O judaísmo não é proselitista

   O judaísmo não é proselitista

É sabido que o judaísmo não é uma religião proselitista. Muito pelo contrário, faz todo esforço para desencorajar potenciais candidatos.

Mas é importante entendermos a razão – ou as razões – para esse comportamento.

Por um lado, é verdade que as leis do judaísmo são explicitamente destinada aos judeus, por outro lado, existem algumas mensagens universais do judaísmo que são válidas e necessárias para toda a humanidade. Tanto o cristianismo quanto o islamismo nasceram da semente do judaísmo, embora tenham, em grande parte, cruelmente distorcido as mensagens, pregando a “necessidade” de espalhar sementes em todos os lugares, de modo que ninguém seja excluído da possibilidade de ser parte de suas religiões.

E assim, nos perguntamos por que o judaísmo não fez o mesmo? Poderíamos, inclusive, dizer que, talvez, se tivesse feito não teria sido cruelmente perseguido por estas duas religiões.

Integração no Povo

É claro que a mensagem da Torá tem dois níveis, um nacional e um universal, e, que é nosso dever, como entenderam os Patriarcas, ensinar o caminho do Senhor para todo o mundo. Eu questiono se é correto ou não incentivar indivíduos a integrar o povo de Israel e deixar o povo do qual pertencem, pois vimos opiniões conflitantes: alguns dizem que todos devem encontrar seu caminho dentro de seu próprio povo e outros dizem que devem se juntar ao povo de Israel. Por isso, a opinião de que devemos recolher as almas dos prosélitos que estão espalhadas entre os povos da diáspora, não é aceita por todos os sábios.

O Talmud diz, algumas páginas adiante, que o prosélito não faz parte de Israel enquanto não se casar com uma judia ou uma mulher, quando se case com um judeu. Mas se se casarem, ainda não estão integrados na congregação (ou “Call”, como era chamado na Catalunha), e refere-se ao último tema que vimos. Muitas vezes, há uma tendência de se manter entre “pessoas conhecidas” com outros que também fizeram o caminho para a verdade e finalmente encontraram a Torá de Israel. Acreditam que poderão causar um desequilíbrio ao se casar com alguém de raízes judaicas e preferem encontrar companhia com outros convertidos. Este é um erro.

Este é um outro fator, muito importante hoje em dia, que são as almas perdidas. Como podemos ver, ao longo da história judaica, muitos Filhos de Israel foram forçados a se converter a outras religiões. Mas de acordo com a Halachá Judaica, estes permaneceram em seu status anterior, e assim também, seus filhos. Podemos perder o fio da genealogia na família, mas certamente não, o perdão do Criador. E quando chegar a hora, a alma retornará ao seio do povo, mesmo que tenha que percorrer todo o mundo.

Portanto, é evidente que o Judaísmo não pode fechar suas portas para os recém-chegados, pelo contrário, deve tê-las bem abertas para receber todos aqueles que se perderam nas estradas do mundo, buscando constantemente o Caminho do Eterno.



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