15/02/2019

Ataques contra judeus têm aumento de 60% na Alemanha

Ataques contra judeus têm aumento de 60% na AlemanhaA Alemanha registrou um aumento de 60% nos ataques violentos contra judeus no ano passado, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (13). Também as ofensas e atos de intimidação motivados pelo ódio aos judeus tiveram um aumento de quase 10% em 2018.

A polícia registrou 1.646 incidentes antissemitas, 62 deles de ataques violentos, que deixaram 43 feridos, contra os 37 casos de ataques físicos ocorridos no ano anterior, de 2017.

A Alemanha, assim como outros países ocidentais, tem observado com grande preocupação o aumento do discurso de ódio e de violência antissemita, assim como outros ataques racistas, que estariam sendo encorajados, principalmente, pela ascensão de grupos de extrema direita.

Um fluxo maciço de refugiados e de imigrantes muçulmanos para a Alemanha a partir de 2015 impulsionou a ascensão do partido de extrema-direita e anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AfD), que desde o final de 2017 é o maior grupo de oposição no Parlamento.

Os principais membros da AfD, além de criticarem o Islã e o multiculturalismo, também fizeram comentários que minimizam o Holocausto.

O co-líder do partido, Alexander Gauland, descreveu o genocídio de judeus e de outras minorias na Alemanha nazista como um mero "cocô de aves em mais de mil anos de história alemã de sucesso".

Outro importante político da AfD, Bjoern Hoecke, criticou o memorial do Holocausto em Berlim como um "monumento da vergonha".

O presidente do Conselho Central de Judeus na Alemanha, Josef Schuster, e outros líderes da comunidade judaica acusaram a AfD de fomentar o ódio contra refugiados, muçulmanos e judeus.

Ao mesmo tempo, a Alemanha também registrou um aumento dos ataques antissemitas cometidos por imigrantes vindos de países árabes.

Em recente caso ocorrido no ano passado, um sírio de 19 anos foi condenado por agressão depois de atacar com um cinto um judeu que usava kipá enquanto gritava "yahudi", judeu em árabe.

Um vídeo do ataque, feito pela vítima em seu celular chocou o país à medida que se espalhou nas mídias sociais e desencadeou uma série de manifestações em solidariedade aos judeus. Dias depois desse ataque, cerca de 2.000 pessoas se reuniram em uma manifestação de solidariedade "Berlin Wears Kippa", acompanhada de eventos menores em várias outras cidades alemãs (Frank Zeller, Times of Israel).

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