Muitos judeus franceses deixam a França

Muitos judeus franceses deixam a FrançaA França tem a maior comunidade judaica da Europa, cerca de 550 mil pessoas. Mas, muitos judeus dizem que não se sentem em segurança no país. A família Pinto decidiu abandonar o bairro onde vivia, em Seine-Saint-Denis, nos subúrbios da capital francesa, depois de ter sido mantida refém dentro da própria casa por três homens.
"Disseram-nos que éramos judeus e que tínhamos dinheiro. Ataram o meu filho, deram um pontapé nas costelas da minha mulher, bateram-me e fiquei inconsciente. Ataram-nos, no quarto, em cima da cama. Disseram-nos que nos matavam se nos mexêssemos. Quando viram que não nos impressionavam, pegaram numa chave de fendas e encostaram-na ao meu pescoço aí senti que era grave", recordou Roger Pinto.
Os suspeitos foram presos mas o medo persiste e espalha-se entre a comunidade. Uma escola judaica de Paris, que se afirmava como um local de ensino aberto a toda a sociedade, tem medo de expor os estudantes ao perigo.
"Houve uma altura em que tínhamos oito soldados armados de forma permanente. As crianças judias interrogam-se por que razão é preciso ter militares na escola?", contou Cohen Solal, diretor da instituição.
Entretanto os soldados deixaram a escola, mas, o estabelecimento é vigiado pela polícia e por um grupo de pais.
"As famílias sentem-se mais seguras, mas a segurança tem um preço, as pessoas vivem fechadas em si próprias", acrescentou o responsável.
De acordo com a investigadora Nonna Mayer, o número de atos antissemitas cresceu fortemente desde 2000, com o aumento das tensões no Médio Oriente.
Muitos judeus franceses deixam a França"Tínhamos menos de cinquenta atos antissemitas, por ano, em meados dos anos noventa. Depois, houve um aumento espetacular desses atos por volta do ano 2000, após a Segunda Intifada. A partir daí, registramos mais de 900 atos. Os números acompanharam as grandes intervenções do exército israelita nos territórios palestinianos. Não conhecemos precisamente a identidade dos agressores. Sabemos que são homens jovens, às vezes descendentes de imigrantes. Antes, os agressores eram sobretudo pessoas de extrema-direita que nutriam um ressentimento em relação a uma comunidade vista como privilegiada", resumiu a investigadora do CNRS.
Devido ao medo, muitos decidem partir. Estima-se que todos os anos, há três mil judeus a sair de França, para ir viver, principalmente, para Israel.

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