Síndrome de Jerusalém

 Síndrome de Jerusalém
Já pensou você estar curtindo uma viagem até Jerusalém e sem explicações começa a carregar uma cruz pela cidade acreditando ser Jesus Cristo? Parece piada, mas na verdade é a Síndrome de Jerusalém. Vamos conhecer mais sobre esta história?
A síndrome foi registrada pela primeira vez de forma clínica ainda na década de 30 pelo psiquiatra Heinz Herman, ele descreve a situação através do comportamento de alguns visitantes de Jerusalém que começaram a agir de um jeito bem curioso. O caso mais famoso e mencionado na literatura médica ocorreu em 1969 quando Michael Rohan, turista australiano, invadiu – através de um sentimento de missão divina – e pôs fogo na Mesquita de al-Aqsa, seu gesto trouxe revolta popular e foi retratado no longa-metragem Jerusalem Syndrome.
Quando estávamos chegando nos anos 2000 muitos acreditaram que seria o fim do mundo, logo as visitas a cidade santa aumentaram ainda mais e houveram diversos casos nesta época. Pelas observações feitas até hoje foi constatado que existem três tipos da psicose a serem diagnosticados que foram desenvolvidos por Bar-El et al., porem outros médicos como Kalian e Mitztum acreditam que esta classificação não é válida pois não existem evidências e também parecem não ter relação entre si.
Enquanto eles discutem, vamos conhecer esses tais tipos:

Tipo I

Este corresponde a Síndrome de Jerusalém quando ocorre em alguém que já tinha uma psicose prévia e vai até a cidade para executar alguma ‘missão divina’ que obrigatoriamente precisa ser lá executada.

Tipo II

Esta não caracteriza uma doença mental, mas sim uma obsessão cultural gigantesca que ocorre devido a importância de Jerusalém, seja ele participante ou não de grupos religiosos.

Tipo III

Este é o mais comum e seria o que ocorre em pessoas que anteriormente não teriam nenhum tipo de doença mental e ao chegar na cidade, se torna psicótica. 
Neste caso em específico a pessoa se cura simplesmente indo embora da cidade e pode levar horas ou semanas para voltar a seu estado normal. Como sintomas é possível perceber:
Ansiedade, agitação, tensão e nervosismo, quando em grupo esta pessoa se afasta e fica sozinha na cidade – Uma curiosidade interessante é que os guias turísticos já estão preparados para a situação e quando um membro decide se afastar do grupo já é levado imediatamente a uma instituição médica para fazer a avaliação psiquiátrica – compulsão por limpeza, tomando diversos banhos e mantenho unhas das mãos e pés aparadas, se vestem com longas vestimentas que chegam ao tornozelo estilo toga – comumente feito a partir de lençóis dos hotéis – necessidade de gritar salmos e versículos da Bíblia ou ainda cantar músicas e hinos – outro sinal de alerta ao qual toda rede hoteleira fica de olho e se necessário também encaminha o turista ao hospital – entrar em procissão para locais sagrados da cidade ou ainda proferir um sermão em algum desses lugares.

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