11/04/2019

Antissemitismo se expande entre extremistas de direita

Antissemitismo se expande entre extremistas de direita Suásticas foram pichadas em um cemitério judaico na França; uma campanha de antissemitismo foi desencadeada pelo governo de extrema direita da Hungria; na Grã-Bretanha, membros trabalhistas do Parlamento abandonaram o seu partido alegando um antissemitismo entranhado.

O número de incidentes antissemitas na Europa e nos Estados Unidos revela o renascimento de um preconceito antigo no século 21. O atual surto ocorre em um contexto de crescente incerteza econômica global, de intolerância e de uma polarização cada vez maior entre a esquerda e a direita na Europa e nos Estados Unidos.
Günther Jikeli, especialista em antissemitismo europeu na Indiana University, diz que o antissemitismo tornou-se uma parte de um diagrama político em que a extrema direita pode intersectar partes da extrema esquerda, a franja islamista radical da Europa, e até mesmo políticos dos dois principais partidos dos Estados Unidos. Esta confluência é nova, afirmam os especialistas.

Em 2018, a França revelou um aumento de 74%, em relação ao ano anterior, de incidentes antissemitas, com mais de 500 casos. O presidente Emmanuel Macron definiu-o como o pior nível de antissemitismo desde a Segunda Guerra Mundial.
Na Alemanha, no mesmo período, ataques violentos contra judeus - 62 deles - cresceram 60%, enquanto todos os crimes desta natureza aumentaram quase 10% para 1.646, mostram as estatísticas oficiais. Depois da Segunda Guerra Mundial, o antissemitismo esteve restrito principalmente às margens do espectro político, mas já não é assim. Agora, ele está sendo mais utilizado para fins políticos, segundo especialistas.
"Hoje, os políticos tradicionais da Europa e da América do Norte, e até mesmo presidentes e premiês, não hesitam em flertar ou concordar abertamente com as mensagens e os memes antissemitas", afirmou David Nirenberg, diretor da Divinity School da Universidade de Chicago.

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