25/02/2019

Diretor israelense ganha Oscar com Skin

Diretor israelense ganha Oscar com  SkinO diretor israelense Guy Nattiv ganhou o Oscar com o curta-metragem "Skin". 
O filme de 20 minutos, que tem como atores Jonathan Tucker, Danielle MacDonald e Robert Scott Jackson, aborda um crime e seus desdobramentos a partir do ponto de vista de duas crianças, uma branca e outra negra.

A última vez que um israelense ganhou o Oscar foi em 1978, quando Moshé Mizrahi venceu como 'Melhor Filme Estrangeiro' com seu "Madame Rosa", uma adaptação do romance de 1975 "The Life Before Us", de Romain Gary.

Jaime Ray Newman, que produziu "Skin", e o roteirista Sharon Maymon, junto com Nattiv, agradeceram pelo prêmio: "Eu vim de Israel", "Lila Tov Israel" ("Boa noite Israel!"), disse Nattiv em hebraico. "Meus avós são sobreviventes do Holocausto". "Lamentavelmente, o fanatismo que eles vivenciaram no Holocausto, está agora presente em toda parte, na América e na Europa".

"Estamos dedicando o prêmio ao nosso bebê de cinco meses, que está sentado com meus pais assistindo este evento", acrescentou Newman. "Esperamos que ele cresça em um mundo onde essas coisas não mais acontecerão porque as pessoas aprenderam a amar umas às outras", acrescentou.
Sharon Maymon, que escreveu o roteiro disse que "é muito gratificante ver um trabalho ser reconhecido". "É como um sonho!". "E quando o sonho vira realidade é um incentivo para pensarmos no próximo filme".
"É emocionante poder realizar um sonho de infância e enviar mensagens sobre o racismo, a paternidade e a educação. Em Israel, muitos conhecem a história de Gilad Shalit, mas quantos conhecem a história de Avera Mengistu?" "Este filme fala sobre a cor da pele, que infelizmente ainda faz diferença para muitos", disse Maimon.
O presidente de Israel, Reuven Rivlin, foi rápido em tuitar, cumprimentando Nattiv. "Parabéns a Guy Nattiv, Sharon e a Jaime Ray pelo prêmio! O filme é um presente para nossos filhos e netos e um legado o futuro". "Mazal Tov!", tuitou Rivlin.
Um outro filme de Nattiv, um longa-metragem também intitulado "Skin", será lançado ainda este ano. E tem como tema um documentário da MSNBC sobre Bryon Widner, um defensor da supremacia branca procurado pelo FBI, que refaz a sua vida depois de encontrar uma mãe solteira e suas três filhas pequenas (Inna Tokar, Amir Bogen, Ynet News).

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