24/10/2018

Eleições municipais em Ramla tem cartazes contra assimilação

Eleições municipais em  Ramla tem cartazes contra assimilaçãoNo pano de fundo das eleições municipais em Ramla, cartazes com a legenda "Centenas de casos de assimilação e ninguém se importa - amanhã pode ser sua filha", provocam protestos entre os residentes árabes.
Banners do partido Bayit Yehudi (Lar Judaico) apareceram esta semana na cidade de Ramla, onde árabes e judeus convivem juntos e provocaram protestos. 
As imagens trazem uma jovem vestindo um hijab e a legenda: "Centenas de casos de assimilação e ninguém se importa - amanhã pode ser sua filha! Apenas um forte Bayit Yehudi manterá uma Ramla Judaica".
O candidato da Joint List, para o conselho da cidade de Ramla, Jessan Munir, ameaçou apresentar uma queixa à polícia se as bandeiras racistas não fossem removidas.
"Isso é racismo e exploração de propaganda racista na tentativa de ganhar alguns votos. Eles, o Bayit Yehudi, não se importa em destruir a coexistência única entre árabes e judeus, desde que isso lhes dê mais votos. Exigimos a remoção imediata destes banners. Aqueles que orquestraram isso devem saber que estão desencadeando uma violência e provocação”, afirmou o candidato. "Esperamos que o comitê eleitoral municipal ordene a remoção das propagandas e solicite à polícia que se envolva para prevenir o perigo para o público", concluiu.
Os chefes da ONG Sikkuy (Chance), que promove a coexistência entre árabes e judeus, também condenaram o incidente. A ONG pediu ao Procurador Geral que expresse sua desaprovação em relação ao racismo nas campanhas eleitorais.
O presidente do conselho da Sikkuy, Ron Gerlitz, disse ao site da Ynet que "o partido Bayit Yehudi está liderando uma campanha baseada em mentiras, cujo objetivo é causar uma ruptura e criar uma barreira entre os residentes de Ramla. Os candidatos da Bayit Yehudi e seus assessores estão dispostos a instigar a violência na cidade, desde que seja do seu interesse".
A presidente do partido Meretz, Tamar Zandberg, dirigiu-se ao comitê eleitoral central e afirmou que “o conteúdo dos banners viola o código penal e a proibição de incitação à propaganda. As faixas contêm animosidade em relação aos residentes muçulmanos de Ramla. A legenda “ninguém se importa” é um apelo perigoso, mesmo que não seja inequívoco para tomar uma ação ativa contra a assimilação".
Zandberg chamou os banners do Bayit Yehudi de uma “odiosa campanha racista, que ignora o fato de que, após as eleições municipais, os residentes árabes e judeus de Ramla terão que continuar coexistindo lado a lado”.
Bayit Yehudi divulgou um comunicado afirmando que "a posição do partido em relação à assimilação é clara, o povo judeu deve preservar seu caráter nacional, tradição, religião, cultura e patrimônio. Ao mesmo tempo, uma campanha eleitoral deve ser conduzida com dignidade e respeito pelos outros".

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