Lilith pouco se fala dela, mas está na Torá

Lilith poouo se fala dela, mas está na Torá
   Pintura a óleo de Dante Gabriel nomeada Lady Lilith / Crédito: Reprodução
  

As narrativas sobre o "ruach no Mar Vermelho" são nebulosas e variam de acordo com quem conta sua história Lilith é um dos espíritos femininos mais antigos do mundo. Podemos encontrar suas raízes na Epopeia de Gilgamesh, um antigo poema épico da Mesopotâmia, mas ela também é mencionada na Torá e no Talmud. Segundo o Talmud, uma coletânea de textos sagrados do judaísmo rabínico, Lilith foi criada por D´us da mesma forma que Adão — exceto que, em vez do barro, as mãos divinas usaram lodo  para moldá-la. Os dois são o primeiro casal do Éden. No entanto, a mulher se cansou de ser tratada de forma inferior por seu marido, visto que ambos haviam sido criados da mesma forma: à imagem e semelhança de Deus. Rebelando-se, Lilith abandonou o Jardim e passou a viver como um demônio no Mar Vermelho. Deus, então, deu a Adão uma nova esposa: Eva. 

No capítulo 2 do Gênesis, uma companheira idônea é mencionada no texto. Quando o primeiro homem vê Eva, ele diz: “Esta, sim, é osso dos meus ossos”, o que evidencia a possibilidade de Lilith ter sido criada antes do famoso casal do Éden. 

Juntamente a outros "seres" , ela é descrita como um ser da obscuridade ou como um anjo caído. Em Isaías 34:14, no Tanach, há um exemplo disso: ela é mencionada como uma entidade sombria. “E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilith pousará ali, e achará lugar de repouso para si.” Além das narrativas bíblicas, ela é adorada como uma deusa na religião pagã Wicca. Originalmente a rainha dos céus sumeriana, representa o poder da mulher — poder este exercido sobre ela mesma — mostrando a independência e a autonomia feminina. Atualmente, as narrativas de Lilith estão sendo resgatadas para possibilitar uma nova interpretação de sua história. O símbolo de independência e de rebeldia contra o que não considera justo faz parte tanto das lutas das mulheres no geral quanto da de Lilith, gerando, assim, uma possibilidade de readaptação e melhor entendimento do seu personagem.



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