Brasil se retirará da UNIFIL

Brasil se retirará da UNIFIL     A partida da Corveta Barroso da Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ), no dia 4 de agosto, para integrar a Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas do Líbano (UNIFIL), talvez seja a última de uma nave brasileira para o Líbano.
Brasil se retirará da UNIFIL
No dia 01AGO2019 o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em conversa telefônica com o Presidente Jair Bolsonaro solicitou a retirada da Força Brasileira, da UNIFIL.

A conversa telefônica teve a participação de membros dos Ministérios da Defesa dos dois países, segundo fontes reportaram à DefesaNet.   


Os motivos apresentados por Israel foram que a Força Brasileira tem rastreado, nos radares, as aeronaves israelenses quando operam na região, Líbano ou em rota para a Síria.  Israel não quer repetir o incidente do USS Liberty, quando em 1967, no ataque ao Egito as aeronaves da Aviação Israelense atingiram o navio de inteligência americano. Morreram 34 marinheiros.

Esta solicitação de Israel ao Brasil torna mais interessante um Twitter, de 30JUL2019, da própria IDF (Israel Defense Forces).

“The Israeli Navy Commando Unit just received a Citation from the IDFG Chief of Geneal Staff in recognition of operational achievements. We can´t discloe what those “exceptional achievements” are, but we can say this: the people of Israel are safer because of them.

No Twiiter a IDF saúda o componente naval das Forças de Defesa, nem sempre um fato lembrado pela imprensa ou o próprio governo de Israel, pelas “conquistas operacionais”.

Assim podemos ver que Israel realiza operações aéreas e navais, incluindo com submarinos, no setor do Líbano.

O Presidente Jair Bolsonaro ordenou que se procurasse uma forma de saída da UNIFIL. Esta parece ser via diplomática com o iminente reconhecimento do “Hezbollah” como uma entidade terrorista. Argentina e o Paraguai já reconheceram o grupo como uma entidade terrorista e o Brasil deverá ser o próximo. Assim o Brasil perderia o Status de neutralidade frente aos atores envolvidos na região.

O Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra ILQUES Barbosa Jr recebeu a missão de estudar a viabilidade de que uma unidade da MB participe de ações no Chifre da África.   Conhecida como Operação Atalanta, ou European Union Naval Force (EU NAVFOR) Somália, é uma operação contra pirataria no Chifre da África e Costa da Somália. Porém esta não é uma missão da ONU e sim da União Europeia.

Ser uma missão sobre o guarda-chuva da ONU tem sido uma política brasileira para não aceitar convites do Pentágono para ações conjuntas na África. Outras questões geopolíticas como o relacionamento com os países líderes da região (Arábia Saudita e Emirados Árabes) ser analisados. A região é grande cliente de sistemas de defesa brasileiros como a AVIBRAS e negociações estão em curso com a aeronave de transporte multifunção KC-390 da EMBRAER Defesa & Segurança.

 

 
Contingente Brasileiro na UNIFIL
Segundo o Ministério da Defesa

1    fragata atuando como navio-capitânia (com cerca de 250 militares)
13  militares pertencentes ao Estado-Maior da Força-Tarefa Marítima (FTM)
3    militares pertencentes ao Estado-Maior da UNIFIL
7    militares inseridos na Brigada Espanhola
A Força Naval comporta navios da Alemanha, Grécia, Turquia, Bangladesh e Indonésia, sendo alocadas áreas e subáreas no litoral libanês a cada um deles, de acordo com o planejamento efetuado pelo Estado-Maior brasileiro

A UNIFIL foi criada pela Organização das Nações Unidas em 1978 e conta, atualmente, com a participação de diversos países, incluindo o Brasil, e com aproximadamente 12 mil militares e policiais, além de funcionários civis. No dia 29 de setembro de 2011, a Marinha do Brasil foi autorizada, pelo Congresso Nacional, a enviar um navio para integrar a FTM da UNIFIL. A presença do navio brasileiro naquela região contribui para a garantia da paz e da segurança nas águas territoriais libanesas.


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