31 de jul. de 2019

Netanyahu promete manter "para sempre" assentamentos na Cisjordânia

Netanyahu promete manter "para sempre" assentamentos na Cisjordânia

Netanyahu promete manter "para sempre" assentamentos na Cisjordânia Depois de aprovar a construção de 700 moradias para palestinos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu que os assentamentos judaicos na Cisjordânia ficarão "para sempre". "Nenhum assentamento ou colono será tirado daqui. Isso acabou", disse Netanyahu ao inaugurar uma avenida em Efrat, ao sul de Belém. 

"O que vocês fizerem aqui será para sempre", garantiu o premiê a colonos da região. Netanyahu disse ao prefeito de Efrat, Oded Revivi, um dos poucos líderes dos colonos, que ele iria antecipar os planos para mais 8.250 unidades habitacionais a serem construídas em Efrat. 

 Além de permissões para a construção de 700 moradias para palestinos na área C da Cisjordânia, controlada por Israel, o gabinete de segurança aprovou nesta terça-feira (30) 6 mil licenças para a construção de residências em assentamentos vizinhos. 

 As medidas foram aprovadas antes da visita de uma delegação dos EUA, liderada pelo assessor especial da Casa Branca, Jared Kushner, que deve visitar Israel e outros países da região para apresentar nova proposta do plano de paz do governo americano. Em Efrat, Netanyahu elogiou o avanço da construção de novos assentamentos durante seu mandato. 

"Você não pode fazer isso sem contar com duas coisas significativas: muita experiência e uma verdadeira capacidade de influenciar a opinião pública nos Estados Unidos. Portanto, conseguimos agir e ser bem-sucedidos de maneira resoluta e sábia, mesmo quando o governo esteve contra nós", disse ele, em aparente crítica ao governo do ex-presidente Barack Obama.

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Filisteus, inimigos dos hebreus no Antigo Testamento, tinham DNA europeu

Filisteus, inimigos dos hebreus no Antigo Testamento, tinham DNA europeu

Filisteus, inimigos dos hebreus no Antigo Testamento, tinham DNA europeu Presentes em praticamente todos os livros do Tanach, os filisteus são marcantes nas narrativas dos antigos hebreus, onde aparecem como arqui-inimigos dos judeus. Porém, pouco se sabe sobre as origens desse povo, ao qual teriam pertencidos personagens como o gigante Golias e Dalila, mulher que traiu o guerreiro Sansão. Agora, uma equipe de pesquisadores do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana e da Expedição Leon Levy analisou, pela primeira vez, informações genéticas de habitantes da antiga cidade portuária israelense de Ashkelon, um dos principais assentamentos filisteus da Idade do Ferro, por volta de 2,8 mil anos atrás.

Os dados indicam que os ancestrais desse povo têm origem europeia e migraram pelo Mediterrâneo para a porção mais oriental do continente, chegando a Ashkelon no início da Idade do Ferro. Uma vez estabelecidos na cidade, que fica ao norte da hoje Faixa de Gaza, o componente genético foi sendo diluído ao longo dos séculos, sugerindo uma forte miscigenação com populações locais e estrangeiras. Segundo os pesquisadores que fizeram o estudo, os resultados, publicados na revista Science Advances, são um passo crítico para entender as origens, há muito disputada, dos filisteus.

Há mais de um século, egiptólogos propuseram que um grupo chamado peleset, que aparece em hieróglifos do fim do século 12 a.C., era o mesmo que os filisteus bíblicos. Eles alegaram que esse "povo do mar" - uma suposta confederação de marinheiros - atacou o Egito na época do reinado de Ramsés III, durante o colapso da Idade do Bronze. Nessa mesma época, os filisteus se estabeleciam na costa sul de Canaã, à medida que outras grandes civilizações do Mediterrâneo Oriental, como micênicos e os hititas, desapareceram completamente. Questões sobre o papel que eles e os outros povos do mar desempenharam nesse colapso, de onde vieram e por que varreram o Mediterrâneo têm sido debatidas calorosamente pelos pesquisadores.

De 1985 a 2016, a Expedição Leon Levy a Ashkelon, um projeto do Museu Semita de Harvardeum, buscou a origem dos filisteus na cidade portuária, uma das cinco urbes filisteias, de acordo com a Bíblia hebraica. Liderada por seu fundador, o já falecido Lawrence E. Stager, e depois por Daniel M. Master, autor do estudo publicado na Science Advances, a equipe de pesquisadores detectou mudanças substanciais nos modos de vida dos moradores locais durante o século 12 a.C., coincidindo com a chegada dos filisteus. Muitos estudiosos, no entanto, argumentaram que essas alterações eram apenas o resultado do intenso comércio local ou mesmo da imitação dos estilos estrangeiros, e não o resultado de uma verdadeira migração populacional.

Depois de 30 anos de escavações arqueológicas e pesquisa genética com tecnologias de ponta, os cientistas concluíram que as origens dos filisteus pode ser traçada no nordeste do Levante, possivelmente no sul de Anatólia (Turquia), onde um reino com o som correspondente a "palasatini" ou "palastin" emergiu logo depois do colapso do império hitita. 

De acordo com os arqueólogos do estudo, não é mais possível teorizar que os filisteus eram simplesmente uma variação cultural local. "O DNA mostra que não. Essas eram pessoas novas que foram para lá (onde hoje é Israel) e levaram consigo a própria cultura e tradição", diz Adam Aja, arqueólogo da Universidade de Harvard e diretor-assistente da escavação de Ashkelon. As amostras estudadas incluíram 10 restos mortais de pessoas que viveram no fim da Idade do Bronze e na Idade do Ferro.

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Historiadora que inventou relato familiar sobre o Holocausto é encontrada morta

Historiadora que inventou relato familiar sobre o Holocausto é encontrada morta

Historiadora que inventou relato familiar sobre o Holocausto é encontrada morta
Marie Sophie Hingst - Coisas Judaicas
A historiadora e blogueira alemã Marie Sophie Hingst, que inventou uma história familiar sobre Holocausto - 22 páginas de um relato publicado em junho na revista Der Spiegel sobre pessoas que nunca existiram -, foi encontrada morta em seu apartamento em Dublin aos 31 anos de idade.
Ela foi encontrada morta em 17 de julho. A polícia não confirmou a causa da morte, mas disse que não há indícios de ato criminoso.
Em junho, Hingst teve um prêmio - "Golden Blogger" - retirado depois de descoberta a falsa história familiar de sofrimento no Holocausto.
De acordo com a revista Der Spiegel, que publicou a história no mês passado, Hingst apresentou 22 páginas de testemunhos de pessoas inexistentes nos arquivos do Yad Vashem, memorial do Holocausto de Israel. Ela relatou sobre a "dor" de sua "família" em seu blog.
Primeiro, Hingst "procurou estabelecer laços estreitos com a comunidade judaica. Ela participou de debates na Associação para o Memorial aos Judeus Assassinados na Europa, trabalhou para o Centro Selma Stern de Estudos Judaicos de Berlim-Brandemburgo e se envolveu na Sociedade Judaica no Trinity College".
"Esse tipo de trapaça não chega a ser um crime em si, mas é algo vergonhoso", escreveu o editor da Der Spiegel, Martin Doerry. "Inventar nomes de vítimas do Holocausto é como zombar daqueles que realmente foram torturados e mortos pelos nazistas".
No entanto, o jornalista Derek Scally, de Dublin, que entrevistou Hingst para o Times of Ireland, disse que estava claro para ele que ela sofria de alguma doença mental. A mãe de Hingst disse que sua filha tinha "várias personalidades".
Hingst, que se formara em história no Trinity College, em Dublin, e trabalhava para a empresa de alta tecnologia Intel, admitira a Doerry que havia inventado a história da família..
Depois que o artigo de Doerry foi publicado, Hingst disse a Scally que ela havia sido "esfolada viva".

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 Museu em Santa Bárbara d'Oeste  recebe exposição Beit Sion

Museu em Santa Bárbara d'Oeste recebe exposição Beit Sion

 Museu em Santa Bárbara d'Oeste  recebe exposição Beit Sion
Exposição com fotos e artefatos de Israel ocorre em Santa Bárbara d'Oeste
 — Foto: Prefeitura de Santa Bárbara d'Oeste
O Museu da Imigração de Santa Bárbara d’Oeste (SP) recebe a partir de sábado (3) a exposição "Beit Sion: fotografias e artefatos de Israel". A visitação ocorre até 17 de agosto, de terça-feira a sábado, das 9h às 17h. A entrada é gratuita.

No sábado, a abertura será às 15h. Com curadoria de Bruno Vicentin e Maurício Ribeiro, o objetivo da organização é promover uma imersão cultural aos visitantes.

Além do acervo físico com fotografias e artefatos judaicos, QR Codes espalhados pelo local possibilitam que o público assista a vídeos e acesse conteúdos na internet. Haverá músicas judaicas tradicionais e contemporâneas no ambiente da exposição.

Serviço
Exposição "Beit Sion: fotografias e artefatos de Israel"
Quando: 3 a 17 de agosto. Terça-feira a sábado, das 9h às 17h
Onde: Museu da Imigração. Rua João Lino, 371. Centro. Santa Bárbara d'Oeste
Quanto: gratuito

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Gutessen culinária judaica no Rio de Janeiro

Gutessen culinária judaica no Rio de Janeiro

Gutessen culinária judaica no Rio de Janeiro
Gutessen culinária judaica
Gutessen
Inaugurado em 2001, o restaurante Gutessen é uma referência em comida judaica com raízes no Leste Europeu.

E o melhor: com preços honestos e convidativos. O restaurante tem como proposta servir receitas de família preparadas como se fosse em casa. O negócio familiar, iniciado por três irmãs com o caderno de receitas da mãe, funciona em um sobrado tombado no Humaitá. Com sabores afetivos da culinária judaica, o cardápio é enxuto. Na lista de entradas consta a tradicional sopa fria de beterraba com creme de leite (R$ 4,50 a pequena; R$ 13,00 a grande), chamada de borsch. 
Gutessen: referência em comida judaica no Rio
Gutessen culinária judaica
Gutessen culinária judaica no Rio de Janeiro
Gutessen culinária judaica
As sugestões de principal são o varenique, massa recheada com batata (R$ 26,00), e o klops, um bolo de carne acompanhado por farfel (um talharim picado), cenoura caramelada e salada (R$ 36,00). 
O bolo de mel (R$ 9,50) e a torta de ricota (R$ 11,00) adoçam o paladar. 
Rua Visconde de Caravelas, 148, Humaitá, ☎ 2294-2053 (25 lugares). 11h/18h (fecha seg.). Aberto em 2012. Aqui tem iFood. $
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Liberman: quer um primeiro ministro num governo de unidade

Liberman: quer um primeiro ministro num governo de unidade

Liberman: quer um primeiro ministro num governo de unidade
Avigdor Liberman  no Knesset
O líder do partido nacionalista secular Israel Beitenu (Israel Nosso Lar), Avigdor Liberman, disse que seu grupo político recomendará como candidato a primeiro-ministro que apóia a formação de um governo de unidade, após as eleições marcadas para 17 de setembro. 

Durante um evento de campanha, Liberman disse que, além dos Ministérios da Defesa e Imigração, o seu partido exigirá os portfólios de Saúde e Interior nas negociações para formar a coalizão governista após as eleições. 

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que continua sua campanha contra o líder de Israel, Beitenu, disse em resposta que Liberman recomendou Benny Gantz como primeiro-ministro, que lidera a lista Azul e Branca (Kajol Laban).

“Ontem, numa entrevista à Rádio do Exército (Galei Tzáhal), Liberman disse que recomendaria Benny Gantz para o primeiro-ministro. Ele quer que Gantz seja primeiro ministro. Aqueles que votam em Liberman estão essencialmente votando em um governo de esquerda: Ehud Barak como ministro da Defesa, Yair Lapid como ministro das Relações Exteriores ”, disse Netanyahu durante um evento de campanha perante cidadãos israelenses de língua russa, em um bar em Rishon Letzíon. 

Na entrevista de domingo, Liberman não disse explicitamente que apoiará Gantz como primeiro-ministro, mas poderia recomendá-lo se Netanyahu se recusar a romper com seus aliados ultra-ortodoxos e nacionalismo religioso.

A relação entre Netanyahu e Liberman, que já foram aliados próximos, deteriorou-se gradualmente de acordo com observadores ao longo dos anos, a ponto de impedir um acordo após as eleições de abril passado, provocando a convocação de novas eleições gerais. 

Desde então, o Netanyahu tem tentado atrair eleitores originários da antiga União Soviética que tradicionalmente formaram a base eleitoral de Israel Beitenu.

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Israel vai construir 700 unidades habitacionais para os palestinos

Israel vai construir 700 unidades habitacionais para os palestinos

Jared Kushner, o conselheiro sênior da Casa Branca e Bibi

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu está promovendo um plano incomum para expandir a construção palestina na Área C (sob controle administrativo e militar israelense) da Judéia e Samaria (Cisjordânia). 

O plano está sendo promovido em face da planejada visita a Jerusalém pelos próximos dias por Jared Kushner, o conselheiro sênior da Casa Branca e genro do presidente Donald Trump dos Estados Unidos.

 De acordo com a emissora estatal Kan, Netanyahu está buscando o consentimento unânime dos ministros do gabinete para a aprovação do projeto, embora teoricamente ele não precise disso porque, como chefe do Ministério da Defesa, ele tem o poder de dar a aprovação ao plano. 

 Segundo relatos, o plano de Netanyahu inclui a aprovação de 6.000 lares judeus nos assentamentos da Cisjordânia como condição para que o Gabinete aprove a construção de 700 unidades habitacionais para os palestinos. Longas discussões ocorreram nos últimos dias sem chegar a um acordo. 

 Uma delegação de altos funcionários dos EUA, liderada por Kushner e o negociador especial da Casa Branca, Jason Greenblatt, está se preparando para visitar o Oriente Médio nos próximos dias, com paradas programadas em Israel e na Arábia Saudita. 

 A delegação também está programada para promover o plano de paz, que a administração Trump projetou antes do Egito e da Jordânia, para resolver o conflito entre Israel e os palestinos.

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Amir Peretz admite colapso nas eleições de setembro

Amir Peretz admite colapso nas eleições de setembro

Amir Peretz admite colapso nas eleições de setembroAmir Peretz, recentemente eleito como o novo líder do Partido Trabalhista (Avodá) em vez de Avi Gabbay, admitiu em uma entrevista para Ynet que "talvez entremos em colapso ou talvez não" na repetição das eleições gerais em setembro próximo. 

Contra uma grande parte da militância do Partido Trabalhista, Peretz assinou um acordo de coalizão com o partido "Gesher" de Orly Levi Abekasis, que estabeleceu sua própria formação depois de separar o "Yisrael Beitenu" de direita do ex-ministro da Defesa Avigdor Liberman.

Com essa aliança inesperada, Peretz, que compartilha a origem de Mizrahi (tradicionalmente semelhante ao Likud) com seu novo parceiro, pretende atrair votos de um eleitorado que não tem grande relação com o Partido Trabalhista: "há bastantes eleitores de direita que disseram o suficiente", declarou ele, referindo-se ao mandato de longo prazo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. 

O nervosismo nas fileiras trabalhistas é evidente, ainda mais após a consolidação do pacto de formações esquerdistas "Israel Democrático", que une Meretz com o novo partido do ex-primeiro-ministro Ehud Barak, sob a tutela da ex-parlamentar trabalhista Stav  Shaffir Apesar das pressões para que Avodá aderisse ao pacto para ampliar o campo de centro-esquerda, Peretz evitou a possibilidade e optou pelo pacto com "Gesher".

Peretz, que no passado serviu como ministro da Defesa e já liderou o Partido Trabalhista de 2005 a 2007, afirmou ser "a única verdadeira opção esquerdista", já que sua proposta levanta "não apenas a bandeira da paz, mas também a da justiça social ”. Ele disse que não se arrependeu da união com Levy Abekasis e disse que "recebeu menos do que merecia", referindo-se aos lugares reservados para "Gesher" entre os 10 nomes da lista para o próximo Knesset.

O principal argumento de Peretz para se recusar a se juntar à coalizão esquerdista "Israel Democrático" é que "não servirá para ampliar o campo esquerdista", e que ele não cumprirá sua aspiração de atrair votos de direita. Ele diz que, apesar das pressões que recebe para mudar de idéia, "não vou mudar meus princípios". Analistas alertaram para a relutância que o atual líder trabalhista teria de se aliar a Barak, que em 2007 o "separou" da liderança do Partido Trabalhista. 

Pertz disse estar "feliz por Barak-Meretz poder exceder o percentual mínimo de votos". Mas agora deixe-me conduzir meu partido, deixe-me conectar com as pessoas, não perca mais tempo. ”
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30 de jul. de 2019

Rachel Weisz revela que o filme mostrará várias Viúvas Negras

Rachel Weisz revela que o filme mostrará várias Viúvas Negras

Rachel Weisz revela que o filme mostrará várias Viúvas Negras
Rachel Weisz, “O Jardineiro Fiel”, revelou que em “Viúva Negra”, primeiro filme da Fase 4 do MCU, Natasha Romanoff, a personagem interpretada por Scarlett Johansson, não será a única a usar o famoso codinome, e que Florence Pugh e a própria Weisz terão o título de Viúva Negra no filme.

vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por
“Há um bom número…[de Viúvas Negras]. Sou uma Viúva Negra, e há Scarlett [Johansson] e Florence [Pugh]. Há um monte de outros personagens que você também conhece que são Viúvas Vegras.”
É válido lembrar que, nos quadrinhos, Natasha Romanoff, também conhecida como Viúva Negra, foi o produto do Programa Víuva Negra Ops, um dos programas de treinamento em espionagem do Departamento X, que desempenha um papel fundamental na vida das personagens. O programa teve nase na instalação Red Room, que havia sido um programa da Guerra Fria para treinar a espiã feminina mais mortal do mundo, e foi criado devido ao sucesso de seu agente adormecido anterior, o Soldado Invernal.
Além de ser produtora do projeto, Scarlett Johansson reprisará o papel de Natasha Romanoff; David Harbour será Alexei, o Guardião Vermelho, que tem sentimentos conflitantes em relação ao Capitão América; Florence Pugh será Yelena, uma irmã de Quarto Vermelho de Natasha; O-T Fagbenle será Mason, um contato antigo de Natasha, de antes da SHIELD; e Rachel Weisz será Melina, ainda sem muitos detalhes, mas que será um tipo de antagonista.
Rachel Weisz revela que o filme mostrará várias Viúvas NegrasO filme também contará com o vilão Treinador (Taskmaster), embora não tenha sido confirmado quem interpretará o personagem. O longa está sendo gravado há cerca de um mês, e uma montagem de cenas do longa foi exibida durante o painel do Marvel Studios na San Diego Comic-Con 2019, indicando que a trama principal do filme seguirá Natasha retornando para Budapeste depois dos eventos de “Capitão América: Guerra Civil”.
O longa será dirigido por Cate Shortland (“A Síndrome de Berlin“). O roteiro fica a cargo de Ned Benson (“Dois Lados do Amor”) e Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”).
“Viúva Negra” será o primeiro filme da Fase 4 e estreará em 1° de maio de 2020.
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Projeto Judô Solidário abre novas 40 vagas em Laranjeiras

Projeto Judô Solidário abre novas 40 vagas em Laranjeiras

Projeto Judô Solidário abre novas 40 vagas em LaranjeirasNa próxima quinta-feira, dia 1°, serão abertas as inscrições para as novas vagas do Projeto Judô Solidário, da Hebraica Rio, que reúne crianças e adolescentes de escolas públicas de Laranjeiras. As inscrições vão até o dia 31 de agosto e 40 novas vagas gratuitas estarão disponíveis.
Para participar, meninos e meninas entre 7 e 15 anos deverão participar de uma aula experimental para nivelamento e fazer a inscrição via WhatsApp (21) 97257-7978 ou por e-mail hebraicariojudo@gmail.com. “Uma das bandeiras da Hebraica é o apoio ao esporte. Mas como sabemos que nem todas as pessoas têm meios financeiros para fazer aulas e cursos, lançamos esse programa como forma de incentivar a prática de esportes desde cedo. Atualmente, ​30​ crianças participam do projeto e vamos abrir as portas para mais 40”, comenta Emídio Ulisses, coordenador de Judô e Jiu-Jitsu do clube.
Luiz Mairovitch, presidente da Hebraica Rio, conta que o objetivo é levar esse programa para outras modalidades. “Sabemos que o esporte, especialmente se começado desde cedo, é fundamental para o bem-estar de todos. E quanto mais jovens iniciam, mais estimulados ficam em todos os sentidos, inclusive nos estudos”, pontua.
Serviço:
Projeto Judô Solidário
Hebraica Rio – Rua das Laranjeiras, 346 – Laranjeiras
Inscrições entre  01/08 e 31/08
40 vagas
Para efetuar a inscrição, o candidato deve agendar uma aula experimental (nivelamento) via WhatsApp 021972577978 ou e-mailhebraicariojudo@gmail.con
Aulas de segunda a quinta-feira, com turmas das 17h às 18h ou das 18h15 às 19h15 (horário de acordo com o nivelamento dos alunos)


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Judeus e ateus americanos são os que mais sabem de religião

Judeus e ateus americanos são os que mais sabem de religião

Judeus e ateus americanos são os que mais sabem de religiãoUma pesquisa revelou a extensão do conhecimento do povo norte-americano sobre religião. Conduzido pela organização Pew Research Center, o levantamento se baseou nas respostas dadas por quase 11 mil cidadãos dos Estados Unidos a 32 perguntas de múltipla escolha sobre temas como cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo e ateísmo. 

Dessas questões, catorze eram sobre cristianismo ou a Bíblia, quatro sobre a religião judaica, duas sobre o Islã e sobre o hinduísmo, uma sobre budismo, uma sobre sikhismo, duas sobre ateísmo e sobre agnosticismo, três sobre a composição religiosa de alguns países e uma sobre a religião na Constituição dos EUA. 

O estudo revelou que, em média, o americano acerta catorze dessas perguntas (equivalente a quase 44%). Outra descoberta interessante foi que, embora mais da metade tenha acertado a resposta sobre questões como “O que é o Ramadã?”, o nono mês do calendário islâmico, e “O que se comemora no domingo de Páscoa?”, o feriado cristão, apenas 15% sabiam o nome do texto sagrado do hinduísmo.
Além disso, menos de 30% escolheram a alternativa certa quando perguntados sobre quando começa o Shabat judaico, dia de descanso semanal dos adeptos dessa religião, ou sobre a qual fé se relaciona o termo “cabala”, a filosofia do judaísmo. 

A pesquisa apontou que os norte-americanos estão menos familiarizados com questões ligadas às religiões hindu, judaica e budista do que com assuntos cristãos, muçulmanos e protestantes.

O estudo também concluiu que judeus e ateus alcançaram os melhores resultados, com o maior número de perguntas corretamente respondidas (na média, 18,7 e 17,9 questões acertadas, respectivamente). Já os católicos acertaram em média 14 perguntas.

Outra observação é que o nível de instrução influencia muito o resultado individual. Pessoas com ensino superior tiveram sete acertos a mais do que indivíduos menos escolarizados. Por outro lado, minorias raciais e étnicas obtiveram resultados abaixo da média em relação a temas religiosos.

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Portugal judaico que você precisa conhecer

Portugal judaico que você precisa conhecer

Portugal judaico que você precisa conhecerPortugal conserva detalhes fascinantes da religião judaica. Roteiro desvenda influências na arquitetura e na cultura.

Com um legado histórico fascinante, Portugal encanta turistas de todo mundo pelos roteiros religiosos e também de imersão na História. Além da forte influência católica, já conhecida, Portugal também sofreu influências de outras religiões. Uma delas é o judaísmo, cujas características podem ser percebidas, principalmente, na arquitetura e na cultura de alguns locais. Para conhecer essa influência, é possível fazer passeios pelas judiarias, bairros onde os judeus costumavam se concentrar. Estes locais conservam detalhes fascinantes deixados por esse povo em diversas partes do país.

Portugal judaico que você precisa conhecerEm Lisboa, os turistas podem visitar a clássica Sinagoga Shaaré Tikvá que funciona como centro religioso em datas específicas, como no Iom Kipur o dia mais sagrado e solene do ano judaico e como escola nas outras épocas do ano. No Centro do país está uma das mais antigas sinagogas de Portugal, a de Tomar. Construída no século XV, esta casa de orações foi erguida a pedido do infante D. Henrique e desativada em meados de 1496, devido ao decreto do rei D. Manuel I para conversão do povo judeu ao Cristianismo. Em 1921, o prédio foi declarado monumento nacional e 1939, um judeu polonês chamado Samuel Schwarz comprou a antiga sinagoda e a doou ao governo português para que se instalasse o Museu Luso-judaico Abraham Zacutto, até hoje à disposição do público.

Portugal judaico que você precisa conhecer
Castelo de Vide
Em Castelo de Vide, uma antiga judiaria do século XV, ao norte do Alentejo, atualmente com cerca de 3 mil habitantes, a cultura hebraica ainda é fortemente lembrada. No tempo da Páscoa cristã, por exemplo, os moradores saem de suas casas brancas com gerânios às janelas e caminham pelas ruas estreitas calçadas de pedras em direção à Igreja matriz para assistirem o abatimento de um carneiro em memória do cordeiro pascal. Durante este período, a população também come uma espécie de bolo de pão ázimo, assim como no tempo mosaico. É em Castelo de Vide ainda que fica o Largo Frederico Laranjo, onde há a Fonte da Vila, nascente de águas curativas bastante procurada por turistas de todo o mundo.

Em Belmonte, estão a sinagoga Bet Heliahu e o Museu Judaico. Construído para homenagear o judaísmo, o museu possui vários tipos de artefatos como o Mezuzah símbolo da fé judaica além de outros objetos simbólicos, como o Menorah candelabro de sete braços. O município é o único centro urbano onde subsiste uma comunidade judaica ativa, sem interrupções. São cerca de 200 pessoas, que representam quase 10% da população da vila.

Na cidade de Guarda, o viajante pode passear em um rico centro histórico que foi herdado da época medieval. Documentos indicam que esta antiga judiaria remonta do século XIII, quando D. Dinis entrega casas régias de S. Vicente a famílias judias e instala ali uma sinagoga. O passeio fica por conta do Museu da Guarda e pelas ruas silenciosas que conservam alguns traços dos tempos passados: casas baixas e térreas, onde ainda é possível encontrar marcas e sinais gravados nos umbrais das portas.

Também presente no roteiro de cidades históricas está Trancoso com um cenário medieval que oferece festividades com recriação de episódios históricos, como lutas de espadas, danças e cavaleiros, num elenco que reúne 250 figurantes, durante todo o ano. A cidade constitui uma das vilas mais importantes dos tempos remotos, devido a sua posição estratégica, a 900 metros de altitude, na defesa da fronteira do país nas batalhas contra a Espanha.

Portugal judaico que você precisa conhecerNão deixe de conhecer também Coimbra, a terra da mais antiga universidade de Portugal. Seu corpo docente teve relevante contribuição de judeus, que desenvolveram importantes estudos científicos, nas áreas da medicina, ciências exatas e botânica. Para conhecer melhor as influências hebraicas na cidade, o governo oferece um roteiro que sugere a visitação a antigas judiarias e os prédios dos tempos da Inquisição. Entre estes lugares, está a Fonte dos Judeus, construída no reinado de D. João V, próxima à Igreja de Nossa Senhora da Vitória, cujo templo foi erguido sobre o local ocupado por uma antiga comunidade judaica.

Já em Porto, a visita é imprescindível para conhecer a evolução do judaísmo na história moderna. Até o século XIV, hebreus se espalharam pela cidade e conservaram a judiaria em Miragaia, quando por decreto de D. João I mudaram-se para o Morro do Olival, formando a chamada Judiaria Nova, hoje um vilarejo urbanizado. Nos anos 20 e 30 ainda, muitos judeus convertidos voltaram a praticar o judaísmo aberto no Porto, criando a sinagoga Kadoorie Mekor Haim e uma escola que funcionou no templo durante nove anos.



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Os nomes de bebês mais populares em Israel em 2018

Os nomes de bebês mais populares em Israel em 2018

Os nomes de bebês mais populares em Israel em 2018O nome do bebê mais popular em Israel em 2018 entre os meninos judeus foi David, dado a cerca de 1.447 recém-nascidos, de acordo com um relatório divulgado pelo Escritório Central de Estatísticas na terça-feira.
A pesquisa  também descobriu que o segundo nome mais popular em 2018 era Ariel, dado a 1.323 crianças, 2% das quais são meninos judeus. 

O nome mais comum entre as meninas judias pelo terceiro ano consecutivo foi Tamar dado a 1.289 meninas em 2018. O nome Noa caiu para o quarto lugar mais popular e Maya subiu para o segundo lugar.

O nome Muhammad continua sendo o nome mais comum em Israel e especialmente entre os meninos muçulmanos, diz o relatório, mas continua a tendência de declínio. Entre as meninas muçulmanas, o nome mais comum era Miriam, com 523 meninas nomeadas em 2018.

O relatório também descobriu que os nomes Ayala, Abigail, Arbel, Ofir, Carmel, Shai-Lee, Aviv, Omer, Gefen, Levi, Halel, Mayall, Ariel, Anhal, Emmanuel e Tohar aumentaram de popularidade entre 2000 e 2018, assim como os nomes Aria, Miley, Mila, Emily, Romi, Liv, Lenny, Alma, Emma, ​​Eva, Gaia e Ann. 

Também em declínio estavam os nomes: Aya, Hila, Jasmim, Liel, Liam, Lihi, Lihia, Linoy, Liron, Nofer, Éden, Reut, Shira, Shelly e Shani. 

O nome Maya era especialmente comum em Kiryat Ono e Kiryat Motzkin e foi dado a 6,0% das meninas nascidas em cada uma dessas áreas. Maya também era mais comum em Beer Sheva, Givatayim, Hod Hasharon, Herzliya, Haifa, Kfar Saba, Modiin, Nahariya, Netanya, Petah Tikva, Rosh HaYin, Rishon Lezion, Ramat Gan, Ramat Hasharon, Raanana e Tel Aviv.


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As doze tribos exiladas

As doze tribos exiladas

As doze tribos exiladas
Em 722 a.C., o  Reino de Israel foi conquistado pelo Império Neo-Assírio. O outro reino israelita, Judá, ao sul, tornaria-se um vassalo e sobreviveria.
Segundo a Bíblia, os israelitas descendiam de um só progenitor: Jacó, filho de Isaque, neto de Abraão, que teve 12 filhos. Cada qual dando origem a uma tribo. Ao enfrentar um anjo numa luta (Gênesis 35:10), foi rebatizado como Israel — O que luta com Deus.
Dez das 12 tribos foram exiladas pelos conquistadores, sobrando apenas as de Benjamin e Judá, no reino do sul — daí esses sobreviventes se tornarem conhecidos como Judeus.
As doze tribos teriam o nome de dez filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José) , abençoados por Jacó como seus próprios filhos. Os nomes dastribos são: Rúben, Simeão, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim.
Que fim levaram os outros israelitas? Não faltam candidatos: na Índia, há os judeus de Bene Israel (filhos de Israel). Na Etiópia, Beta Israel (casa de Israel). Ambos têm o fenótipo de sua região, parecendo-se com indianos e negros.
A historiadora britânica Shalva Weil acredita que eles sejam descendentes de tribos perdidas, e alguns rabinos tendem a concordar, ligando os etíopes à tribo de Dan. Ambos passaram por testes genéticos que indicaram uma possível ligação com judeus. Mas, em ambos os casos, bem posterior à diáspora, não mais de 1600 anos para os etíopes e 1050 para os indianos.
Shalwa também fez muito barulho no começo dos anos 2000 ao afirmar que os talibãs eram judeus. Ela se referia à teoria, datada de escritos islâmicos medievais, de que os afegãos da etnia pashtum — a do Talibã — eram descendentes das tribos perdidas. O DNA também não ajudou: testes os ligaram às populações do resto da região. Isto é, são nativos.
Historicamente, a lista incluiu candidatos bem mais insólitos: quando chegaram à América, os espanhois achavam que os astecas eram descendentes das tribos perdidas. Também houve quem acreditou que os citas, nômades ao estilo mongol que atemorizavam as estepes entre o Ponto e o Mar Cáspio, seriam judeus. E até alguns historiadores japoneses chegaram a cogitar se hábitos nacionais não teriam vindo das tribos perdidas. 

 A maioria dos historiadores acredita que as tribos simplesmente perderam a identidade, e que muitos se refugiaram em Judá. Jerusalém parece ter crescido cinco vezes de tamanho logo após a conquista. O historiador britânico Tudor Parfit, da Universidade de Londres, que estudou por décadas povos clamando ser descendentes das tribos perdidas, diz que sua sobrevivência "é, de fato, um mito".



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O centenário de nascimento de Primo Levi

O centenário de nascimento de Primo Levi

O centenário de nascimento de Primo Levi
Primo Levi - Coisas Judaicas
Primo Levi transformou em arte relato sobre horror de Auschwitz.

Sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, escritor italiano, cujo centenário de nascimento se celebra na próxima quarta (31), ultrapassou os limites do relato testemunhal ao narrar sua experiência como prisioneiro dos nazistas. 

Por meio de linguagem literária própria, que remete à sua formação de químico, desafiou as reservas dos leitores e estimulou reflexão moral sobre o Holocausto. "Sou químico. Aportei na categoria de escritor porque fui capturado como partigiano e terminei em um campo de concentração como judeu". A citação, retirada do curto e belo ensaio "O Escritor Não Escritor", reúne de forma admirável e concisa a multiplicidade de facetas presentes na trajetória pessoal e literária de Primo Levi (1919-1987). 

Indica as dobras fundamentais do percurso de um sujeito cubista, em cujos vincos habitam personas tão diversas quanto as do químico, do escritor, do antifascista, do interno-sobrevivente de Auschwitz, do judeu. A diversidade, contudo, tanto fascina quanto dificulta o trabalho dos leitores e estudiosos da obra. O fascínio é autoexplicativo. Tanto a biografia quando a qualidade e a originalidade literária constituem fatores de atração irresistível. 

As dificuldades impõem-se ao movimento de imaginar uma composição que reúna todos os elementos. Na linguagem típica de Primo Levi, os aspectos postos na epígrafe estão dispostos em série, tal como na sintaxe dos elementos químicos compostos. 

As ligaduras decorrem do acaso: cada condição teria levado à outra, sem nexo de necessidade, pela força errática e dissipada dos acontecimentos. A obra de Primo Levi abriga forte sensibilidade a composições assimétricas e casuais, cujos efeitos não decorrem tanto da força isolada dos elementos originais reunidos, mas da produtividade combinada de suas ligaduras. Cada uma das facetas pode ser tomada como ponto de partida para a interpretação. 

Como intérprete de si mesmo, Primo Levi fez da química uma chave de compreensão de seu trabalho. Em reiteradas oportunidades, atribuiu àquela ciência papel central em sua própria composição pessoal como observador do mundo/escritor. Ela teria sido estruturante de uma "forma mentis" singular, calcada no "hábito mental da consistência e da concisão", proporcionado pela "arte de separar, pesar e distinguir". 

Habilidades, para Primo Levi, essenciais tanto para quem "se prepara para descrever fatos", como para os que pretendem "dar corpo à própria fantasia". A recepção química da obra foi em grande medida estimulada pelo próprio autor, a partir da década de 1970. 

Não se tratou, por certo, de uma alucinação idiossincrática e retrospectiva, já que, de fato, a química esteve presente de modo direto no primeiro livro, "É Isto um Homem?", publicado em 1947. Nesse título, a experiência vivida no campo de extermínio, por vezes, foi narrada como relato de um "experimentum", um laboratório no qual o comportamento humano pode ser observado em condições mais do que extremas, expurgados os efeitos dos hábitos ordinários e do processo civilizador. 

Tal enquadramento possui a indisfarçável marca de um dos heróis intelectuais de Primo Levi, Galileu Galilei, para quem o "experimentum", como arte de descoberta, não resulta de um contato primário e deseducado com as coisas e os elementos, mas sim de questões que dirigimos à natureza. Nada mais apropriado, de fato, para um sujeito cujo livro tem como título uma pergunta. Mas, se há perguntas que precedem a experiência, isso equivale a dizer que há uma linguagem preestabelecida, a um só tempo continente e expressão de uma teoria do mundo. 

O "experimentum" resulta, portanto, do rebatimento de uma tradição cognitiva sobre a contingência das coisas. Para Primo Levi, tal seria o encaixe da química na economia de seu próprio processo cognitivo. De modo mais pungente, Primo Levi disse dever à química o fato de ter sobrevivido a Auschwitz, embora sempre tenha atribuído tal contingência ao acaso. 

A "prova" está também relatada em seu primeiro livro, no registro precioso do "exame de química" ao qual se submeteu, diante do dr. Panwitz, para ser admitido como analista no laboratório da fábrica de borracha sintética instalada em Monowitz, parte integrante do campo de extermínio. Tendo ali chegado em fevereiro de 1944, o acesso ao laboratório, de fato, o protegeu dos rigores de um segundo inverno, em fins daquele mesmo ano, que provavelmente lhe teria sido fatal. 

Em um outro laboratório, seis anos antes, Primo Levi fizera uma descoberta filosófica essencial, a do caráter "inerentemente antifascista" da química, pela valorização da impureza das combinações de elementos, em aberto contraste com a obsessão fascista de pureza. É bem provável que esse antifascismo o tenha conduzido a uma concepção da química como reserva de resistência. 

De qualquer modo, o laboratório químico, sob o fascismo, será o seu "falanstério", a sua "sociedade virtuosa", na qual se aprende a importância de "acertar e errar em conjunto". Sendo assim, o laboratório do dr. Panwitz não passou de um contra-laboratório. O primeiro e mais usual ângulo de interpretação da obra de Primo Levi toma-o como autor inscrito no gênero particular da assim chamada "literatura de testemunho". 

Tal variante, segundo Elie Wiesel, também ex-deportado, teria caracterizado o conjunto dos relatos textuais de sobreviventes da Shoah, movidos pelo empenho e pela obrigação de prestar testemunho: "Se os gregos inventaram a tragédia, os romanos a epístola e o renascimento o soneto, nossa geração inventou uma nova literatura, a do testemunho". Uma literatura cujo valor residiria tanto na capacidade de dar a ver a escala de sofrimento vivida por seus autores quanto o quadro de vitimização maior que a proporcionou.


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