caridade pode ser dada no dia do Shabat, (quando dinheiro não é manuseado), uma soma extra é dada com antecedência.

9 – As pessoas gostam de doar em múltiplos de 18

Quando doam para caridade, os judeus com frequência escolhem doar em múltiplos de 18, como 36, 54, 72, etc. Isso é porque chai, a palavra hebraica para vida, tem o valor numérico de 18. Portanto R$ 180, por exemplo, é chamado “dez vezes chai”. Isso expressa nossa prece de que o mérito da caridade seja para o bem, e que sejamos abençoados com vida e prosperidade.

10 – Você pode fazer acordos com D’us

Embora seja preferível dar caridade “porque sim”, os sábios dizem que aquele que doa por mérito de seu filho é considerado perfeitamente justo. 
Além disso, D’us nos assegura que ao doar 10% dos nossos ganhos para caridade iremos prosperar, e até nos convida a pô-Lo à prova. Nas palavras do profeta Malachi, “Leve todo o dizimo à casa, e haverá comida em minha casa. Teste-Me nisso,” diz D’us, “e veja se Eu não abrirei os portões do Céu e derramarei tantas bênçãos que não haverá espaço suficiente para guardá-la.” 7

11 – Maimônides identificou oito níveis de caridade

Maimônides lista oito níveis de doação.8 O mais alto é aquele que faz um empréstimo, permitindo ao recebedor sustentar-se com sua dignidade intacta. O mais baixo é aquele que doa de má vontade.

12 – Dez (ou vinte) por cento é melhor

Na época do Templo, todo fazendeiro judeu doava 10% da sua produção para os Levitas. Um segundo 10% era às vezes levado a Jerusalém como um tributo a D’us e em outras vezes distribuído aos pobres, dependendo do ano. Havia também quantias menores doadas aos Cohanim (Sacerdotes).
Da mesma forma, os sábios determinaram que é correto doar 10% dos nossos ganhos à caridade. Aqueles que puderem deveriam se esforçar para doar 20%. Isso é conhecido como maser, “um décimo”, e chomesh, “um quinto”. 

13 – Comida é melhor que dinheiro

Refletindo a tradicional divisão de deveres, o Talmud aborda a asserção da esposa de Mar Ukva de que a caridade de uma mulher é maior quer aquela de seu marido. Embora ele somente possa dar dinheiro (com o qual alimentos e outras necessidades podem ser comprados), a mulher está na posição de doar uma refeição pronta, que pode ser apreciada imediatamente. Embora muitas mulheres hoje em dia não fiquem muito tempo na cozinha, a lição é clara: torne sua caridade acessível e fácil de usar, sem nada que atrapalhe.

14 – Tsedacá aproxima a Redenção

“Mantenha a justiça e pratique tsedacá, pois Minha salvação está para chegar, e Minha benevolência a ser revelada”. Diz o Profeta Yeshayáhu: “A partir disso, os sábios ensinam que ‘notável é a tsedacá, pois traz a redenção.’”

15 – Tsedacá é fácil

Tsedacá é uma mitsvá fácil que não exige experiência anterior. Apenas pegue sua carteira, cartão de crédito ou smartphone, e direcione u valor investindo em uma causa de caridade na qual você admira e/ou se identifica.



Blog Judaico 
Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Receba nossa newsletter
Comece o dia com as notícias selecionadas  Clique e assine.





Postar um comentário

0 Comentários