Shoftim


Shoftim 

Frequentemente nos perguntam:
Sendo D’us a essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis mesmo que às vezes para o nosso bem essa ajuda se compara à uma mãe boa e generosa, mas obrigada a trocar a fralda da criança contra a vontade da própria criança que preferiria continuar com a fralda “cheia” sem estar consciente do que isso poderia causar para ela...

E sendo Moshe Rabeinu o mais humilde de todos os homens que já existiram sobre a face  da terra, o líder que não pensa no próprio bem mas só no bem do povo

Como pode ser a linguagem da Torá as vezes tão ameaçadora dando uma impressão de D'us e de Moshe totalmente contrária do que vimos anteriormente, dando margem à erros de avaliação de achar que D'us é cruel, o que é o contrário da essência Divina?

E a resposta para isso está na nossa Parashá, que diz:
“...e todo o povo vai escutar e ver, e não vão fazer o mal novamente”

Ou seja, a Torá faz uma enorme propaganda da gravidade de certos assuntos para que o povo fique longe das coisas erradas.

Contudo, essa linguagem preventiva não deve nos dar a impressão de D'us como alguém autoritário e rancoroso ou de Moshe como um líder severo mas a cada instante devemos nos lembrar de que D'us é a  essência do bem e a natureza de quem é bom é fazer o bem, e toda a intenção Divina é sempre a de nos ajudar de todas as formas possíveis e imagináveis e Moshe sempre foi e sempre será o mais humilde de todos os homens, o líder bondoso, sempre pensando no bem de todos nós


É importante sempre nos lembrarmos disso e também repassarmos para as crianças o conceito certo desde o começo para não causar um trauma para às nossas crianças de terem  uma idéia errada do que é D'us e de quem é Moshe




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Nossa Parashá nos conta sobre os direitos e deveres do Rei, terminando com o versículo de que esses direitos e deveres são para que ele tenha um longo reinado.


Imediatamente depois disso a Parashá conta sobre direitos e deveres do Cohen e do Levi 

O denominador comum entre eles é que eles têm o patrocínio do povo.


Sobre o rei está escrito que ele não pode ter mais cavalos do que o necessário, ou seja, realeza não é exibicionismo.



O Rambam diz que hoje todos aqueles que se dedicam ao estudo e ensino da Torá e à divulgação do judaísmo estão fazendo o trabalho daquela tribo de Levi que ensinava a Torá para o povo, e portanto podem receber o patrocínio do povo, como o Levi que não recebeu uma parte na terra de Israel mas a parte dele era o trabalho Divino patrocinado pelo povo


E aí entra esse denominador comum. Da mesma maneira que o rei não poderia ter mais cavalos do que o necessário, dessa mesma forma as pessoas que se ocupam com o estudo e ensino da Torá e a divulgação do judaísmo tem o direito de receber o patrocínio da comunidade, mas junto à isso todo o dever de usar esse patrocínio da maneira correta.


(Rebe de Lubavitch)



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Nossa Parashá diz: “Seja Tamim com Hashem seu D’us.” A palavra “Tamim” quer dizer: inocente, puro, simples, íntegro.


O Shulchan Aruch coloca esse versículo na prática determinando que não é permitido para nós judeus consultarmos astrólogos, e quanto mais feiticeiros e videntes.



A Guemará nos conta que quando nasceu o grande Sábio de Israel, Rabi Nachman bar Itzhak, os astrólogos disseram para a mãe dele :- seu filho vai ser um ladrão!



Ouvindo isso, ela decidiu que nunca vai deixar ele andar com a cabeça descoberta, e dizia para ele :- cubra a sua cabeça para que você tenha “Irat Shamaim”, temor à D’us, e peça sempre à D’us para que o seu “yetzer hará”, sua má inclinação, não te domine.


Ele não sabia porque ela insistia tanto nisso. Certo dia ele estava sentado embaixo de uma tamareira que não era dele, e a “glimá”, a kipá da época, que cobria a cabeça dele caiu.

O “yetzer hará” despertou e ele arrancou um cacho de tâmaras com os próprios dentes!


Afinal das contas ele continuou seguindo os conselhos da sua mãe e se tornou um dos maiores Tzadikim da Guemará e Rosh Yeshivá de Pumbedita, uma das comunidades judaicas mais importantes da Babilônia.



Surge a pergunta: Se é proibido consultar os astrólogos, porque a mãe de Rabi Nachman bar Itzhak levou em conta o que eles disseram e fez com que ele se esforçasse tanto para que isso não acontecesse?



O próprio Shulchan Aruch na continuação nos conta que, nas coisas que já sabemos que o “Mazal”, o destino, não é bom, temos que levar isso em conta e nos proteger, e não confiar em um milagre.



Mas o que é proibido fazer é o ato de nós próprios verificarmos as coisas dessa maneira.


Ou seja, se os astrólogos da Babilônia verificaram isso para ela, mesmo que ela, por motivos religiosos, não pediu para eles verificarem, quando a coisa já está verificada temos que fazer o que precisamos para nos proteger e não esperar por um milagre.


Conclusão: não tenha vergonha de andar na rua com a kipá (pode ser um boné também)

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Os livros de Kabalá trazem assuntos como leitura de mãos. O fato de isso estar na Kabalá mostra que isso não entra nessa proibição, mas diz o Rebe que isso se refere somente à alguém que tem esse recebimento de Kabalá prática de mestre para aluno desde a época em que os livros de Kabalá que tratam desse assunto foram escritos,  


mas hoje já não existem mais pessoas que tem esse recebimento direto, e sendo que nesse caso não adianta estudar diretamente dos livros, a leitura de mãos atualmente é inválida

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Nossa Parashá diz que devemos colocar juízes e guardas em todos os nossos portões

O Rav Haim Vital que foi o principal aluno do Ari ZaL nos conta que a palavra portões aparece aqui no plural para nos indicar uma coisa mais profunda: Os portões do nosso corpo!


1- o portão da visão, que são nossos olhos:

não olhar para coisas que a Torá, nosso referencial do que é luz e o que é escuridão, recomenda não olharmos (principalmente hoje na era do internet)


2- o portão da audição que são nossos ouvidos:

não dar ouvidos a coisas inadequadas como ouvir leshon hará, ouvir alguém falando mal das pessoas (principalmente hoje, na era da informação)


3- o portão da fala que é a nossa boca:

não falar coisas feias e nem "leva e traz", falar “leshon hará” (principalmente hoje na nossa era do Facebook)


4- o portão do olfato que é o nosso nariz:

não cheirar o perfume da pessoa proibida à você (bons e velhos tempos quando não havia poluição e nem rinite alérgica)

5- o portão do tato (contato físico) que são nossas mãos e pés: não tocar a pessoa proibida (fácil), não ir à um lugar inadequado que pode nos despertar desejos proibidos (principalmente na era do entretenimento)


Quando protegemos nossos "portões" das coisas ruins recebemos um enorme presente de Hashem, como diz o profeta Yashaiahu : -"Abram os portões e entre o povo sagrado …”


Quando fechamos os nossos "portões" para as coisas ruins os portões celestiais se abrem para nós e ganhamos no paraíso futuro 310 mundos paradisíacos no qual cada mundo tem um portão que se abre para nós.


Continua o rav Haim Vital que daqui para o paraíso celestial existem muitos tipos de "anjos" que tentam nos impedir de chegar lá, também os sete céus tem muitos e muitos portões com muitos guardas celestiais em cada portão e portão.


Depois dos 120 quando a nossa Neshamá deixa esse mundo (e infelizmente hoje em dia os 120 estão ficando modo de falar) esses anjos nos verificam.

Se tivermos mérito, eles abrem os portões e nos deixam entrar. Se não tivermos, eles nos empurram para fora e trancam os portões na nossa frente não nos deixando entrar.

Por isso devemos ter a sabedoria de demarcar nossos limites e proteger nossos "portões". Quando nos conscientizamos disso durante a nossa vida nesse mundo teremos o mérito de todos os portões celestiais serem abertos para nós no mundo vindouro .

Shabat Shalom
כתיבה וחתימה טובה לשנה טובה ומתוקה
Rabino Gloiber
Sempre rezando por você
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