04/04/2019

Estudo revela que famílias de mais de 12 bilionários europeus tiveram ligações com nazismo

Estudo revela que famílias de mais de 12 bilionários europeus tiveram ligações com nazismo Mais de uma dúzia de bilionários europeus - ligados a empresas como a BMW, L'Oreal e Bosch - têm famílias que tiveram laços antigos com nazistas.
Na semana passada, a família bilionária alemã Reimann, dona das empresas JAB Holdings, Krispy Kreme, Panera Bread e Pret a Manger, admitiu ter lucrado e participado dos abusos dos nazistas e se beneficiado do trabalho escravo durante o regime do ditador alemão.

O reconhecimento veio depois que o jornal alemão Bild relatou que Albert Reimann e seu filho, Albert Reimann Jr., ambos falecidos, eram ativos no Partido Nazista e usaram civis russos e prisioneiros de guerra franceses como escravos durante a Segunda Guerra Mundial.

A família - que inclui quatro filhos bilionários de Reimann Jr., e que têm, cada um, fortunas calculadas em US$ 3,7 bilhões - anunciou que planeja doar cerca de US$ 11 milhões para uma "organização adequada", segundo Peter Harf, porta-voz da família, mas ainda não revelou qual.

Harf afirmou também que a família está fazendo um estudo dos laços de seus ancestrais com o nazismo, com a ajuda do historiador alemão Pauk Erker. O trabalho do historiador está em andamento e deve ser concluído em 2020, disse um porta-voz à Forbes.

A família Reimann, porém, não é a única suspeita de ter ancestrais que participaram de atividades nazistas ou de terem lucrado com o regime do ditador alemão. Mais de uma dúzia de bilionários europeus e suas famílias cujas raízes empresariais antecederam a Segunda Guerra Mundial - incluindo Klaus Michael Kuehne, de Kuehne e Nagel, e Heinz Hermann Thiele, da Knorr-Bremse AG - tinham laços com o nazismo através de contratos, trabalho escravo, apropriação de bens roubados e outras atividades.

"Essa descoberta não surpreende. Em 1944, um terço de toda a força de trabalho na Alemanha usava trabalho escravo. Isso significa que quase todas as empresas que produziam na época estavam de alguma forma envolvidas com a economia de guerra", diz Roman Köster, historiador alemão.

Ele acrescenta que o caso da família Reimann é mais grave por causa do envolvimento dos ancestrais com abuso e maus-tratos desses trabalhadores, embora um porta-voz dos Reimann tenha dito que Albert Reimann e Albert Reimann Jr. não participaram diretamente desses abusos.

Muitas dessas empresas bilionárias reconhecem abertamente o seu passado e pedem desculpas por esses laços, embora sejam raras as iniciativas de reparação financeira através de doações.

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