01/03/2019

Vayakhel

Vayakhel

Nossa Parashá nos conta que Moshe Rabeinu reuniu todo o povo de Israel e ensinou para eles detalhes sobre a Mitzvá do Shabat, como a proibição de acender fogo no Shabat e também a proibição do trabalho no Shabat


Essa “confraternização” entre Moshe Rabeinu e o povo de Israel aconteceu depois que Moshe Rabeinu desceu do Monte Sinai no dia 10 de Tishrei, Yom Kipur, após ter conseguido fazer Hashem nos desculpar de termos feito a idolatria do bezerro de ouro, e não foi por acaso que nessa ocasião Moshe falou com toda a nossa comunidade sobre o Shabat


Quando guardamos o Shabat estamos demonstrando claramente que acreditamos somente nesse D’us que criou o mundo em seis dias e não em outro, e esse é o motivo que não fazemos trabalhos no Shabat.


Ou seja, o Shabat é o dia do “reconhecimento”. Por causa disso, quando guardamos o Shabat integralmente nos retificamos da idolatria.


“Neshamá Yeterá” o upgrade da nossa Alma


A Guemará nos conta que cada judeu recebe uma Alma a mais no Shabat chamada de “Neshamá Yeterá” e por isso fazemos a benção sobre os “bessamim” no final do Shabat, para consolar nossa Alma pela saída da Neshamá Yeterá no Motzaei Shabat


Essa Neshamá Yeterá não é uma entidade espiritual que se anexa à nós, mas sim um upgrade da nossa própria Alma que no Shabat tem ascensão à um nível espiritual muito mais elevado. Então porque ela é chamada de Alma acrescentada?


Diz o Zohar que cada um de nós sobe no Shabat à um nível muito mais elevado, mas nesse caso o nível de um judeu é diferente do nível do outro, e cada um tem uma elevação de acordo com o próprio nível


Sendo que o upgrade da Alma de um não é igual ao upgrade da Alma do outro, mas é totalmente personalizado, é usado esse termo de Neshamá Yeterá.


Ou seja, o mundo material tem uma elevação e todos nós temos uma elevação, mas a elevação de um é diferente da elevação do outro da mesma maneira que as nossas Almas Divinas são diferentes, como vimos no caso dos nossos patriarcas que em Avraham predominava a Hessed, em Itzhak a Guevurá e em Yaakov a Tiféret


Fora o aspecto da essência de cada um de nós que é diferente, nosso comportamento durante a semana também vai influenciar muito, e o nível do nosso upgrade no Shabat vai ser incrementado por meio das nossas ações durante a semana.


Rebe Shmuel Schneerson foi um grande Tzadik que viveu na Rússia há quase duzentos anos atrás. Ele era o filho mais jovem do terceiro Rebe de Lubavitch e a pedido do seu pai tornou-se Rebe de Lubavitch após seu falecimento.


Rabi Shmuel Schneerson, conhecido como Rebe Maharash, viveu apenas 48 anos durante os quais dezesseis anos ele foi o Rebe de Lubavitch.


Certa vez ele ouviu do seu escritório as crianças discutindo. O Rebe chamou as crianças para o seu escritório, e quando perguntou sobre o que eles estavam discutindo eles ficaram com vergonha de responder.


No final a filha mais velha disse que estavam trocando idéias sobre qual é a diferença entre um judeu e alguém que não é judeu.

O Rebe Maharash pediu para as crianças sentarem ao seu lado e chamou mandou chamar Bentzion, um judeu muito simples que trabalhava na casa do Rebe.


:-Bentzion, você comeu hoje de manhã? Perguntou o Rebe.

:- Sim, respondeu Bentzion

:- Você comeu bem? Perguntou o Rebe

:- Graças à D’us comi bem, respondeu Bentzion

:-E porque você precisa comer? Perguntou o Rebe

:-Para viver, respondeu Bentzion, se eu não comer como eu vou viver?

:- E para que você vive? Perguntou o Rebe

:- Bentzion suspirou... e disse:- para rezar, para ler um capítulo de Tehilim...


O Rebe agradeceu à Bentzion e ele voltou para os seus afazeres. Depois disso o Rebe pediu para chamar Ivan o cocheiro que não era judeu


:- Ivan, você comeu hoje de manhã? Perguntou o Rebe.

:- Sim, respondeu Ivan

:- Você comeu bem? Perguntou o Rebe

:- Claro que comi bem, respondeu Ivan

:-E porque você precisa comer? Perguntou o Rebe

:-Para viver, respondeu Ivan, se eu não comer como eu vou viver?

:- E para que você vive? Perguntou o Rebe

:- Para tomar uma vodka, para comer uma coisa gostosa, pra isso que se vive, respondeu Ivan


O Rebe agradeceu e Ivan voltou para os seus afazeres


Agora, disse o Rebe para os seus filhos, vocês viram a diferença entre um judeu e alguém que não é judeu


O judeu vive para servir à D'us, mas dá um suspiro porque sabe que não é sempre que consegue fazer isso da maneira correta


Ao contrário disso, alguém que não é judeu vive para aproveitar a vida. E essa é a diferença entre um judeu e alguém que não é judeu


Aprendemos dessa história uma coisa muito importante. Todos nós vivemos para fazer o trabalho Divino, para servir à D'us. Às vezes temos mais sucesso no nosso trabalho Divino e às vezes menos. Mas o importante é que esse é o nosso foco


Trabalhos proibidos e trabalhos permitidos no Shabat


Logo após Moshe Rabeinu ter falado sobre o Shabat ele fala sobre a construção do Mishkan, o Templo móvel que foi construído por meio de 39 trabalhos


Nossos Sábios nos ensinaram que a proximidade entre esses dois assuntos na Torá vem nos ensinar que esses são os trabalhos proibidos no Shabat


Os 39 trabalhos matrizes proibidos no Shabat estão enumerados a seguir, acompanhados de exemplos práticos para vermos como e onde eles se aplicam hoje em dia:

1. “Arar” – cavar a terra, tornando-a mais propícia ao plantio.
Exemplos: revolver a terra com ajuda de animal, arado ou trator; arrastar um banco pesado ou brincar com bolas de gude sobre o solo.

2. “Semear” – ato para estimular o crescimento da planta.
exemplos: jogar sementes frutíferas na terra; colocar flores num vaso com água; colocar adubo ou inseticida numa planta.

3. “Colher” – desenraizar uma planta do local onde cresceu.
exemplos: cortar grama; colher frutas. Nossos sábios proibiram subir em àrvores ou se balançar em uma balança pendurada em um galho de árvore ou deitar em uma rede pendurada entre duas árvores

4. “Agrupar a colheita” – agrupar cereais, frutos ou vegetais no local onde cresceram.
exemplos: agrupar laranjas que caíram da àrvore; fazer um buquê de flores.
Esse trabalho só se aplica a derivados da terra e no local onde nasceram. Portanto, é permitido juntar livros no jardim ou maçãs espalhadas na cozinha.

5. “Debulhar” – separar a parte utilizável (desejada) dos produtos da terra da inutilizável (indesejada), usando força ou pressão. Antigamente, para separar a semente da casca do cereal, usava-se uma tábua especial amarrada a um animal, que arrastava-a sobre os grãos, separando-os.
exemplos: fazer suco de uva; ordenhar vaca; espremer suco de fruta cítrica; tirar ervilha da casca (se a casca não for comestível).
É permitido espremer suco de limão diretamente sobre salada ou peixe para temperá-los, se estes não contêm nenhum líquido.

6. “Dispersar o grão ao vento” – jogar sementes ao vento para separar a parte utilizável (desejada) da não utilizável (indesejada). Uma forma que usava-se antigamente para separar as cascas dos grãos era jogar o cereal ao vento; assim a palha que é mais leve voava enquanto os grãos caíam no solo.
exemplos: cuspir em direção ao vento; assoprar em amendoins para que as cascas voem e se separem.

7. “Selecionar e separar” – alimento não utilizável (indesejado) do utilizável (desejado) ou separar de acordo com diferentes tipos.
exemplos: separar a cebola (que não se quer comer) da salada; separar uma fruta estragada das demais; usar um descascador; descascar frutas ou legumes (mesmo com faca ou a mão) com antecedência; selecionar alimento sólido de uma sopa por meio de escumadeira; classificar utensílios, brinquedos ou livros de acordo com tamanhos e tipos.
É permitido descascar frutas ou legumes com faca ou a mão (não com descascador), desde que seja pouco tempo antes ou durante a refeição.

8. “Moer” – desfazer algo sólido em pedaços muito pequenos.
exemplos: ralar legumes, picar verduras em pedaços pequenos, amassar batata cozida com amassador; amassar banana ou abacate com garfo; serrar madeira com interesse na serragem. Por esse motivo nossos sábios proibiram tomar remédios ou vitaminas em Shabat, exceto em caso de doença sendo que os ingredientes do remédio eram moidos na hora.
É permitido amassar com garfo alimento que não cresce na terra (como ovo cozido) ou esfarelar pão ou bolo.

9. “Peneirar” – separar alimento utilizável (desejado) do não utilizável (indesejado) por meio de peneira, coador ou similar.
exemplos: peneirar farinha; coar vinho num coador especial; peneirar areia.

10. “Fazer massa” – formar massa consistente, misturando ingredientes.
exemplos: fazer mingau (cereal em pó + leite), gelatina (pó + água), creme de chocolate (cacau ou chocolate em pó + margarina) ou cimento (cal + água); misturar purê de batata com manteiga ou margarina; misturar maionese com ketchup, formando consistência pastosa (se for líquida, é permitido).
É permitido misturar cereal em flocos com leite. Ao fazer mingau de cereal em pó para beber, deve-se colocar primeiro o leite no prato e depois acrescentar o cereal, formando uma massa líquida (não sólida).

11. “Assar/cozinhar/fritar” – colocar alimento sobre fogo ou qualquer fonte de calor, como chama aberta, chapa elétrica, brasa, chapa de metal pré-aquecida ou até em banho-maria na panela que já esteve por cima do fogo ou da chapa. Exige-se muita prudência ao aquecer alimentos no Shabat para não chegar a transgredir esta proibição, que inclui inúmeros detalhes.
exemplos: esquentar alimento sobre fogo; misturar alimento que ainda está na panela onde foi cozido (exceto água); tampar panela (que está sobre a chapa) se a comida não estava totalmente cozida na entrada do Shabat; abrir torneira de água quente.
Para ter comida quente no Shabat, deve-se deixar previamente os alimentos por cima de um fogo coberto por uma chapa de metal ou numa chapa elétrica (costuma-se cobrir os botões para não regulá-los distraidamente); É permitido aquecer alimento sólido (sem molho ou gordura) por cima (mas não dentro) de panela que se encontra nesta chapa. É permitido cozinhar diretamente no calor do Sol, mas não sobre algo que foi previamente aquecido pelo Sol; portanto, pode-se esquentar um ovo no calor dos raios do Sol sobre prato, panela ou frigideira fria (se o utensílio foi previamente esquentado no Sol, é proibido), mas é proibido utilizar água quente de aquecedor solar.

12. “Tosquiar” – aparar pelos que cresceram no corpo do animal ou do homem.
exemplos: depenar ave; cortar cabelo; cortar ou roer unhas; passar pente ou escova nos cabelos (que podem arrancar os cabelos) tirar sobrancelhas.

13. “Lavar” – tornar tecido ou roupa mais limpo.
exemplos: tirar qualquer mancha; deixar tecido de molho; colocar roupa na máquina; torcer pano molhado; pendurar roupa molhada para secar.
É permitido jogar água sobre objeto de couro sem esfregá-lo.

14. “Desembaraçar a lã não trabalhada”. A lã extraída do carneiro quando tosado encontra-se embaraçada e repleta de elementos estranhos como terra e areia. Antigamente passava-se uma espécie de pente para retirar impurezas e desembaraçá-la.
exemplos: pentear fios de lã, linho ou algodão.

15. “Tingir” – alterar ou fortificar a coloração.
exemplos: tingir tecidos; alterar cores através de recursos químicos; pintar qualquer objeto com rolo, pincel ou spray; passar batom nos lábios ou maquiagem nos olhos ou no rosto; enxugar as mãos num tecido com sujeira que pode acabar coloridindo o tecido como alimentos entre os quais morango, vinho, etc.
É permitido alterar a coloração de alimentos para melhorar seu sabor. Pode-se usar guardanapos de papel para enxugar as mãos.

16. “Fiar” – esticar e enrolar manual ou mecanicamente lã ou outra matéria prima já penteada e tingida.
exemplos: enrolar fios do tsitsit.

17. “Esticar o fio para prepará-lo para tecer” – esticar os fios entre os dois extremos da roca (máquina de fiar).
exemplos: esticar fios (numa direção) em moldura de tear manual, como para iniciar a tecer um tapete.

18. “Passar o fio entre dois anéis” – no tear, os fios são passados por vários anéis que se alternam entre si, subindo e descendo, para compor o tecido.
exemplos: fazer uma peneira; entrelaçar cesta de vime ou cadeira de palha.

19. “Tecer” – entrelaçar fios no sentido horizontal por entre fios esticados verticalmente. Com este trabalho confecciona-se o tecido propriamente dito.
exemplos: fazer tricô ou tapeçaria; trançar corda ou fios.

20. “Desfazer os fios a fim de retocá-los”
exemplos: puxar fio solto na roupa; retirar tapete da moldura onde foi confeccionado.

21. “Atar” – dar nó que não se desfaz facilmente.
exemplos: fazer nó de marinheiro; apertar nó de tsitsit; fazer nó duplo; trançar dois fios para formar corda; juntar dois cordões com um nó, formando um só cordão.
É permitido fazer nó de gravata ou amarrar o sapato (mesmo se não for desfeito dentro de 24 horas), pois na verdade trata-se de laço, que não é considerado nó.

22. “Desatar” – desfazer um nó (o qual não teria sido permitido fazer no Shabat).
exemplos: desatar fio que junta par de meias novas; desfazer nó duplo; desatar corda, separando os fios individualmente.
Se um laço no sapato complicou-se e acabou formando um nó, é permitido desfazê-lo de forma não usual (com shinui) se tiver que tirá-lo.

23. “Costurar” – unir dois tecidos ou materiais em geral.
exemplos: fazer bainha de roupa; colar papéis com fita adesiva ou cola; puxar e/ou enrolar fio de botão que está caindo para torná-lo mais firme.
Zíper ou velcro não são considerados costura e, portanto, é permitido abrir ou fechá-los no Shabat.

24. “Rasgar intencionando suturar” – rasgar qualquer material para uni-lo depois.
exemplos: descoser a fim de costurar novamente; abrir envelope colado ou lacrado.
É permitido rasgar saquinho de papel ou plástico para retirar o alimento de maneira que o saquinho não será reaproveitado (com cuidado para não rompê-lo no meio de letras impressas nem descolá-lo).

25. “Caçar” – aprisionar um animal vivo e impedir que se livre.
exemplos: perseguir animais com cachorro de caça; tampar uma garrafa onde um mosquito entrou; espalhar ratoeira.
É permitido prender e/ou matar animais (como cobra ou serpente) quando são ameaça iminente à vida da pessoa.

26. “Abater” – Tirar a vida de um animal.
exemplos: fazer o ritual da shchitá; borrifar inseticida; pescar; espalhar veneno contra animais ou insetos; causar hematoma; tirar sangue de pessoa ou animal.
É permitido aplicar repelente sobre o corpo, pois não se está matando os insetos, e sim impedindo que se aproximem.

27. “Pelar o couro” – retirar pele de animal morto.
exemplos: separar couro em camadas.
É permitido retirar a pele do frango cozido (próximo ou durante a refeição), pois é considerado parte do alimento.

28. “Curtir o couro” – preparar couro, usando sal, cal, ou outros meios.
exemplos: engraxar sapato de couro mesmo com graxa incolor; salgar a carne crua após o abate; colocar legumes para curtir; devolver um pepino azedo meio curtido para salmoura.
É permitido temperar uma salada, próximo à refeição, colocando outros temperos antes ou junto com o sal.

29. “Alisar o couro” – retirar pêlos e imperfeições do couro.
exemplos: lixar algo; alisar argila; colar vela com chama de fogo (mesmo nos dias festivos); passar creme na pele.
Em caso de doença é permitido aplicar pomada (de forma não habitual – com shinui) numa ferida, sem alisá-la (mesmo que se alise por si só).

30. “Demarcar o couro” para cortá-lo.
exemplos: traçar linhas para escrever sobre elas; fazer pontilhado para saber onde dobrar ou cortar o objeto.

31. “Cortar” seguindo uma certa medida.
exemplos: cortar um desenho seguindo o pontilhado; arrancar folhas de caderno; apontar lápis; cortar papel higiênico ou saquinho plástico de um rolo; separar lenço de papel quando um está preso ao outro; serrar madeira ou metal; cortar pano; separar páginas de um livro quando estas não foram cortadas na gráfica.

32. “Escrever” ou esculpir letras, figuras ou sinais que sirvam como códigos de comunicação.
exemplos: escrever com dedo sobre líquido que derramou na mesa, num vidro embaçado ou na areia, carimbar, unir peças de quebra cabeças; bordar letras ou figuras.
Nossos sábios proibiram uma série de ações em que é quase automático o uso da escrita, como negociar (pois implica em fazer contrato); medir ou pesar algo; dar um presente; trabalhar no Shabat em troca de um salário diário; fazer contas de matemática; ler no jornal propaganda sobre compra e venda de móveis ou imóveis.
É permitido medir febre com termômetro não digital no caso de necessidade.

33. “Apagar” – anular qualquer escrita ou código comunicável com a intenção de reescrever no mesmo local.
exemplos: apagar lousa escrita com giz; apagar com borracha; cortar embrulho onde há letras escritas; cortar letras carimbadas ou coladas em frutas.
Nossos sábios proibiram ler listas de qualquer tipo para não chegar a apagar algo da lista.
É permitido comer alimentos cujas letras são parte do próprio alimento, como biscoitos (neste caso, as letras e o alimento são considerados um único elemento). Porém, quando o alimento e as letras são compostas de materiais diferentes, como letras escritas com creme sobre um bolo de chocolate, as letras devem ser retiradas por completo antes de cortar o bolo.

34. “Construir” – ação ligada à montagem ou construção.
exemplos: todas as tarefas relativas à construção, como cavar, encaixar portas e janelas, furar ou bater prego na parede, etc.; montar tenda; abrir guarda-chuva; montar qualquer utensílio; fazer queijo; fazer trança de cabelos; usar spray para fixar penteado.

35. “Destruir ou demolir” com a intenção de reconstruir no local.
exemplos: retirar telhas do telhado; arrancar prego da parede; arrombar porta; desfazer tenda; desfazer caixa de madeira; desmanchar trança de cabelos.

36. “Acender fogo” – aumentar, prolongar ou propagá-lo.
exemplos: riscar fósforo; acender chama de gás; ligar luz elétrica (por isso é proibido abrir porta de geladeira que automaticamente acende a luz interna; a lâmpada da geladeira deve ser desativada ou afrouxada antes do Shabat); acrescentar azeite numa lamparina; ligar motor do carro; acelerá-lo; obter faíscas através do atrito entre duas pedras; refletir a luz do Sol em lente de aumento para queimar papel.

37. “Apagar fogo” ou diminui-lo.
exemplos: apagar fogo através de vento (abrindo janela), areia ou sopro; abaixar fogo ou chama de gás; desligar luz elétrica; retirar azeite de uma lamparina; desligar motor do carro.
Nossos sábios proibiram ler à luz de azeite, pois estando concentrada na leitura a pessoa pode esquecer que é Shabat e mexer no pavio ou no azeite para enxergar melhor.

38. “Terminar a manufatura de qualquer objeto” (denominado “bater com martelo”, pois o ferreiro termina sua obra com uma última martelada) – dar o “toque final” para que um objeto possa ser utilizado.
exemplos: afiar faca; desentortar garfo; colocar cordão num sapato novo; retirar fios deixados por costura; cortar uma lasca de madeira para usar como palito de dentes; encaixar pé que se soltou da cadeira; apertar parafuso para recolocar lente de óculos.
Nossos sábios proibiram mergulhar qualquer utensílio no micve; nadar; remar; tocar instrumentos musicais.

39. “Transportar de propriedade particular para pública e vice-versa” – transportar, jogar, entregar, empurrar ou fazer qualquer tipo de transferência de uma área de propriedade pública para uma de propriedade privada ou vice-versa, a não ser vestir roupas e outros adornos como kipá, óculos de grau, jóias, etc. Também é proibido carregar qualquer objeto num perímetro equivalente à distância de 1,92 m, em área de propriedade pública.
exemplos: sair para a rua com lenço ou chave no bolso; mastigando bala ou chiclete; com botão solto na roupa; com óculos de leitura ou de sol; entregar ou jogar um objeto pela janela ou porta de residência particular para alguém que se encontra na rua ou vice-versa.
Se a pessoa encontra-se numa propriedade pública e se dá conta que está com algum objeto no bolso, não deve parar; se o objeto não for de valor, deve deixá-lo cair enquanto continua andando (sem dar uma parada); se for de valor, deve continuar andando até voltar à propriedade particular de onde saiu com o objeto no bolso, sem parar no caminho.
É permitido levantar um grampo de cabelo que caiu na rua e recolocá-lo no cabelo se não ultrapassar 1,92 m ao fazê-lo.


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Parashat Shekalim


Nosso Shabat antecede o Rosh Hodesh do segundo mês judaico de Adar que é o mês de Adar no qual acontecerá a festa de Purim, lemos Parashat Shekalim que está relacionada com ela. A Guemará nos conta que o decreto de Haman foi revertido pelo mérito da Mitzvá de Mahatzit Hashekel.

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