14/08/2018

Uber e Airbnb autorizam usuários a negar serviços a neonazistas nos EUA

Uber e Airbnb autorizam usuários a negar serviços a neonazistas nos EUAEmpresas deixaram claro que motoristas e anfitriões poderiam negar serviço a qualquer cliente que os deixassem incomodados durante protesto do grupo 'Unir a Direita'.

Motoristas dos aplicativos Uber Lyft e anfitriões do site de hospedagem Airbnb foram autorizados pelas companhias a negar serviços aos supremacistas brancos que participaram de uma manifestação neste último domingo (12) em frente à Casa Branca, em Washington (EUA). A manifestação foi convocada pelo grupo neonazista "Unir a Direita" e é realizada no aniversário dos protestos de Charlottesville, na Virgínia, na qual uma pessoa morreu e outras 33 ficaram feridas.
Na semana passada, as três companhias divulgaram comunicados onde não criticavam os neonazistas, mas deixavam claro que os motoristas ou anfitriões poderiam negar a atender qualquer possível cliente que os deixassem incomodados.
"A segurança é primordial. Caso se sintam incomodados ou não forem respeitados por um passageiro, podem cancelar a viagem", escreveu em nota Darcy Yee, porta-voz do Lyft.
"Em geral, independentemente do evento, os motoristas são aconselhados a seguir todas as leis locais, mas têm o direito de recusar o serviço a passageiros que são desrespeitosos ou que os fazem sentir inseguros", disse Uber em um comunicado.
De acordo com o BuzzFeed News, o Uber baniu permanentemente o supremacista branco James Allsup depois que um motorista do Uber em Washington o expulsou de seu veículo. Tim Gionet, líder de um grupo de extrema direita, mais conhecido como Baked Alaska, também foi proibido por fazer alegações racistas.
Já o Airbnb informou que os usuários da plataforma tinham autoridade para cancelar reservas já efetuadas por simpatizantes do neonazismo. No ano passado, a empresa proibiu a reserva de quartos para pessoas que possivelmente participariam do protesto do "Unir a Direita".
Porta-voz da Airbnb, Nick Papas, garantiu à revista "Washingtonian" que a equipe da plataforma estava comprometida a "perseguir" comportamentos que fossem "opostos" aos seus valores.

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