Vaetchanan el Hashem

בס''ד
הפרשה שלנו מוקדשת לעילוי נשמת

מזל בת אסתר  נאצר ז''ל נלב''ע ה' סיון תשמ''א
חיים בן שפיאה נאצר ז''ל נלב''ע י''ז שבט תשס''ב


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Moshe conta ao povo que "rezou para D'us naquela hora" e usa a palavra Vaethanan se referindo à reza

Rashi diz que a raiz da palavra vaethanan é usada em todas as escrituras no sentido de pedir um presente sem precisar dar nada em troca, e explica: 

Mesmo podendo os Tzadikim justificarem o atendimento de seus pedidos como merecimento à suas boas ações, mesmo assim, por humildade pedem para que Hashem atenda à seus pedidos sem olhar para seus méritos, pedem para que Hashem atenda à seus pedido de graça. 

Aprimeira coisa que aprendemos aqui é de não pensar nos nossos méritos na hora de rezarmos e fazermos nossos pedidos.

O atendimento à nossos pedidos é um presente que Hashem nos dá por termos pedido. 

Diz o Midrash Rabá que o valor numérico da palavra Vaetchanan é 515 nos indicando o número de vezes que Moshe rezou por aquele mesmo motivo

Daqui aprendemos que devemos pedir pedir e pedir, se até Moshe Rabeinu que era o maior dos profetas pediu tantas vezes, quanto mais nós

Quando estamos rezando precisamos ter segurança de que vamos ser atendidos e nunca devemos imaginar no meio da reza que talvez não sejamos atendidos.

Isso porque a falta de fé enfraquece o efeito da reza. Por isso na hora do pedido devemos acreditar com fé perfeita que nosso pedido vai ser atendido

Mas caso aconteça de você não receber o que está pedindo no momento, saiba que quando isso acontece é sempre por motivos que são para o nosso bem. Bem revelado ou bem oculto

E mesmo nesse caso nossas rezas que aparentemente não serviram para o que queríamos são automaticamente direcionadas para algo mais importante que muitas vezes nem sabíamos que estávamos precisando tanto daquilo

Mitzvá da Tefilá 

De acordo com a Torá, a Mitzvá da Tefilá consiste em pedir para Hashem o que você precisa na hora que você precisa

Por exemplo: em uma hora de perigo, um dos 613 mandamentos da Torá é de rezar e pedir para Hashem nos salvar do perigo, e isso é um dos princípios da nossa fé

O motivo desse princípio é que por meio disso a pessoa vai saber e entender que Hashem sozinho dirige o mundo e toma conta de cada detalhe de cada uma das criaturas, e somente Hashem tem a possibilidade de nos salvar, como escreveu o Rambam no quinto dos treze princípios

O fato de cada um de nós ser obrigado a cumprir o mandamento da Tefilá e pedir para Hashem o que precisamos na hora que  precisamos nos mostra que a Mitzvá da Tefilá não é direcionada especificamente à pessoas próximas de Hashem como Tzadikim mas sim à cada um de nós

Quando precisamos de alguma coisa é uma Mitzvat Assé, Mandamento "Faça", fazer nossos pedidos para Hashem.

Por esse motivo, mesmo estando as mulheres liberadas de cumprir os mandamentos "faça" que tem um tempo determinado, as mulheres também são obrigadas a rezar sendo que pela Torá o mandamento da reza não tem um tempo determinado

Às vezes nosso pedido será aceito e nosso desejo realizado, e às vezes, para nosso próprio benefício material ou espiritual, nosso pedido não é aceito, mas como vimos anteriormente nunca podemos pensar isso na hora do pedido

Isso se compara a alguém que manda seu pedido à um rei. Qualquer pessoa pode mandar para o rei um pedido, e mesmo sendo a pessoa mais distante dele, pode ser que o rei vai atender à seus pedidos porque condiz à natureza boa e piedosa do rei atender especificamente aos mais humildes e etc... 

O fato da pessoa estar mais próxima ou mais distante do rei só vai fazer diferença em relação à pedidos sobre assuntos públicos e de grande importância para o povo , mas em assuntos de necessidades particulares não faz diferença se a pessoa está mais próxima ou mais distante. 

Dessa mesma maneira Hashem se relaciona às rezas que rezamos e aos pedidos que fazemos para Ele

Porque explicitamente Ele atende às rezas de cada pessoa e esse é o mandamento da reza pela Torá

Nossos Profetas e Sábios no exílio da Babilônia viram que estávamos esquecendo o que precisamos e diminuindo a frequência em que deveríamos pedir, e fizeram para nós a Tefilá de 18 Brachot conhecida como "Shmone Esrei" ou Amidá como hoje se encontra no Sidur. 

Os Sábios da Mishná conhecidos como Tanaim e os Sábios da Guemará conhecidos como Amoraim acrescentaram mais algumas rezas seguidos pelos Sábios das gerações posteriores até chegarmos ao Sidur que temos hoje

Conclusão: Capriche nas rezas e não economize nos seus pedidos, você só tem a ganhar!

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NossaParashá nos conta que Moshe Rabeinu, depois de ter conquistado as terras da margem oriental do rio Jordão que seria a herança das tribos de Reuven, Shimon e metade da tribo de Menashe imaginou que o decreto Divino de não entrar na terra de Israel poderia ter sido anulado como é a regra de qualquer profecia negativa

Moshe rezou 515 vezes pedindo à D'us para deixar ele entrar na Terra de Israel e alcançar o nível dos mandamentos Divinos ligados à "Terra Santa"

Hashem responde à ele : "Muito mais do que isso está guardado para você, não continue pedindo isso". Vemos daqui que se ele continuasse a pedir receberia o que estava pedindo, mas o " Muito mais do que isso está guardado para você" ele perderia. 

Aprendemos daqui que quando rezamos e pedimos muitas vezes para Hashem nos dar algo e parece que nossos pedidos não estão sendo levados em conta, o motivo por não recebermos o que pedimos pode ser porque "muito mais do que isso" está guardado para nós, e se recebermos a coisa pequena perderemos a grande, portanto Hashem não nos dá o que pedimos para que possamos receber algo muito melhor. 

Porque Moshe não fez como Yaakov que rezou para ter uma vida tranquila e foi atendido? Yaakov viveu até os 147 anos uma vida tranquila no Egito com seu filho Yossef no governo. 

Moshe poderia pedir à Hashem uma vida tranquila entre as tribos de Reuven, Shimon e metade da tribo de Menashe que receberam terras fora de Israel, e viver tranquilo com seu sucessor  Yehoshua no governo como viveu Yaakov no Egito com Yossef acima dele . 

O sucessor de Moshe, Yeoshua Ben Nun era seu aluno exemplar, um filho espiritual que no caso de Moshe era até mais importante do que um filho material

A resposta para isso veremos mais à frente em Parashat Vayelech, lá Hashem diz para Moshe : "Você se deitará com seus pais e se levantará esse povo e se prostituirá atrás de deuses estranhos..."

Nosso patriarca, Avraham Avinu, faleceu com 175 anos . Rashi explica que Avraham teria que viver 180 anos como seu filho Itzhak, mas Hashem diminuiu cinco anos da vida dele porque tinha prometido à Avraham que ele iria falecer com tranquilidade. 

Ismael fez teshuvá e Essav ainda não tinha se corrompido, e isso significava falecer com tranquilidade.

Mas se ele vivesse mais iria sofrer com a idolatria de Essav e não faleceria tranquilo como Hashem lhe prometeu. Por isso Hashem o levou antes da hora. 

Portanto, antes do falecimento de Moshe que seria a hora propícia para ele pedir uma vida tranquila na margem oriental do rio Jordão, Hashem lhe comunicou que o povo iria fazer idolatria, e assim ele já não tinha mais motivo para pedir isso. 

E o que é o "Muito mais do que isso" que Hashem dará à Moshe? Diz o Ari Zal no Shaar Haguilgulim, baseado na primeira parte desse mesmo versículo "Você se deitará com seus pais e se levantará... ", que a última geração, a geração do Mashiach, é a reencarnação da geração que faleceu no deserto e Moshe próprio se reencarna e se torna o Mashiach! Existe melhor do que isso? 

Tu BeAv

A menção do mês de Av nos faz automaticamente ligar com o trágico acontecimento que nele ocorreu - o dia de Tish'á Beav, onde, entre outras desgraças, os dois Templos Sagrados foram destruídos.

Após o difícil período das três semanas, em que mantemos costumes de luto, começa o período de consolo, em que D'us volta-se a nós, após termos retornado a Ele.

No dia quinze de Av - Tu BeAv, o contraste torna-se mais aparente. Este é um dia de alegria, em que vários acontecimentos positivos aconteceram ao longo da nossa história.

Todos eles marcam o término de algum fato negativo que estava ocorrendo em nosso povo.

A demonstração de que D'us não mais estava mais longe de nós.

Já pagamos pelos nossos atos. Nosso Pai nos espera agora de braços abertos. Está na hora de voltar...

A Guemará nos conta que muitos anos atrás, as "filhas de Jerusalém iam dançar nos vinhedos" em quinze de Av, e quem não tivesse uma esposa ia até lá para encontrar uma noiva.

O Talmud considera esse dia a maior festa do ano e o compara ao Yom Kipur!

Principais contecimentos de Tu BeAv

Tu BeAv no deserto

Após o pecado dos espiões em que o povo, guiado por seus líderes, não confiou nas palavras de D'us e não quis entrar na Terra de Israel, esta geração foi condenada a uma jornada de quarenta anos no deserto, até que todos acabassem falecendo, e então a geração mais nova ingressaria na Terra.

Como esse pecado tinha acontecido em Tish'á Beav, as mortes também ocorriam nesta data.

Neste dia, todos os homens que estavam com vinte anos ou mais na saída do Egito dormiam dentro de covas. No dia seguinte, os que estavam vivos levantavam-se mas dentre eles quinze mil estavam mortos. Sobre as mulheres isso não foi decretado

No último Tish'á Beav antes da entrada na Terra de Israel, todos os que haviam deitado dentro de suas covas, levantaram-se no dia seguinte.

A princípio, pensaram que tivesse havido algum engano na contagem dos dias, e por este motivo continuaram a dormir nas covas nos dias que se seguiram mas continuaram vivos

No dia 15 de Av (TuBeav) viram a lua cheia, e tiveram certeza que não erraram na conta e o dia de Tish'á Beav já havia passado sem que ninguém falecesse, determinando assim o final do decreto

Tu BeAv depois de terem entrado na terra de Israel

Desde a entrada na Terra de Israel, até o acontecimento da "Pileguesh Baguiva" em que a tribo de Binyamin foi boicotada por causa das atrocidades que fizeram, dois tipos de casamentos eram proibidos:

casamentos de uma tribo para outra e posteriormente casamentos de alguém de qualquer tribo com alguém da tribo de Binyamin

Casamentos entre as tribos: 

Uma filha que tivesse herdado um terreno de seu pai, não poderia casar-se com um homem pertencente a outra tribo, pois desta forma, o terreno passaria a pertencer também à seu marido, prejudicando a tribo da qual ela provinha que perderia o direito sobre as terras.

Os primeiros quatorze anos na Terra de Israel foram dedicados à conquista e distribuição das terras entre as tribos.

Após o acontecimento da "Pileguesh Baguiva", atrocidade cometida pela tribo de Binyamin, as outras tribos fizeram a seguinte promessa: "Nenhum de nós dará sua filha como esposa para alguém da tribo de Binyamin"

Nossos Sábios analisaram estas proibições e, sob inspiração Divina, chegaram a conclusão de que essas proibições tinham validade somente por um certo período.

Os casamentos entre as tribos foram proibidos por quatorze anos, tempo marcado pela ausência de uma demarcação fixa de terra que seria mais tarde destinada a cada tribo, o que naquela época impossibilitava as transferências de terra.

Passado este período, a transferência das terras tornou-se viável.

Nossos Sábios também provaram que a promessa de não casar-se com a tribo de Binyamin era apenas para aquela geração em que eles fizeram as atrocidades, pois disseram no juramento: "Nenhum de nós" - e não "Nenhum de nosso filhos".

As duas permissões foram dadas no mesmo dia: em Tu Beav. Por isso, este dia foi marcado por grande alegria e união entre nosso povo.

O país das dez tribos

Tu BeAv também é o dia em que foi permitida a subida à Jerusalém

Yerovam ben Nevat fez uma revolução e fundou um novo país, o país das dez tribos conhecido como "reino de Israel"

Eles se separaram de Jerusalém, aonde estava o Beit Hamikdash que D'us havia indicado como o centro do nosso povo e Yerovam obrigou o povo a fazer idolatria, representada por dois bezerros de ouro que ele colocou em Dan e em Bet El.

Para impedir às pessoas de irem à Jerusalém, Yerovam espalhou várias barreiras e guardas nos caminhos que levavam à Judeia.

Essa situação continuou até os últimos dias do país das dez tribos, quando o rei Hoshea ben Ela deu liberdade religiosa ao povo declarando que: "Todo aquele que deseja subir a Jerusalém, que suba". Isto ocorreu no dia de Tu Beav, e foi motivo para grande alegria.

Hoshea ben Ela permitiu que subissem à Jerusalém, dizendo "quem quiser - que vá". Porém, sua obrigação como rei era encorajar o povo a fazê-lo, coisa que nem ele mesmo fazia por também não andar no bom caminho.

Sendo que o governo deu liberdade religiosa e a maioria do povo optou por continuar na idolatria, a consequência disso foi que os Assírios conquistaram o país das dez tribos e hoje eles são dez tribos perdidas 

Tu BeAv na época do segundo Beit Hamikdash

Após a reconstrução do Segundo Templo Sagrado, nos dias de Ezra e Nechemia, havia grande a dificuldade em encontrar árvores para utilização da madeira na queima dos sacrifícios no altar, pois a terra encontrava-se devastada.

Por isso, quando alguém doava lenha ao Templo, seu ato era meritório e muito festejado. Afinal, se não houvesse lenha não haveria possibilidade de oferecer sacrifícios, e o trabalho do Templo teria que ser cancelado.

Tão significativa era a importância deste ato, que os inimigos, desejosos de arruinar os serviços do Templo Sagrado, impediam as pessoas de chegar com lenha a Jerusalém.

O última dia do ano em que cortava-se lenha para o Templo era o dia quinze de Av. Após esta data, o calor do sol já não era tão intenso, e as madeiras, que não estavam tão secas, corriam o risco de serem infestadas por insetos, invalidando sua utilização no altar.

Portanto, o último dia de verão, em que a Mitzvá das lenhas era terminada, era festejado com grande alegria.

Tu BeAv e a guerra com os romanos

Adriano, o perverso imperador romano, havia feito um genocídio na cidade de Betar, e para ter maior prazer com a derrota dos judeus, deixou seus corpos abandonados, jogados em um vinhedo.

Aconteceu um grande milagre e os corpos dos habitantes de Beitar ficaram intactos

Após um certo tempo, ascendeu um novo rei que permitiu que estes corpos fossem finalmente enterrados.

Todo o povo se uniu para cuidar dos enterros, e isso aconteceu no dia de Tu Beav.

Nesta data, os Sábios acrescentaram a bênção de Hatov Vehametiv - o "Bom que faz o bem", no Bircat Hamazon. E explicaram: "O Bom" - pois os corpos não apodreceram enquanto não haviam sido enterrados. E "que faz o bem" - pois fez com que acabassem sendo enterrados.

Aprendemos dessa Brachá que Assim como nós abençoamos D'us pelos milagres que faz, devemos abençoa-lo por acontecimentos que não nos parecem tão positivos, e acreditar que tudo que vem Dele é para o nosso bem, nosso bem material, ou mais ainda mais, para o nosso bem espiritual




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Que Hashem dê à eles e à todos vocês muito sucesso, muita saúde, muito dinheiro e felicidades judaicas de toda a família!



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