30 de jun. de 2019

 Our boys

Our boys

 Our boysA HBO divulgou o trailer de sua nova minissérie dramática, “Our Boys”, que já é considerado um marco da TV americana.
Filmada integralmente em Israel, “Our Boys” repercute o assassinato de três adolescentes judeus raptados por militantes do Hamas em 2014. Após um garoto palestino de Jerusalém Oriental ser queimado vivo em retaliação de extremistas judeus, um agente do departamento de terrorismo interno da Shin Bet – a agência de segurança de Israel – começa a investigar o crime, enquanto os pais do adolescente buscam por justiça e consolo.
A história é real e culmina, como resultado das crescentes tensões, na guerra de Gaza de 2014 – chamada pelos israelenses de Operação Margem Protetora.
A série está sendo considerada um marco porque será a primeira atração americana exibida no horário nobre dos EUA totalmente falada em árabe e hebraico, acompanhada por legendas.
A produção é uma parceria da HBO com a empresa israelense Keshet International, e foi criada por dois roteiristas israelenses e um palestino: Hagai Levi (criador do “Em Terapia” original e “The Affair”), Joseph Cedar (“Norman: Confie em Mim”) e Tawfik Abu-Yael (“Love Letter to Cinema”).
Com 10 episódios, “Our Boys” vai estrear em 12 de agosto nos EUA e chega quatro dias depois, em 16 de agosto, na HBO Brasil, com a exibição dos dois primeiros capítulos.

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna


Mulheres cantam e  botam Atra Kadisha para correr

Mulheres cantam e botam Atra Kadisha para correr

Mulheres cantam e  botam Atra Kadisha para correr
Atra Kadisha, um grupo ultra-ortodoxo extremo, perturba obras de construção alegando que profana tumbas antigas que nunca existiram, e depois pediu dinheiro para permitir que as obras continuassem; quando as mulheres locais começaram a cantar o grupo fugiu


Os moradores de Shoham, Susie Bar e Kinneret Shefer, não quiseram se tornar estrelas da web. Mas quando um grupo de ultraortodoxos extremistas chegou a sua comunidade novamente para interromper a construção de uma nova área industrial, alegando que isso iria perturbar túmulos antigos - que na verdade não existem - eles não poderiam permanecer em silêncio. Então eles cantaram.

"Eles não são da nossa comunidade", diz Shefer, ativista do Free Shoham, um grupo que monitora e responde a eventos de coerção religiosa. "Este é um punhado de homens extremados de Haredi Atra Kadish que fizeram desta uma ferramenta para extorsão de dinheiro."

O grupo Atra Kadisha é famoso por obras de constrição perturbadoras e escavações arqueológicas em todo o país por proteger as sepulturas judaicas, muitas vezes pedindo dinheiro para subornar e permitir que o dispendioso trabalho continue. No entanto, o grupo não possui conhecimento arqueológico e muitas vezes provoca protestos arbitrariamente, apesar de pesquisas e escavações profissionais que excluem a presença de túmulos antigos.
  
Eles chegaram a Shoham pela segunda vez no final de junho e, como de costume, entraram no poço da construção e interromperam as obras, apesar de um relatório da Autoridade de Antiguidades que determina que nenhum túmulo existiu na área. As mulheres locais ficaram indignadas ao ouvir sobre a demanda por suborno e rapidamente chegaram ao local, onde elas começaram a cantar Halleluiah.
  
Os provocadores ultra-ortodoxos, que acreditam que o canto feminino possui características sexuais que os homens não deveriam ouvir, foram rápidos em fugir, cobrindo os ouvidos. A construção recomeçou e a crise acabou.

"Esta (terra) pertence a um empreiteiro que tem os direitos sobre ela. Ele começou a cavar com todas as permissões necessárias, incluindo uma pela Autoridade de Antiguidades que escavou na área no passado e não encontrou nada", diz Susan Bar, chefe da área. a lista de oposição na pequena comunidade.
  
"Isso tem um impacto amplo", diz Bar. "Há a perda de dinheiro (quando a construção pára), mas além disso eles pediram extorsão. Quando o dinheiro é recebido, as obras podem ser retomadas."
  
"Não há luta entre os residentes seculares e religiosos em Shoham", disse Bar. "Nós vivemos juntos e damos um exemplo para outras cidades, nós cooperamos. Mas quando trabalhos como esse são interrompidos, o empreiteiro entende que da próxima vez que ele assumir um projeto, ele deve incluir extorsão no orçamento, e isso afeta os preços. todos nós temos que pagar ".
  
Os dois ativistas estão se preparando para cantar alto junto com outras mulheres da comunidade em obras planejadas para meados de julho. "Estamos muito felizes que não há necessidade de usar qualquer tipo de força ou violência (para intervir)", diz Shefer.
  
"Envolvemos o público e conseguimos que a polícia notasse, sem usar qualquer tipo de força, e isso é realmente importante".
  
"Sentimos que desenvolvemos uma arma não violenta não convencional de mulheres cantando", acrescenta Bar. "Isso pode ser um começo."
Neonazista que atropelou multidão nos EUA pega prisão perpétua

Neonazista que atropelou multidão nos EUA pega prisão perpétua

Neonazista que atropelou multidão nos EUA pega prisão perpétuaEle estava em um grupo de neonazistas que protestava contra o ato pacífico pedindo a retirada da estátua de um general escravagista.



O neonazista que em 2017 jogou o carro contra uma multidão durante os protestos de Charlottesville, Virgínia, foi condenado à prisão perpétua ontem. James Alex Fields Jr., de 22 anos, causou a morte da jovem Heather Heyer e deixou dezenas de pessoas feridas.

A promotoria descreveu Fields Jr. como um racista que não guarda "nenhum remorso", apesar de ele ter pedido desculpas antes da sentença. Ele estava em um grupo de neonazistas que protestava contra o ato pacífico pedindo a retirada da estátua de um general escravagista. (Com agências internacionais)
A missão dos espiões

A missão dos espiões

A missão dos espiões  Retirado do livro Ideias de Bamidbar, dos rabinos Isaac Sakkal e Natan Menashe
A primeira questão que temos que descartar é que Moisés tivesse alguma dúvida acerca de se tratar de uma boa terra. Portanto, o objetivo de Moisés ao enviar os espiões tinha que ser outro; o que ele pretendia era que o povo se entusiasmasse com a terra e se mostrasse desejoso de nela entrar.
Ele esperava que os espiões voltassem com a descrição da terra; é por isso que Moisés lhes diz que investiguem como é o povo que vive ali, se é forte ou fraco, se são muitos ou poucos. A intenção de Moisés não era uma questão de estratégia de guerra. Ele sabe que De’s está com eles e que De’s vai cumprir a Sua promessa de lhes entregar essa terra. O que ele quer demonstrar ao povo é que se trata de uma boa terra, que as pessoas que vivem lá são saudáveis e fortes; não se trata de uma terra que não fornece bom alimento ou bom clima aos seus habitantes. Além disso, ao dizer-nos que são muitos, isso demonstra-nos que há abundância e comida para todos.
O que Moisés pretendia também com o relatório dos espiões era que ficasse demonstrado que esta é uma terra que tem abundância de água e de frutos.
É por isso que é tão específico, e lhes diz que subam pelas montanhas. Como sabemos, a topografia da Terra de Israel tem uma cadeia montanhosa que atravessa o país de Sul a Norte, pela metade, desde Hebron até Haifa. A ideia de Moisés é que vejam a terra em geral. É por isso que lhes diz que vão pelas montanhas, porque desde o topo iriam poder observar em linhas gerais todo o país. Era uma missão que deveria ter durado poucos dias. No futuro, quando Josué envia dois espiões, estes regressam passados poucos dias, e, se não tivessem tido que se esconder do rei de Jericó, poderiam ter regressado ainda mais cedo.
No entanto, quando os espiões regressam ao cabo de quarenta dias, dão-nos um relatório detalhado de onde está instalado cada povo, falam-nos do Sul, do Oeste, (a zona costeira), do Este, (rio Jordão), e do Norte. Vemos que na realidade não andaram só pelas montanhas como Moisés lhes tinha recomendado, mas sim por todo lado, e foram muito específicos.
O que podemos ver claramente é que a intenção com que Moisés enviou os espiões era completamente diferente daquela que eles tinham em mente. Enquanto o objetivo de Moisés era incentivar o povo, os espiões tinham um objetivo de estratégia militar. Estavam preocupados pela guerra e por saber se tinham possibilidades de derrotar os cananeus.
Quando vêem que os povos da Terra Prometida são fortes e numerosos ficam desanimados, com medo, e contagiam o resto do povo dessa sensação.
Se prestarmos atenção veremos que no relatório dos espiões estão descritos os limites da Terra Prometida. Transmitem a ideia de que não vão ter por onde entrar; todas as fronteiras da Terra de Israel são impenetráveis; estão bem povoadas e bem defendidas. Em conclusão, não têm hipótese de poder entrar.
É devido ao facto de, na sua mente, terem um objetivo militar, que demoram tanto tempo. Deveriam ter voltado passados poucos dias, mas demoraram quarenta dias. É por isso que De’s se zanga com eles, e dá-lhes esse castigo dos quarenta anos. Além disso, esse lapso de tempo é o que vai permitir o surgimento de uma nova geração.
Isto poderia responder à contradição entre o que está escrito na nossa parashá e o que está escrito em Devarim. Aqui é-nos relatada a intenção com que Moisés enviou os espiões, para incentivar o povo. Em Devarim é-nos relatada a iniciativa do povo, que era uma questão de estratégia militar.
O que todo este acontecimento nos demonstra, é que aquela geração não estava pronta para entrar na Terra Prometida. Não é que De’s os tenha feito cair; tudo foi um nissaión, uma prova, para ver se estavam preparados. Tristemente, demonstraram que ainda não estavam preparados. Conservavam os seus medos e ainda não tinham suficiente confiança em De’s. É por isso que deverão esperar até que surja uma nova geração que esteja pronta para entrar na Terra de Israel.

29 de jun. de 2019

O retorno de Barak

O retorno de Barak

O retorno de Barak
Foto de Nitzan Horowitz: Knesset
Depois de muitos meses de especulação e comentários nas redes sociais, o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak (77 anos) formalizou ontem em uma conferência de imprensa em Tel Aviv seu retorno à primeira linha política. 
Embora as anteriores eleições gerais de abril tenham sido boatos sobre a opção de se juntar a outro partido, Barak finalmente optou por estabelecer sua própria plataforma política, que ainda carece de um nome.

O que é indiscutível é que o retorno do que foi o último líder do Partido Trabalhista israelense para ganhar poder polarizar ainda mais a oferta eleitoral no espectro do centro, onde ele irá competir pelo voto com "a lista de generais" Kajol Lavan liderado por Benny Gantz, um Avodah repugnante - que após a renúncia de seu líder Avi Gabbay decidirá em uma nova primária para o seu número 1 para as eleições de setembro - e o esquerdista Meretz. 

Em sua aparição imprensa, Barak disse que sua principal razão para retornar para a primeira linha é para acabar com a carreira política de Benjamin Netanyahu: "Não é nenhum tempo para o medo, a passividade, a fofoca, para manter lado. O governo de Netanyahu, com seus radicais, racistas, corruptos e messiânicos, devemos derrubá-lo, e não salvá-lo ", disse ele em tom agressivo.

O retorno à arena política de Barak capturou a atenção da mídia, e houve muitos representantes à esquerda e à direita do espectro político que comentaram sobre seu retorno. O ex-ministro da Justiça, Ayelet Shaked, colocou o dedo na ferida e lembrava de sua fase mais convulsiva em sua curta estadia na residência oficial de Balfour Rua (1999-2001): "Acredita-se que o público israelense esqueceu seu mandato e o derramamento de sangue durante a Segunda Intifada e as altercações de outubro ", disse ele, referindo-se aos incidentes no norte do país no ano 2000, quando 13 árabes israelenses foram mortos pela polícia atirando.

Da esquerda, o jovem do Trabalho MP Stav Shaffir que anunciou que vai apresentar candidatura para liderar seu partido, elogiou o retorno de Barak, mesmo fundar uma nova formação que poderia dizimar ainda mais sub-representação obtido por seu partido em abril (6 assentos). 

Para Shaffir, representa o "espírito de luta" existente à esquerda. "Saúdo o seu retorno, bem como a entrada de Yair Golan (ex-general) para a política. Eles são excelentes líderes com os quais estou em contato ", disse Shaffir, acrescentando que, se for eleita para chefiar Avodah, ela buscará alianças eleitorais. Na mesma linha seu colega Itzik Shmuli pronunciou, que também competirá pela liderança de Avoda.

Da direita, o ministro da Economia Eli Cohen - do partido Kulanu - acusou Barak: "Ele é o primeiro-ministro mais fracassado da história do país, e agora ele pretende nos ensinar como lidar com isso. É o auge do absurdo ". 

Logo após o anúncio do retorno, uma pesquisa televisiva colocou Barak com 6 assentos à frente das próximas eleições. Aquele que foi o chefe mais durável das forças armadas na história do Estado judeu, foi quem conseguiu derrotar Netanyahu em 1999 e terminar seu primeiro mandato de três anos.

Ele só durou dois anos no cargo de primeiro-ministro, até que em 2001 Ariel Sharon o derrotou, em um período crítico no país pela onda de ataques terroristas após a eclosão da Segunda Intifada. Ele decidiu deixar a política, até que em 2005 ele voltou a liderar novamente Avodah. De 2007 a 2013, ele serviu como ministro da Defesa, incluindo quatro anos sob o governo de Netanyahu, a quem ele agora pretende derrotar politicamente.

De acordo com relatos do canal 12, Barak e Gantz mantiveram contatos para avaliar a possibilidade de aderir à "lista de generais", mas finalmente Gantz recusou a opção. Em sua aparição ontem, Barak disse que Kajol Lavan não tem a "paixão" necessária para vencer, e que seus líderes não estão colocando todos os seus esforços para derrubar Netanyahu. Vários analistas concordam que o retorno de Barak poderia significar uma virada à direita de Kajol Lavan em busca de novos potenciais eleitores.

O retorno de Barak traz a entrada do ex-general Yair Golan, que no passado provocou uma tempestade no país, quando, durante um discurso no Dia da Lembrança do Holocausto 2017, disse em seu uniforme militar que a sociedade israelense estava experimentando sintomas semelhantes aos da Alemanha da década de 1930. Golan, que esclareceu que ele entra na política para a prática de longo prazo, é a favor da separação dos palestinos: "A questão essencial de Israel é se vamos anexá-los ou separe-os. Nós somos, sem dúvida, a favor da separação
Vivendo com a parashá Shlah

Vivendo com a parashá Shlah

Vivendo com a parashá ShlahNa nossa Parashá Hashem (D'us) diz à Moshe:- Mande "para você" homens que façam um "passeio" na terra de Knaan que eu estou dando para o povo de Israel.

Hashem pede para ele mandar um homem de cada tribo e especifica que cada um deles deve ser o líder da sua respectiva tribo

Essa linguagem de "mande para você" não é uma linguagem usual, e o fato de esse assunto aparentemente aparecer aqui do nada também merece uma explicação

Rashi explica que em Parashat Devarim mais à frente, Moshe Rabeinu repreende nosso povo por não terem confiado em D'us que prometeu dar à eles a melhor terra do mundo, e com tudo isso eles pediram para Moshe mandar espiões para verificar se a terra é boa ou não. Por isso Hashem pediu para Moshe mandar os líderes das tribos para verem a terra prometida antes de entrar nela, e esse é o motivo da nossa Parashá começar dessa forma.

Nossa Parashá já começa com a resposta Divina ao pedido do nosso povo, mas sem contar de que maneira eles fizeram esse pedido (que no caso não foi nada delicada)

A linguagem do versículo na nossa Parashá é de "passear" pela terra, ou seja, "fazer uma excursão turística" na terra prometida.

No pedido Divino não é usada a palavra "espionar", sendo que D'us já tinha dito que essa terra é muito boa e não haveria nenhuma necessidade de verificar, mas sim de constatar as palavras Divinas por meio dessa visita

Infelizmente a maioria dos líderes das tribos que foram enviados por Moshe, mesmo vendo que não existia uma terra tão boa quanto aquela, não se comportaram como turistas felizes por terem feito um passeio em um lugar tão lindo mas sim como espiões, encontrando defeitos em tudo o que viram

Na volta eles disseram à Moshe, à Aharon e à todo o nosso povo, que mesmo sendo verdade que a terra prometida emana leite e mel e suas frutas são enormes, mesmo assim ela tem barreiras intransponíveis

Da mesma maneira que suas frutas são enormes seus habitantes também são enormes. As cidades têm muralhas enormes, os cananeus moram ao lado do rio Jordão e não conseguiremos atravessá-lo

Nem precisamos dizer que nosso povo ficou apavorado e já queriam, como sempre, voltar ao Egito.

O ambiente estava tão negativo que as pessoas amontoadas para ouvir os espiões estavam ansiosas por mais detalhes de quão intransponíveis eram as barreiras que nos separavam do sonho da terra prometida, transformando ele em um verdadeiro pesadelo

O Midrash nos conta que Kaleb, o líder da tribo de Yehudá, conseguiu fazer o povo inteiro ficar em silêncio como se fosse acrescentar mais uma coisa ruim sobre Moshe, sendo que todos estavam furiosos com Moshe por ter causado toda aquela decepção de ter trazido o povo até lá e agora eles aparentemente serem obrigados à voltar para o Egito por falta de opção

Kaleb gritou:- Será que foi só isso que nos fez o filho de Amram?

Quando todos ficaram em silêncio para ouvir o que mais tinha "aprontado" Moshe, ele gritou bem alto dizendo

:- Moshe abriu para nós o mar vermelho, fez descer o Man (maná) do céu, fez as aves aterrizarem no nosso acampamento...

Aparentemente as palavras de Kaleb não foram nada profissionais sendo que ele foi mandado para ver a terra prometida, e o que ele está contando foram coisas que aconteceram no Egito como a abertura do mar vermelho, e no deserto como a descida do Man e a aterrissagem diária das aves no acampamento

Mas na verdade o que ele estava dizendo já era um passo a frente do que foi visto na terra prometida, era refutação de tudo o que os outros espiões falaram

Eles disseram que os cananeus vivem ao lado do rio Jordão, e quando estivermos atravessando o rio só as nossas cabeças estarão fora da água nos tornando alvos indefesos em relação à eles.

Kaleb disse que Moshe abriu para nós até o próprio mar, quanto mais que para ele fazer um rio se abrir é coisa fácil

Eles disseram que as cidades têm muralhas enormes

Kaleb disse que Moshe fez o Man descer do céu e as aves aterrizarem no nosso acampamento.

A natureza das aves é voarem para cima quando vêem pessoas. Se Moshe fez com que elas se comportassem contra a própria natureza aterrizando diariamente no nosso acampamento, quanto mais as muralhas das cidades que já tem a natureza de descer que para Moshe seria fácil fazê-las descer totalmente, ou seja, afundar. (posteriormente Yehoshua fez isso com as muralhas de Jericó)

Em outras palavras aprendemos com Kaleb o que é um verdadeiro profissionalismo.

É nos lembrarmos constantemente de todos os grandes milagres que Hashem nos fez até agora, desde a saída do Egito até às centenas de milagres pessoais que cada um de nós teve durante toda a sua vida

É ver em tudo a presença Divina interagindo no mundo e mudando a natureza à nosso favor, o que chamamos de Divina providência!

 
Mas o povo de Israel optou pela opinião dos outros espiões, que descreveram uma realidade morta, uma realidade sem D'us

Diz o Rav Haim Vital no seu livro Etz Hadaat Tov, que quando Hashem diz para Moshe "enviar para ele próprio", aparentemente uma linguagem não usual, está indicando para Moshe que de toda essa tragédia vai sair uma coisa muito boa, mas que vai ser boa somente "para ele próprio"

Quando Hashem prometeu ao nosso patriarca Avraham que "seus descendentes iriam ser afligidos em uma terra estranha" mas que "a quarta geração vai voltar para cá", essa quarta geração não incluia Moshe Rabeinu sendo que seu avô, Kehat, estava entre os primeiros judeus que desceram ao Egito e Moshe era a terceira geração

Hashem já tinha indicado isso quando disse à Moshe no Egito "agora você vai ver o que  vou fazer ao faraó", indicando que ele vai ver somente os milagres que Hashem vai fazer para vencermos o faraó, mas que ele não vai ver os milagres que Hashem vai fazer para vencermos os 31 reis da terra de Canaã

Se o povo de Israel não se revoltasse contra Hashem e contra Moshe por causa dos espiões, eles entrariam na terra prometida mas Moshe não, ele teria que falecer antes disso.

Por causa dos espiões nosso povo teve que ficar no deserto por quarenta anos e Moshe ganhou por meio disso mais quarenta anos de vida revelando ao nosso povo os mais profundos segredos da Torá por mais quarenta anos!

Diz o "Kli Yakar" que tudo isso aconteceu porque D'us pediu para Moshe mandar homens! Porque se tivesse mandado mulheres isso não teria acontecido.

Elas voltariam felizes ao acampamento contando maravilhas sobre a viagem à terra prometida motivando nosso povo e despertando o entusiasmo de todos para entrarem nela imediatamente

Por isso sobre as mulheres, mesmo as da terceira geração, não foi decretado falecer no deserto. Elas entraram na terra de Canaã e a transformaram em terra Santa, em terra de Israel !


 
❤Shabat Shalom❤
Vivendo com a parashá Shlah
Rabino Gloiber

28 de jun. de 2019

43 anos do resgate em  Entebbe

43 anos do resgate em Entebbe

43 anos do resgate em  Entebbe
Há 43 anos, a elite Sayeret Matkal colocava em ação o plano de resgate a um avião sequestrado

ROBERTO NAVARRO
O voo AF 139 da Air France contava com mais de uma centena de passageiros a bordo – quase um terço deles judeus. O Airbus havia decolado do aeroporto internacional de Lod, na cidade israelense de Tel-Aviv, às 9 horas de 27 de junho de 1976, com destino a Paris, fazendo escala em Atenas.
O avião foi desviado para Bengasi, na Líbia, onde esperou na pista por seis horas e meia antes de ser reabastecido e decolar novamente, agora rumo ao Leste. Pouco depois, o curso foi alterado para o Sudeste e, por volta das 3 horas da madrugada seguinte, o Airbus pousou no aeroporto de Entebbe em Uganda, país africano governado na época por um ditador sanguinário e imprevisível, Idi Amin.
Os passageiros e tripulantes ficaram retidos no avião até o meio-dia, sendo então transferidos com seus captores para o prédio do terminal, onde foram visitados por Idi Amin em pessoa.
Ele procurou tranquilizar os passageiros, garantindo ter iniciado negociações para sua libertação, e indicou um destacamento de soldados ugandenses para permanecer no terminal visando garantir a segurança dos cativos. Após sua saída, porém, os cidadãos israelenses e outros judeus foram separados dos demais, apesar dos protestos da tripulação francesa.
As exigências
No dia seguinte um dos sequestradores, o palestino apelidado de “Peruano”, anunciou uma lista de exigências. Eles ameaçavam matar os reféns a partir do meio-dia de 1º de julho caso não fossem libertados 53 terroristas presos em vários países – 13 em diferentes penitenciárias na França, na Alemanha Ocidental, na Suíça e no Quênia, e 40 detidos em prisões israelenses.
O governo de Israel, avisado pouco depois de o piloto da Air France comunicar o sequestro, já havia alertado a ultra-secreta tropa de elite conhecida como Sayeret Matkal, nome em hebraico para Unidade de Reconhecimento Geral.

Sayeret é o nome genérico dado às unidades de reconhecimento das Forças de Defesa de Israel (FDI). A Sayeret Matkal é a força especializada em operações antiterroristas. Sua origem data de 1957, quando um oficial chamado Abraham Arnan propôs aos comandantes das FDI a formação de um grupo que pudesse ser enviado a território hostil em missões secretas.
A ideia foi aprovada, tendo como modelo inicial o Special Air Service (SAS), força britânica de operações especiais de quem a Unidade adotou o mesmo slogan: Quem ousa vence.
À medida que o incidente se desenrolava e informações chegavam ao gabinete de crise, ficava clara a complexidade da situação. Havia muitas circunstâncias – não apenas militares, mas também políticas e diplomáticas – que dificultavam uma ação de resgate.
O avião pertencia a uma companhia francesa, apenas um terço dos passageiros era judeu (nem todos eles cidadãos de Israel) e uma eventual missão teria de passar despercebida ao controle de tráfego aéreo de vários países, que não poderiam ser consultados para permitir o sobrevoo de seus territórios. Mesmo assim, os preparativos avançavam.
O resgate
Elite das forças de elite, a Sayeret Matkal é a mais capacitada e eficiente tropa de seu gênero e foi fundamental no sucesso da missão, chamada Operação Trovoada. Dias antes, os sequestradores haviam libertado a maioria dos passageiros, mas mantinham em seu poder os judeus e a tripulação francesa.
Os comandos israelenses desembarcaram no aeroporto de Entebbe na madrugada de 4 de julho, mataram 33 dos aturdidos soldados ugandenses e, para impedir perseguição após o resgate, destruíram em terra 11 caças MiG da Força Aérea de Uganda.

43 anos do resgate em  Entebbe
Comemorações da vitória na operação / Créditos: Reprodução

Tomaram, então, o prédio onde estavam os reféns, eliminaram todos os sete terroristas e, em 53 minutos, encerraram com sucesso o ataque, voltando para Israel com os resgatados. Na ação, considerada a mais complexa e perfeita missão de resgate já feita, a única baixa entre os militares israelenses foi do comandante Yonatan Netanyahu, morto por uma rajada de metralhadora. Yonatan era irmão mais novo de Benjamin Netanyahu, que, após também servir na Unidade, chegaria a primeiro-ministro.
Ele não foi o único veterano da Sayeret Matkal a mais tarde assumir a chefia do governo. Outro exemplo famoso é Ehud Barak, que também comandou o grupo e virou o soldado mais condecorado de Israel, antes de tornar-se premiê, em 1999. 

Saiba mais
The Elite, David Katz, 1992
Israel’s Secret Wars: A History of Israel’s Intelligence Services, Ian Black e Benny Morris, 1992
Tecnologia israelense elimina trotes nas chamadas de emergências

Tecnologia israelense elimina trotes nas chamadas de emergências

Tecnologia israelense elimina trotes nas chamadas de emergênciasA empresa israelense Carbyne desenvolveu um sistema de emergência que opera através de uma plataforma em nuvem para sistemas de comando e controle inteligente que permite que os cidadãos estabeleçam um contato em tempo real por vídeo, chat e localização de GPS com as centrais de serviço público.
A solução, que utiliza apenas a rede 3G/4G dos smartphones, sem a necessidade de qualquer infraestrutura extra, foi apresentada durante o evento “ENAVSEG 2019 – Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública”.
Ex-primeiro-ministro Ehud Barak funda novo partido em Israel

Ex-primeiro-ministro Ehud Barak funda novo partido em Israel


Ehud Barak Coisas JudaicasO ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak, anunciou nesta quarta-feira (26) a criação de um novo partido que vai concorrer às legislativas de 17 de setembro para "dar fim ao poder de Netanyahu", o atual chefe de governo.

Ehud Barak, de 77 anos, sucedeu Benjamin Netanyahu em 1999 antes de se afastar da vida política em 2013.
"Criamos um novo partido para acabar com o poder de Netanyahu", declarou Barak numa conferência de imprensa em Tel Aviv. O nome do novo partido será revelado em "duas semanas" durante seu lançamento oficial, informou.
Ex-chefe do Estado Maior do Exército israelense, Barak foi ministro de Defesa no governo de Netanyahu entre 2007 e 2013.
"Eu te conheço há 50 anos...é o fim do caminho para você", declarou Barak dirigindo-se diretamente ao primeiro-ministro, de quem foi comandante nos anos 1970 numa unidade de elite do exército.
Denunciando as práticas "corruptas" de Netanyahu, Ehud Barak afirmou que Israel "nunca viveu dias tão sombrios".
Benjamin Netanyahu, de 69 anos, 13 dos quais no poder, deverá comparecer perante o procurador do Estado para responder por acusações de "corrupção", "fraude" e "abuso de confiança" em três casos.
Tendo falhado em seus esforços para formar uma coalizão governamental após as eleições legislativas antecipadas de 9 de abril, preferiu provocar novas eleições, marcadas para 17 de setembro próximo.
O presidente da Knesset (Parlamento), Yuli Edelstein, declarou na terça-feira que examinará a possibilidade de anular este pleito, uma proposta apoiada pelo primeiro-ministro.
"Estimo os esforços de Edelstein para tentar evitar novas eleições", escreveu Netanyahu neta quarta-feira no Facebook.
Seu principal adversário, o ex-chefe de Estado Maior Benny Gantz, que lidera a lista do "Azul-Branco" (de centro, com 35 representantes entre 120 do parlamento), declarou nesta quarta-feira que "não há como voltar atrás", ao mesmo tempo que assegurava que, se fosse possível, ele aceitaria estar em um governo de unidade nacional, mas "sem Netanyahu".
* AFP
Israel acusa Rússia de afetar operação do aeroporto Ben Gurion

Israel acusa Rússia de afetar operação do aeroporto Ben Gurion

Coisas JudaicasA segurança israelense aponta à Rússia a responsabilidade pelos recentes incidentes com o GPS do aeroporto internacional Ben Gurion. Em causa estará o sistema de “guerra eletrônica” usado pelos russos para proteger aviões na base síria de Hmeimim, 350 quilómetros a norte da infraestrutura. Moscovo já reagiu, considerando que estas acusações “não podem ser levadas a sério”.

Os episódios de interferência com o sistema de navegação do aeroporto Ben Gurion foram detectados desde o início do mês, tornando inúteis as indicações recebidas pelas aeronaves e pilotos que utilizam a infraestrutura.

De acordo com a Autoridade Aeroportuária Israelense, trata-se de uma situação que está a ter forte impacto na operação do maior aeroporto internacional do país, com um movimento anual superior a 20 milhões de passageiros.

A associação israelita de pilotos de linha já veio dizer que a interferência leva ao registo de localização incorreta por parte da navegação, o que pode, em determinadas situações, assinalar um posicionamento a quilômetros de distância do local onde se encontram os aviões.

Numa primeira reação a estas acusações, o embaixador russo em Israel respondeu laconicamente que estamos perante “notícias falsas” (fake news) que “não podem ser levadas a sério”. A BBC sublinha, contudo, que a rádio do exército israelena está a citar patentes superiores no apoio à versão da responsabilização do Kremlin.
"Nem pilotos nem passageiros em risco"
Os russos estão a apoiar as forças do Presidente sírio Bashar al-Assad na guerra contra os rebeldes e mantêm os aviões na base de Hmeimim, 350 quilómetros a norte do aeroporto Ben Gurion. As autoridades israelitas acreditam que a interferência russa se deve a um sistema usado por Moscovo para proteger os aviões que têm a operar na região. 

Até ao momento, não foi registado qualquer acidente relacionado com a alegada interferência. Os responsáveis aeroportuários do Estado hebraico lembram que os pilotos podem sempre usar o sistema de aterragem por instrumentos quando se aproximam do aeroporto e da pista: “É um método seguro e profissional que é usado a toda a hora em aeroportos por todo o mundo”.

Em declarações ao israelita Haaretz, uma fonte da Autoridade Portuária Israelita sublinha que, apesar dos incidentes registados nas últimas três semanas, “nem pilotos nem passageiros foram postos em risco”.

27 de jun. de 2019

Polêmica em Israel por liberdade para palestino acusado de pedofilia

Polêmica em Israel por liberdade para palestino acusado de pedofilia

A justiça militar israelense ordenou nesta terça-feira (25) a libertação de um palestino acusado de estupro de uma menina judia, uma medida que provocou fortes reações em parte da classe política de Israel.
Apesar da decisão ter sido motivada por falhas na investigação,
descobertas pela imprensa, a liberdade concedida ao palestino Mahmud Katusa, de 46 anos, acusado de sequestro e estupro de uma menina judia de sete anos na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, foi criticada pelo ministro da Segurança Pública, Gilad Erdan, que havia pedido uma investigação sobre a possibilidade do crime ter sido motivado pelo ódio contra os israelenses propagado pelas autoridades palestinas na Cisjordânia. O advogado de Katusa sempre defendeu a inocência de seu cliente.
Já o ex-ministro Avigdor Lieberman, líder do partido nacionalista laico, declarou que "este não é um ato pedófilo, é puro terrorismo", para em seguida defender seu projeto de lei de pena de morte para palestinos autores de ataques anti-israelenses.
Os palestinos da Cisjordânia são julgados por tribunais militares israelenses. Até hoje, toda pena capital pronunciada pelos tribunais militares na Cisjordânia nunca foi aplicada ou confirmada em apelação.
Para quem adora dançar ballet

Para quem adora dançar ballet

No próximo sábado, 29, a Hebraica Rio vai realizar duas aulas avulsas de ballet para adultos com a professora Luciana Veiga, da Hebraica Ballet. As aulas, voltadas para homens e mulheres, vão acontecer às 14h e às 15h e não há pré-requisitos para participar. “Trabalhamos muito a preparação física. Então, mesmo as pessoas que não têm nenhuma vivência no ballet conseguem acompanhar as aulas”, explica Luciana.
Para uma aula, o valor será de R$30. E para quem fizer os dois horários, há um desconto, saindo por R$50.
Serviço:
Ballet para adultos aula avulsa
29/06, às 14h e  às 15h
Clube Hebraica Rio – Ria das Laranjeiras, 346 – Laranjeiras
Uma aula por R$30 ou duas aulas por R$50
Informações: via WhatsApp (21) 98847-2888

26 de jun. de 2019

Se isto é uma mulher

Se isto é uma mulher

Se isto é uma mulher
Henny Schermann,  uma das poucas sobreviventes do Holocausto
Poucos são os registros sobre as mulheres lésbicas que enfrentaram as crueldades dos campos de concentração da Alemanha Nazista. Porém o livro “Se Isto é Uma mulher”, de Sarah Helm, conta um pouco da rotina dos campos de concentração exclusivos para mulheres. Se em Auschwitz existiam campos com homens e mulheres, judeus e também gays, em Ravensbruck existia um campo somente para mulheres.
Dentre as inúmeras judias que era confinadas, estavam algumas lésbicas. Os registros oficiais não demonstram os números exatos de mulheres lésbicas que foram cercadas. Alguns historiadores até afirmam que a perseguição e repressão maior era com homens gays, mas isso tem um motivo. Registros históricos apontam que as mulheres eram consideradas férteis e, mesmo as lésbicas, poderiam gerar mais crianças arianas.
Os estudos de Samuel Cowe Huneke, da Universidade de Stanford (EUA) ilustram ainda mais o cenário de opressão LGBT na Alemanha Nazista. O pesquisador descobriu que algumas mulheres lésbicas, se reproduzissem, ganhavam até medalhas pelo feito. Além disso, a lei da Alemanha na época condenava relações homossexuais entre homens, mas não citava em específico as mulheres.
Todo esse cenário de certa indiferença com as lésbicas, no entanto, não significa que elas estavam totalmente ilesas da crueldade dos nazistas. A hipótese de Huneke para o fato de que os nazistas perseguirem menos as mulheres lésbicas está ligada ao gênero. Segundo o professor, os nazistas consideravam as mulheres não como seres sexuais mas sim como reprodutivas. Por isso, para aumentar o número de crianças judias essas mulheres cis, lésbicas ou não, eram submetidas a estupros para reproduzir. Além disso, as mulheres não eram consideradas aptas a estar nas discussões de âmbito político. Por isso, a indiferença com relação à sexualidade lésbica se dava ao fato de os nazistas considerarem as mulheres como inferiores.
Dentro dos campos de concentração, as mulheres lésbicas eram inseridas na categoria associal. Junto com as prostitutas, elas aguardavam pelos maus tratos como estupro, trabalho forçado, a fome e o frio até acabarem dentro das câmaras de gás com centenas de outros presos, como aconteceu com Henny Schermann, presa em 1940. Sua ficha a descrevia como “lésbica libertina”. Dois anos depois de ser capturada, ela foi assassinada na câmara de gás.
Além do trabalho forçado nas fábricas, as mulheres lésbicas trabalhavam em bordéis. Esses espaços eram construídos para entretenimento dos nazistas. Dentro dos bordéis, mulheres lésbicas eram obrigadas a manter relações sexuais com homens gays para que “se corrigissem”. Mulheres trans também eram submetidas ao estupro e eram incluídas nos locais com outros homens, o que negava sua identidade de gênero.
Dentro ou fora dos campos de concentração, mulheres lésbicas na Alemanha nazista enfrentaram muitos desafios para viver. Sobreviventes como Anitta Eick, judia e lésbica, conseguiram fugir. Eick se mudou para a Inglaterra com a ajuda de uma namorada que conhecera antes da ascensão do regime nazista. Já Lotte Hamn, outra sobrevivente lésbica e autoria de Die Freudin (A Namorada) também resistia. Ela era responsável por encontros e eventos para mulheres lésbicas em 1920, pouco antes da ascensão do nazismo. Durante anos ela se esquivou das perseguições mas acabou sendo presa. Liberta depois de muita tortura nos campos de concentração, se tornou uma importante ativista LGBT+.
Antes da imposição do regime nazista de Hitler, a Alemanha tinha uma certa propensão a abraçar a diversidade. Muitos bares e locais específicos para LGBTs vinham surgindo e seguiam cada vez mais frequentados. Por outro lado, havia o Parágrafo 175 do Código Penal que condenada a homossexualidade, principalmente entre homens.
Com o início do governo nazista, começaram os tempos de extremo terror e perseguição contra LGBTs. Gays levados aos campos de concentração eram marcados com triângulos rosa em suas vestimentas, para que todos soubessem o motivo pelo qual eles estavam lá. O mesmo acontecia para as mulheres associais que eram as lésbicas, prostitutas, feministas, anarquistas e alcoólatras. A diferença é que o triângulo dessas mulheres era preto.
Enquanto não eram capturadas, as mulheres lésbicas faziam o possível para sobreviver. Algumas conseguiam fugir para outros países, mas as que ficavam tentavam esconder a sua sexualidade. Muitas delas encontravam outros homens gays para manter um casamento falso. Já outras, eram obrigadas a se casar com homens heterossexuais e ter filhos, negando para sempre a sua sexualidade lésbica.


Raiza Luara