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    Princesa nazista

    Princesa nazista
    Gudrun Burwitz fotografada com seu pai, Heinrich Himmler, em 1938;
     ele era um dos homens de confiança de Hitler (Foto: AP Photo)
    ‘Princesa nazista': a filha do braço direito de Hitler que trabalhou para a inteligência alemã.

    Gudrun Burwitz, morta em maio, foi identificada como funcionária da BND; até o fim da vida, ela se associou a grupos radicais da Alemanha e defendeu o pai.
     Gudrun Burwitz fotografada com seu pai, Heinrich Himmler, em 1938; ele era um dos homens de confiança de Hitler (Foto: AP Photo) Gudrun Burwitz fotografada com seu pai, Heinrich Himmler, em 1938; ele era um dos homens de confiança de Hitler (Foto: AP Photo)
    Gudrun Burwitz fotografada com seu pai, Heinrich Himmler, em 1938; ele era um dos homens de confiança de Hitler (Foto: AP Photo)
    Gudrun Burwitz, a filha do líder nazista Heinrich Himmler, nunca repudiou o nazismo publicamente e sempre defendeu a memória de seu pai.

    Até sua morte, em maio, aos 88 anos, Burwitz comparecia a eventos e manifestações neonazistas e foi a vida toda associada a grupos radicais na Alemanha - onde recebeu de parte da imprensa o apelido de "princesa nazista".

    No livro Espanhóis no Holocausto: Vida e Morte dos Republicanos em Mauthausen, de David Wingeate Pike, Burwitz é descrita como uma dona de casa de Munique, mãe de três filhos e integrante proeminente do grupo secreto Stille Hilfe, que dava apoio legal e financeiro a ex-integrantes da SS (polícia nazista) - caso de Klaus Barbie, o "carniceiro de Lyon", e Martin Sommer, que coordenava a segurança dos campos de concentração de Dachau e Buchenwald.

    Nesta semana, porém, descobriu-se mais uma atribuição de Burwitz no pós-nazismo: segundo reportagem da revista alemã Bild, ela também foi contratada pela Serviço Federal de Inteligência (BND, na sigla em alemão) na década de 1960. A agência praticava espionagem para a extinta Alemanha Ocidental.

    'Nome falso'
    Bodo Hechelhammer, chefe do departamento de história da agência, confirmou que "Burwitz foi um dos integrantes da BND até 1963, sob um nome falso".

    Burwitz era adolescente quando a Segunda Guerra Mundial terminou, em 1945, e foi libertada no ano seguinte depois de prestar depoimento nos tribunais de Nuremberg, que julgaram crimes nazistas. Entre 1961 e 63, ela então trabalhou como secretária na sede do BND em Pullach, perto de Munique.

    Nessa época, a organização estava sob o comando de Reinhard Gehler, ex-comandante de inteligência militar nazista que durante a guerra espionava o Exército Vermelho, da União Soviética.

    Depois da guerra, Gehlen trabalhou com as forças de ocupação dos EUA na Alemanha Ocidental até 1968. Para isso, contratou diversos ex-companheiros nazistas, segundo o livro The General Was a Spy (O general era um espião, em tradução livre), de Heinz Hohne e Hermann Zolling.


    Organizações e instituições alemãs como a BND discutiam como lidar com seus próprios vínculos nazistas no pós-guerra.

    Segundo Bodo Hechelhammer, "o momento (da morte de Gudrun Burwitz) coincidiu com um começo de mudança na compreensão sobre empregados públicos que estiveram envolvidos com o nazismo".

    O estudioso afirma, ainda, que a agência não costuma falar de empregados antigos e atuais, mas abriu uma exceção por conta da morte de Burwitz.

    Elite do horror
    O pai de Burwitz era do círculo de confiança de Adolf Hitler e comandou a SS, que teve um protagonismo no assassinato de milhões de judeus, poloneses, ciganos, prisioneiros de guerra soviéticos e outros que eram classificados como "racialmente inferiores" durante o Holocausto.

    Em 1945, Himmler cometeu suicídio depois de ser capturado pelos britânicos.

    A "princesa nazista" só concedeu uma entrevista, em 1959, na qual destacou seu desejo de mudar a reputação do pai perante a história. "Meu pai é visto hoje como o maior genocida da história. Quero mudar essa imagem", afirmou.

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