Pela primeira vez, número de imigrantes não-judeus em Israel supera o de judeus

Pela primeira vez, número de imigrantes não-judeus em Israel supera o de judeus Pela primeira vez, o número de imigrantes não judeus em Israel foi maior do que o de judeus. 

Segundo o Escritório Central de Estatísticas de Israel, 17.700 dos 32.600 migrantes que se mudaram para Israel em 2018 entraram no país com base na Lei do Retorno, mas foram classificados como "sem religião".

A maioria desses imigrantes é originária da antiga União Soviética e dos países bálticos, tem ascendência judaica, mas não são considerados judeus pelo sistema judiciário rabínico do Estado para efeito de casamento, por exemplo. Em 2017, havia 11.400 imigrantes de uma população migratória de 29.100 pessoas. A questão deve gerar um debate acalorado sobre a identidade judaica desses imigrantes, sob os rigorosos padrões ortodoxos do país e para efeito de conversão ao judaísmo, e sobre a melhor forma de integrar esses novos imigrantes à vida judaica no país.

De acordo com um relatório de 2014, de Vladimir Khanin, pesquisador-chefe do Ministério da Aliá e Absorção de Imigrantes de Israel, a proporção de não-judeus entre os que chegaram a Israel oriundos dos antigos e atuais Estados bálticos vem aumentando nas últimas décadas. Enquanto apenas entre 12 e 20% dos imigrantes eram considerados não-judeus no início da imigração após a Guerra Fria, seu número subiu para entre 40% e 50% no final dos anos 90. Na primeira década dos anos 2000, a parcela desses não-judeus estava entre 56 e 60%.

Em um país onde os números demográficos carregam um peso político para questões de religião e de Estado, esse índice têm grande importância, disse o demógrafo israelense Sergio DellaPergolla. "Considerando que os judeus compõem 75% do total da população israelense, o crescimento dos componentes não-judeus da sociedade israelense está crescendo mais rápido e, como consequência, o judaísmo de Israel tende a diminuir - apesar das declarações triunfalistas de certos círculos políticos de que a taxa de fertilidade árabe diminuiu" disse ele.

O fundador da Itim, Rabi Seth Farber, disse que os números indicam a necessidade de se afrouxar as exigências em Israel para a conversão ao judaísmo (Sam Sokol, JTA).

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