22/05/2019

Antigo espião judeu critica Israel por não o ajudar a imigrar e sair dos EUA

Antigo espião judeu critica Israel por não o ajudar a imigrar e sair dos EUAO antigo espião judeu norte-americano Jonathan Pollard criticou hoje o Governo de Israel por não o ajudar a imigrar para o país, durante uma rara entrevista a uma estação de televisão israelense.
É uma questão de prioridades. Parece que há sempre qualquer coisa" (mais importante do que eu)", declarou à estação Hadashot.
A entrevista foi feita num café em Nova Iorque, Estados Unidos da América, onde vive em liberdade condicional.
Com 64 anos, o antigo espião foi libertado em novembro de 2015, depois de ter estado preso durante 30 anos nos EUA.
O ex-analista da Marinha dos EUA, natural do Estado do Texas, foi considerado culpado em 1987 de ter fornecido a Israel, de junho de 1984 até à sua detenção em novembro de 2015, milhares de documentos secretos sobre as atividades de espionagem dos EUA, principalmente nos países árabes.
No final da liberdade condicional, Pollard deve permanecer cinco anos em território dos EUA, o que o impede de se instalar em Israel como desejava.
"Definir-me como prioridade implicaria que o Governo se preocupasse verdadeiramente comigo e dissesse 'o que nós queremos é que ele regresse a casa'. Mas isto não foi feito", acusou.
Jonathan Pollard criticou o Governo israelita, reprovando-lhe ter "falhado várias ocasiões" para regressar a Israel, durante os executivos norte-americanos de Barack Obama e Donald Trump, acrescentando que não está em contacto com qualquer dirigente israelita.
"Israel está determinado a garantir o regresso de Jonathan Pollard a Israel", afirmou já esta noite o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em comunicado.
O destino de Pollard motivou um braço-de-ferro entre Israel, onde é visto por parte da população como um herói nacional que sacrificou a sua liberdade, e os EUA, cujos presidentes sucessivos têm recusado a sua libertação.
Altos responsáveis do Pentágono ou da CIA nunca perdoaram ao espião israelita a quantidade de informação classificada que forneceu, a troco de dinheiro e em plena guerra fria, ao aliado estratégico israelita dos EUA.
Pollard teria ajudado Israel a bombardear em 1985 o quartel-general da Organização de Libertação da Palestina (OLP), então na capital tunisina, e a assassinar o número dois da OLP, Abou Jihad, em Tunes, em 1988.

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