Netanyahu diz que ação em Gaza não terminou

O primeiro-ministro e titular de Defesa de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira que a campanha sobre Gaza não terminou, apesar da trégua após dois dias de violência nos quais morreram 25 palestinos e quatro israelenses. "Nos últimos dois dias combatemos o Hamas e a Jihad Islâmica com contundente força, atacamos mais de 350 alvos, seus líderes e agentes terroristas e destruímos edifícios terroristas", declarou Netanyahu. O exército israelense anunciou nesta manhã o fim das restrições de proteção nas áreas adjacentes a Gaza, depois de informações sobre uma trégua alcançada com as milícias palestinas, mediada pelo Egito e não confirmada oficialmente por nenhuma das das partes.

O exército israelense anunciou nesta manhã o fim das restrições de proteção nas áreas adjacentes a Gaza, depois de informações sobre uma trégua alcançada com as milícias palestinas, mediada pelo Egito e não confirmada oficialmente por nenhuma das partes. Os disparos de foguetes desde Gaza - 690 em menos de dois dias - terminaram durante a madrugada e até essa hora ocorreram bombardeios de represália sobre o enclave. Egito, Catar e Nações Unidas intermediaram para retomar o acordo de entendimento entre Israel - que até agora não o reconheceu oficialmente - e as milícias em Gaza, lideradas pelo movimento islamita Hamas.

O acordo deu passagem em novembro a conversas indiretas entre as duas partes para avançar em um pacto de longa duração que inclui o alívio do bloqueio israelense, mas desde então ocorreram duas escaladas de violência. Em Gaza, o resgate hoje do corpo de um casal sob os escombros de um edifício aumentou o número de mortos para 25, dos quais pelo menos 12 eram milicianos, além de duas mulheres grávidas e outros dois menores. Parte da oposição israelense criticou hoje o que considera um novo cessar-fogo com o Hamas e um avanço no acordo de entendimento, mas Netanyahu disse nesta manhã que "a campanha requer paciência e sagacidade". "Estamos preparados para continuar. O objetivo foi e continua sendo garantir a paz e a segurança dos residentes do sul", concluiu o chefe de Governo em comunicado. EFE.

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