Ekev


EkevNossa Parashá nos conta que "...não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra Divina...."


Explica o Ari ZaL que a vitalidade da Alma não vem por meio da comida que comemos mas sim por meio da palavra Divina que se encontra nela que é o lado espiritual dos alimentos


Porque nossa Parashá chama o lado espiritual dos alimentos de palavra Divina?
Diz o Ari ZaL que isso é uma referência às Bênçãos que fazemos antes de comer, indicando que por meio dessas Bençãos nos conectamos ao lado Divino desses alimentos.

A Brachá, a Benção que fazemos antes e depois de comer, eleva o lado “Alma” dos alimentos que são pequenas revelações Divinas chamadas de “Centelhas Divinas”.

Essas “Centelhas Divinas” caíram nesse mundo por meio do fenômeno kabalístico conhecido como “a quebra dos receptáculos” e se misturaram com o lado espiritual negativo do mundo.

Por meio da Brachá refinamos essas pequenas revelações Divinas tirando elas das impurezas espirituais do nosso mundo. Delas nossa Neshamá, nossa alma Divina, recebe sua vitalidade e esse é o “alimento da Alma”.



Conclusão: Quer que a sua Alma vibre cheia de energia positiva? Capriche nas Brachot!



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Corpo e Alma

O Ari Zal explicou que tudo nesse mundo tem um lado ”corpo” e um lado “Alma”.


Da mesma maneira que o ser humano foi criado “corpo e Alma”, assim também todas as coisas que existem no mundo foram criadas com um corpo material e uma alma espiritual.


A própria Torá tem um lado “corpo” e um lado “Alma”

O lado lado “corpo” da Torá são as Halachot, a lei prática, e o lado Alma da Torá é a imensa revelação Divina que está por trás dela.

Por isso os Anjos não queriam que a Torá descesse para esse mundo e recebesse esse lado “corpo”, porque eles não se interessavam por isso, sendo que não há entre eles ódio ou inveja e eles não precisam de leis práticas como “não assassinar”, “não cometer adultério” e etc.

Por isso anjos pediram para que a Torá ficasse nos mundos superiores e eles tivessem acesso à esse nível de revelação “Alma” da Torá.

Quando falamos as Brachot da Torá, unimos nossa Alma ao lado “Alma” da Torá que é uma revelação Divina tão grande e elevada que até os Anjos queriam chegar à ela também.


As Mitzvot, Mandamentos Divinos, também tem o lado “corpo” e o lado “Alma”.


Quando você faz uma Mitzvá, é bom para você nesse mundo e ela também fica guardada para você no próximo mundo.

Quando falamos a Brachá da Mitzvá estamos conectando a nossa Alma com o lado “Alma” da Mitzvá, esse aspecto dela que está guardado para nós lá em cima.

Por isso está escrito na nossa Parashá: “Toda a Mitzvá...” e não somente “a Mitzvá” indicando que esse lado “Alma” existe também na Mitzvá.

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Terra de Israel material e terra de Israel espiritual


Nossa Parashá nos conta que na conquista da terra de Israel pela primeira vez a regra era: "Pouco a pouco vou expulsá-los da sua frente... "


Diz o Rebe que o mesmo acontece na vida de cada um de nós, na conquista da terra de Israel espiritual, na parte dela que recebemos por sorteio lá de cima

E esse é o nosso trabalho Divino diário personalizado que inclui nosso refinamento pessoal. A conquista dele não deve ser feita de uma vez, mas sim pouco a pouco.


Mas não seja radical no pouco a pouco, pouco a pouco não quer dizer não fazer nada, não se esqueça que devemos nos esforçar para fazer o trabalho Divino, como dizem nossos Sábios: "Se você se esforçou e conseguiu, acredite!"


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Diz a Parashá :''Talvez você diga no seu coração :- Esses povos são muito mais numerosos do que eu, como poderei conquistá-los?"


Ou seja, talvez você sinta a realidade! Você mediu o tamanho do problema e se conscientizou de que não tem a mínima chance de resolvê-lo .


Lá vai a regra geral que nos dá Moshe Rabeinu para todo e qualquer problema (incluindo fechar as contas no fim do mês)  : "Não tenha medo deles!

Lembre-se do que Hashem fez ao faraó e a todo o Egito, os milagres, as maravilhas, etc etc etc.

Ou seja, isso é o que devemos pensar e sentir sempre em qualquer situação difícil. Se não saiu como queríamos, talvez nos espera algo melhor.

Mas nós devemos fazer a nossa parte que é viver confiantes a cada instante, nunca pensar que não vai sair como queremos mas sim nos lembrar dos milagres e das maravilhas que Hashem fez no Egito e nos conscientizar que assim ele vai nos fazer agora!

Por isso nos lembramos sempre de D’us como D’us que nos tirou do Egito, e raras vezes como D’us que criou o universo ou D’us que criou o homem.

Porque quando nos lembramos que D’us nos tirou do Egito, estamos vivendo a realidade de que D’us está constantemente interagindo com cada um de nós

Então vamos nos conscientizar e nos lembrar todo dia que se até do Egito Hashem nos tirou sem a mínima dificuldade, quanto mais de todos os nossos problemas que são tão pequenos em relação à isso

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Nossa Parashá nos conta também que depois de comermos e ficarmos satisfeitos temos que agradecer à D'us

Daqui aprendemos o mandamento da Torá de falar o Bircat Hamazon, a Benção que fazemos depois de comer pão, que no judaísmo é considerado a comida principal e com qualquer acompanhamento

O que é considerado pão pela Torá é um pão feito de farinha de trigo, de farinha de aveia, de farinha de centeio, de farinha de cevada ou de farinha de espelta

E o que seria um acompanhamento para o pão?

Costumamos comer pão com carne como por exemplo um hot dog, um hambúrguer ou pão com frios, por isso a carne é sempre considerada um acompanhamento para o pão

Costumamos comer pão com peixe como por exemplo um sanduíche de atum, de salmão, ou de sardinha, por isso o peixe sempre é considerado um acompanhamento para o pão

Mas a maioria das pessoas nunca comeria em uma situação normal um sanduíche de melancia ou de abacaxi, por isso as frutas frescas não são consideradas um acompanhamento para o pão e devemos fazer uma Bênção à parte para elas

O “Bircat Hamazon” é composto por quatro Bênçãos.

A primeira, que é chamada de “Hazán”, foi composta por Moshe no deserto quando o Maná caiu do céu

A segunda que é chamada de “Al Haáretz Veál Hamazón” foi composta por Josué quando nossos antepassados comeram os frutos da primeira colheita após entrar na Terra Santa;

A terceira que é a Bênção pela reconstrução de “Yerushalayim” foi composta pelos reis David e Salomão,

A quarta Bênção, “Àquele que é bom e faz o bem”, foi composta pelos nossos sábios na época da “Mishná” há aproximadamente 2.000 anos atrás

Nossos Sábios também instituíram as Bênçãos anteriores e também as Bençãos posteriores para os alimentos que não acompanham o pão

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Curiosidades


Como vimos anteriormente, o que é considerado pão pela Torá é um pão feito de farinha de trigo, de farinha de aveia, de farinha de centeio, de farinha de cevada ou de farinha de espelta, e esse pão é o que temos que comer no Shabat e chamamos de Chalá.

Algumas pessoas não podem comer pão de farinha de trigo, então podem fazer a chalá para Shabat com farinha de aveia ou espelta sem glúten que também são consideradas pão pela Torá
(dependendo do nível de intolerância você tem que se certificar que essa aveia ou espelta não tem glúten de verdade)


Um pão de farinha de polvilho, farinha de arroz ou farinha de mandioca não é considerado pão pela Torá e não falamos Bircat Hamazon depois de comê-los

A espelta, mais conhecida pelo nome de trigo vermelho,  já foi bastante usada em algumas partes da Europa na Idade Média.

Já há algum tempo esse trigo se espalhou por todo o mundo e chegou inclusive ao Brasil.


Em termos nutricionais ela é considerada como uma forte fonte de vitamina B2, manganês, niacina, fibras, tiamina e cobre, sendo portanto, muito saudável para o corpo.


É também conhecida por seu alto teor de proteínas, pela capacidade hidrossolúvel e por ser um alimento de fácil digestão.

A farinha de espelta pode ser frequentemente substituta da farinha de trigo branca, por ser considerada mais saudável.


Os benefícios da espelta estão relacionados principalmente à redução do colesterol ruim no sangue.


Ela também pode ajudar a acelerar metabolismo, contribuindo assim para o emagrecimento.

Também possui bastantes fibras, o que ajuda a melhorar o funcionamento intestinal, tem função anti-bacteriana e pode fornecer um reforço ao sistema de defesa do corpo.

Pode ajudar ainda as pessoas com problemas de circulação. Além disso, por possuir pouca quantidade de glúten, o grão é de mais fácil digestão.

Assim, se você é levemente celíaco (intolerante ao glúten) e quer se beneficiar com as propriedades da espelta e introduzir uma alimentação mais saudável no seu dia a dia, pense em consumir produtos com espelta. (Mas consulte o médico sobre o nível de celíaco que você é para se certificar de que essa farinha que você comprou realmente não tem glúten)


Receita de pão de espelta light


Ingredientes:


400g de farinha de espelta integral;
1 colher de chá de bicarbonato de sódio;
1 colher de chá de sal;
2 ovos batidos;
320 ml de água.
Modo de preparo:



Numa tigela junte todos os ingredientes secos: a farinha, o bicarbonato e o sal. Bata os ovos em um bowl até ficar espumoso e incorpore a água.


Misture bem e despeje sobre os ingredientes secos. Envolva tudo com uma colher de pau. Unte e enfarinhe uma forma retangular. Despeje a massa e leve ao forno a 180 graus por 45 minutos. Desenforme e corte em pedaços. Sirva!


Se você quiser transformar esse pão Hamotzi em pão Mezonot troque os 320 ml de água por 320 ml de leite de soja
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