1.400 rabinos condenam agressão de Trump a imigrantes

"Nós também já fomos refugiados", diz boton de integrante da
delegação que entregou mensagem ao Congresso dos EUA - foto HIAS
Mais de 1.400 rabinos e estudantes de escolas
religiosas (Yeshivá), assinaram uma petição exigindo dos congressistas norte-americanos proteção ao direito de solicitação de asilo nos Estados Unidos.
Na nota, eles citam a história dos judeus como alerta para o tratamento dado aos imigrantes pelo governo Trump.
“Os judeus sabem o que significa serem expulsos ou terem proteção negada”, diz a carta.
“Como judeus, entendemos o coração do refugiado e as ações do governo atual fazem eco com alguns dos momentos mais graves de nossa própria história”, acrescentam.
A nota foi entregue aos parlamentares pelo grupo de advocacia denominado HIAS – Sociedade Hebraica de Ajuda a Imigrantes.
A petição destaca que “na tradição judaica, não há obrigação mais elevada do que salvar a vida dos demais. Como religiosos judeus, não silenciaremos enquanto nosso país der as costas a indivíduos que se sintam em perigo”.
O rabino Harry Rosenfeld, da Congregação Albert da cidade de Albuquerque, foi um dos religiosos que integrou a delegação que levou o documento ao Congresso dos EUA.
Após a entrega, Rosenfeld declarou que “os funcionários dos dois partidos manifestaram simpatia à ação, entendendo que é necessário prover tratamento e abrigo aos que buscam asilo nos Estados Unidos. Eu acredito que podemos fazer a diferença”.
A guerra de Trump contra os imigrantes os tem levado a condições desumanas em centros de detenção superlotados e também provocado a separação de familiares. Com tais medidas desumanas e discriminatórias – perseguindo principalmente os imigrantes de origem latino-americana – a Casa Branca pretende intimidar demais pessoas desta origem que tentam chegar ao país. O governo também reduziu ao máximo as possibilidades de pedidos de asilo na fronteira sul (com o México).
A teóloga judia Rachel Grant Meyer, declarou que a petição é “uma resposta direta da comunidade Judaica à crise na fronteira”.
“Neste momento em que os Estados Unidos abandonam seu legado como nação de imigrantes e refugiados ao rescindir seu compromisso com os que fogem da violência e da perseguição, mais de 1.400 clérigos em todo o país encabeçam esse chamado urgente e erguem nossas vozes para dizer que isso é uma desgraça moral para todos os norte-americanos e, em particular, para os judeus americanos que sabem muito bem do perigo de se dar as costas aos que necessitam de um lugar seguro para chamar de lar”, declarou Rachel Meyer.  
“Oramos para que nossos congressistas eleitos levem a sério as dezenas de milhares de judeus que nós representamos e tomem medidas para garantir que nosso país continue a agir com processos de asilo justos, humanos e rápidos”, acrescentou.
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