24/11/2018

10 mil novos passaportes a novos cidadãos sefarditas

 10 mil novos passaportes a novos cidadãos sefarditasMais de 10 mil pessoas têm sido naturalizadas em Portugal e Espanha desde 2015, sob a lei da naturalização com base na comprovação de ascendência judaica.
Estes números foram fornecidos pelo diário espanhol "El Pais" e pela portuguesa agência "Lusa." Ambos os órgãos de comunicação social citaram leis aprovadas pelos parlamentos dos dois países em 2015, permitindo o direito à naturalização portuguesa e espanhola a descendentes de judeus sefarditas.
ESPANHA
Desde 2015 que a Espanha já naturalizou um total de 8.365 candidatos, com base na sua ascendência judaica. No entanto, desse total, somente 3.843 é que foram naturalizados segundo a lei de 2015, tendo os outros conseguido a naturalização através de vários decretos emitidos em 2015 e 2016 e que facilitaram o acesso à legalização. Um dos entraves da lei anterior era a obrigação de o candidato passar por um exame de língua espanhola. Os críticos vieram protestar, alegando que se tratava de uma injustiça para com as pessoas mais velhas, e mesmo para candidatos que falhavam na prova embora tivessem conhecimentos de ladino como língua mãe, uma língua sefardita semelhante ao espanhol. 
A lei espanhola estipulou um espaço de 3 anos para os processos de naturalização, que deveria ter terminado no mês passado, tendo no entanto sido estendido para mais um ano, portanto até Outubro de 2019.
O grupo maior de candidatos tem origem na Turquia, com 2.693 candidatos. 3.374 candidatos procedem da América Latina. Israel foi o terceiro país, com 860 processos e Marrocos veio em quarto lugar, com 599. Dos Estados Unidos vieram 221 candidaturas.
Há ainda neste momento 5.682 candidaturas em fase de processamento em Espanha.
PORTUGAL
Um total de 1.713 candidatos foram naturalizados durante o ano passado em Portugal, com base nas suas raízes sefarditas. Isso constitui o maior grupo de não residentes a receberem um passaporte português, e quase dez por cento da totalidade de pessoas que se tornaram cidadãs portuguesas em 2017. A agência "Lusa" ainda não forneceu os dados deste ano.
Tanto na Espanha como em Portugal, as leis de naturalização dos sefarditas foram interpretadas como sendo uma forma de "expiar" as culpas das campanhas estatais de perseguição aos judeus em ambos os países, nos séculos 15 e 16, conhecidas como Inquisição Católica Portuguesa e Espanhola.
Fonte: Shalom, Israel!

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