Três são julgados em Porto Alegre por tentar matar judeus em nome do nazismo.
Nove pessoas foram formalmente acusadas pelo crime e respondem por tentativa de homicídio triplamente qualificado. Treze anos depois do ataque, três vão a júri popular.

Em pleno ano de 2018, um julgamento que parece coisa da Segunda Guerra Mundial vai acontecer aqui no Brasil. Na próxima terça-feira (18), três homens serão julgados em Porto Alegre por tentar matar judeus em nome do nazismo.

O ataque foi em 2005, e uma das vítimas carrega até hoje as marcas das facadas que levou do grupo de neonazistas. Ele não quer se identificar porque até hoje vive com medo e recebe ameaças.

"Eu ia tomar facada pelas costas, mas eu tomei na barriga porque por algum motivo na hora eu me virei."

O crime aconteceu na calçada em frente a uma lanchonete, em um bairro movimentado de classe média em Porto Alegre. Em 8 de maio, dia que marca o fim da Segunda Guerra e a derrota de Hitler, um grupo de neonazistas cercou e agrediu três jovens judeus, identificados pelo quipá, o chapéu judaico.

As vítimas foram esfaqueadas; um dos rapazes ficou internado por semanas no hospital e escapou por pouco da morte. Nove pessoas foram formalmente acusadas pelo crime e respondem por tentativa de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, por terem usado meio cruel e sem chance de defesa da vítima.

Treze anos depois do ataque aos jovens judeus, três dos nove acusados vão a júri popular.